domingo, 27 de janeiro de 2013

A verdade e a solidão

Quanto mais tomo pé da verdade, menos participo de um grupo específico. Sobram diferenças. A verdade e a solidão são irmãs siamesas, coladas. Por conta disto sou discriminado. Sempre querem a adesão sem restrições, que não posso oferecer. Porque a verdade pede fidelidade. Sigo assim só, eu e a verdade, confrontando-me neste silêncio íntimo. Quisera ser o líder de todo um povo, um libertador, mas já não posso mais. Além da idade, está um desejo de que cada um seja o seu próprio líder. Porque quanto maior um líder, menos autossuficiente estará um povo. Choro pelos que se vão pelas diferenças, sem aceitar a diferença, e enxergo ainda o mundo muito falso moralista, com, no mínimo, duas faces: a da frente e a detrás, com linguagens diametralmente opostas. Consolo-me com Deus, em seu silêncio providente, em escutar esta angústia existencial. Pelo meu violão, traço novas notas e vou escrevendo uma nova canção, mansa harmônica para acalmar meu interior desnutrido de vida plena, de convivência.

sábado, 26 de janeiro de 2013

HAARP: o projeto militar dos EUA que pode ser uma arma geofísica


    Retirei do site tecmundo. Vale a pena ler e pensar com calma. Talvez
     esteja em curso uma nova modalidade de guerra onde as atuais 
    catástrofes estejam dentro de um planejamento militar.
Por Renan Hamann em 26 de Janeiro de 2011

Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, 
um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que 
significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta 
Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das 
transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte 
superior da atmosfera.
Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal 
ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades
 físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria 
possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de 
comunicação e navegação, tanto civis quanto militares 
(o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores
 do HAARP).
Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência 
do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la
. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações
 de temperaturas e condições de pressão.
Visão aérea do HAARP
Fonte da imagem: HAARP

Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria 
entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos
 e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida
 a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é 
pouco estável, o que garante uma maior gama de condições 
para os estudos.
Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem
 o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. 
Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois
 os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.
  Também há informações de que este local sofreria o menor 
impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, 
perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante 
carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o 
sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos
 e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.
Ionosfera fica entre 100 e 350 Km sobre a superfície
Fonte da imagem: Wikipédia


















A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações
 de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação
 do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro
 fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a 
densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam 
drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação 
em alta frequência.

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas
 pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores
 do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como
 um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as 
comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos 
GPS utilizados atualmente.
O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades 
da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades 
da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando 
a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas.
 Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio 
de ondas, independente do comprimento delas.

HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as
 camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para 
capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de
 ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que 
realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.
Antenas de transmissão
Fonte da imagem: HAARP












Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não 
podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a 
ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira
 mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de
 frequência altíssima.
Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal
 de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um
 “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação
 Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera
 e entender os processos produzidos em sua composição.
Antenas de recepção e diagnóstico
Fonte da imagem: HAARP












As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes
 entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são 
responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e 
permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma 
ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também
 um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam
 o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para 
aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.
Geradores de energia poderosos
Fonte da imagem: HAARP











Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação
 nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em
 uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera
 atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas 
elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de
 alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também 
gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. 
Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? 
Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. 
A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou
 ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam 
veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo 
aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.
Vladimir Putin
Fonte da imagem: Kremlin
















O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria 
bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, 
armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar 
de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível 
controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo ç
o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.
Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas 
para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres 
naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais
 e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as 
placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é:
 terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos 
que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica
 caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a 
morte de mais de 100 mil pessoas.
Mapa dos terremotos no Haiti
Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão 
pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta
 pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial
 de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes
 e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.
Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. 
Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito 
alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças 
com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição
 do Haiti.

Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar
 um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. 
Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que 
qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que 
dispositivos de localização possam ser utilizados.
Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera
 com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta 
ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas 
quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos
 dados de localização e navegação de seus veículos militares.
Radares poderiam ser bloqueados facilmente














Fonte da imagem: Marku 1988
Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos,
 pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios 
completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos 
vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. 
Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que 
não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. 
O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas
 que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso
 não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos,
 temos mais uma teoria conspiratória.
Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, 
os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que
 algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. 
Enviando as informações para toda a população em frequências
 que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria 
para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.
Ondas de controle mental estão no ar











Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado 
em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas 
norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se 
rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno 
seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio 
das antenas HAARP.
Nota sobre as teorias conspiratórias
É necessário lembrar que estas teorias são originadas 
em fontes que, muitas vezes, não possuem informações
 concretas sobre os assuntos tratados. Logo, a utilização
 delas neste artigo possui fins ilustrativos e não devem ser
 encaradas com verdades absolutas.

Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é 
capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto 
em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que
 citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas
 transformavam-se também em canhões de energia.
Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que 
refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer
 lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético
 das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.
Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto 
sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a 
ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma 
antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações
 e sistemas de navegação.
Frequências altíssimas saem destas antenas










Fonte da imagem: HAARP
Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do 
governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados
 dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações
 de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com 
as antenas do HAARP.


Leia mais em: 
http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/8018-haarp-o-projeto-militar-dos-eua-que-pode-ser-uma-arma-geofisica.htm#ixzz2J7XojbgX

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O marido à beira da cama.

A esposa deitada. Ele, em pé.

Olha-a com o mesmo carinho de quando se conheceram.

Agora o Mal de Alzheimer atravessa sua lucidez impedindo-a de verbalizar o que vê e sente.

Sobram-lhe os olhos, o balançar da cabeça.

Ele, incólume, mantém o mesmo cuidado e carinho.

Veste-se elegantemente, como um noivo que vai visitar a jovem noiva.

A idade não arrefece o ardor conservado meticulosamente durante anos a fio.

Confidenciou-me que ao deixar o leito em que está, doente, sua esposa, de retorno à casa, os médicos constatam alteração no batimento cardíaco, aumento de pressão.

Fala-me disto com orgulho, prêmio de tantos anos, tentos marcados na união.

Admiro este homem velho e fiel.

Quantos jovens, hoje, não se entregam em aventuras extemporâneas, como se nada valesse o casamento.

De fato, ele não se importa com o que acho: permanece religiosamente ao lado da cama como se fosse o leito nupcial.

De vez em quando, ela balança a cabeça, e ele entende imediatamente o que é: beber água, ou arrumar a máscara de oxigênio.

Mantém a mesma atenção e cuidado de sempre.

Volto para casa meditando sobre meu casamento, tantas vezes falho e esquisito.

Retorno admirando aquele homem e aquela mulher pela união que ainda sustentam, malgrado a enfermidade, a separação forçada.

Rogo a Deus por ambos, tão conscientes deste momento difícil de suas vidas, e no entanto, coincidentemente, tão amoroso.

O pecado e padre Vieira



Retirei do Zenit

Uma fotografia formidável do pecado
Por Edson Sampel
SãO PAULO, 24 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - Nalgumas comunidades eclesiais, evita-se falar em pecado. Vamos cuidar das coisas boas, dizem certas pessoas. Há, até, quem afirme que o pecado não existe; é obsessão de gente moralista! Por que tal postura? Afinal de contas, hoje em dia, o pecado está tão presente e atuante no mundo. Se não, vejamos. Atentemo-nos para as guerras intestinas em vários países. Observemos os inúmeros assassínios e chacinas que ocorrem dia a dia na nossa cidade, no nosso país; as falcatruas, os roubos e prevaricações libidinosas e administrativas; os crimes de trânsito impunes; a pedofilia; o sexo como mercadoria; o aborto institucionalizado... Meu Deus! Difícil afirmar que não se perpetram pecados hodiernamente. Há-os tantos!
Em geral, esquecemo-nos de um tipo de pecado: o pecado de omissão. Quando questionados, respondemos: eu não cometo pecado nenhum, pois não faço mal a ninguém! Todavia, é pecado deixar de praticar boas obras; esquivar-se do dever de socorrer o próximo, sobretudo o pobre. Jesus no-lo confirma esta doutrina no evangelho do juízo final: “estive com fome, com sede, faminto, e não me socorreste” (Mt 25, 31-46).
Ninguém soube descrever melhor a feiúra do pecado que o “imperador da língua portuguesa”, pe. Antônio Vieira, SJ. Transcrevo a seguir um excerto do Sermão da Publicação do Jubileu, pregado em 1654. Ouçamos o grande jesuíta:            
“Sabeis vós (...) por que não tendes ao pecado o horror e aborrecimento que o menor deles merece? É porque não conheceis a sua fealdade. Representá-la como verdadeiramente é não é possível (...).
Considerai-me uma cara (que não mereça nome de rosto, nem ainda de monstro) deformissimamente macilenta, seca e escaveirada, a cor verde-negra e funesta, as queixadas sumidas, a testa enrugada, os olhos sem pestanas nem sobrancelhas e, em lugar das meninas, duas grossas belidas; calva, remelosa, desnarigada: a boca torta, os beiços azuis, os dentes enfrestados, amarelos e podres, a garganta carcomida de alparcas, em lugar de barba um lobinho que lhe chega até os peitos, e no meio dele um cancro fervendo em bichos, manando podridão e matéria, não só asqueroso e medonho à vista, mas horrendo, pestilento e insuportável ao cheiro. Cuidais que disse alguma coisa? Do que verdadeiramente é [o pecado], nem sobras (...).” 
O pecado tem de ser debelado, destruído. No lugar dele, há de vicejar a caridade, verdadeira antítese do mal. Aí, sim, surgirão coisas boas de que tratar. É oportuno termos em mente uma fotografia formidável do pecado, como a tirada por Vieira. Contudo, jamais percamos de vista o princípio de que o pecado tem de ser realmente odiado; já o pecador será sempre amado e respeitado. 
O modo ordinário de se conseguir a absolvição do pecado é o sacramento da penitência, consoante prescreve o cânon 960. De fato, Jesus, sumamente misericordioso, instituiu o mencionado sacramento, ofertando-nos a oportunidade de lograrmos a absolvição até mesmo com uma contrição imperfeita ou atrição, isto é, quando nos arrependemos precipuamente pelo temor das consequências nefastas da ofensa a Deus. Segundo o estatuído no cânon 989, todo fiel deve confessar os pecados graves, ao menos uma vez por ano.
Edson Luiz Sampel é Doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. Membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp). 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que sustenta os pais diante da dor da perda de um filho.

