quarta-feira, 29 de maio de 2013

Neymar é o melhor exemplo de como o dinheiro torna a pessoa bonita

Vejo tantas meninas gritando loucamente o nome de Neymar na porta do Hotel da seleção brasileira.

Vendo as propagandas de cuecas usando o jogador como modelo, acabo confessando o poder do dinheiro.

Sim, porque este garoto mirrado nada tem de sexy.

Por isso acredito que o Brasil perdeu seus padrões de beleza, ou associou-os ao valor dinheiro.

O Brasil mudou e muito, capitalizou-se.

Este garoto evangélico, que  engravidou uma menina que deu a luz um filho, sem pretensões de casamento, é endeusado como ídolo, e visto como padrão para todos seguirem.

A badalação ultrapassa o limite do razoável e chega ao ponto do insuportável.

É bom mesmo que ele se vá para a Espanha para provar a si mesmo que é bom jogador, porque ultimamente por aqui andou faltando futebol e sobrando propaganda.

Seu futuro está mais para os desmandos do chamado Fenômeno Ronaldo que nunca teve uma relação estável com uma mulher.

A causa disto tudo?

Dindin.

Facilidade para possuir mulheres, que se vendem ou buscam uma relação também voltadas para este e fator.

Neymar padrão de beleza?

Onde chegamos.

terça-feira, 28 de maio de 2013

As Cigarras e as Formigas

 

Por Humberto Pinho da Silva



Certa vez escutei, em entrevista a Manuela Ferreira Leite, esta asseverar: “ Qualquer boa dona de casa sabe governar um pais”. A fórmula é simples: Não gastar mais do que se recebe.
A nação não é mais que uma grande família. E, se a dona de casa deve cuidar para que nada falte, governando-se com o orçamento que tem, o mesmo deve fazer o Governo.
Ninguém, que não sabe governar bem sua casa, devia ser político, e muito menos ministro.
O que acontece, em alguns países, mormente no Sul da Europa, não é só devido à crise financeira internacional, mas ao facto de terem gasto o que tinham, com despesas, muitas desnecessárias, e não se precaverem para situações inesperadas.
Muitas famílias encontram-se em péssimas situações, porque quiseram ter tudo: o necessário e o supérfluo, de imediato.
Endividaram-se, recorreram ao crédito, para comprar: casa, carro, eletrodomésticos, roupas e viagens… e não tiveram cuidado de se precaverem para eventualidades.
Dizem que Calouste Gulbenkian, o multimilionário, após a saída dos empregados, andava à cata de toquinhos de lápis, que estes tinham deitado fora, para reutilizá-los no aproveita lápis.
Contaram-me que no tempo de Salazar, após este ter pago a colossal divida, saiu uma ordem imanada dos CTT, para que os fios que atavam os maços de cartas, fossem reutilizados. Amarrando-os uns aos outros, fazendo novelos.
 
Parece-me exagero, quase sovinice, mas Salazar, talvez por saber como custa pôr as contas em dia, chegou a esse extremo.
Escritor francês, cujo nome esqueci, conta que havia em certa localidade, castelão rico, apelidado der avarento, porque aproveitava papelinhos e fósforos queimados e outras extravagâncias.
Uma vez houve um grande incêndio na aldeia, que deixou famílias na miséria. Fez-se peditório, e este doou quantia volumosa.
Perante o pasmo de muitos, explicou: “Foram os papelinhos e fósforos queimados e outras ninharias que permitiram, agora, ser tão generoso.
Sem economia, sem poupança, sem limitar gastos, sem investir bem, sem pé-de-meia, como faziam nossas avós, não há país ou família que progrida.
A crise abalou apenas economias deficientes, os que não imitaram o eleito de Deus, José do Egipto, os que não souberam investir corretamente, os que não puseram a render dinheiro e talentos.
Agora quem paga esses erros são as “formiguinhas” que veem os celeiros espoliados pelas cigarras, que passaram o Verão a cantar, não pensando no Inverno que se aproximava.
São as “formiguinhas, que labutaram uma vida para terem velhice tranquila, que pagam os erros das cigarras, que cantaram, dançaram e desbarataram dinheiro a rodos, no tempo das vacas gordas.
É sempre assim: quem poupa, quem amealha, quem trabalha para ter vida melhor, ou é espoliado por financeiros ou Estado.
As cigarrinhas, quando lhes falta alimento, assaltam os celeiros cheios e ainda reclamam e insultam quem, grão a grão, lhes vai enchendo o papo.
 
Por Humberto Pinho da Silva
De Portugal

Do Jornal "Mundo Lusíada" - São Paulo

Mais um dentista queimado no seu consultório

Que morbidez! Que falta de família! Que barbárie! Que desconsideração! Que destruição de valores! Que insensibilidade! Que tragédia! Que ausência de coração! Que destruição do ser humano! Que desonra ao país! Que falta de carinho! Que desconhecimento da paz! Que falta de alegria! Que horror! Que brutamonte! Que ausência de Deus! Que presença diabo!

O ultranacionalismo está em ascensão na Europa

28 DE MAIO DE 2013 - 10H25 

prensa latina


O ultranacionalismo avança na Europa como cupim em madeira, encontrando terreno fértil num continente que se vê incapacitado de procurar medidas eficazes para frear a expansão desse movimento. Paralelamente à crise econômica da União Europeia (UE) nos últimos quatro anos, que ataca com mais violência as 17 nações da zona do euro, as tendências preconceituosas dentro da própria população se sentem cada vez mais fortes, para além dos militantes políticos.


A falta de emprego, os salários precários, a insegurança sobre as garantias que o Estado deveria oferecer, a crise das famílias devastadas pelo desespero de não conseguir se manter, tudo isso coloca em risco valores humanos como a dignidade, a solidariedade ou a tolerância.

Além disso, a globalização a serviço dos interesses financeiros internacionais destrói conquistas sociais. Os valores democráticos são os que mais sofrem com o maior ataque vindo de diferentes fundamentalismos e uma violência neofascista começa a aparecer.

Quando a situação está como na Espanha ou na Grécia, com índices de desemprego acima de 26% da população economicamente ativa, sem perspectiva de melhora, ou quando a economia da União Europeia (UE) cai 0,1% só no primeiro trimestre, é difícil apelar aos valores mencionados.

Novos perigos rondam a condição humana como a intolerância, a indiferença, o ódio e a discriminação de outros, e servem como terreno fértil para organizações políticas neofascistas, antisemitas, racistas ou antiislâmicas.

Tudo isso levou ao aumento de grupos xenofóbicos que andavam há anos de forma silenciosa por toda a Europa e, no caso das antigas repúblicas soviéticas, aceleraram sua atividade depois das mudanças de sistema econômico, comentam analistas da UE.

O racismo e a xenofobia tiveram em alguns casos caráter de estado, como aconteceu em 2008, durante os governos de Silvio Berlusconi na Itália e Nicolas Sarkozy na França, com operações contra a comunidade cigana, uma das mais marginalizadas na Europa.

As origens do povo cigano rememtem ao início de 1300, quando várias comunidades indianas foram presas por sultãos árabes para serem levadas depois como escravos ao centro da Europa, principalmente ao atual território de Moldova e Romênia.

No entanto, os ciganos foram discriminados durante muito tempo, acusados de em vagabundos e ladrões, uma minoria cuja população chega a ser entre 10 a 16 milhões de pessoas em toda a Europa.

O problema desse povo na Europa levou à realização em 2011 do fórum Ciganos no século 21, em Lisboa, do qual participaram representantes de 23 países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Suécia, Rússia e África do Sul, entre outros.

De acordo com Daniela Rodrigues, da organização SOS Racismo, as políticas de falsa defesa dos interesses da maioria da população aplicadas por Berlusconi e Sarkozy permitiram uma arremetida contra os ciganos em pleno século 21.

Mesmo assim, os marroquinos aparecem entre os mais marginalizados na Europa. Uma amostragem feita em nações europeias demonstrou que 23,1% dos estudantes interrogados dizem ter problemas em contar com colegas de classe que sejam ciganos.

Enquanto isso, o desemprego afeta sobretudo a juventude, que, ao mesmo tempo, é o setor mais vulnerável à propaganda de ódio, racismo e intolerância a estrangeiros, membros de outras religiões ou representantes de diferentes raças (negros, árabes).

