sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Encontrado em uma garagem grande parte do tecido embebido no sangue de Wojtyla

O fragmento da relíquia foi reconstruído pelo bispo auxiliar de L'Aquila, Giovanni D' Ercole, segundo o qual faltam alguns fios de ouro que a polícia ainda está procurando
Por Redacao
31 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - A história do roubo da relíquia de João Paulo II, em Abruzzo, parece ter chegado ao fim. Hoje, grande parte do tecido que contém o sangue do Beato foi encontrado na garagem de um dos três jovens viciados denunciados ontem.
O anúncio foi dado por monsenhor Giovanni D' Ercole, bispo auxiliar de L' Aquila, durante uma conferência de imprensa conjunta com a polícia e os carabinieres. O prelado declarou-se “feliz”, dizendo  que o fragmento de tecido foi pessoalmente reconstruído por ele e que faltaria somente alguns fios de ouro que a polícia ainda está procurando. As investigações já tinham se concentrado desde esta manhã na região do Projeto Case di Tempera, residência de um dos três jovens acusados do sacrilégio. A delegacia de Aquila tinha pedido o envio de uma Força-Tarefa da Polícia Científica de Roma especializada em encontrar vestígios de sangue, e de Milão também foi enviado um cão molecular, um pastor alemão sob as forças da Polícia de Fronteira do aeroporto de Malpensa, capaz de reencontrar o precioso objeto sagrado.
A relíquia durante cinco dias foi exposta à intempérie. As investigações foram iniciadas pela polícia no domingo passado, depois de que o pároco do pequeno santuário de São Pedro da Lenca, no sopé do Gran Sasso, denunciou o incidente. No dia seguinte, 50 homens foram envolvidos na investigação dos objetos roubados (além da relíquia foi roubado também um crucifixo).
Ontem de manhã, os investigadores tinham prendido os dois ladrões por roubar um ônibus, que depois confessaram o crime e indicaram o lugar onde tinham enterrado a cruz e parte do ferro que continha o frasco, o terreno do Sert de Collemaggio. Durante os interrogatórios, tinham afirmado ter jogado nos arbustos o recipiente que continha um pedaço do hábito do Papa Polonês embebido do sangue do atentado de maio de 1981.

O pecado não existe?

Uma flor para todos os inocentes mortos pela nossa "mediocridade cristã"
Papa Francisco: quando falta a presença de Deus, perdemos o sentido do pecado e achamos que mesmo um ato grave se torna apenas um problema a ser resolvido
Por Salvatore Cernuzio
 31 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - "O maior pecado de hoje é que as pessoas perderam o sentido do pecado". Por trás do jogo de palavras que o papa Francisco retomou de Pio XII, esconde-se uma grande verdade: quando falta a presença de Deus e do seu Reino, até mesmo os pecados graves, como o adultério e o homicídio, se reduzem a "um problema a ser resolvido".
Este foi o cerne da homilia do papa na missa de hoje, celebrada na Casa Santa Marta. Ele começou falando novamente sobre o rei Davi e focando em particular na primeira leitura de hoje, que fala da forte paixão do rei por Betsabá, esposa de Urias, um dos seus generais. A paixão leva Davi a mandar o general para as linhas de frente de batalha, a fim de lhe causar a morte e assim obter a sua mulher livremente.
O rei, na verdade, perpetra o assassinato de um homem inocente, cometendo um pecado mortal adicional ao de adultério. No entanto, observa o papa Francisco, nem uma coisa nem a outra o afeta muito: "Davi está diante de um grande pecado, mas não sente que pecou", "não lhe ocorre pedir perdão. O que lhe vem à mente é: como é que eu posso resolver isso?".
O problema, disse o papa, não é tanto o fato de que o rei tinha pecado: "Para todos nós pode acontecer isso. Todos somos pecadores e somos tentados, e a tentação é o nosso pão de cada dia". Aliás, “se algum de nós dissesse: ‘mas eu nunca tive tentações’, significa ou que é um querubim ou que é um pouco bobo, não acham?”. É normal, na vida, lutar e cair, porque "o diabo não fica quieto: ele quer a vitória".
O problema "mais grave" surge a partir da passagem do profeta Samuel: "não é a tentação e o pecado contra o nono mandamento, mas o modo de agir de Davi", que "não fala de pecado", mas de "um problema que precisa de solução. Isto é um sinal!”: um sinal de que, “quando o Reino de Deus não está presente, quando o Reino de Deus diminui, perde-se o sentido do pecado”.
Por esta razão, pedimos, no pai-nosso, “Venha a nós o vosso Reino”. Pedimos que Deus faça crescer o seu Reino, porque, quando perdemos o sentido do pecado, também perdemos o sentido do Reino de Deus. Em seu lugar, disse o papa, emerge uma "visão antropológica superpotente", para a qual "eu posso tudo"; e esse "poder do homem" é sobreposto à "glória de Deus". Deveríamos nos lembrar sempre de que "a salvação não virá da nossa esperteza, da nossa astúcia, da nossa inteligência", mas "da graça de Deus e da prática de todos os dias desta graça na vida cristã".
“Eu”, revelou o papa, “confesso que, quando vejo essas injustiças, essa soberba humana, quando vejo o perigo de que isso aconteça comigo mesmo, o risco de perder o sentido do pecado, me faz bem pensar nos muitos Urias da história, nos Urias que ainda hoje sofrem a nossa mediocridade cristã, quando perdemos o sentido do pecado...".
Eles "são os mártires dos nossos pecados não reconhecidos". Rezar nos fará bem, "para que o Senhor nos dê sempre a graça de não perder o sentido do pecado". E também nos faria bem "levar uma flor espiritual até o túmulo desses Urias contemporâneos, que pagam a conta do banquete daqueles cristãos que se sentem seguros".

O "ruinzinho" do Muricy e a Imprensa Golpista.

Estes dias o  São Paulo Futebol Clube ganhou do Rio Claro por 6 x 3, uma verdadeira lavada.

Algo raro nos dias de hoje, principalmente no tricolor do Morumbi, que tem amargado vexame atrás de vexame.

Pois não é que, ao final, durante coletiva com a imprensa, o primeiro repórter a falar, perguntou sobre quais eram as razões do tricolor ter recebido 3 gols do adversários.

Muricy, que não tem a língua presa foi categórico:

- Eu te conheço, você é o famoso "RUINZINHO".   O time marca 6 gols, coisa rara para os dias de hoje, e você vem falar dos 3 gols que levamos. Você é dos RUINZINHOS

Hoje, abro a Folha de São Paulo e vejo a seguinte manchete (prestem atenção):

"DESEMPREGO CAI AO MENOR NÍVEL, MAS RENDA SOBE MENOS"

Não há uma manchete do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que não use o contraponto, para desmoralizar as conquistas do Governo Dilma.

Podem verificar, com olhos críticos, o Jornal Nacional, a Veja, o Estadão, et caterva.

Todos batem sempre, e quando o  governo Dilma tem pontos positivos, e são muitos, eles chafurdam formas de encontrar o contraditório, para denegrir a conquista.

Tudo orquestrado pelo império que quer transformar o Brasil numa Croácia.

Sabem que derrubando  governo progressista brasileiro, abalarão os ideais dos povos da América Latina, sedentos de justiça oportunidades e paz.

Porque, afinal, o Brasil exerce um papel de liderança regional, e malgrado as conquistas aqui não tenha sido do porte como em outras nações latinas, o fim da era progressista aqui, tem significado estratégico no movimento popular como um todo, na região.

Por isso assumimos a ironia do Muricy.

Vocês, reacionários e retrógrados do mundo são muito RUINZINHOS.

Nada para vocês presta.

Gostam de meter o dedo no bolo, estes estragam festas.

Vamos comemorar as conquistas.

É hora de se exaltar os feitos do Governo Dilma, e foram muitos. porque o PIG não fará isto, mas a rede na iternet pode fazer.

Não basta estar preso. É preciso espezinhar.