Visitei estes dias um rapaz de 22 anos de idade. Está com câncer terminal, no cérebro. Fez uma cirurgia e retirou o tumor. Uma semana depois surgiu novamente no mesmo lugar e na mesma proporção. Os médicos retiraram o que puderam. Não fizeram mais porque poderia comprometer a visão, os movimentos e o rapaz ficaria vegetando.
O rapaz é metalúrgico. Fez Senai, aperfeiçoou-se como torneiro ainda jovem. Ajudava com o seu salário no sustento da casa. Brincalhão com a mãe e o pai, não era de sair à noite, nem dado a bebidas e baladas.
O cérebro inchou tanto que tiveram de retirar uma parte da tampa da cabeça, para não gerar um problema maior de compressão. Puseram uma bandagem reforçada sobre sua cabeça para proteger a área descoberta. O rapaz está consciente, mas a sua expressão é de fim. Mudo e com os olhos parados, sabe que seu fim está chegando e já não esboça reação. Aceita porque não tem como evitar. O pai passa a tarde em pé ao lado do leito acariciando o filho. A mãe, mais forte, me explica que os médicos lhe disseram que não tinha nada mais para ser feito.
Estão à espera. Pergunto-me: o que sustenta o sofrimento deste pai e desta mãe? A resposta está em Jesus Cristo, e no mundo vindouro. Caso contrário o choro e o ranger de dentes seria imenso.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A luta ideológica passa pela questão religiosa

Temos uma tendência em colocar a discussão religiosa à margem da discussão política, como se fosse um apêndice deste leviatã político, órgão não previsto no corpo e que pode comprometer todo o organismo. Assistimos hoje uma bancada evangélica na Câmara e no Senado que procura fincar posição sobre aspectos éticos e morais da vida brasileira, suas relações, mas tem no horizonte tornar o Brasil um estado evangélico, e num passe de mágica afirmar que Jesus Cristo é quem detém o controle sobre a nação, como se não tivesse.
Os movimentos e partidos de esquerda, tem uma predileção pelos ritos afro e religiões islâmicas, porque, de certa forma representam setores excluídos da sociedade, e  por solidariedade política "se convertem".
Os católicos tentam se segurar com a Jornada da Juventude no Rio de Janeiro, onde já não são mais maioria, e a canonização de Odetinha. Tudo muito pensado.
Os evangélicos continuam crescendo, em menor porcentagem, e se enriquecendo. Seus fiéis são o que existe de mais elaborado do que chamamos de curral eleitoral, pois não tem discernimento e votam por fé. É o fundamentalismo em larga escala.
Os ateus e agnósticos, se pegam no aparelho do estado e tentam conseguir os seus direitos, sem jogar a luta em plebiscitos, onde correm risco de perder, caso do aborto, casamento gay, etc.
Na próxima eleição presidencial, esta luta tornar-se-á mais renhida e as diferenças se demarcarão com maior nitidez.
Hoje Obama, em seu discurso se posicionou nítida e abertamente em favor dos gays e lésbicas, fato que deve dar novos ares de apoio em nossa seara tupiniquim.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Suicídio de Valmor Chagas foi providencialmente omitido pela imprensa