Isso se deve, em parte, ao fácil acesso e habilidade dos jovens na Internet, onde se relacionam nas redes sociais e, em muitos casos, falta uma ideologia viável que evite tendências racistas ou xenófobas.

Muitas vezes o recrutamento de membros de organizações ultranacionalistas segue o seguinte esquema: ultra-fanáticos de clubes de futebol que são bombardeados com propaganda de ódio na Internet para depois ir a concertos neofascistas, destaca a agência IPS.

Talvez a fórmula manejada possa parecer um tanto simplista, mas se destaca como uma das maneiras mais usadas para coptar jovens às filas de grupos como a Frente Nacional da França, Jobbik na Hungria, ou o Partido Nacional-democrata Alemão.

A ultradireita no palanque

Já há alguns anos, a ultradireita europeia tem seu palanque em diferentes foros políticos, incluído o próprio Parlamento Europeu (PE), onde atualmente 30 cadeiras são ocupadas por partidos dessa tendência.

O PE conta com deputados da Aliança Europeia pela Liberdade, do Movimento Europeu de Liberdades e da Aliança Europeia de Movimentos Nacionais.

Mas no plano nacional, o que assusta ainda mais é o "sucesso" de grupos como o Partido Popular na Suíça, que chegou a 29% dos votos em eleições parlamentares, e na Holanda o Partido da Liberdade, com 15,5%.

O próprio Jobbik na Hungria, cujos membros, portadores de armas e uniformes escuros, são acusados de assassinar ciganos, contaram com 16,7% dos votos no ano passado.

Além disso, na Grécia, a ultradireita chegou ao gabinete, enquanto cresce o número de adeptos da Aurora Dourada neofascista, entre manifestações populares que exigem que o executivo impeça o crescimento das tendências xenofóbicas nessa nação afundada na crise. O Partido do Progresso Noruego, que em seu momento contou com 23% da preferência popular nas urnas, também se soma à lista dos "ultranacionalistas exitosos", como o movimento Verdadeiros Finlandeses, ou a extrema direita dinamarquesa, apoiada por 14% dos votantes.

Tudo isso levou à formação de alianças de ultradireita, como a de Movimentos Nacionalistas Europeus (AENM), que no total recebeu ao redor de 300 mil euros por conceito de ajuda a partidos parlamentares, estabelecida por lei em várias nações europeias.

Um dos perigos mais palpáveis dos grupos de ultradireita é que partidos historicamente apegados a preceitos democráticos chegam a incluir dentro de suas práticas ações com traços xenofóbicos, inclusive medidas exageradas de controle migratório.

Frente às diversas tendências racistas e xenofónicas da região, existem três grandes grupos considerados como os mais vulneráveis como o caso dos jovens imigrantes, usados como força de trabalho que a qualquer momento se elimina.

Outro grupo pode ser identificado entre os muçulmanos, cujas práticas religiosas e culturais são apresentadas como um perigo para a sociedade europeia e são responsabilizados por todos os problemas sociais.

Um terceiro setor vulnerável são os que podem ser facilmente considerados como indesejáveis, expulsos ou explorados, como é o caso dos ciganos.

Além disso, a exposição à propaganda neofascista cria os chamados lobos solitários que de forma individual podem causar muito dano, sobretudo, porque os serviços de inteligência baseados em estereótipos de muçulmanos terroristas poderiam deixá-los passar desapercebidos.

Isso ocorreu com o anglo-saxão Timothy McVeigh, que colocou um furgão carregado de explosivos em frente à sede do Escritório Federal de Investigações (FBI por sua sigla em inglês) no estado de Oklahoma, com saldo de dezenas de mortos.

Tal ação foi imitada depois por subversivos chechenos ou por outros grupos violentos no Afeganistão e outros países.

O mais recente caso é o do noruego Anders Breivick, que em julho de 2011 assassinou mais de 90 pessoas, em sua grande maioria jovens, para confirmar suas convicções de ultradireita.

Muitas de suas ações foram inspiradas por materiais como os Diários de Turner, do escritor nazista William Pierci, que já vendeu ao redor de cinco milhões de cópias.

A intolerância, imperceptível para os corpos de segurança e pela sociedade já que uma de suas marcas é seu caráter individual, pode desatar fenômenos muito negativos.

Dizia Elie Wiesel, sobrevivente do campo de concentração nazista de Auschwitz e prêmio Nobel da Paz: "a intolerância não é apenas o instrumento do inimigo, mas o próprio inimigo" .