30 DE JANEIRO DE 2014 - 12H10 

Denúncia sobre uso de celular de Dirceu na prisão é improcedente


O documento produzido pela coordenadoria de sindicância do Presídio da Papuda definiu como “improcedente” a denúncia publicada no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo de que o ex-ministro José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, teria utilizado um celular nas dependências da unidade prisional do Complexo da Papuda, onde está preso há mais de um mês, o que não é permitido pela lei.


 
 Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu se apresentou à PF em novembro do ano passado.
O caso desencadeou a suspensão do pedido de trabalho do líder petista. Com a conclusão de que informação não procede, Justiça deverá permitir que ele trabalhe. Dos condenados na AP 470 a regime semiaberto, apenas Dirceu continua sem emprego.

Até esta sexta-feira (31) desta semana, o ministro Ricardo Lewandowski deverá dar parecer favorável ao prosseguimento do pedido de trabalho de Dirceu no escritório de advocacia de José Gerardo Grossi, com salário de R$ 2,1 mil por mês. A defesa do ex-ministro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, por causa da decisão da Vara de Execuções Penais (sob o comando do juiz Bruno Ribeiro) do Distrito Federal, que suspendeu, por 30 dias, a análise do pedido de Dirceu para trabalhar fora da prisão, até que terminasse a investigação interna sobre denúncias de uso do celular dentro do Presídio da Papuda.

Segundo a reportagem publicada na Folha, no dia 17 de janeiro, Dirceu teria conversado por celular com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia. De acordo com o texto, a conversa foi possível com a ajuda de uma pessoa que visitou Dirceu. Na ocasião, a defesa do ex-ministro negou que a conversa tenha ocorrido e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal abriu processo administrativo para investigar o caso.

Segundo a sindicância do presídio, todos que visitam Dirceu “são separados por um vidro”. São encontros “sem contato físico”, anota o documento, que ressalta que o ex-ministro passa por revistas “com inspeção corporal, antes e depois” de cada visita. Assim como sua cela, onde do mesmo modo não foi encontrado qualquer celular. Denúncia será arquivada.

Dos condenados na AP 470 a regime semiaberto, todos que fizeram pedido já estão trabalhando. É o caso, por exemplo, do ex-deputado Bispo Rodrigues, que teve seu pedido de trabalho autorizado nesta terça-feira. Antes dele, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, também já havia começado a trabalhar durante o dia na Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Brasília. O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas e os ex-deputados Pedro Henry (PP-MT) e Romeu Queiroz (PTB-MG) também já estão trabalhando.

Fonte: Correio do Brasil


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Apoio internacional ao presidente do Equador por denunciar a ideologia de gênero

Em meio a ataques agressivos contra o presidente Rafael Correa, 49 associações de 20 países aplaudem as suas valentes declarações
Por Ivan de Vargas
30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - A associação espanhola “Profesionales por la Ética” promoveu, junto a entidades da sociedade civil de vários países, uma campanha internacional de apoio às "firmes e valentes declarações" do presidente do Equador, Rafael Correa, feitas no dia 28 de dezembro de 2013 sobre a ameaça da ideologia de gênero.
A diretora de Assuntos Internacionais da “Profesionales por la Ética”, Leonor Tamayo, reconhece que, "apesar da sua militância socialista e dos seus posicionamentos questionáveis e controversos em outros temas, Correa demonstrou que o direito de todos à vida, à identidade sexual e à família natural não são questões de direita ou de esquerda, mas de bom senso e de respeito pela realidade das coisas".
Tamayo destaca que, embora os ataques contra Correa tenham sido muitos e muito agressivos por causa do seu pronunciamento, também houve relevante respaldo às suas declarações por parte de 49 associações de 20 países, que expressaram o sentimento de milhões de pessoas de todo o mundo. "A maior parte da população experimenta na vida e na comunidade o valor e o significado da vida e da família natural", considera a responsável da “Profesionales por la Ética”.
Há um mês, o presidente equatoriano usou o seu programa semanal de rádio e TV para denunciar a ideologia de gênero. Correa manifestou respeito pelas pessoas que defendem tais teorias, mas reprovou o fato de tentarem "impor as suas crenças a todos".
Os defensores da ideologia de gênero criticada por Correa dizem "que não existe homem nem mulher natural, que o sexo biológico não determina o homem e a mulher, que são as 'condições sociais' que determinam isso. E que cada um tem 'direito' à liberdade de escolher até mesmo se é homem ou mulher. Ora, por favor! Isso não resiste à menor análise crítica!", exclamou o chefe de Estado equatoriano.
"Não são teorias, é pura e simples ideologia, muitas vezes para justificar o modo de vida de quem cria essas ideologias. Nós os respeitamos como pessoas, mas não compartilhamos essas barbaridades", declarou ele.
Correa alertou contra o que chamou de “perigosíssima ideologia” e denunciou o doutrinamento que está acontecendo em muitas escolas: "Não tentem impor isso ao resto das pessoas, não imponham isso aos jovens, porque existe gente que está ensinando isso aos nossos jovens". O presidente também se declarou partidário da família natural, mesmo correndo o risco de parecer "cavernícola" e "conservador": "Eu acredito na família e acho que essa ideologia de gênero destrói a família convencional, que continua sendo e eu acho que continuará sendo a base da nossa sociedade", enfatizou.
Por último, Rafael Correa declarou que ser esquerdista não implica apoiar o aborto nem ser contra a família tradicional. "Isso é outra ‘invencionice’: essa ideia de que quem não apoia essas coisas não é de esquerda".
"Que história é essa de que alguém que não seja pró-aborto não é de esquerda?", perguntou. "Então, se Pinochet é a favor do aborto, ele é de esquerda? E se o Che Guevara era contra o aborto, então ele era de direita?". E encerrou afirmando que "essas questões são morais, não ideológicas".
Enquanto o presidente equatoriano já enxergou o perigo da ideologia de gênero, o Parlamento Europeu deve levar a votação nos próximos dias o chamado Relatório Lunacek, assim batizado porque a sua promotora é a eurodeputada austríaca Ulrike Lunacek.
A iniciativa foi apresentada em novembro passado à Comissão de Liberdades Civis, Justiça e Interior da Eurocâmara, que a admitiu para tramitação em 17 de dezembro e a enviou para a Mesa da Câmara.
O texto pretende estabelecer “uma estratégia europeia contra a homofobia e contra a discriminação por razões de orientação sexual e identidade de gênero”, diz a proposta, que advoga também por uma política de “tolerância zero” aos chamados “crimes de ódio”, entre os quais estão incluídos os ataques homofóbicos verbais ou físicos.
Suas principais propostas são o avanço na criação de uma política comum sobre os direitos da comunidade LGTB (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e o “uso máximo das competências da Comissão” para obrigar os países-membros da União Europeia (UE) a cumprirem a legislação do bloco no tocante à discriminação baseada em orientação sexual.
Ulrike Lunacek chamou de "estúpidos reacionários" as centenas de milhares de europeus que se mobilizaram para pedir que os seus representantes na Eurocâmara votassem “não” ao Relatório Estrela, outra iniciativa, já derrotada, que promovia uma “harmonização legislativa” para estender o aborto livre e implantar nas escolas de toda a União Europeia uma educação que adotasse os princípios da ideologia de gênero.
A derrota daquela proposta abortista irritou especialmente o lobby gay no Parlamento Europeu. Esse grupo de pressão dispõe até mesmo de um “cáucus” próprio, um agrupamento informal de eurodeputados de vários partidos que compartilham o compromisso com a implantação progressiva da agenda gay nas leis dos países-membros da UE.
Ulrike Lunacek, a promotora da moção que está prestes a ser votada no Parlamento Europeu, é uma destacada participante do cáucus gay e militante do feminismo radical.

Como sofro.

Sofro por nada,
sem querer.

Apenas uma falta
de olhar
um desviar
uma imposição
de silêncio...

Como sofro.

Sempre acontecem pedras
nos cursos d'água.

