sábado, 31 de janeiro de 2015

Helena Solon, incansável romancista, nos brinda com seu novo trabalho

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Pietra [EBook Kindle]

Helena Solon Dri K.K. 

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"O Islã ainda espera a sua revolução cultural." Entrevista com Samir Khalil Samir

Quinta, 29 de janeiro de 2015

A cultura do encontro proposta pelo Papa Francisco na Evangelii gaudium 
é a chave para uma relação fecunda entre Islã e Ocidente. Mas o mundo 
muçulmano é chamado para fazer uma revolução cultural para se reconciliar
 com a modernidade e rejeitar com clareza as sereias do fundamentalismo
 e da violência. Palavra de Samir Khalil Samir,  egípcio, também jesuíta,
 islamólogo de renome internacional, professor do Pontifício Instituto 
Oriental de Roma, desde sempre empenhado em um diálogo autêntico.
A reportagem é de Giorgio Paolucci, publicada no jornal Avvenire
28-01-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis a entrevista.
O terrorismo de matriz islâmica está sendo usada com grande eficácia
 a rede como instrumento para o recrutamento de novos adeptos. 
Alguns observam que a internet está substituindo as mesquitas...
No mundo muçulmano, as mesquitas continuam, desempenhando um 
papel fundamental na formação das consciências. A grande maioria considera
 decisivo o que é dito durante a khutba, a pregação da sexta-feira que – aliás –
 geralmente pesa muito mais do que as homilias proferidas pelos párocos 
nas igrejas. E, infelizmente, muitos imãs propõem uma leitura fundamentalista do 
Alcorão, que chega a justificar o recurso à violência em nome de Deus
Tudo isso é filho de uma abordagem radical que é proposta na maioria das 
universidades islâmicas, onde, há décadas, difundiu-se como um vírus
pensamento wahhabita nascido na Arábia Saudita e depois propagado – 
também graças a enormes financiamentos – para outros países 
islâmicos e também para o Ocidente.
Por que fala de "vírus"?
Porque o grande problema do mundo muçulmano está na incapacidade
 de conjugar a fé e a modernidade. Quando se lê o Alcorão, é preciso usar
 a razão e, portanto, dar espaço para a interpretação, para a exegese, para o
 espírito crítico, como a Igreja soube fazer ao longo dos séculos. No Islã, ao 
contrário, continua prevalecendo uma abordagem "mecanicista", que leva a 
praticar uma espécie de "copia e cola", razão pela qual certos versículos do 
livro sagrado dos muçulmanos, escritos no século VII, são repropostos como 
se fossem receitas para responder às perguntas postas pela atualidade. E, 
assim, o recurso à violência, que nos tempos de Maomé era amplamente
 praticado – como demonstra a história da expansão islâmica nas primeiras
 décadas depois da sua pregação –, é legitimado e até exaltado. Mas isso 
correspondia à mentalidade da época!
Mas há quem no mundo islâmico se oponha a essa abordagem...
É verdade, mas os pensadores iluministas ainda são muito poucos, isolados, 
muitas vezes criticados e pouco influentes sobre as massas, que – não 
podemos esquecer – expressam uma difundida ignorância (no Egito, 40% são 
analfabetos) e, portanto, confiam nas interpretações propostas pelos imãs. 
Por isso, estou convencido de que a questão fundamental é a necessidade 
de uma nova hermenêutica, de uma nova abordagem ao Alcorão e à tradição, 
que deveria ser ensinado aos imãs. Alguma coisa está acontecendo, e, nesse
 sentido, considero muito importantes as palavras pronunciadas pelo presidente
 egípcio, Al-Sissi, na Universidade de Al-Azhar, que é o principal centro de 
irradiação do pensamento sunita em nível mundial e forma a cada ano milhares
 de imãs que atuam no Egito e em muitos outros países.
Al-Sissi pediu um esforço dirigido contra as más interpretações do Islã, que 
incitam à violência e ao fechamento em relação às outras comunidades, e se
 perguntou como é possível que a religião islâmica seja percebida como "fonte 
de ansiedade, perigo, morte e destruição" pelo resto do mundo. Ou como é 
possível haver entre os muçulmanos quem pense que a segurança só pode
 ser alcançada eliminando os outros sete bilhões de habitantes do mundo. 
Palavras pesadas, embora eu tema que será preciso muito tempo para que 
se tornem pensamento difundido e cheguem a forjar a mentalidade e os 
comportamentos das pessoas. Mas o Islã deve fazer a sua revolução cultural, 
em vez de continuar olhando para trás.
Como se explica a forte capacidade de atração que estão exercendo as 
tendências fundamentalistas também entre os muçulmanos que vivem 
há muito tempo na Europa?
Acho que é justo especificar, acima de tudo, que a maioria da comunidade 
não se reconhece nessas tendências. A força de atração exercida pelos 
extremistas depende principalmente de dois fatores: a fraqueza da proposta
 ideal por parte do Ocidente, que é visto como uma civilização decadente,
 cada vez mais distante de um verdadeiro sentimento religioso, e o fascínio 
exercido por palavras de ordem essenciais, que veiculam slogans de efeito, 
prometendo paraísos (inexistentes), veiculam a ilusão de uma regeneração 
pessoal e coletiva. E, então, também a violência é aceita a fim de alcançar o 
objetivo. Quando uma promessa barata se insere em uma razão enfraquecida,
o deslize para o fundamentalismo torna-se mais fácil.
Com os tempos em que vivemos, o diálogo parece ser uma utopia ou algo que 
pertence mais aos círculos intelectuais do que à realidade cotidiana.
 No entanto, há uma compenetração cada vez mais estreita entre Islã e 
Ocidente, que são obrigados à coexistência. O que é possível para construir
 uma verdadeira convivência?