Fonte: Prensa Latina

Doente possuído por 4 demônios recebeu a benção de Papa Francsco

Papa não fez exorcismo, mas doente realmente estava possuído
Entrevista com Pe. Juan Rivas, L.C., sacerdote que levou o enfermo para receber a benção do Papa Francisco depois da missa de Pentecostes na Praça de São Pedro
Por Thácio Lincon Soares de Siqueira
BRASíLIA, 26 de Maio de 2013 (Zenit.org) - Um “suposto exorcismo” realizado pelo Papa Francisco, ao final da missa de Pentecostes, na praça de São Pedro foi notícia mundial em diversos meios de comunicação, especialmente depois do programa “Vaderretro” do canal SAT 2000, da televisão italiana.
Tal notícia foi esclarecida pelo Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, em nota do dia 21 de maio. (Cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/vaticano-nega-suposto-exorcismo-feito-pelo-papa-francisco). Nessa, Pe. Lombardi explicou que o “Papa Francisco não teve nenhuma intenção de fazer um exorcismo, mas simplesmente de orar por uma pessoa que sofria e que lhe foi apresentada”.
No entanto, na nota da Assessoria de Imprensa da Santa Sé não se afirma e nem se nega que o tal enfermo apresentado numa cadeira de rodas, realmente era ou não era um “demopatólogo”, uma pessoa que padecia de uma possessão diabólica.
Para saber mais detalhes desse caso, ZENIT procurou o sacerdote que levou o enfermo ao Papa, Pe. Juan Rivas, LC, e lhe propomos uma entrevista.
Pe. Juan Rivas Pozas, L.C., é fundador do Centro Multimídia Hombre Nuevo e produtor do programa de rádio e TV que tem o mesmo nome, localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Apresentamos aos nossos leitores a entrevista a seguir:
***
ZENIT: O homem que você apresentou ao Papa para ser abençoado depois da missa de Pentecostes, na praça de São Pedro, estava realmente possuído?
Pe. Juan Rivas: Sim. Tinha quatro demônios. O Pe. Gabriel Amorth fez o exorcismo e os quatro disseram o seu nome mas isso nós já sabíamos, porque essa pessoa recebeu 30 exorcismos de 10 sacerdotes.
ZENIT: Como vocês se conheceram? Quem é ele (se você pode dizer).
Pe. Juan Rivas: Eu o conheci em um café na sua cidade natal. Eu tinha ido a essa cidade para dar uma conferência sobre a Divina Misericórdia e ele pediu para falar comigo. Seu problema era que tinha 4 demônios. Os exorcistas diziam que era um caso estranho porque de acordo com os demônios, eles não saiam porque “A Senhora” não permitia, que provavelmente tinha uma missão mas que não sabiam qual era. Quando lhe pedi mais informação sobre os demônios me disse que um era um bruxo que antes do cristianismo oferecia sacrifícios de bebês não nascidos aos demônios. No mesmo instante entendi qual era a missão: como eu há anos já vinha dizendo ao meu auditório na cidade de Los Angeles que a violência no México estava relacionada com o aborto, porque aconteceu no mesmo ano em que se aprovou a lei, cresce em proporção e se parece na sua crueldade lhe disse: “Está claro qual é a tua missão”.
A sua possessão tem relação com o grande crime que cometeu México ao aprovar a lei do aborto.
Mas o crime é duplo porque se aprovou o aborto onde está Maria de Guadalupe, a Virgem grávida. Isso foi um claro não a Cristo dado pelos legisladores.
Mais detalhes sobre isso eu coloquei, já há alguns meses no meu livro: LO QUE ESTÁ POR VENIR. “A tua missão é dizer aos bispos mexicanos que denunciem o crime, alertem das consequências canônicas aos católicos que apoiam este crime, reparem Nossa Senhora de Guadalupe pela grave ofensa e consagrem de novo a Nação a Maria e façam a renúncia a Satanás como se faz nas promessas batismais”.
Ele pressentia que ao começar a fazer o que eu lhe dizia os demônios o atacariam mais e assim aconteceu. Me escrevia mensagens dizendo que sofria muito e sentia que morreria. Ao piorar a sua situação decidiu ver o Papa para que lhe desse a sua benção porque uma senhora (desconheço a história) afirmava que tinha sido liberta do demônio simplesmente vendo a eleição do Papa Francisco. Nossa intenção era pedir ao Papa a sua benção e entregar-lhe os documentos assinados pelos exorcistas onde afirmavam o que se pedia que os bispos mexicanos fizessem e o Pe. Amorth revelou na terça-feira seguinte.
ZENIT: Depois da oração do Papa, ele foi liberto?
Pe. Juan Rivas: Não foi liberto, os demônios dizem que “a Senhora” não os deixa até que os bispos não cumpram a condição, que é o ato de reparação e expiação e a consagração à Maria Imaculada que os bispos mexicanos têm que fazer pelo pecado do povo.
ZENIT: Algum exorcista em concreto deu a sua opinião sobre o caso?
Pe. Juan Rivas: Na opinião do Pe. Gabriel Amorth o Papa fez um verdadeiro exorcismo e o afirmou várias vezes. De acordo com o Pe. Fortea o Papa não fez nenhum exorcismo mas somente deu a sua benção e o demônio se manifestou. Eu sou desta segunda opinião que coincide com a declaração do porta-voz do Vaticano. Mas estou convencido de que essa bênção do Papa será decisiva na sua futura libertação, se os bispos Mexicanos cumprem com o requisito.
Na minha opinião é ridículo quando dizem que este exorcismo criou uma grave confusão no Vaticano. Seria difícil para o Vaticano e para o Papa se o exorcismo fosse um ato de obscurantismo medieval como, infelizmente, muitas pessoas pensam dentro da Igreja. Mas, na realidade, o exorcismo é um dever ordinário dos bispos e uma obra de misericórdia com os acorrentados pelo demônio, e Cristo nos deu o exemplo.
ZENIT: Apesar do Papa não ter querido fazer uma oração de exorcismo, foi o que ele fez?
Pe. Juan Rivas: O Papa não fez exorcismo. O exorcismo foi feito pelo Pe. Amorth e participaram deste exorcismo outros dois sacerdotes espanhóis, um é exorcista de Valência, duas mulheres e dois assistentes do Pe. Amorth. O exorcismo não é um ato de magia, por isso, ainda que o começo da sua libertação, na minha opinião, começou com a benção do Papa, se requer ainda mais exorcismos, disseram os exorcistas.
ZENIT: Qual é o motivo das possessões diabólicas no México e no mundo?
Pe. Juan Rivas:  Não se pode generalizar. Mas os casos de possessão devem-se em primeiro lugar ao pecado mortal, com o pecado mortal expulsamos Deus da nossa alma e a casa, como diz Nosso Salvador, fica vazia. Não podemos viver em pecado mortal. No caso em que estamos falando, o de Angelo, a sua possessão está relacionada com o triunfo do Coração Imaculado de Maria prometido em Fátima. Os demônios não podem falar contra si mesmos se “a Senhora” não lhes obrigasse a fazê-lo ao pisar-lhes a cabeça. Para que este triunfo aconteça, México tem que reconher a sua missão de nação privilegiada e voltar à fé de sempre quando cantávamos: “A Virgem Maria é nossa protetora, nossa defensora, não tememos nada. Somos cristãos e somos mexicanos: Guerra, guerra contra Lucifer! O que pede Nossa Senhora não é nada extraordinário, mas um ato de fé e de reparação.
O demônio não é um deus poderoso, ele já foi vencido e derrotado por Cristo na cruz, mas o neo-paganismo, o apagão da fé no mundo atual, e que os pastores estejam adormecidos, distraídos, favorece a sua ação. Se as autoridades eclesiásticas corrigem a sua atitude e denunciam o aborto (e outras manifestações do mal) e trabalhamos todos por reverter essa lei que promove a violência contra os mais fracos e indefesos, se se renuncia a Satanás (até mesmo com um exorcismo do país) e se consagra o país à Maria, o demônio será acorrentado e chegará o Triundo do Coração Imaculado de Maria. Esclareço que isso não é um ato de magia, mas todo um processo de conversão que começa de baixo, no lar.

Oito informações que você não sabia sobre bebês

RETIREI DO IG

Elas conseguem identificar comportamentos dos adultos e são um pouco "racistas": crianças com menos de dois anos de idade sabem mais do que os adultos supõem

Raquel Paulino - especial para o iG São Paulo 
É comum ouvir que um bebê é uma folha em branco em que os pais poderão, de acordo com seus padrões e experiências, desenhar os gostos, a personalidade e o caráter desse novo ser humano. Lindo pensamento, mas a realidade não é bem assim. Pesquisas feitas em universidades dos EUA e da Europa revelam que, desde os primeiros meses de vida, os bebês apresentam noções e comportamentos que não foram previamente ensinados por adultos.
Você pode ficar surpreso ao saber que os bebês...
...percebem quando adultos cometem injustiças Na Universidade de Washington (EUA), 47 bebês de até 15 meses de idade observaram vídeos em que um homem distribuía leite e bolachas para duas pessoas por vez. Quando as quantidades foram iguais, as crianças não se alteraram. Quando uma pessoa recebeu mais do que a outra, elas ficaram agitadas e decepcionadas ao se dar conta de que o vídeo acabava sem que acontecesse um equilíbrio na distribuição.


Thinkstock/Getty Images
Pesquisa americana aponta que os bebês reconhecem se os cachorros estão bravos ou brincalhões de acordo com o latido dos animais




...sabem a diferença entre o bem e o mal antes de completar um ano
Uma apresentação de fantoches para bebês com menos de um ano de idade ajudou o Departamento de Psicologia da Universidade de Yale (EUA) a verificar o senso de moral infantil. No palco, um boneco ajudava o protagonista a subir uma ladeira; em seguida, um terceiro personagem empurrava o mocinho para baixo. Acabado o show, eram oferecidos aos pequenos brinquedos iguais aos coadjuvantes da história. Todos quiseram o prestativo e rejeitaram o vilão. Até este estudo ser realizado, acreditava-se que era a partir dos dois anos de idade que as crianças conseguissem perceber a diferença entre o bem e o mal.
...são um pouco racistas
Mas não no sentido agressivo – o caso aqui é de identidade étnica. Em um estudo conduzido pela Universidade de Sheffield (Reino Unido), bebês de três meses de idade tinham de escolher uma foto de rosto de adulto dentre várias que lhes eram apresentadas. Eram retratos de brancos, negros e orientais. O resultado: cada criança preferiu a imagem de uma pessoa de etnia igual à sua. Segundo os pesquisadores, isso não significa que serão adultos preconceituosos, apenas que se sentem mais confortáveis diante de pessoas com quem se identificam.
...conseguem prever as ações dos adultos
Coube ao Departamento de Antropologia da Universidade da Califórnia (EUA) estudar a percepção dos bebês quanto às ações dos adultos. O método: diante de crianças com até 18 meses de vida, um homem colocava uma tesoura em uma caixa. Sem que ele visse, outro homem a escondia no bolso de seu casaco. Um professor então perguntava à plateia: “Onde ele [o primeiro homem] procurará a tesoura?”. Todas, independentemente da cultura – o estudo foi feito dentro e fora dos EUA, chegando até à China – apontavam para a caixa. Mesmo sabendo o local correto, elas conseguiram analisar a situação pela lógica de quem não havia visto a tesoura ser escondida.