Acontece,
esquece.

Quando se envelhece
sofrendo 
por tudo
por nada?

Como aperta
ver escapar
a vida
das pessoas.

Como angustia
a ausência
de solidariedade.


Ex-diretor da CPTM diz não se recordar de quem recebeu US$550 mil

0 DE JANEIRO DE 2014 - 18H57 

O jornal O Estado de S.Paulo divulgou reportagem nesta quinta-feira (30) sobre o inquérito que investiga o cartel operado nos governos do PSDB em São Paulo. Em depoimento à Corregedoria do governo Geraldo Alckmin, em outubro, João Zaniboni, ex-diretor da CPTM, disse apenas que fez "consultorias" e não se lembra de quem recebeu em torno de US$ 550 mil. Confira reportagem abaixo:


A conta Zaniboni não fecha. Em depoimento à Corregedoria-Geral da Administração (CGA), em 25 de outubro, o engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações e manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), disse não se recordar das empresas para as quais prestou consultorias. Por esse trabalho ele recebeu cerca de US$ 550 mil em uma conta bancária de sua titularidade na Suíça, entre 2000 e 2002.

Zaniboni é acusado de ser recebedor e intermediário no pagamento de propinas a políticos e agentes públicos do Estado de São Paulo. Ele foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crime financeiro no inquérito que investiga o cartel metroferroviário que teria operado entre 1998 e 2008, período dos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Ele depôs na CGA, braço da Casa Civil, no dia 25 de outubro, perante os corregedores Alexandra Comar de Agostini, Cristiane Marques do Nascimento Missiato, Maria Helena Barbieri Maganini e Ricardo Nogueira Damasceno.

Zaniboni lembrou-se com riqueza de detalhes de diversos e antigos projetos da CPTM, da década de 1990, contemporâneos aos pagamentos que recebeu na Suíça. Mas sobre esses pagamentos alegou não se lembrar das fontes.

Uma investigação da promotoria da Suíça descobriu a conta Milmar, de Zaniboni, no Credit Suisse de Zurique, na qual o ex-diretor da CPTM recebeu US$ 826 mil.

Desse total, US$ 250 mil foram repassados pelos consultores Sérgio Teixeira – já falecido – e Arthur Teixeira, este sob suspeita da PF de pagar propinas, o que ele nega taxativamente. Sobre os US$ 250 mil, Zaniboni disse ter recebido por consultoria que prestou a Arthur Teixeira, ainda quando ocupava cargo na Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), antes mesmo de assumir a diretoria de operações da CPTM, o que ocorreu em 1999. O pagamento, contudo, ocorreu no ano 2000, quando Zaniboni já estava na diretoria da CPTM – posto que ocupou entre 1999 e 2003.

Nem Zaniboni, nem Teixeira apresentaram qualquer documento relativo à consultoria. Ambos dizem que o acordo entre eles para o negócio foi verbal.

Questionado pela Corregedoria sobre a diferença (cerca de US$ 550 mil), Zaniboni afirmou não se recordar da origem. “Inquirido se essa conta bancária chegou a ser movimentada com o depósito de mais valores, respondeu afirmativamente, aduzindo que foi o próprio declarante quem fez vários depósitos, perfazendo um total de 550 mil dólares, valores esses advindos também de trabalhos de consultoria realizados pelo ora declarante”, anotou a CGA.

“Não sabe informar o nome das empresas para as quais prestou consultoria, pois, como ocorreu com Arthur Teixeira, não tem documentação comprobatória”, acrescentou a Corregedoria.

Zaniboni disse que, embora entre 2000 e 2002, época dos depósitos, fosse diretor da CPTM, “procurava desenvolver trabalhos de consultoria em outras áreas de sua atuação, como por exemplo, transporte de carga”.

O ex-diretor da CPTM afirmou, ainda, que entre 2006 e 2007 fechou a conta na Suíça e transferiu os valores para uma conta no banco Safra em Nova York em nome das filhas Milena e Mariana. 

Segundo ele, em setembro de 2013, o dinheiro foi transferido para o Brasil, os impostos recolhidos e as declarações de imposto de renda retificadas.

Até agosto, Zaniboni era sócio da Focco Tecnologia, empresa que firmou dezenas de contratos com o governo de São Paulo desde 2009 e recebeu, nos últimos quatro anos, R$ 33 milhões. 

Hoje, a Focco está em nome de Ademir Venâncio de Araújo, também ex-diretor da CPTM e, assim como Zaniboni, indiciado pela Polícia Federal no caso do cartel.

Com a palavra, a defesa:
O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que defende João Roberto Zaniboni, refutou com veemência a suspeita de que o ex-diretor da CPTM teria recebido propinas do cartel metroferroviário.

Estado: Qual a origem dos 550 mil dólares?
Luiz Fernando Pacheco: O senhor Zaniboni declarou que o valor excedente (diferença do saldo, descontando os US$ 250 mil identificados como repassados por Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira) provém de outras consultorias prestadas no mesmo período, antes de assumir cargo na CPTM, para outras empresas e outras pessoas e também de economias pessoais.

Para quem Zaniboni prestou tais consultorias?Ele não entrou em detalhes.

Tem cópias dos contratos dessas consultorias?As consultorias foram prestadas por meio de contrato verbal. Os valores por essas consultorias foram recebidos lá (na Suíça) sem o devido pagamento dos correspondentes impostos à época, mas agora, após a repatriação do dinheiro, toda a situação tributária foi resolvida.

Na CGA Zaniboni falou sobre muitos contratos da CPTM, da época em que era diretor. Mas, não se lembra de quase nada das consultorias que prestou. Não é uma contradição?
O período em que ele atuou na CPTM é mais recente. Por terem sido contratos formais e que envolviam valores muito mais expressivos em sua atividade pública ele teve o cuidado de preservar esses dados e deles relembrar. No período anterior ele fez pequenas consultorias, 4 ou 5 consultorias, que geraram esse valor. Se comparado aos valores dos contratos que firmou no cargo público, como diretor da CPTM, é uma soma bastante inferior. Então, ele não se lembra e não teve o cuidado de armazenar esses dados como teve com relação aos contratos do período em que foi gestor público.

Leia a íntegra dos depoimentos de João Roberto Zaniboni à Corregedoria do Governo Alckmin e ao MP

Organizadores de rolezinho propõem acordo aos shoppings

30 DE JANEIRO DE 2014 - 9H37 

Os organizadores de rolezinhos na capital paulista propuseram um acordo prévio com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) para que os eventos sejam realizados em parceria com os shoppings centers. Na quarta-feira (29), os jovens se reuniram com os estabelecimentos comerciais. O secretário da Igualdade Racial do município de São Paulo, Netinho de Paula (PCdoB-SP), foi quem articulou e intermediou o diálogo.





Entre os pontos da proposta, o grupo que desde o final de 2013 vem promovendo encontros em shoppings na Grande São Paulo propôs limitar o número de pessoas e a informar antecipadamente aos centros de comércio data e horário das manifestações.

A Abrasce disse que já se colocou à disposição para intermediar as conversas entre os donos de shopping centers e os jovens no intuito de evitar a judicialização do movimento. Um primeiro encontro neste sentido está marcado para a sexta-feira (31), quando deve ser definido como se dará o próximo rolezinho na cidade, marcado para o Shopping Itaquera, na Zona Leste.

"O prefeito Fernando Haddad solicitou que, de alguma forma, a Prefeitura tentasse ouvir a juventude organizadora dos rolezinhos e, em 15 dias de conversa, percebemos que eles estavam interessados em ter uma relação mais tranquila com os shoppings e que tinham também muitas críticas em relação aos espaços públicos da prefeitura", afirmou o secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial, Netinho de Paula. Durante o encontro, a Prefeitura definiu que colocará praças, parques e equipamentos públicos à disposição dos rolezinhos.