O fim é uma interrogação que carregamos durante a vida. Ele somente deixa de exercer uma angústia maior no homem quando este, debruçado em uma profunda reflexão sobre as razões da existência, descobre que não está só, que este todo é uma obra realizada, e não coincidência fortuita.
Como todo ser vivente tem um ciclo, a fase final deste deve ser devidamente administrada, com uma profunda compreensão de que os papéis realizados continuam a dar sustento à velhice, e encontrar novas formas de justificar o estar aqui agora.
Quando nos enveredamos no passado, para destruir o presente, abrimos a porta do suicídio. Quando, igualmente perdemos a referência do prazer de viver o momento em que se encontra, referência que nos remete ao mistério insondável de Deus, tudo perde o sentido, e a morte acaba sendo a encenação de um último capítulo, para não ser lembrado.
Valmor Chagas não quis esperar a hora imprevista, nem a forma indesejada. Adiantou-se com um tiro. Imagino quantas vezes não ensaiou esta derradeira cena, nunca se contentando com a interpretação. Quantas vezes não imaginou as manchetes finais da novela: Um estampido, encerra vida de ator.
Não é fácil viver a velhice. Suportar o esquecimento é mais doloroso, para uma vida que sempre sorriu com oportunidades. Ver a carne ficar flácida, as energias irem diminuindo. Assim mesmo, faltam razões para um suicídio. Arrefece o pensamento imaginar que a lucidez foi dando lugar à imaginação, a ponto de perder-se da pessoa em si, e partir. Quem sabe? Vamos pensar assim, é melhor. Pelo homem que ele foi, Pela lucidez que teve, pela consciência alcançada, tão rara...
Hoje o palco sem está Valmor Chagas, sua beleza incólume, que ia de um hércules semi-deus grego, a um executivo da Paulista, um self-made man.
Fim, fecham-se as cortinas. Abrem-se as portas da eternidade.
A imprensa não investigou e não disse tudo o que sabia, porque não quis manchar o nome do autor. Ela que adora uma manchete, um suicídio, só para vender mais jornais. Houve um acordo de se manter silêncio neste caso. Para falar mal, deixa para o Zé Dirceu, mensalão, outras histórias ligadas a outros interesses, não é assim?


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Em 2012 Governo Dilma sofreu com a crise mundial

A crise americana e européia acabou finalmente atingindo o Governo Dilma, no ano de 2012. A política econômica do governo, desenvolvimentista com distribuição de renda, foi tímida de iniciativas, e derrotista quanto a visão da presença do Estado na economia.
Entregou aeroportos, estradas, aos pouco vai modificando sua essência popular e socialista para uma mescla de estado forte com capitalismo.
2013 mostrará um aguçamento ainda maior,e o governo deverá ser mais assertivo em suas ações, sob o risco de por em cheque o projeto de República com participação popular, entregando de volta o governo aos setores retrógrados vinculados à mídia e ao império.
Os sindicatos estão quase enfrentando mudanças nas relações de trabalho, que foi evitada durante décadas.i
A transformação das políticas agrárias não aconteceram, O MST domesticou-se. O quadro parece que é de desmobilização.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Ateísmo é uma escolha racional?