Veja também:
Dez pesquisas curiosas sobre pais e filhos Pai retrata crescimento da filha em situações perigosas e divertidas


Thinkstock/Getty Images
Identidade étnica: bebês podem ser um pouco racistas, mas não no sentido agressivo

...entendem hierarquias sociais e familiares Aos dez meses de idades, bebês estudados pela Universidade de Copenhague (Dinamarca) demonstraram surpresa ao ver, em desenhos animados, personagens mais velhos ou maiores obedecendo às ordens dos mais novos ou menores. Quando a situação era invertida, conseguiam prestar atenção à história com mais facilidade. A partir dessa observação, o resultado do trabalho sugere que a ordem da interação social é gravada muito cedo no cérebro humano, e que as crianças entendem perfeitamente que quem manda são os adultos (mesmo que os desafiem algumas vezes).
...identificam ritmos musicais em menos de cinco segundos
E preferem as canções dançantes. Na Universidade Brigham Young (em Utah, EUA), bebês de cinco meses de idade foram expostos a uma sequência de músicas. Quando se tratava de um arranjo animado, eles batiam palmas e mexiam o corpo. Assim que começava uma lenta, eles imediatamente paravam e ficavam olhando para o infinito. No início de nova faixa animada, já voltavam a se mexer, felizes. O tempo máximo de mudança de comportamento no trocar de canções foi de cinco segundos.
...reconhecem a emoção dos cachorros de acordo com o latido
Na mesma Universidade Brigham Young (em Utah, EUA) foi conduzido um estudo envolvendo crianças e cães. Bebês de seis meses que mal balbuciavam “mama” e “papa” conseguiram diagnosticar se um cachorro estava bravo ou brincalhão pelo som de seus latidos. Depois de assistir a diversos vídeos dos animais nas duas situações, os pequenos ouviram apenas o áudio dos latidos e precisavam apontar para a foto dos bichinhos que correspondesse a cada um. O índice de acerto foi próximo de 100%.
...têm noções de matemática
Pelo menos para contar mentalmente até três. A Universidade de Oregon (EUA) selecionou bebês de sete meses de idade para um estudo em que eles eram expostos à gravação de uma, duas ou três mulheres dizendo, simultaneamente, a palavra “Look” (em português, “olhe”). Em seguida, lhes eram apresentadas três fotos (com uma, duas e três mulheres) para que eles associassem uma das imagens ao som. A maioria das crianças soube escolher aquela que correspondia à quantidade de vozes do que havia sido reproduzida.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Hoje passei mal e estou em casa

Como a vida é repleta se surpresas. Saí com o meu cão normalmente hoje cedo (04H50) e em plena rua. Repentinamente senti um torpor na caixa toráxica. Em seguida, notei que perdera força em meu braço direito. Depois veio-me uma sensação de desfalecimento.

Pensei:
- "Não posse desmaiar agora, aqui, nesta rua deserta, com o meu cão". Voltei para a minha vila e demorei a achar a chave do portão de entrada; Já na porta da casa não consegui por a chave e abrir. Pedi ajuda de minha esposa, Meg, que levantou-se prontamente e abriu.

Chamamos um taxi, pois naquela altura meu braço direito quase não tinha forças.

Fomos ao hospital e fui examinado pelo mesmo médico que examinou-me há uns 10 dias atrás. Como a perda da força fora somente no braço e não direito e não na perna direita também, parece que ele foi descartando a idéia de um derrame.

Por via das dúvidas, ele encaminhou-me para exames, e deu-me a opção de rde passar o dia na UTI ou voltar para casa e fica em observação devendo voltar co, qualquer alteração.
é o que faço agora, digitando e errando um bocado as teclas.

Estou de bem com Deus. Ele sabe de mim. Por isto nada temo, mas peço que rezem por mim, para que realize o restante de minha missão, se assim for o desejo de Deus.

Creio muito no poder da oração, quando a pessoa se a detém para fazer oração por um irmão


sábado, 25 de maio de 2013

Pastoral da Saúde no HC

Comemoramos os 81 anos de idade do Sr. José, integrante dedicado de nossa Pastoral Católica no Hospital das Clínicas.

Hoje, várias visitas importantes:

Encontrei um Senhor que teve necrose no dedo de uma mão, por picada de aranha, provavelmente. Em cinco dias degradou a situação e precisou retirar material morto e fazer um transplante de pele de outro dedo e do braço.

Vi também uma mãe que havia sido operada na perna. Seu filho fazia uma massagem, com creme, em seu pé machucado. Disse-lhe que uma multidão de pecado dele estava sendo perdoada por aquela ação que estava fazendo.

Encontrei também um homem que perdera a perna num acidente de moto.

É preciso dar-lhes esperança, apesar de tudo, e assim faço.

Ao final nos reunimos para comemorar o aniversário de nosso amigo, "Seu Zé".

Sábado de manhã fria e céu limpo

Sábado não trabalho, mas meu cão não sabe disto, ou faz que não sabe, e teima em acordar-me no horário tradicional de realizar o seus números 1 e 2. Depois toma um pouco d'água e volta para a cama.

Eu não. Não consigo deitar-me novamente e dormir. O sono desaparece.

O céu da cidade está absolutamente limpo, com o clarão do sol ainda pequeno no horizonte, mas o suficiente para apagar as estrelas.

O frio de inverno se faz sentir e faltam pessoas nas ruas.

Na avenida, ao longe, ouve-se o ruído dos motores do ônibus, principalmente.

Esta noite dormi cedo e cansado, nem percebi a pizza que o meu cunhado trouxe.

Grande é o sofrimento no mundo.

Durante a sexta-feira tive esta sensação após visitar tantos doentes, pessoas com diversos tipos de enfermidades, jovens e idosos.

Alguns com filhos novos,  inconsolados de morrerem cedo, outros preparados pela fé a suportar o que vier.

Estas imagens continuaram a visitar minha mente,  em minha oração noturna.

Sei que Deus me dá forças para tratar a cada uma delas com alegria, e como sempre, surpreendo-me com uma coragem que não tenho em mim mesmo, a ponto de amedrontar-me com as coisas que disse. O Espírito sabe e me consola.

O mundo do século XXI destruiu os conceitos de pecado, considerando-o normal no que faz, e a liberdade perdeu o seu controle inato pelo certo, de forma que tudo se faz  "naturalmente".

Vou manter-me cristão nesta era pós cristã que se inicia, onde o inimigo esperneia de todas as formas, porque sabe que o seu fim não tarda.

Ontem um operário pediu-me dinheiro para sua condução. Emprestei-lhe sem pestanejar, torcendo para que ele seja pontual no acerto; não por mim, mas por ele mesmo.

Sinto que o orgulho de um homem sempre sai ferido nestas circunstâncias.

Se não pagar, não importa, mas perderei a privação da amizade, que ele provocará, fugindo de minha presença. Espero que não ocorra.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sexta, finalmente

São Paulo permaneceu frio durante todo o dia, anunciando a proximidade do inverno. Os mendigos da Ponte da Móoca, protegidos pela  ação social da Prefeitura, ocuparam as calçadas, na saída do metrô, com seus cobertores, imóveis pelo frio. Até os cães se enrolavam juntos. Está cada vez mais difícil locomover-se em Sampa, sem apertar-se: é no metrô, é nos ônibus, NAS CALÇADAS. Não há lugar onde não se aperte. Vou fazer uma calça de material resistente a pressão, e uma camisa anti-abraço, porque não se anda mais só nas ruas, mas colado a desconhecidos. Acompanhado mas desacompanhado, um paradoxo da cidade conturbada com sua desordem organizada. Vai entender!