O secretário Netinho de Paula relatou que a migração dos jovens para os centros de compras da cidade se deu de forma natural, uma vez que buscavam locais seguros para que pudessem se reunir. Algo que, segundo eles, não encontravam em logradouros públicos. "Os jovens reclamavam que a Polícia chegava com muita truculência quando eles organizavam coisas nos parques e ruas. E nos shoppings, eles entendiam que não seriam agredidos", disse.

Segundo Netinho, os organizadores dos rolezinhos serão responsáveis por apresentar à Prefeitura projetos de eventos que desejam promover. "Esses eventos terão o formato que eles querem, com os artistas que eles querem e nós vamos entrar com as praças, equipamentos e com a contratação dos artistas", afirmou o secretário, destacando que o Ministério Público Estadual intermediará junto ao Estado para provir segurança a esses encontros. 



Dinâmica semelhante se dará junto aos shoppings. "A gente vai conversar, e vamos ver qual é a necessidade deles e o que a gente consegue oferecer", disse Sonia Lim, gerente de marketing do Shopping Itaquera. "O que ficou combinado é de que não haverá mais rolezinhos sem a anuência do shoppings", afirmou ela. 

"A gente quer se divertir. Queremos parques e música no fim de semana. A gente não quer fazer bagunça no shopping. Nós estamos querendo fazer uma coisa organizada, sem baderna. Quem estiver no nosso meio, nós vamos tirar", disse Duda Mel, um dos organizadores de rolezinhos na zona norte, referindo-se aos jovens que se juntam aos encontros para fazer baderna ou saquear lojas. "Queremos também mostrar o nosso trabalho. Sou cantor de funk e quero levar a minha música para outras regiões", disse MC Chaverinho, um dos principais organizadores dos rolezinhos na Zona Leste.

Chaverinho adiantou que o próximo rolezinho deve acontecer em um parque, ainda sem data e local definidos. O evento será aproveitado para a arrecadação de brinquedos e alimentos para o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc). "Se a gente tiver os shoppings, a segurança pública, o poder público com a gente, vamos fazer isso com mais qualidade. Um dia buscamos brinquedos, amanhã podemos buscar sangue (para doação)", afirmou o músico.

O secretário Netinho de Paula afirmou que a Prefeitura pretende aproveitar o poder de mobilização desses jovens para divulgar campanhas da administração pública, tal como as de vacinação, por exemplo. 

Governo federal
Os rolezinhos mobilizaram também o governo federal que, atendendo a uma solicitação da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), recebeu na manhã de quarta-feira representantes dos shoppings centers e abriu um processo de interlocução sobre os rolezinhos. Participaram o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e as ministras Luiza Bairros (Igualdade Racial) e Marta Suplicy (Cultura), além da secretária nacional de Juventude, Severine Macedo.

Em nota oficial da Secretaria-Geral da Presidência da República, o governo disse que participará, no dia 25 de fevereiro, em São Paulo, de uma reunião nacional da Alshop com os diretores operacionais dos shoppings de todo o país, para debater “o estabelecimento de parâmetros de atuação das seguranças internas desses estabelecimentos visando preservar suas atividades comerciais e, ao mesmo tempo, assegurar os direitos de acesso e circulação em seus espaços e coibir a ocorrência de ilegalidades como depredações, furtos ou ameaças”.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de S. Paulo e Rede Brasil Atual


Card. Dziwisz: Por que não queimei as anotações de João Paulo II

O secretário pessoal do papa polaco explica a profundidade dos escritos pessoais que foram publicados em um livro
Por Redacao
29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Em 22 de janeiro se apresentava em Cracóvia o livro “Estou nas mãos de Deus. Anotações pessoais 1962 – 2003”, que recolhe as anotações espirituais de Karol Wojtyla. São as notas espirituais de João Paulo II inéditas e que se dão a conhecer pela primeira vez.
No Testamento, o Papa João Paulo II pedia que o arcebispo de Cracóvia Stanislaw Dziwisz, secretário pessoal e colaborador mais próximo do Santo Padre que o acompanhou durante quase 40 anos de Cracóvia a Roma, devia queimar estas anotações pessoais. No entanto, o Cardeal Dziwisz decidiu não fazê-lo: “eu fielmente cumpri o desejo do Santo Padre depois da sua morte em 2005 dando todas as coisas que tinha, especialmente as suas lembranças pessoais. Porém, não fui o suficientemente corajoso para queimar estas folhas de papel e cadernos com as suas notas pessoais, que tinha deixado, porque têm informação importante sobre a sua vida. As vi na mesa do Santo Padre, mas nunca as tinha lido. Quando vi o testamento, fui tocado pelo fato de que João Paulo II, - a quem tinha acompanhado durante quase 40 anos – me confiara também seus assuntos pessoais”.
O Arcebispo de Cracóvia explica que não queimou as notas “porque são a chave para entender a sua espiritualidade, ou seja, o que é o mais profundo de um homem: a sua relação com Deus, com outras pessoas e com ele mesmo”. Estas notas “mostram a sua vida até mesmo muito antes, nos anos em que foi ordenado bispo e o seu episcopado em Cracóvia. Nos permitem olhar a relação íntima e pessoal de fé com Deus, o Criador, o que dá a vida, com o Mestre e Professor”, explica o cardeal.
Da mesma forma, explica que “também mostram as fontes da sua espiritualidade – sua força interior e a vontade de servir a Cristo até o último suspiro da sua vida”. O cardeal conta que quando volta às anotações de João Paulo II, vê a pessoa do Santo Padre, “a quem vejo na capela de casa na rua Franciszkańska, quando ele está orando absorvido em Deus, de joelhos diante do Santíssimo Sacramento e ouço os seus suspiros na pequena capela do Palácio Apostólico no Vaticano".
Finalmente observa que "o seu rosto radiante nunca traiu o que estava sentindo. Ele sempre olhava com valentia para o crucifixo e o ícone de Nossa Senhora de Czestochowa. Estava aprendendo dela para completar a consagração a Deus, repetindo as palavras de Luís de Montfort: 'Totus Tuus ego sum, o Maria et Omnia mea Tua sunt’ – ‘Eu sou todo teu, oh Maria, e tudo o que é meu é teu’”.

Atacada uma igreja copta-ortodoxa no Cairo

Um morto e dois feridos durante o tiroteio
Por Redacao
29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Um morto e dois feridos: este foi o triste saldo de um ataque perpetrado por um grupo de homens armados, ontem à tarde, contra a igreja copta-ortodoxa da Virgem Maria, em Gizé, no Cairo. As vítimas eram policiais que responderam aos disparos.
Os moradores conseguiram deter o carro dos agressores. Um deles foi entregue imediatamente às autoridades. O cúmplice foi preso algumas horas mais tarde. Segundo a agência de notícias Asia News, os dois homens detidos são ativos no panorama extremista islâmico.
Em sua mensagem de condolências à família do policial assassinado, o patriarca copta ortodoxo Tawadros II condenou duramente o ataque. O pe. Jerome Samir, da diocese do distrito, afirmou à agência MCN que nos próximos dias aumentarão as medidas de segurança inclusive nas igrejas menores, devido à ação, na região, de várias milícias armadas que "querem destruir a paz".
Todavia, continua a onda de violência que atingiu o Egito depois da expulsão dos Irmãos muçulmanos do governo logo após a grande manifestação do 30 de junho passado que viu cerca de 30 milhões de pessoas descerem às ruas. Sempre ontem, alguns homens armados mataram além do mais o general Mohamed Said, alto funcionário do ministério dos assuntos interiores do egito. O homicídio – informa a Radio Vaticana – acontece poucas horas antes do processo contra o ex presidente e líder islâmico Mohamed Morsi, acontecido no Cairo e faltando um dia do sinal verde do Conselho supremo do exército (Scaf), que deu o placet ao general al-Sisi, ministro da Defesa, para uma sua candidatura como futuro presidente.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Como é a cabeça de um reacionário



O reacionário é por essência um revanchista.

Deixa crescer em seu coração um ódio crescente contra o governo, que o leva a afirmações estapafúrdias, sem pé nem cabeça.