Tirei do Zenit
Três famosos ateus respondem
Por Pe. Anderson Alves
ROMA, 15 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - A pergunta que colocamos aqui deve ser bem entendida: não perguntamos se os ateus são racionais, coisa que seria absurda; nem mesmo perguntamos se os ateus são inferiores aos teístas, ou se a crença em Deus “não necessariamente torna uma pessoa melhor”, como apareceu numa recente pesquisa no Brasil[1]. O que questionamos agora é se o ateísmo, enquanto sistema de pensamento seja coerente. Mais precisamente, nos perguntamos se é sensato afirmar a não existência de Deus e contemporaneamente o relativismo. Poderia ser verdade que não haja nenhuma verdade e, ao mesmo tempo, ser verdade que Deus não existe?
Talvez haja quem pense que a questão aqui proposta seja absurda. E pode vir à mente do leitor a recordação do jovem Ivan, personagem de Irmãos Karamázov, que defendia que se Deus e as religiões não existissem, tudo passaria a estar permitido. Aquele personagem manifestava assim o desejo de uma liberação: ao livrar-se da crença em Deus, o homem ficaria livre de todo dogmatismo, tanto teórico, quanto moral. A negação de Deus traria o fim da “lei natural” e do dever de amar o mundo e ao próximo. A mesma liberação quis experimentar F. Nietzsche ao declarar a morte de Deus, ou melhor, ao dizer que os homens o haviam assassinado. De modo que para eles a negação ou “morte” de Deus não estaria fundamentada no relativismo, mas seria a origem mesma do relativismo. A afirmação da não existência de Deus seria uma escolha, algo indiscutível e impossível de ser demonstrado a partir de verdades anteriores. E aceitá-lo seria assumir a crença num novo dogma que faria desmoronar todos os demais dogmas. O ateísmo fundaria assim o relativismo na moral e no conhecimento humano.
Embora isso seja claro, é comum pensar que o relativismo funde o ateísmo; que as pessoas que não aceitam Deus, fazem-no porque não querem aceitar a existência da verdade, à qual deveriam se submeter. Isso é um absurdo. O ateísmo parte de uma afirmação que tem valor de verdade absoluta: Deus não existe. Se essa afirmação não fosse tomada pelos ateus como verdade, eles simplesmente deixariam de ser ateus. O relativismo para eles se dá somente nas “verdades” inferiores e todos deveriam se submeter ao imperativo único da nova moral: é proibido estabelecer regras morais.
O interessante é que F. Nietzsche e outros conhecidos filósofos ateus reconheceram que afirmar o relativismo cognoscitivo e o ateísmo é em si mesmo contraditório. O motivo seria que o relativismo implica a afirmação da não existência de verdades absolutas; mas isso se funda, por sua vez, numa verdade absoluta: a não existência de Deus.
Sendo assim, a afirmação da não existência de Deus implica a afirmação da sua existência. Outros pensadores ateus que perceberam bem as contradições do ateísmo contemporâneo foram M. Horkheimer e Th. Adorno. De fato, eles diziam numa obra conjunta, A Dialética do Iluminismo, citando a Nietzsche: «Percebemos “que também os não conhecedores de hoje, nós, ateus e antimetafísicos, alimentamos ainda o nosso fogo no incêndio de uma fé antiga dois milênios, aquela fé cristã que era já a fé de Platão: ser Deus a verdade e a verdade divina”. Sendo assim, a ciência cai na crítica feita à metafísica. A negação de Deus implica em si uma contradição insuperável, enquanto nega o saber mesmo»[2].
Esses autores, ateus e relativistas, que se reconhecem como “não conhecedores e antimetafísicos” alimentam a verdade de sua fé ateia naquela cristã, já presente em Platão: a fé na existência da verdade divina. De modo que só pode afirmar a não existência de Deus, quem aceita que há uma verdade absoluta, divina. Em outras palavras, só pode negar a Deus quem previamente o afirma. Por isso, o ateísmo, ao negar a Deus e a verdade das coisas (que é sempre relativa ao sujeito que a conhece e é progressiva), reinvindica para si mesmo o caráter absoluto, próprio do mesmo Deus[3], estabelecendo assim um novo dogmatismo. Portanto, o ateísmo não existe; nada mais é do que uma espécie de idolatria que consiste no colocar-se a si mesmo e as próprias convicções pessoais, por mais contraditórias que possam ser, no lugar de Deus, o único que garante toda a verdade. 
Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.
[1] Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1206138-tendencia-conservadora-e-forte-no-pais-diz-datafolha.shtml[2] Cfr. F. NIETZSCHE, La gaia scienza, Mondadori, Milano 1971, p. 197; M. HORKHEIMER e Th.ADORNO, Dialettica dell’illuminismo, Einaudi, Torino 1966, p. 125.[3] Para a elaboração do presente texto me foram úteis as reflexões presentes em: U. GALEAZZI, Il coraggio della ragione. Tommaso d’Aquino e l’odierno dibatitto filosofico, Armando, Roma 2012, pp. 22-38.

Morreu a Fani, uma idosa que não queria viver em asilo

Como é dura a vida dos idosos.

Os filhos esquecem-se de que receberam toda a criação deles, nos momentos onde eles tinham toda a saúde e juventude para isto.

Depois foram envelhecendo, os filhos crescendo.

Para se auto-afirmar, os filhos ficaram indisciplinados em relação a seus pais.

Os "velhos" que já não detinham a verdade, transferida aos filhos.Foram sendo colocados de lado, recebendo visitas periódicas e cada vez mais raras.

Por fim, aguçaram-se os interesses econômicos dos filhos pelo restante das posses de seus pais.

Como eles ainda viviam em seu próprio imóvel, foram considerados "sem lucidez", e condições de administrar seu rendimento, aposentadoria obtida através de muito esforço.

As pensões foram sendo passada para os filhos "gerenciarem".

Bem, não sei bem o caso de Fani. Sei que era uma mulher da igreja, católica da gema.

Não apareceu ninguém de sua comunidade da Igreja para lhe visitar. É nestas horas que se vê se são verdadeiramente cristãos ou não.

Quando foi "internada" no asilo pela filha ou filhos, não sei, Fani decidiu não se alimentar mais. Foi definhando, definhando até morrer.

Quero deixar minha singela lembrança a esta irmã, que uma vez assisti dar testemunho de vida de casal: dizia  ela que, quando brigava com o Giusepe, seu esposo, nunca se deveria deixar a divisão ir para o dia seguinte. e lembrava que à noite, os pezinhos se encontravam debaixo do lençol.

Gostava de cantar uma canção do LOUVEMOS, que é "Meu Jesus, Meus Senhor, estou aqui"

Lembro-me como se estivesse ouvindo-a agora mesmo.