São Paulo frio e com garoa

Imagino o povo paulistano levantando da cama agora cedo. Por certo é teimosia, obrigação. Resmunga, mas tira a coberta.Sabe que precisa sobreviver, trazer dinheiro para casa, sustentar a família. Senão, que tudo se explodisse. Mas qual o quê! Vai sabendo que hoje é sexta-feira e que o fim de semana há de compensar o sono acumulado na semana. Até o sexo entra no cálculo com o tempo. Nem sempre: o sexo entra sempre no contratempo. Ruas vazias recolhem os retardatários. Um carro se movimenta à frente. Um homem traz uma criança no colo de dentro de casa. Deve estar doente. A gripe H1N1 está fazendo muitas vítimas na cidade, epidemia atingindo a vizinhança, próxima de casa. Vamos rezar pelos pequeninos que não sabem de nada disto e estão sujeitos à nossa agressão no mundo.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Marcha silenciosa pela libertação dos bispos de Alepo (Síria)



Conselho Pontifício para os Migrantes
Por Anne Kurian
 22 de Maio de 2013 (Zenit.org) - No último dia 21 de maio, bispos e representantes de Igrejas na Jordânia convocaram uma “marcha de tochas silenciosas” em favor de dois bispos sírios raptados em 22 de abril de 2013.
Eles justificaram a medida em um comunicado: “Após um mês do rapto de Paul Yazigi, da Igreja Ortodoxa Grega, e Mar Gregorios Yohanna Ibrahim, da Igreja Ortodoxa Siríaca, bem como de outros sacerdotes da Síria, os bispos e representantes da Igreja da Jordânia expressam sua “condenação” quanto ao rapto, um acontecimento “inaceitável” que “suscita preocupações, não somente por suas vidas”, mas pela “moral do povo sírio", especialmente dos fieis dos dois bispos.
Yohanna Ibrahim e Paul Yaziji “são conhecidos por sua erudição, pelo amor a sua cidadania e por sua liderança espiritual moderada”, diz a nota, que considera que tal ato envolve “duas das mais importantes figuras árabes cristãs de nosso tempo”.
As Igrejas na Jordânia desejam “que a caminhada silenciosa com tochas, bem como as orações e apelos abrandem os corações e motivem o retorno seguro dos queridos bispos”.
Eles expressaram sua “solidariedade” com o Patriarcado Grego-Ortodoxo e a Igreja Ortodoxa Siríaca, e convocaram todos à oração, em união com “as duas Igrejas irmãs” e “todas as Igrejas do mundo”, cujos dirigentes “jamais deixaram de apelar a todas as pessoas de consciência e de boa vontade” pela liberação dos bispos.
Chamando à “solidariedade fraterna e a unidade nacional os seguidores do Islã e do Cristianismo” no Oriente Médio, os líderes e representantes das Igrejas reafirmam o “papel de relevo” dos cristãos árabes “ao lado de seus irmãos muçulmanos”: “Os cristãos árabes são parte integrante da civilização árabe-islâmica, e todos nós devemos trabalhar para manter a promoção da presença cristã e reduzir a imigração”, escrevem eles.
Eles rezam pelo restabelecimento da “tranquilidade e da estabilidade na amada Síria” e pela “graça da segurança, estabilidade e unidade nacional” da Jordânia, apelando, finalmente, “pelo respeito aos lugares santos na Palestina, particularmente na Jerusalém Oriental.”

Cresce a discriminação contra os cristãos na Europa


Sociólogo Massimo Introvigne: Europa tem 41 leis potencialmente negativas para a liberdade religiosa dos cristãos em 15 países
ROMA, 22 de Maio de 2013 (Zenit.org) - As discriminações administrativas e legais contra os cristãos na Europa vêm aumentando, afirma o sociólogo italiano Massimo Introvigne, coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa, criado pelo Ministério dos Assuntos Exteriores da Itália. Introvigne acaba de participar da conferência da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) em Tirana, Albânia, sobre a não-discriminação, e apresenta hoje, em Viena, o relatório do Observatório sobre a intolerância e discriminação contra os cristãos na Europa.
"Nós enumeramos 41 leis na Europa que podem ter efeitos negativos sobre a liberdade religiosa dos cristãos em 15 países, entre os quais, felizmente, não está a Itália. Também relatamos 169 casos de sentenças em tribunais europeus, no decorrer de 2012, que nós julgamos perigosas para a liberdade dos cristãos".
"Os âmbitos mais perigosos são os limites para a objeção de consciência dos cristãos que não querem se render ao aborto, à venda de pílulas abortivas ou aos casamentos homossexuais; os limites para a liberdade de pregação, impostos por leis contra o chamado "discurso do ódio"; os limites para a liberdade das escolas confessionais e para a liberdade de educação dos pais; e as limitações para o uso de símbolos religiosos".
O sociólogo relata que 74% dos cristãos europeus se consideram discriminados em relação às religiões de outras pessoas e aos ateus; 71% acham que a mídia em geral não respeita os cristãos; e 61% acreditam que os cristãos são discriminados no local de trabalho. "É claro que seria errado igualar a violência assassina contra os cristãos em alguns países da África e da Ásia e a discriminação jurídica e administrativa na Europa. Mas, em termos de liberdade religiosa, aplica-se a lógica do plano inclinado. Onde a discriminação se torna normal, a transição para a violência nunca está longe".

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nuvens cobrem a cidade de São Paulo e o Brasil

Ameaçam uma chuva que ainda não veio. A cidade está há mais de um mês sem ver chuva de verdade. Para quem sai de bike, como eu, pela manhãzinha, qualquer chuvisco molha bem. Céu escuro sem estrelas, apenas nuvens pouco carregadas. us
Vou seguir o figurino e preparar-me para a bicicleta. Se estiver chovendo pego um ônibus. O transporte público em Sampa está um horror, tudo lotado. Paciência. Meus exames médicos estão ok, coração bem. Dilma sob toda sorte de ataques, que vão de boatos de corte do Bolsa Família até críticas de "aliados"  coo gosta de fazer o PMDB. Paciência. Aécio é quem aproveita. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mais uma reflexão sobre o suicídio


“Há uma nefasta glorificação do suicídio”

José Manoel Bertolote, consultor da Organização Mundial da Saúde, lança livro sobre a prevenção do suicídio e defende que se fale mais do tema

Fernanda Aranda , iG São Paulo | 06/05/2013 06:00:00

     Divulgação
José Manoel Bertolote: psiquiatra afirma que é possível prevenir o suicídio