Não quer ouvir a outra parte.

É de opinião fechada, monolítica, cheia de formas para degradar a outra parte, usando sempre um mix de assuntos desconexos.

Mistura copa do mundo com a saúde, em vez da saúde com a saúde.

Mistura a educação com a copa do mundo, e não a educação com a educação.

Mistura transporte com a copa do mundo, e não o transporte com o transporte térreo, aéreo e naval.

Mistura emprego com copa do mundo, e não o emprego com o emprego.

Se discutisse  como está o progresso de cada uma destas áreas veria, talvez, o progresso alcançado.

Muito ainda se deve alcançar, mas não se deve omitir a realidade.

O reacionário pensa que é o dono do conhecimento, o supra sumo, o líder por excelência.

Hitler que o diga.

Mussoline que o diga.

O reacionário é um defensor das ditaduras, um inimigo das democracias.

Odeia a política e os políticos.

Acredita que na política ninguém presta, porque só ele presta.

Acredita que no governo ninguém presta, porque só ele presta.

Evoca o militarismo do passado coo solução.

Existem reacionários de vários matizes: reacionários nobres, reacionários religiosos, reacionários anarquistas, reacionários trotskistas, reacionários ideológicos, reacionários tradicionais, e assim vai.

São pais de famílias, cuidam bem de seus filhos, parecem pessoas justas e boas, mas é só falar um pouco de política, e este edifício todo se desmorona e surge  a besta fera contida em seu coração.

De santos tornam-se verdadeiros demônios, em nome de jesus, ou de sua casta, ou de seu grupelho.

São violentos desde os seus pensamentos.

Tristes reacionários.

Todo estudo que fazem pára na primeira análise.

Assim estacionam, enquanto pensam que progridem.

O cristianismo intimista e o primitivismo, na pós contemporaneidade.





Não tratarei das crenças evangélicas e de outras religiões, que são por demais conhecidas, neste pequeno artigo, mas do cristianismo católico.

Como é fácil o cristianismo retroceder aos primórdios da civilização, em plena era da tecnologia de ponta e das conquistas científicas.

Ambiguidade que coexiste com a clara intenção de tornar a religiosidade separada da consciência humana, de seu papel no mundo.

Importa ler e interpretar os textos bíblicos segundo seus significados locais específicos, e jamais vinculá-los à realidade abrangente, como se Deus fosse um infinito ausente de tudo e de todos, apenas privilegiando os puros que ficam restritos às adorações separadas.

Esta tendência recebe às vezes o nome de fundamentalismo, muitas vezes referindo-se a grupos evangélicos, mas sem olhar para o próprio rabo, como diz o ditado do macaco.

Assim, a esfera política, jurídica e executiva acabam passando despercebidas destes grupos religiosos, sendo lembradas apenas quando algum interesse ético-moral á atingido, como no caso do aborto e dos direitos das minorias, caso dos homossexuais, das mulheres e negros, religiosidades de cunho afro, e outras.

Criam-se fiéis alienados, dependentes de seus sacerdotes.

Jesus Cristo é enfático, ao final do Evangelho de Mateus:

"Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos"(Mt 28, 18b)

Ora, todos sabemos até onde Jesus formou os seus discípulos: até a liberdade de escolha ampla, pela ação do Espírito Santo.

Mas hoje muitos dizem:

"Ide, portanto, mas tratem apenas de suas relações pessoais e familiares, desconsiderando todo o resto".

É o cristianismo intimista em ação, impedindo que se formem discípulos livres, mas agregados dependentes permanentes de suas igrejas.

Assim, coabitam a ciência de ponta e o primitivismo fundamentalista.

O diabo fica livre para agir no controle dos governantes e das estruturas.

E a Igreja, como o judaísmo na época de Jesus, que aceitara sua subordinação a Roma, também continua submissa aos poderosos de hoje, e os corteja.

É preciso propor com todo o ar dos pulmões a Civilização do Amor, reconhecendo e apoiando onde este amor estiver se realizando, sem omitir-se, e denunciando onde estiver ausente, propondo alternativas.

O amor deve princípio de nossa ação presente em todos os lugares, sem temor, com destemor, sem ser intimista, achando que já resolveu o sua equação de vida com Deus, e o mundo que exploda.

O cristianismo é uma fonte inesgotável, e se renova a todo instante.

Grupos fundamentalistas, que se fecham nas Igrejas sem agir no mundo, se multiplicam pela Igreja católica. Acham-se os verdadeiros cristãos, mas estão errados.

O Espírito Santo, que sopra onde quer, não se contenta com uma visão falsa de Deus, e  sopra como quiser, apesar dos manipuladores da liberdade humana.

Graças a Deus.





Em curso uma campanha para desestabilizar o Brasil, através de um golpe de Estado

Estão vários grupos unidos para este fim, passando desde os tucanos, continuando pela mídia golpísta da Folha/Veja/Globo, até os grupelhos trotskistas da USP, e os black bostas, o grupelho dos grupelhos.

Cada um, na sua esfera de atuação, faz o seu jogo de cena, ora destruindo, ora propagandeando contra o governo.

Seu objetivo, em conjunto, é criar um ambiente de crise este ano, e tentar levar o máximo de população desinformada para as ruas, a fim de inverter o quadro de avanço das conquistas populares nestes 12 anos.

Esta situação já é vista na Croácia, modelo de referência destes grupos.

Pouco se lhes importa o que virá pela frente, desde que destruam as conquistas alcançadas.

A direita não concorda com tanto sindicato organizado, não aceita a atual CLT, e quer "flexibilizar" os contratos de trabalho.

Os trotskistas e os anarquistas, dois lados da mesma moeda, sempre estarão contra, e portanto, muitas vezes aliados à oposição de direita. Estes não aceitam que o movimento popular apoie, na medida da defesa de suas categorias, o governo popular que aí está.

A imprensa golpista está nas mãos de grupos de famílias reacionárias, e porta-vozes dos interesses internacionais, também faz campanha contra.

O Governo Lula e Dilma fizeram grandes avanços na erradicação da pobreza no país, mas não fortaleceram nem mobilizaram os setores populares, como fez, por exemplo, Getúlio Vargas e João Goulart. Por isso padece de um imobilismo que dificulta a presença do povo na hora que precisar.

É preciso começar a mobilizar as categorias que apoiam o governo desde já, antecipando-se aos grupelhos golpistas.

Não deve ser afastada a possibilidade de uma greve geral bem esclarecida junto à população, que faça calar esta gangue, mostrando que o povo está acordado, de fato, não como os coxinhas pensam.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Paquistão: cidadão britânico se declara profeta e é condenado à morte por blasfêmia

Fortes pressões sobre as autoridades do país para salvar Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos vítima de esquizofrenia e paranoia
Por Redacao
28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Condenado à morte por blasfêmia: é o veredito do tribunal de Rawalpindi, no Paquistão, contra Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos que foi preso em 2010 por blasfêmia, depois de escrever algumas cartas a policiais em que se proclamava "profeta".
De acordo com a agência AsiaNews, os advogados de Asghar pediram aos juízes um ato de clemência, enfatizando os problemas mentais do homem que continua se declarando profeta mesmo depois de condenado. Os advogados apresentaram um atestado do Royal Victoria Hospital, de Edimburgo, na Escócia, no qual os médicos explicam que Asghar sofre de uma doença esquizofrênica e paranoica.
O Tribunal, porém, recusou todos os pedidos de clemência. Um porta-voz do governo escocês se disse preocupado com a situação e pediu que as autoridades paquistanesas "respeitem a moratória da pena de morte". A baronesa Sayeeda Hussain Warsi, funcionária do Ministério britânico de Assuntos Exteriores, informou que o ministério está exercendo uma grande pressão sobre o governo paquistanês para resolver o caso. Asghar é o segundo cidadão britânico a sofrer a aplicação da famigerada lei paquistanesa da blasfêmia.
De acordo a Comissão Episcopal Justiça e Paz, do Paquistão, houve pelo menos 964 pessoas incriminadas com base nessa lei entre 1986 e agosto de 2009: 479 eram muçulmanos, 119 cristãos, 340 ahmadis, 14 hindus e 10 de religião desconhecida. Além disso, mais de 40 assassinatos extrajudiciais, vários linchamentos entre eles, foram cometidos contra inocentes. Houve processos inclusive contra deficientes físicos, deficientes mentais e menores de idade.
Um caso emblemático foi o de Rimsha Masih, que escapou das falsas acusações graças a uma campanha massiva de pressão sobre Islamabad. Por outro lado, a cristã Asia Bibi, mãe de cinco filhos, foi condenada à morte por blasfêmia por um tribunal de primeira instância em 2010 e continua até hoje esperando o fim do processo de apelação.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Frei Betto: Lula e Dilma foram "governo social-popular desenvolvimentista"