Giusepe já se foi.

Sobre ele escrevi "O Moribundo do Taboão".

Quando os nossos velhinhos serão respeitados? Quando.

Arábia Saudita: mulheres entram pela primeira vez no Shura


Retirado do Zenit
''L'Osservatore Romano'': Rei Abdallah define cotas para mulheres
Por Nieves San Martín
MADRI, 14 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - Outro pequeno passo para a emancipação da mulher no que diz respeito às tradições foi dado pelo rei Abdallah bin Abdulaziz Al Saud da Arábia Saudita, que pela primeira vez nomeou 30 mulheres entre os 150 membros do Conselho Consultivo (Shura ).
A notícia foi publicada na edição de ontem do jornal Vaticano L'Osservatore Romano, e destaca que "é um Parlamento sem poderes legislativos, cujo papel se limita a propor regulamentos que apenas o monarca tem o poder de implementar.
As novas conselheiras, dentre as quais a ex subsecretaria geral da ONU , Thoraya Obaid – destaca o jornal do Vaticano – “devem, todavia, observar as restrições impostas pela lei islâmica, além do uso do lenço islâmico, a proibição de qualquer contato com colegas do sexo masculino”.
Além do decreto que nomeou os membros da nova Assembléia, por um período de quatro anos, o octogenário monarca estabeleceu que a partir de agora, não menos que 20% dos assentos devem ser reservados às mulheres.
Uma cota como a da maioria dos países mais desenvolvidos. Os primeiros países europeus que aprovaram foram os escandinavos, e continuam a levantar o debate, mas no caso de um país do Oriente Médio, parece um passo avante significativo.
Trata-se, segundo os observadores, de uma mudança importante para um país onde as mulheres não podem ao menos dirigir o seu carro ou viajar sem um parente do sexo masculino.
"O rei Abdallah tem demonstrado nos últimos anos sinais significativos de abertura em relação às mulheres", diz o jornal do Vaticano.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sincronizando a magrela com o metrô

Estes dias de Janeiro, resolvi me cadastrar, com minha bike (Chique do úrtimo) na Estação Butantã do Metrô, e comecei uma experiência para ver se  era possível incluir a bicicleta como meio de transporte até o trabalho.
Tenho que admitir que está dando certo.
Consigo chegar em 15 minutos na estação e pegar o trem em seguida. Contabilizando o tempo total de bike e trem, meu trajeto dura aproximadamente 45 minutos até o trabalho próximo a estação Bresser/Móoca. Antes tinha que acordar 30 minutos antes, para chegar no mesmo horário.
Legal né?
Há riscos?
Sim, principalmente com relação às motos e também com os caminhões.
Por isso, divido o percurso entre as ruas e calçadas, dependendo do risco.
Creio que daqui uns 10 anos teremos pistas para as bicicletas em muitas avenidas aparentemente impossíveis, como a radial leste. Só que muitos ciclistas ainda morrerão para que esta pequena conquista social seja atingida.
Os movimentos sociais nem se dão conta desta importância, mas as bicicletas são e serão uma grande solução para o povão se transportar nas cidades brasileiras.
Eu, em minha juventude viajei duas vezes de Sampa até Ubatuba: a primeira indo até Taubaté e continuando pela Osvaldo Cruz, até Ubachuva - 29 horas. Na segunda vez fui pelo litoral (Sampa/Santos/Bertioga/São Sebastião/Ubatuba) - 3 dias, com descanso.
Hoje, quando a idade já me atinge, no Condor, este transporte de pedal para o trabalho torna-se um deleite, uma viagem contra o tempo, um passeio em meio a rotina, uma curtição de alto nível, gozando dos carros, motos caminhões e ônibus, todos parados nos faróis, e em congestionamentos. De dentro dos carros me admiram e odeiam, porque é mais fácil odiar que admirar..
Precisou o Kassab abrir este espaço, logo um político conservador. quem sabe a Marta faria. Quem sabe.
E agora, será que vão cobrar pedágio das bicicletas?
Á bicicleta ainda faz valer os direitos de ir e vir consagrados em nossa Carta Magna, porque os outros já foram retirados, e pag.am caro
Estou errado?

A Folha e a Globo torceram pela seca mas chove sem parar

Bem que os golpistas de plantão desejaram que A seca continuasse no país. É o tal do quanto pior, melhor. Objetivo? Queimar o governo Dilma, com crise no setor elétrico. Só que a chuva vem forte, graças a Deus, porque ainda não existe força humana que determine este fenômeno. Desta forma a direita golpista vai ter que aguentar a enxurrada. KKK.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dilma acorda! Os empresários estão inflacionando tudo.