Enquanto a imprensa não fala do tema, as políticas preventivas titubeiam e os médicos varrem o assunto para baixo do tapete, 1.339 pessoas do Brasil foram internadas nos dois primeiros meses do ano após tentarem o suicídio.
Os dados do banco virtual abastecido pelo Ministério da Saúde – levantados pelo iG Saúde – apontam 22 casos por dia só nos dois primeiros meses de 2013.
Em meio ao sigilo imposto para tratar do suicídio, o psiquiatra professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) , José Manoel Bertolote, quer falar aos quatro cantos do planeta.
Ele acaba de lançar um livro (O Suicídio e sua Prevenção) com as estratégias para prevenir o evento que figura entre os líderes de causas de morte em vários países do mundo. No Brasil, é o quarto motivo mais incidente entre os óbitos por causas externas, atrás de homicídios, acidentes de transporte e causas não identificadas.
Em entrevista ao iG , Bertolote afirma que o silêncio e o tabu que marcam o assunto não impediram o surgimento de um “nefasto glamour em torno do suicídio”.
“São inúmeros sites na internet que ensinam, de forma muito didática, as pessoas a cometerem suicídio. Estes endereços eletrônicos disseminam comportamentos perigosos e precisam ser combatidos. Há uma glorificação atual da morte provocada. São músicas, clipes, filmes que apresentam o suicídio de uma forma artística, como uma moda a ser seguida”, afirma.
Para reverter o quadro, o especialista neste assunto proibido defende articulação e um debate com os líderes religiosos e com a Justiça – que ainda considera os suicidas criminosos.
Bertolate diz ainda que são necessárias mudanças na rede de saúde, com um trabalho forte para identificar os mais vulneráveis às lesões autoprovocadas.
Segundo ele, as pesquisas científicas atestam que, na maioria das vezes, há arrependimento em quem provoca a morte intencionalmente e nem sempre há chance de reverter o dano provocado.
“É penoso assistir a estes casos”. Leia a seguir a entrevista.
iG: A sociedade e a imprensa lidam com reservas com o assunto suicídio. Para a medicina o tema também é tabu?
Bertolote: Os médicos não são treinados para enfrentar a morte em geral, não só na questão do suicídio. Existe um mito de que a medicina é uma luta contra a morte. Os médicos têm uma tradição de sempre agir como se a morte fosse evitável, o que é um erro. Ninguém escapa da morte. Diante de um óbito, os profissionais reagem mal. Os estudantes não são preparados para falar sobre a morte com os seus pacientes, como se o perigo de morrer não existisse.
Talvez, isso seja fruto de um distanciamento necessário para a classe dar conta de enfrentar as situações nas emergências, nas unidades de terapia intensiva. Mas o fato é que essa distância acaba exagerada e o assunto é varrido para baixo do tapete. A questão do suicídio está inserida nesse panorama. O médico não detecta os sinais prévios do suicídio e se surpreende quando ele acontece.
Qualquer morte é uma tragédia familiar, mas quando ela é resultante das causas naturais e de doenças crônicas, com evolução lenta, há uma preparação familiar para o acontecimento. O suicídio, invariavelmente, é um acidente inesperado. Pega de surpresa e desperta dois sentimentos nos que ficam: perplexidade que desemboca em culpa. É comum os familiares se perguntarem: ‘onde eu falhei?’, ‘o que foi que eu não vi?’. Mas também é despertada uma raiva: ‘por que ele fez isso comigo’. São duas sensações, de fracasso e de raiva, que atrapalham muito a recuperação desta família.
Enciclopédia da Saúde : Saiba mais sobre a depressão
iG: O senhor é um grande defensor da prevenção do suicídio, tema do seu último livro. Existe uma estratégia universal de prevenção?
Bertolote: Não é possível prever todos os casos. O suicídio continua sendo um evento raro, ainda que subestimado. Isso significa que o custo para aplicar uma estratégia de prevenção universal, fazendo uma avaliação de toda a população, seria muito alto diante das estatísticas de morte não tão numerosas.
Mas o fato é que algumas pessoas são mais vulneráveis ao suicídio do que outras. E para estas vulneráveis é imprescindível que sejam dirigidas ações preventivas, o que não é feito. Já está embasado que doenças como depressão, alcoolismo e esquizofrenia aumentam a vulnerabilidade ao suicídio. Existem condições que não são doenças – no sentido do termo – mas transtornos de comportamento que também ampliam o risco. Além delas, sabemos que doenças físicas, crônicas, incuráveis e de natureza dolorosa também estão mais associadas ao fenômeno.
O exemplo da aids é contundente, com estudos muito bem-feitos. Na época em que não existiam tratamentos para o HIV, as taxas de suicídios entre os soropositivos eram muito mais altam e foram diminuindo com o surgimento de terapias efetivas contra o vírus. Hoje, sabemos que ainda é necessário um trabalho preventivo com os pacientes de aids e também com os portadores de doenças neurológicas degenerativas, certas formas de câncer e até cefaleias (dores de cabeça muito fortes) crônicas.
Outro ponto de atenção é para as demências senis, quando estão no início do quadro. Os idosos que preservam certa lucidez no começo dos sintomas também estão mais vulneráveis por não saberem lidar com as limitações impostas pela doença.
iG: Esta associação com doenças crônicas pode ser uma das explicações para os casos de suicídio estarem mais concentrados na população maior de 60 anos?
Bertolote: Sim. O suicídio é um fenômeno masculino, característico de idosos e não de jovens, apesar de também acontecer entre os mais novos. No final da vida, são acumuladas mais doenças e limitações. Elas ficam penosas com o passar dos anos e estão associadas com este fenômeno.
iG: É possível classificar o suicídio como uma doença ou um sintoma?
Bertolote: Suicídio é uma causa de morte. Existem as causas naturais, as causas acidentais, os homicídios e os suicídios. Não é uma doença. Mas é certo que é uma causa de morte frequentemente associada a certas doenças. É bom lembrar que nem todos os depressivos são suicidas, por exemplo.
G: Um dos temores ao falar sobre suicídio é que o fato pode desencadear comportamentos semelhantes em cadeia. Sua experiência mostra que isso realmente ocorre?
Tem horas que tudo que queria era que não houvesse um depois. Apenas o nada. Assim seria muito mais fácil acabar com essa agonia sem fim
Mensagem deixada por um internauta em um dos sites que 'ensinam' o suicídio
Bertolote: Existe o fenômeno social da imitação e também o fenômeno do contágio. Há um emprego cada vez mais frequente de tentativas de suicídio que são mais letais, que não existiam antes. Até anos atrás não havia a facilidade existente hoje para conseguir uma arma de fogo. Com isso, aumentaram as tentativas de suicídio usando este método que acabam resultando em mortes que antes não seriam exitosas para o óbito, já que as tentativas eram menos letais.
Outra mudança que eu considero nefasta é que hoje também existe uma glorificação do suicídio. São inúmeros sites na internet que ensinam, de forma muito didática, as pessoas cometerem suicídio. Estes endereços eletrônicos disseminam comportamentos perigosos e precisam ser combatidos. Há uma glorificação atual da morte. São músicas, clipes, filmes que apresentam o suicídio de uma forma artística, glorificada.
Assim como num passado recente existiu o culto às doenças mentais, disseminados por filmes do Woody Allen, por exemplo. Virou ‘cult’ ter uma doença psíquica. Hoje, usando mecanismos muito parecidos, vejo que há uma cultura que ostenta a morte provocada como algo ‘in’, que está na moda. É algo nefasto porque as pessoas acabam embarcando nisso.
iG: O senhor considera que está glorificação é resultante de quais fatores?
Bertolote: Talvez seja um reflexo do desencanto com o contemporâneo. Digo isso sem embasamento científico nenhum ou estudo aprofundado, mas a minha avaliação é que a glorificação do suicídio é influenciada por essas transformações rápidas do mundo atual, sejam das formas de comunicação ou de tecnologia. As pessoas não se adaptam, não acompanham. A mensagem que fica é que a vida perde a graça muito fácil e neste contexto é perigoso que as músicas, os videoclipes e a arte apresentem o suicídio de maneira tão glamourizada.
Mas também existe um grupo que não sabe lidar com o sofrimento e que encara o suicídio como uma possibilidade de solução. Para estas pessoas, a morte provocada pode ser influenciada por um modelo de transmissão. Por exemplo: caso alguém de destaque, que sirva como uma referência, como um pai, um avô, um ídolo, cometa suicídio, a mensagem para esta parcela é de que este pode ser um caminho a ser seguido. Por isso, precisamos falar, sem tabus, mas de forma coerente e contundente sobre o assunto.
iG: Este modelo de transmissão é o que pode explicar vários casos de suicídio em uma família? Não existiria uma explicação genética para um núcleo familiar em que o pai comete o suicídio e anos depois o filho também, por exemplo?
Bertolote: Sim, existe esta influência da transmissão do suicídio como alternativa que pode explicar os casos em família. Outro ponto é que apesar de não herdarmos o ‘gene’ do suicídio, se herdam vários genes, que estão associados a outras doenças, que deixam a pessoa mais vulnerável e predisposta a esta causa de morte.
iG: O senhor afirma com convicção científica que parte considerável dos suicidas não quer morrer. Isso reforça a importância da prevenção?
Bertolote: O suicídio é uma situação de ambivalência. Não está em questão apenas se a pessoa quer viver ou morrer. Ela quer escapar de uma situação desagradável, angustiante, de sofrimento absoluto. E quase sempre, quando opta pelo suicídio, percebe que não é uma boa escolha.
O arrependimento está muito catalogado em todas as pesquisas que se propuseram a estudar o tema. São trabalhos de extrema qualidade, feitos no Japão, em vários países da Europa, no Islã, que entrevistaram pessoas que tentaram o suicídio, foram hospitalizadas após a tentativa, muitas em estado grave e irreversível para a sobrevivência. É penoso demais atestar que a maioria estava arrependida, desesperada ao constatar que a morte era irreversível. Enfim, todos os estudos concluem que o arrependimento é muito presente e sim reforça a necessidade de prevenção.
iG: Desde que o senhor passou a pesquisar o suicídio, quais mudanças pontuaria na forma de encarar este fenômeno?
Bertolote : A transformação mais importante, ainda em curso, é a maneira como os religiosos passaram a encarar o suicídio. Muitas religiões, independentemente do ponto de vista médico ou jurídico, consideram o suicídio um pecado imperdoável. Este é um ponto em comum do catolicismo, do judaísmo (que prevê até cemitérios diferentes para quem se mata) e do islamismo, que coloca o ato como o pior dos pecados. Enquanto estive na Organização Mundial de Saúde (OMS) insistia com frequência em trabalhar com as lideranças religiosas para que eles entendessem este fenômeno como um processo patológico em vez de punir as famílias e resignar aqueles que tentaram o suicídio como um pecador imperdoável.
Busquei informações sobre esta condenação religiosa do suicídio e constatei que há teólogos que elaboram o suicídio como pecado, mas essa determinação ficava mais a critério de cada um. Por isso, fiz inúmeras reuniões com bispos, líderes protestantes e islâmicos, do judaísmo e com muita satisfação percebia que eles ficavam menos resistentes ao tema e já vejo uma mudança de postura, de acolhimento e não de rejeição. Este comportamento por parte das religiões implica também em mudar as leis. Em muitos países, inclusive no Brasil, suicídio ainda é considerado crime. Porém, há pelo menos 30 anos, não tenho conhecimento de nenhum processo jurídico aberto para julgar um caso desses. Felizmente.
iG: Além da mudança comportamental, o senhor acredita que a estrutura de saúde também precisa ser transformada para prevenir o suicídio?
Bertolote: Sem dúvida. Os médicos precisam ser treinados para identificar os sinais prévios ao suicídio e também ficar atentos aos casos mais vulneráveis. Aqui em Botucatu (interior de SP), onde atuo por meio da Faculdade de Medicina, tomamos uma decisão: se uma pessoa comparece com sinais de depressão a qualquer unidade de saúde, seja um posto, um hospital ou um serviço de saúde da família, a orientação é para que ela seja acompanhada até um serviço especializado e não encaminhada para que faça isso com as próprias pernas. Acompanhar é diferente de encaminhar, sugerir. Se ela for apenas encaminhada, pode ser que não chegue