"O governo do PT só pode ser considerado de 'esquerda' se comparado ao reacionarismo das forças políticas que lhe fazem oposição"

20/01/2014
Por Carlos Miguélez Monroy
Publicada no IHU
“Helvecio, a vida supera a ficção”, dizia a dedicatória que Carlos Alberto Libânio Christo, conhecido como Frei Betto, escreveu ao diretor de cinema Helvecio Ratton, quando lhe deu um exemplar do livro Batismo de sangue. O diretor aceitou o desafio e em 2006 as salas dos cinemas exibiram pela primeira vez esta arrepiante história da repressão feita pela ditadura militar no Brasil. Os corpos torturados nesta história pertencem a frades dominicanos que, como Frei Betto, lutaram contra a ditadura.
Publicou mais de 50 obras sobre diferentes temas, embora se note sua obsessão pela justiça social e pelos direitos humanos. Para Frei Betto, ser de esquerda significa “optar pelos pobres, indignar-se perante a exclusão social, inconformar-se com todas as formas de injustiça ou, como dizia Bobbio, considerar a desigualdade social uma aberração. Ser de direita é tolerar injustiças, pôr os imperativos do mercado por cima dos direitos humanos, encarar a pobreza como falta incurável, acreditar que existem pessoas e povos superiores aos outros”.
Trabalhou no programa Fome Zero do governo de Luis Inácio Lula da Silva, como explica nesta entrevista, até este ser suprimido para a criação do Bolsa Família, um programa de subsídio direto às famílias.
A entrevista é de Carlos Miguélez Monroy, jornalista espanhol e mexicano, e publicada por HemisferioZero, 13-01-2014.  A tradução portuguesa é publicada no blog do jornalista.
Eis a entrevista.
O senhor disse num artigo que é hora de as autoridades brasileiras “deixarem a torre de marfim, largarem os binóculos centrados nas eleições de 2014 e pisarem na realidade…” Por que acha que os políticos estão nessa torre que mencionou?
Porque eles continuam sem dar atenção aos problemas mais graves do país: saúde, educação, saneamento e transporte público. Além disso, o Brasil necessita urgente de uma reforma política. É preciso proibir o financiamento de campanhas eleitorais por empresas e bancos, e extirpar do nosso sistema político resquícios da ditadura militar (1964-1985), como o fato de um estado com 1 milhão de habitantes ter o mesmo número de senadores, 3, que um outro com 40 milhões de habitantes.
A população se rebela contra um governo “de esquerda”. Todo mundo trai suas ideias com o poder?
O governo do PT só pode ser considerado de “esquerda” se comparado ao reacionarismo das forças políticas que lhe fazem oposição. De fato, trata-se de um governo social-popular desenvolvimentista, mãe dos pobres e pai dos ricos.
Nem todos traem suas ideias progressistas ao chegar ao poder. Exemplo disso sãoMandelaEvo MoralesChávezFidelRafael CorreaAllende e tantos outros. Mas, no Brasil, o PT trocou um projeto de país por um projeto de poder. Manter-se no poder, ainda que com alianças espúrias e concessões contrárias aos próprios princípios originários do PT, passou a ser mais importante do que implementar uma política de transformação de nossas estruturas sociais. Em 10 anos de governo, o PT não promoveu nenhuma reforma estrutural, em especial a mais importante e prometida em seus documentos fundadores – a reforma agrária.
Sua visão do Brasil é tão diferente do discurso oficial e do discurso de muitos brasileiros otimistas pela macroeconomia, pelo desenvolvimento do país e pela luta contra a pobreza…
Minha visão é diferente porque encaro a realidade pela ótica dos oprimidos, e não dos opressores. De fato, o Brasil conheceu grandes avanços em 10 anos de governo do PT: o desemprego praticamente inexiste; houve redução da miséria, da qual 40 milhões de pessoas foram salvas; expansão do crédito; acesso mais fácil aos produtos de primeira necessidade; importação de médicos estrangeiros para áreas populares; valorização do salário mínimo e controle da inflação. Tudo isso trouxe evidentes melhoras à vida do povo brasileiro.
Porém, segundo o IPEA, órgão do governo federal, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres é de 175 vezes! (dado de novembro 2013). Ainda há 16 milhões de pessoas na miséria. Os serviços de saúde e o sistema público de educação estão sucateados, são de baixa qualidade. O transporte público é ineficiente. O governo continua injetando demasiado dinheiro no mercado financeiro, favorecendo a ciranda especulativa. O agronegócio desmata a Amazônia e as mineradores poluem os rios sem que o governo tome medidas eficazes de proteção ambiental e às populações indígenas (há cerca de 800 mil indígenas no Brasil).
Na sua opinião, quais seriam as razões de fundo para os problemas graves que assinalava antes?
A falta de um modelo alternativo ao neoliberalismo e ao modelo capitalista desenvolvimentista-consumista. Por outro lado, o governo é refém das classes dominantes e, embora seja resultado dos movimentos sociais, tem pouco diálogo com suas lideranças.
O senhor trabalhou no programa Fome Zero do governo de Lula. Como avalia esse programa e seu trabalho ali? Por que o deixou?
Deixei porque o Fome Zero tinha caráter emancipatório e o governo decidiu erradicá-lo para implantar o Bolsa Família, que tem caráter compensatório. Família que ingressava no Fome Zero estaria em condições de gerar a própria renda em dois ou três anos. As famílias do Bolsa Família perpetuam sua dependência ao governo federal, sem porta de saída. Por outro lado, o Fome Zero era administrado pelos Comitês Gestores, integrados por lideranças populares do município beneficiado. O Bolsa Família é administrado pelos prefeitos, que o transformam em moeda eleitoral…Tudo isso descrevo em meu livro “Calendário do Poder” (editora Rocco).
O senhor acha que a realização da Copa do Mundo ajudará o desenvolvimento do Brasil? Acha compatível o dispêndio de milhões de reais com a melhora da vida das pessoas? Os despejos são efeitos colaterais necessários para esse desenvolvimento, como dizem algumas pessoas?
Nunca imaginei que o governo brasileiro se tornasse tão subserviente aos interesses pecuniários da Fifa. Os estádios para a Copa estão sendo construídos precariamente (vide os constantes desabamentos e mortes de operários); as obras são superfaturadas (previstas inicialmente em 22 bilhões de reais, já atingem o valor de 30 bilhões de reais); a lei seca nos estádios foi revogada por pressão das cervejarias aliadas à Fifa; os ingressos são muito caros e, devido à crise financeira na Europa, o número de torcedores estrangeiros na Copa deve ser muito menor do que o previsto. Assim, não duvido que ocorram manifestações populares durante a Copa, como aconteceu durante a Copa das Confederações, em junho de 2013.
Como o senhor avalia a maneira que os meios de comunicação falam sobre o Brasil?
Os grandes meios miram o Brasil com preconceito, como se os índices da Bolsa de Valores e do PIB traduzissem a nossa realidade. E julgam que somos apenas o país do futebol, do carnaval e das mulatas. Mas isso é culpa do nosso governo, que não incentiva o turismo ecológico, cultural e científico. Mesmo o brasileiro rico prefere levar os filhos àDisneylândia do que à Amazônia… Nossas favelas são pintadas e não saneadas.
Existem propostas de reduzir a idade penal dos criminosos no Brasil. O senhor acha que é uma medida efetiva para reduzir a criminalidade? Em sua opinião, que outras medidas ajudariam a reduzir a criminalidade nas ruas do Brasil?
Em nenhum país do mundo – vide os EUA – a redução da maioridade penal ou pena de morte significou redução da criminalidade. Esta se reduz com educação básica de qualidade, creches para crianças de 0 a 6 anos, tempo integral na escola etc.
O senhor encontra diferenças entre a política de Lula e a de Dilma Rousseff?
Lula dialogava mais com os movimentos sociais e promoveu mais assentamentos e desapropriações de terras para efeito de reforma agrária do que Dilma. Mas na política econômica não há diferenças.
Que razões o senhor tem para ser otimista quanto ao futuro do Brasil?
Tenho um princípio: Guardar o pessimismo para dias melhores… Acredito na capacidade de mobilização do povo brasileiro, sobretudo dos mais jovens, e espero que nas eleições de 2014 possamos mudar o perfil conservador do Congresso Nacional e reeleger Dilma presidente, pois é melhor ela do que qualquer outro candidato com possibilidade. E sei que, se o papa é argentino, Deus é brasileiro!