Isso mesmo Dilma. Os empresários, desejosos de dar-lhe um golpe branco, estão aumentando o preço de tudo, só para culpar o governo. Como você sabe Dilma estes empresários são tudo menos patriotas. O que mais lhes interessa é recolher o seu dindin no bolso e dane-se o resto.
Pude observar no litoral como se aumentou o preço de tudo. Recusei-me a comprar uma série de produtos só porque achei abusivo os preços que encontrei.
Se eles não segurarem o ímpeto ganancioso de enriquecimento a qualquer  preço, creio que devemos chamar o Funaro das tumbas e processar estes traidores da pátria.

sábado, 12 de janeiro de 2013

De sol em Ubatuba para a chuva em Sampa

Não dá para acreditar. Estive hoje de manhã tomando banho de sol em Ubatuba, e agora, 20:30h o céu está fechado na cidade. Estrada relativamente vazia. A chuva começou, de fato de pois de Guararema e se acentuou nas proximidades da cidade. Paciência. São Paulo é assim mesmo. Vamos que vamos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Querem ler um bom poema hoje à noite?

Pesquisem "A casada infiel" de Federico Garcia Lorca. Pesquisem. "Suas coxas me fugiam como peixes surpreendidos: metade cheia de lume, metade cheia de frio". É suficiente?

Estou na Rodoviária de Sampa, segurem-se todos!

É incrível a quantidade de pessoas que chega e sai da cidade de São Paulo.

Estou aguardando o meu ônibus para Ubachuva, isto é Ubatuba, e por força das circunstâncias tive que aguardar na Rodoviária umas 3 horas aproximadamente.

Não preciso dizer que vasculhei canto por canto da Rodoviária e ainda tive tempo de dormir... sentado, é claro.

Entretanto, para chegar lá tive de vir de metrô.

O povo paulista perdeu aquela boa educação de ceder o lugar ou de deixar as damas passarem na frente, ou mesmo respeitar um idoso.

Tudo foi para o lixo.

Não existe mais.

Para entender esta mudança, as avessas, é preciso notar que adentramos em uma nova onda, competitiva, combinada com a esfacelação da chamada família tradicional. A nossa família de antigamente, agora, vista sob este ângulo. O tempo faz os conceitos mudarem de sentido.

Não é que ela acabou, ela foi submersa no oceano de divisões, novas formulações, disputas acirradas, onde os valores morais foram considerados obstáculos prejudiciais ao desenvolvimento. É preciso abrir espaços de qualquer jeito, não importa se tiver de remover este ou aquele. É lícito.

É o nosso "capitalismo socializado", com novos importantes segmentos sociais adentrando na chamada sociedade do futuro. Minhas teorias revolucionárias se flexibilizaram tanto que já nem sei de mais nada.

Sinto-me um peixe fora d'água nesta guerra, deste Big Brasil Brother.

Eu só queria um socialismo livre das amarras da competitividade.

Mais solidariedade. Mais conversa livre.

Mas não; na rodoviária só tem fila e gente quieta, olhando incriminadamente para os rostos que disputam espaços.

Tenho receio mesmo de dormir.

Gostaria um pouco de dirigíveis no céu,  no lugar dos aviões, e charretes com muitos cavalos pelas ruas.

Não sou bucólico.

Quero menos aço e mais naturalidade na vida.

As lojas de doces que oferecem os mesmos produtos, fazem dumping dos preços.

Recuso-me a comprar seja o que for.

O céu da cidade está acinzentado, bem paulistano, e um leve frio convida a uma malha fina.

Nada que não possa esperar por amanhã.

Bem, vou ficando por aqui.

Comi duas esfihas, que diminuíram significativamente no tamanho enquanto aumentaram razoavelmente no preço.

Dizem que é a tal lei do mercado,

A procura é muito grande.

Vai fazer o quê?

Comprar, né!

Estou aprendendo a ser paciente com a minha revolta.

A rodoviária de Sampa, meu povo brasileiro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Carta de um condenado