Marginais assassinas


Marginal Tietê lidera entre vias com mais acidentes fatais envolvendo motos. Retirado da Folha

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ANDRÉ MONTEIRO
DE SÃO PAULO
A marginal Tietê, uma das principais vias expressas de São Paulo, continua sendo a via mais perigosa para motociclistas na cidade.
De acordo com balanço da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a via expressa está no topo da lista de endereços onde ocorreram mais mortes de motociclistas em acidentes de trânsito no ano passado.
Apesar de repetir a liderança, como vem ocorrendo nos últimos anos, houve queda no número de vítimas, dado que baseia o ranking das vias mais perigosas para motociclistas na cidade.
Elas passaram de 28, em 2011, para 23 no ano passado -uma queda de 18%.
Também foi registrada queda na maioria das dez vias mais perigosas -no geral, houve redução de 14% no número de motociclistas mortos no trânsito na cidade.
Mesmo com a redução dos acidentes fatais com motociclistas, ocupantes de motos ainda representam mais que o dobro das vítimas do trânsito em relação a motoristas e passageiros de carros.
No ano passado foram 438 mortos em motos, contra 201 em carros.
ESTREITA
A marginal Tietê manteve a liderança nos últimos anos mesmo após medidas adotadas em 2010 que visavam aumentar a segurança na via, como a restrição das motos nas pistas expressas e a redução nos limites de velocidade para caminhões.
Para motociclistas, também houve uma redução na largura das faixas, o que diminuiu o espaço do corredor formado entre os carros.
Editoria de arte/Folhapress
"Acho que a ideia era retirar as motos do corredor e reduzir acidentes, mas não surtiu efeito. Ao contrário, o motociclista continuou no corredor, mas com mais risco", afirma Luiz Artur Cané, presidente do Movimento Brasileiro de Motociclistas.
A mesma situação ocorreu na av. Alcântara Machado (Radial Leste), que neste ano entrou na lista das vias mais perigosas, atrás apenas das marginais Tietê e Pinheiros.
Cané defende a criação de motofaixas em todas as vias perigosas.
Atualmente há duas vias exclusivas para motos na cidade, na avenida Sumaré e na rua Vergueiro.
Para a CET, "as marginais são vias de trânsito rápido, com alto volume de veículos e caminhões e de tráfego interrupto (sem cruzamentos e semáforos), características que tornam os acidentes, especialmente envolvendo motocicletas, mais graves".
A companhia diz ainda que trabalha para reduzir os acidentes e que intensificou a fiscalização no ano passado, com o uso de seis radares manuais pistola -que flagram motociclistas acima da velocidade permitida.
Foram 32.840 multas nos últimos 12 meses, média de 89 por dia.
A nova licitação do sistema de radares também vai contemplar aparelhos com tecnologia para flagrar motos mesmo no corredor entre os carros nas avenidas.
Outra novidade recente é a criação de espaços em cruzamentos para que as motos esperem o sinal verde na frente dos carros.
A sinalização, em fase de testes, já foi implantada no viaduto do Chá e estreia hoje na avenida Rebouças.

Metrô tem aumento no número de usuários de baixa renda, e queda entre ricos

Isto é o que nós podemos chamar de popularização dos meios de trensporte em Sampa



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EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
ANA KREPP
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O Metrô de São Paulo ganhou usuários de baixa renda entre 2001 e 2012, enquanto os mais ricos da cidade deixaram de usar o sistema.
A proporção atual, mostra pesquisa inédita do perfil do usuário do Metrô de 2012, é de quase oito passageiros entre dez que ganham até quatro salários mínimos. Em 2001, havia quase cinco pessoas entre dez na mesma faixa.
Já os mais ricos estão sumindo dos trens. Se há mais de dez anos, 23% de usuários que ganhavam mais de oito salários mínimos entravam nas linhas do metrô, hoje, 7% da amostra registrada na pesquisa se enquadra na mesma faixa salarial.
Editoria de arte/Folhapress
Com o crescimento de renda da população, diz Cecília Guedes, chefe do departamento de relações com o cliente da companhia, mais pessoas de classes sociais que antes não usavam os trens estão agora no sistema.
Ela frisa também outra mudança importante, detectada pelo levantamento.
"O aumento da rede do Metrô tem feito com que pessoas de outras cidades da região metropolitana optem mais pelo transporte sobre trilhos", afirma Guedes.
Um dos indicadores que mostram essa tendência é o aumento do tempo de viagem de quem pega o metrô.
Considerando toda a viagem do passageiro, desde a sua casa até o seu destino final, aumentaram as viagens que duram mais de 1h30.
Em 2001, 18% dos entrevistados demoravam mais de 90 minutos para chegar, principalmente ao trabalho, de transporte público, incluindo os trilhos. Em 2012, foram 25% dos passageiros.
A pesquisa foi feita com 7.320 pessoas. Nenhuma entrevista ocorreu dentro das estações da linha 4-amarela do sistema, que é administrada por outra empresa.
O crescimento recorde do Metrô de São Paulo, que transportou 877.171 pessoas em 2012 (mais de 20% em relação ao ano anterior), diminuiu o conforto dos usuários.
Por causa da lotação, ainda mais nos horários de pico, parte das pessoas está recorrendo ao carro.
"O metrô era bom porque fugia do trânsito, mas pela demora no embarque, lentidão e pelo desconforto, não vale a pena", diz Daniele Benedito, 28. Ela sai de Guarulhos (Grande SP) e vai todos os dias de carro ao trabalho, no Brooklin (zona sul).
Durante o ano passado, Daniele usou o metrô e o trem para economizar com gasolina e estacionamento.
Ela reclama da lotação e da lentidão na linha vermelha. "Demora muito para conseguir entrar, todos os vagões vêm lotados. Você tem que empurrar todo mundo e torcer para a porta conseguir fechar."
Otávio Laranjeiras, 31, publicitário, utilizou por cinco meses as linhas verde e amarela para chegar ao trabalho e decidiu voltar a utilizar o carro. Ele diz não se sentir "respeitado como cidadão" quando anda de metrô.
Gabrielle Picholari, 26, tentou o sistema por dois meses. Desistiu devido ao "desrespeito que as mulheres sofrem" nos vagões.

domingo, 19 de maio de 2013

A vida à espera

Não há muito o que fazer. O inevitável chega com toda a sua força, impondo. Resta uma convicção sem base lógica, chamada fé, abominada pelos ateus e agnósticos antes de adoecerem. Perguntas são feitas, como expressão de uma revolta incompreendida. Ficarão sem respostas. Não se pode impor uma conversão à galope. O mundo seguirá seu percurso sobre a cama, afastado das decisões, imóvel. Enquanto isto os remédios misturam-se coma falta de esperança, perdem seu efeito. Uma questão de tempo. Quantos não permanecem atônitos diante do portal da eternidade, sem meditar, trocar um pensamento, uma idéia, quem sabe um diálogo com um Ser Superior, Deus.
As oportunidades da vida ficam estagnadas nas necessidades materiais, satisfeitas com a comida, a bebida, o carro, a roupa. Não é suficiente, mas paralisa. Como somos conservadores, acomodamo-nos no nada com sentido de tudo. Cansa buscar o sentido da vida, explicar a razão das coisas. Melhor ficar assim, sem fazer nada.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Continua a crescer o número de católicos no mundo