Centrais definem mobilizações em 2014 para fortalecer trabalhador

27 DE JANEIRO DE 2014 - 16H54 

O ano mal começou e as centrais sindicais já avançam na mobilização em defesa dos trabalhadores. Reunidas na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), na Bela Vista, em São Paulo, as centrais aprovaram a realização de um ato unitário em defesa da agenda dos trabalhadores, que ocorrerá em São Paulo, no dia 9 de abril. Além disso, uma pauta de reivindicação será entregue à presidenta Dilma.



Reunião das centrais na tarde de segunda (27) / foto: Cintia Ribas


O Dieese coordenará uma comissão que será formada para atualizar a pauta e elaborar documento. As centrais pretendem entregar o documento à presidenta pessoalmente, em audiência, e também a todos os candidatos que concorrerão à Presidência da República neste ano.

De acordo com as centrais, a finalidade da mobilização é retomar as lutas da classe trabalhadora, especialmente as definidas em 2010, na 2ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat).

Além da UGT, participaram do encontro representantes Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), CGTB, Força Sindical, Nova Central. Para representar a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), esteve presente o presidente da central, Adilson Araújo, que defendeu um documento enxuto, com foco na mudança da atual política econômica do governo, que prioriza o sistema financeiro, com alta taxa de juros que impede o crescimento econômico do país.

Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, a manutenção da lei do salário mínimo e a luta contra a Terceirização são algumas das pautas defendidas pelos trabalhadores.

Também foi constituída uma comissão para definir uma proposta unificada para o financiamento dos sindicatos. Outro tema discutido foi ações em defesa da Copa do Mundo no Brasil.

Ato em São Paulo

O local e horário exatos do ato na capital paulista, no dia 9 de abril, só será definido na próxima reunião das centrais, marcada para o dia 4 de fevereiro, na Força Sindical. Mas, já há a recomendação de que nos demais estados também sejam realizados atos.

Da redação do Vermelho com informações da assessoria de imprensa da CTB



domingo, 26 de janeiro de 2014

Janis Joplin - Mercedes Benz with lyrics





Um Deus de poder material já era vendido e criticado nos anos 60. Precisou de meio século para esta idolatria também atingir o Brasil.



Famous song from Janis Joplin



Oh lord won't you buy me a Mercedes Benz. 
My friends all drive porsches, I must make amends. 
Worked hard all my lifetime, no help from my friends. 
So oh lord won't you buy me a Mercedes Benz

Oh lord won't you buy me a color TV. 
Dialing for dollars is trying to find me. 
I wait for delivery each day until 3. 
So oh lord won't you buy me a color TV.

Oh lord won't you buy me a night on the town. 
I'm counting on you lord, please don't let me down. 
Prove that you love me and buy the next round. 
Oh lord won't you buy me a night on the town. 
Everybody.... 
Oh lord won't you buy me a Mercedes Benz 
My friends all drive porsches, I must make amends. 
Worked hard all my lifetime, no help from my friends. 
So oh lord won't you buy me a Mercedes Benz.

De fácil aquisição romance de Helena Solon.

Aos admiradores de romances, não se podem deixar de ler o mais recente livro de Helena Solon, que pode ser adquirido como e-book na Amazon.

Sucesso Helena!


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Moby - 'The Perfect Life (with Wayne Coyne)' - official video

Os 30 anos do comício que a Globo transformou em festa :Globo foi capacho da ditadura militar até o último minuto.

25 DE JANEIRO DE 2014 - 15H00 


Há exatos 30 anos, cerca de 300 mil pessoas foram à Praça da Sé, em São Paulo, para reivindicar eleições diretas para presidente. No palanque, políticos, artistas, sindicalistas e estudantes. Era o maior ato político ocorrido nos primeiros 20 anos da ditadura brasileira, com todo o seu saldo de mortes, torturas, desaparecimentos forçados, censuras e supressões dos direitos individuais.

Por Najla Passos, na Carta Maior 


Rolando Freitas
Os 30 anos do comício que a Globo transformou em festa 
O erro histórico da Globo de manipular a campanha Diretas Já até hoje assombra a emissora.
Mas o foco da reportagem que o telejornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional, daTV Globo, levou ao ar naquela noite, era a comemoração pelos 430 anos de São Paulo.

O histórico comício da Praça da Sé ocorreu em um momento em que o Brasil reunificava suas forças para tentar por fim ao regime de exceção, em um movimento crescente. Treze dias antes, um outro ato político realizado em Curitiba (PR), com a mesma finalidade, havia sido completamente ignorado pela emissora. Mesmo a chamada para o ato que os organizadores tentaram veicular na TV como publicidade paga não foi aceita pela direção. O Jornal Nacional nada falou sobre o comício que levou 50 mil pessoas às ruas da capital paranaense. Antes dele, outros, menores, já ocorriam em várias cidades brasileiras desde 1983. Nenhum mereceu cobertura.

Em 1982, a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 22 permitiu eleições diretas para governadores. Entretanto, previa que, em 1985, fosse realizada eleição indireta para o novo presidente, a ser escolhido por um colégio de líderes formado por senadores, deputados federais e delegados das assembleias legislativas estaduais. Os brasileiros, porém, queriam enterrar de vez os anos de arbítrio. Oposição e movimentos sociais se uniram para pedir Diretas Já.

Aliada inconteste da ditadura civil militar, a TV Globo demorou a acertar na análise da conjuntura. Acompanhando a leitura rasa dos militares que ocupavam o Palácio do Planalto, acreditou que os atos por eleições diretas não passariam de “arroubos patrióticos”, como depois definiria seu então diretor de Jornalismo, Armando Nogueira. Mas a estratégia de ignorar as diversas manifestações que pipocavam em várias cidades do país já estava arranhando sua credibilidade. Decidiu mudar.

Quando a multidão ocupou a Praça da Sé, a Globo optou por maquiar o ato e alterar suas finalidades. No telejornal mais visto do país, o apresentador Sérgio Chapelin fez a seguinte chamada: “A cidade comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na Praça da Sé”. A matéria que entrava a seguir, do repórter Ernesto Paglia, evidenciava os 30 anos da Catedral da Sé e os shows artísticos pelo aniversário da cidade. Só no finalzinho, o repórter dizia que as pessoas pediam a volta das eleições diretas para presidente, como se aquilo tivesse sido um rompante espontâneo no evento convocado para outros fins.

