segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Desmontando a árvore de Natal.



Olho a beleza da árvore com desgosto pela missão. Como gostaria de conservá-la incólume por todo o ano. Mas não!
Jesus Cristo já foi esquecido pelas festas de final de ano, as férias,  praias, o sol quente, todos longe de terem sido criados por Deus, agora, absorvem corações e mentes.a questionar a velha e dura vida de cada um
Ele já não mais será a criança que aguardávamos, a pedir  afetos dos corações egoístas. Não poderemos mais levá-lo em nossos braços, beijá-lo, niná-lo.
Jesus já não é mais criança, e envelhecemos subitamente.
A cada enfeite retirado, uma dor vai sendo colocada em  nosso peito:
A estrela  no topo, guiando o caminho dos magos, a subjetividade da nossa fé, que em tudo acreditava, agora oficializa-se num Cristo crucificado.
 As bolas perdendo o brilho ao serem guardadas em caixas, a serem esquecidas durante o ano, guardando os sonhos por um mundo melhor.
O pisca-pisca das luzes coloridas, com sua imitação da transcendência, o Lar Celestial, sendo substituído pela realidade da vida, a vida que precisa ser ganha com o suor e o trabalho.
Gostaria de dizer a todos que este sonho não foi em vão, e que é possível um mundo diferente...
Entretanto, agora, infelizmente, está tudo em caixas,
A festa acabou, a perseguição reiniciou.
As vidas novamente nos depósitos da esperança, irrealizáveis.