O ponto de partida é a comum humanidade que nos constitui. Acima de tudo, 
somos pessoas, e, na vida cotidiana, são muitas as ocasiões em que cristãos
 e muçulmanos encontram-se lado a lado e aprendem com a experiência como
 se pode viver juntos. Há poucos dias, o papa disse novamente, de forma muito
 clara, ao receber os membros do Pisai (Pontifício Instituto de Estudos Árabes
 e de Islamística): "No princípio do diálogo, está o encontro. Dele, gera-se o
primeiro conhecimento do outro". Acho que uma das indicações mais recorrentes
 deste pontificado, a cultura do encontro, é a chave para se fundamentar a 
construção de uma convivência sólida. Partindo da redescoberta do eu, da própria
 identidade vivida como recurso para encontrar o outro, e não como "arma" para 
se contrapor. É um desafio vertiginoso, mas me parece ser o único caminho que
 pode dar frutos. Quem repropõe a contraposição frontal faz o jogo dos carnífices
 do Estado Islâmico.

Reflexão polêmica sobre a felicidade dos muçulmanos

Reconheço as perseguições e dominações
 que pesam sobre os muçulmanos  mas
 também assisto a uma situação que
 não entendo, sob o ponto de vista cristão.


PARADOXO DOS MUÇULMANOS
Os muçulmanos não estão felizes.

· Eles não estão felizes em Gaza.
· Eles não estão felizes na Cisjordânia.
· Eles não estão felizes no Egito.
· Eles não estão felizes na Líbia.
· Eles não estão felizes na Argélia.
· Eles não estão felizes em Tunis.
· Eles não estão felizes em Marrocos.
· Eles não estão felizes no Iêmen.
· Eles não estão felizes no Iraque.
· Eles não estão felizes no Afeganistão.
· Eles não estão felizes na Síria.
· Eles não estão felizes no Líbano.
· Eles não estão felizes no Sudão.
· Eles não estão felizes na Jordânia.
· Eles não estão felizes no Irã.

E onde os muçulmanos estão felizes ?

Eles estão felizes na Inglaterra.
Eles estão felizes na França.
Eles estão felizes na Itália.
Eles estão felizes na Alemanha.
Eles estão felizes na Suécia.
Eles estão felizes na Holanda.
Eles estão felizes na Dinamarca.
Eles estão felizes na Bélgica.
Eles estão felizes na Noruega.
Eles estão felizes em U.S.A.
Eles estão felizes no Canadá.
Eles estão felizes na Romênia.
Eles estão felizes na Hungria.
Eles estão felizes na Austrália.
Eles estão felizes na Nova Zelândia.
Eles estão felizes no Brasil.

Eles estão felizes em qualquer país no mundo não 
governado por muçulmanos.

E quem eles culpam?
· Não o Islam.
· Não a liderança deles.
· Não a si mesmos.

Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.
A democracia é realmente boa para eles: a democracia, 
em que podem viver confortavelmente, aproveitar
 a alta qualidade de vida, que boa parte 
deles não construiu e nem trabalhou para ter. 
Pode, essa boa parte, manter seus costumes, 
desobedecer às leis, explorar os serviços 
sociais, fazer paródias de nossa política e de
 nossos tribunais.

Geralmente, mordem a mão que os alimenta.

A questão é contraditória, paradoxal, porque, ao mesmo tempo, 
tentam trazer seu sistema de vida falido e transformar os países 
que os acolheram no país que abandonaram...