Retirado do Zenit
Por Ivan de Vargas
MADRI, 14 de Maio de 2013 (Zenit.org) - Na manhã de ontem, o Anuário Pontifício 2013 foi apresentado ao papa Francisco pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, e por dom Angelo Becciu, substituto para os Assuntos Gerais. A redação do novo anuário teve a coordenação de dom Vittorio Formenti, responsável pelo Escritório Central de Estatísticas da Igreja, do professor Enrico Nenna e de outros colaboradores.
Também foi apresentado ao papa o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2011, editado pelo mesmo escritório.
O complexo trabalho de imprimir os dois volumes foi capitaneado pelo pe. Sergio Pellini, SDB, diretor geral da Tipografia Vaticana. Os volumes estarão à venda em breve nas livrarias.
O Santo Padre agradeceu pelo trabalho, mostrando grande interesse pelos dados ilustrados e expressando viva gratidão a todos os profissionais que contribuíram para a nova edição dos dois anuários.
Os dados trazem novidades sobre a vida da Igreja Católica no mundo até a eleição do papa Francisco. Durante este período, foram criadas 11 novas dioceses, 2 ordinariados pessoais, 1 vicariato apostólico e 1 prefeitura apostólica. 1 prelazia territorial foi promovida a diocese, e 2 exarcados apostólicos foram elevados a eparquias.
As estatísticas do Annuarium, referindo-se ao ano de 2011, destacam aspectos relevantes sobre a presença e o ministério da Igreja Católica nas 2.979 circunscrições eclesiásticas de todo o planeta.
Os católicos no mundo passaram de 1,196 bilhão em 2010 para 1,214 bilhão em 2011, aumento de 1,5%. O crescimento é ligeiramente maior que o da população da Terra (1,23%), o que faz com que a presença dos católicos no mundo permaneça substancialmente inalterada (17,5%).
A análise territorial das variações no período mostra um aumento de 4,3% na quantidade de católicos na África, continente que aumentou a sua população em 2,3%. Na Ásia também houve um aumento de católicos superior ao da população (2,0% contra 1,2%). Na América e na Europa, verificou-se crescimento igual de católicos e da população (0,3%). Em 2011, o número total de católicos batizados ficou assim distribuído por continentes: 16% na África, 48,8% nas Américas, 10,9% na Ásia, 23,5% na Europa e 0,8% na Oceania.
O número de bispos no mundo aumentou de 5.104 em 2010 para 5.132 em 2011, aumento relativo de 0,55%. O aumento aconteceu particularmente na Oceania (4,6%) e na África (1%), enquanto a Ásia e a Europa ficaram ligeiramente acima da média mundial. A América não registrou variações. Apesar das diferentes dinâmicas, no entanto, a distribuição dos bispos por continente se manteve praticamente estável ao longo do último biênio, com a América e a Europa ainda representando sozinhas quase 70% do total.
A presença de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, aumentou na última década, passando de 405.067 em 31 de dezembro de 2001 para 413.418 em 31 de dezembro de 2011 (2,1%). Esta evolução, porém, não foi uniforme nas diferentes áreas geográficas. A dinâmica do número de padres na África e na Ásia é reconfortante, com 39,5% e 32% de crescimento, respectivamente (e com aumento de mais de 3.000 sacerdotes, somando os dois continentes, apenas em 2011), enquanto a América permanece com cerca de 122 mil sacerdotes. A Europa, em contraste com a média global, sofreu na última década uma redução de mais de 9%.
Os diáconos permanentes estão crescendo tanto globalmente quanto em cada continente, passando de mais de 29.000 em 2001 para cerca de 41.000 uma década depois, uma variação de mais de 40%. A Europa e a América registram os números mais significativos e a tendência evolutiva mais intensa. Os diáconos da Europa, que eram pouco mais de 9.000 em 2001, chegaram a quase 14 mil em 2011, um incremento de mais de 43%. Na América, eles passaram de 19.100 em 2001 para mais de 26.000 em 2011. Estes dois continentes, sozinhos, representam 97,4% do total global, com os restantes 2,6% divididos entre África, Ásia e Oceania.
O grupo de religiosos professos não sacerdotes consolidou-se na última década, situando-se em pouco mais de 55 mil em 2011. Na África e na Ásia, as variações são de 18,5% e de 44,9%, respectivamente. Em 2011, esses dois continentes, juntos, representavam mais de 36% do total (eram menos de 28% em 2001). Em contraste, o grupo composto por Europa (com variação de -18%), América (-3,6%) e Oceania (-21,9%) se reduziu em quase 8 pontos percentuais durante a última década.
Para as religiosas professas, a tendência é de forte diminuição, com contração de 10% entre 2001 e 2011. O número total de religiosas professas caiu de 792 mil em 2001 para pouco mais de 713 mil, dez anos mais tarde. A queda concentrou-se em três continentes (Europa, América e Oceania), com variações significativas (-22% na Europa, -21% na Oceania e -17% na América). Na África e na Ásia, o aumento foi consistente, superior a 28% no primeiro continente e a 18% no segundo. Por conseguinte, a fração de religiosas professas na África e na Ásia aumentou de 24,4% para cerca de 33% no total mundial, em contraponto à Europa e à América, onde caíram de 74% para 66% do total.
Os candidatos ao sacerdócio no mundo, diocesanos e religiosos, passaram de 112.244 em 2001 para 120.616 em 2011, um aumento de 7,5%. A evolução foi muito diferente nos vários continentes. África (30,9%) e Ásia (29,4%) apresentaram dinâmicas evolutivas vibrantes, mas Europa e América registraram um declínio de 21,7% e de 1,9%, respectivamente. Como resultado, observa-se uma redução da contribuição europeia ao crescimento potencial do número de sacerdotes, com uma quota que passa de 23,1% para 16,8%, em contraste com a expansão dos continentes africano e asiático.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

"Não ouço músicas do mundo, só as evangélicas"


Foi isto o que eu ouvi, quando, tocava e cantava música popular brasileira para enfermos de um hospital. Quando terminei, fui conversar com a mulher e eis que ela me disse que não ouviu porque era evangélica e não ouvia músicas do mundo.
Retruquei que se tocasse músicas de minha Igreja  ela também poderia objetar. Foi quando concluímos que ela ouvia apenas as músicas de "sua Igreja". Curioso perguntei-lhe onde ela "congregava". Respondeu-me que na Assembléia de Deus, ministério Belém. Continuamos a conversar e fui percebendo o quanto certas igrejas limitam os seus fiéis, em vez de libertá-los. São igrejas moralizantes, mais do que cristãs, ou então associam moral a Jesus Cristo, algo difícil de se fazer, porque Jesus mesmo andava direto com os pecadores, em vez dos "puros", ou fariseus, como se quiser falar.
Vivem em uma redoma de vidro, e se avaliam como os eleitos e salvos, enquanto a maioria da população queimará no fogo do inferno.
São seitas pré-cristãs, que se dizem cristãs, mas que, de fato, seguem muito rigidamente as leis do Antigo Testamento.
Sinto que estes grupos conseguem convencer algumas pessoas por algum tempo, mas depois, nas gerações seguintes começa o garrote, o laço, a religião moral, do não pode, não deixo, gerando conflitos de toda ordem.
Triste povo brasileiro, que se deixa levar, de livre vontade por estes enganadores que se utilizam do nome de Jesus Cristo para aprisionar o ser humano em vez de libertá-lo, como deseja Deus.
Não são do mundo e não estão no mundo, diferentemente do que ensinava São Paulo que dizia que deveríamos "não ser do mundo , mas estarmos no mundo".
Estão por fora mesmo, como aquele deputado, o primata, da idade da pedra.
Com eles, a cidade de São Paulo, chamar-se-á Apóstolo Paulo, porque ele não era santo.