Apesar da postura da maior rede de TV nacional, a campanha Diretas Já ganhava o país. No dia 24 de fevereiro, um novo grande comício foi realizado em Belo Horizonte (MG), e reuniu um contingente ainda maior de pessoas do que o de São Paulo. No mesmo Jornal Nacional, apenas rápidas imagens da multidão que saiu às ruas e dos muitos oradores que pediam o fim da ditadura, acompanhados de um texto que desvirtuam o sentido do ato.

A hostilidade com que os manifestantes tratavam a emissora só fazia aumentar. Foi nesta época que os protestos de rua passaram a bradar o slogan ouvido até hoje: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Foi nesta época também que os repórteres da Globo passaram a ser achincalhado nas ruas. Alguns sofreram agressões físicas.

Roberto Marinho, o fundador da emissora, era comprometido com a ditadura até o pescoço. Afinal, foram os militares que encobriram as irregularidades que marcaram a inauguração da TV Globo, investigada por uma CPI Parlamentar por conta de ter recebido injeção ilícita de capital estrangeiro, no escândalo conhecido como Caso Time-Life. E também foram os militares que ajudaram a emissora a se tornar a maior do país, em troca de apoio sistemático ao regime de exceção.

Mas Marinho não era burro. Viu que era impossível conter a nova força política que se tornava hegemônica no país e, de uma hora para outra, virou seu jogo. No dia 10 de abril, duas semanas do Congresso votar a proposta de eleições diretas já, ele autorizou que sua emissora cobrisse à campanha. O comício realizado aquela noite, no Rio de Janeiro, que reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Candelária, enfim ganhou espaço devido no Jornal Nacional.

A emenda que previa as Diretas Já, apresentada pelo até então quase desconhecido Dante de Oliveira, não foi aprovada. Mas Marinho já estava aliado comas forças que venceriam a eleição indireta: Tancredo Neves, o presidente eleito que morreu antes de tomar posse, e José Sarney, que por uma contingência do destino, iria assumir o posto. Naquela época, a família Sarney já controlava a mídia no seu estado de origem, o Maranhão. Reza a crônica política que, de olho em uma parceria de sucesso com a Globo, o novo presidente da república submeteu até mesmo o nome de seu ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, à aprovação de Roberto Marinho.

Erro histórico

O erro histórico da Globo de manipular a campanha Diretas Já até hoje assombra a emissora. Em setembro do mesmo ano de 1984, em matéria publicada pela revista Veja sobre os 15 anos do Jornal Nacional, Roberto Marinho já tentava minimizar o fato: “Achamos que os comícios poderiam representar um fator de inquietação nacional, e por isso, realizamos num primeiro momento apenas reportagens regionais. Mas a paixão popular foi tamanha que resolvemos tratar o assunto em rede nacional”, justificou.

Não foi suficiente. A história continuou rendendo acusações, livros e teses acadêmicas, além de correr mundo. No documentário “Muito Além do Cidadão Kane”, da emissora pública britânica Channel 4, de 1993, um trecho da matéria exibida pelo Jornal Nacional sobre o comício da Praça da Sé ajuda a comprovar a tese expressa no título pelo diretor, Simon Hartog. No filme "Cidadão Kane", de 1941, considerado a melhor produção cinematográfica de todos os tempos, o genial Orson Wells narra a historia de um magnata das comunicações que, para assegurar lucro e poder, não tem escrúpulos em apoiar governantes diversos, indepentendes de partidos e ideologias.


Imprensa golpista + troskistas+anarquistas = Protestos contra a copa, que no fundo são contra o Governo Dilma

É preciso dizer mais. Foi hilário ver a cobertura que a Globo deu ao protesto dos coxinhas com varizes, que se fazem de "revolucionários". A ultra direita com a ultra esquerda andando de mãos dadas. Que gracinha!

E os black blocks da elite paulistana? Quando depredaram a entrada da Prefeitura de Sampa e identificaram um de seus integrantes, qual não foi a surpresa quando descobriram tratar-se do filho de um empresário de ônibus.

Nunca tomaram palmadas, mas talquinhos no bumbum, e agora se fazem de machões.

Enquanto isto o Brasil se prepara para a grande Copa de 2014, mas estes americanófilos estão mais para detratar o nosso país mesmo, como fazer na Croácia, na Líbia, no Iraque, e por aí vai.

A direita prepara o golpe nestas eleições presidenciais.

sábado, 25 de janeiro de 2014

No aniversário de Sampa, a Editora Scortecci inova e cria O ESPAÇO SCORTECCI

O endereço é Pinheiros, rua Deputado Lacerda Franco, 96, próximo a Estação de Metrô Faria Lima. 

Agora temos, entre outros, um belo espaço para eventos literários e culturais, próprio para lançamento de livros, exposições, palestras, workshop, cursos, treinamentos, reuniões e saraus.

É o ESPAÇO SCORTECCI.

Estive, com Meg minha esposa, na inauguração deste espaço.


Como podem ver é uma casa germinada, em plena Lacerda Franca, Pinheiros, o Quartier Latin de São Paulo. O evento foi concorrido com muita gente do lado de fora. Formavam-se grupos de escritores, poetas, trocando idéias


A casa tem vários aposentos, unidos por um corredor com um varal de fotos e poemas.


Não podia deixar de fotografar o jardim literário onde um saxofonista exibia sua habilidade em chorinhos. Alguns dos presentes uniam-se a ele para cantar ao microfone.








Por fim, em uma das salas, lá estava o Editor, escritor e poeta João Scortecci, no lançamento de seu livro "A MAÇÃ QUE GUARDO NA BOCA".





Eu não poderia deixar de estar presente, mesmo porque sou padrinho e Meg é madrinha de seu casamento com Marta. 

Hoje é fácil ver O João e a Marta com os filhos crescidos, mas eu vi a luta diuturna deste tenaz trabalhador das letras, escupindo com a picareta da caneta a construção de uma editora.


Parabém João Scortecci!!

Viva o novo Espaço Scortecci!!

Atenção amigos: VOU DESAPARECER



Vou desaparecer
totalmente.

Enfurnar-me.

Confesso
uma repugnância
interior
sobre
os afazeres
diários,
as idéias
compartilhadas
curtidas,
as conversar
"tão profundas",
que preenchem
uma ausência
de significados...

Quando 
observo,
o mundo...
é um 
entroncamento
truculento,
cheio
de assassinatos,
maldades
de todos
os tipos,
transformadas
em atitudes
naturais,
senão 
virtudes
exaltadas.

E os donos
da verdade...
as mariposas
da política,
os príncipes
da literatura,
as estrelas
cadentes,
que 
brilham
aqui
e ali..

Jactam
de si
mesmas,
com tão
grande
eloquência,
como se estivessem
sentadas ao lado
de Deus,
no dia
do Juízo.

Sumir...
evaporar...

Assim,
os poemas
secam
nesta 
resina
mórbida
que tornou-se
a vida.

Quais ouvidos
estarão
atentos,
neste mundo
de avarentos
para a Paz,
 a exaltação
do homem?

Melhor
escafeder-me,
subir ao
topo
da montanha,
e armar
a minha tenda
qual eremita
de tudo,
até
de mim
mesmo,
desaparecido
completamente.

Quem sabe aí,
em sua
Misericórdia
Divina,
Deus
possa
arrefecer-me
desta
distância,
prisioneira
da carne.

Porque
está
difícil
sobreviver
no trânsito
longe
das atividades,
em encontros
marcados,
de cartas
marcadas,
e o trabalho
que se
esforça
e esforça...

Compreendo
os suicidas...

Vou
refrear-me
deste tudo
que é
nada.

Não dar um basta;
sair simplesmente
para que
não perguntem
onde fui,
porque
não quero
ser encontrado,
não faço
falta.

Alguém
pergunta?

Caso
aconteça
digam apenas
que estou

e clamo,
insistentemente,
quanto clamo,
que o amor
prevaleça
ao final.

Por ora
rezem,
calem-se,
façam
penitência,
porque
o tempo
está
se esgotando,
e não
preciso
ser profeta,
para
saber
disto
tudo.

Estejamos
atentos.