Retirei do Zenit
O inferno do ponto de vista de um condenado
Por Edson Sampel
SãO PAULO, 08 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - “Meu nome é Fulano de Tal. Estou no inferno, ou melhor, sou no inferno, porque se trata de uma condição permanente. Que horror! Não adianta rezar por mim. Na situação perene em que me encontro, não há mais esperança. A propósito, vi uma placa na porta do inferno, com os seguintes dizeres escabrosos, escritos em italiano: “Lasciate ogne speranza, voi ch’ intrate!”: “Deixai toda esperança, vós que entrais!” (Divina Comédia, canto III, 9).
Os que padecemos neste estado não podemos nos comunicar com os que  padecem no purgatório ou com os que ainda vivem (Lc 16,26). Mandei esta carta, sub-repticiamente, por um foguete.
Ouço choro e ranger de dentes o “tempo”*  todo (Mt 8,12). Mas, o que mais me atormenta é a saudade de Deus, por este motivo, também choro e ranjo meus dentes. Vêm-me à mente as palavras de santo Agostinho: “Fizeste-nos para ti, Senhor, e nosso coração estará inquieto, enquanto não encontrar em ti descanso.” (Confissões, livro I, cap. 1). O inferno é a angústia da ausência de Deus.
Nem sequer posso me arrepender, pois, no momento de minha morte, minha vontade petrificou-se no mal, no pecado. Os anjos que nos atenazam, conhecidos como demônios, são milhões, bilhões, talvez.
Há um fogo inexaurível que nos queima a todos os réprobos ininterruptamente. Não é um fogo simbólico ou imaterial; é um fogo mesmo, que incinera, porém, não aniquila o corpo.
Percebo que o estado de inferno não começou com meu óbito. Ainda quando estava vivo, o inferno se instalou no meu dia a dia, muito mais do que o céu ou o purgatório. Tolamente, acreditava que só se pecava por ação: matando alguém, roubando, ferindo etc. Dizia a mim mesmo e aos meus contemporâneos: não faço mal a ninguém. Que engano ledo, mas catastrófico! Mea culpa! Se sou torturado neste estado horripilante, isto se deve igualmente ao bem que eu não fiz. Jesus estava na prisão; não o visitei. Ele estava doente; não fui ao hospital para confortá-lo. Deparou-se-me completamente nu na minha frente; entretanto, não o vesti. Esteve com fome, com sede; contudo, eu não o alimentei. Era um imigrante; não o acolhi (Mt 25, 31-46). Não imaginava que minha omissão fosse já o inferno na terra, malgrado eu vivesse bastante infeliz, cerrado no meu egoísmo.
A Igreja sempre me ensinou o caminho do céu. Desafortunadamente, fiz ouvidos moucos ao magistério dos papas e dos bispos. Que pena! E é propriamente uma pena o que sofro neste estado sem fim.”
Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. Membro da União dos Juristas Católicas de São Paulo (Ujucasp).

Raios matam no Brasil

Este final de semana foi trágico para um casal de turistas na baixada santista.

Não adiantaram os alertas dos salva vidas da praia para o casal que andava tranquilamente pelas  areias da praia , quando o raio caiu e matou ambos instantaneamente.

Dizem que morreram de mãos dadas.

Um raio ao cair no mar tem caacidade de eletrocutar as pessoas numa distância razoável.

Ouvi no rádio que morreram 1200 pessoas em 2012 no país, com acidentes com raios.

Ó raios!!!

É muito mais comum morrer por raio.

Aliás, está chovendo bastante neste instante aqui em Sampa.

Mas estou em casa.

Protegido?

Sei lá!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Portugal: diminuição da natalidade preocupa


Retirado do Zenit
07 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - O semanário religioso português O Mensageiro,na edição de 27 de dezembro de 2012, informa que o ano terminou com o menor número de nascimentos em Portugal nos últimos 50 anos.
A causa, segundo a publicação, “é uma tendência persistente e não tanto a crise econômica”, porque as pessoas “esperam aumentar o número de filhos quando tiverem as condições necessárias e puderem oferecer aos filhos o que bem desejarem”.
Os dados da natalidade no país apresentaram resultados preocupantemente negativos: pouco mais de 80 mil bebês nasceram em 2012 em Portugal, quase 20.000 a menos que no ano anterior. Os números alarmaram o semanário luso.
Portugal é um dos países mais afetados pela crise econômica europeia, o que obriga os habitantes “à austeridade”, recorda O Mensageiro.

Coração endividado


Deixo este meu coração endividado para o deleite do leitor


Meu coração teve sua nota rebaixada
pela Standard & Poor’s.

Já não bate forte
como antes,
os projetos
o desdobrar-se
contínuo
sobre os limites
reconhecidos.

Nunca teve um
AAA,
coração potência,
mas contenta-se
com um
AA+
emergente
convivendo
com pobreza
confusão.

Não resistiu
às pedras
do caminho
enfrentadas
por Drummond.

Não
Conseguiu
manter a eterna chama,
De Vinícius.

Muito menos descansa
No Pátio do Colégio
De Mário de Andrade,
analfabeto
da vida.

Coração drogado
Segue ermo
Nos becos
Da cidade.

Tudo lhe encanta
Sem produtividade.
Tudo lhe apraz
Sem objetivos.

Coração rotineiro
Acorda agradecido
Por saber-se finito.

Põe-se de pé,
Pesquisador
Do novo,
Ainda que os batimentos
Disfarcem o ânimo,
Que o ritmo valseie.

Rebaixado
Reconhece
A extrema
Insensibilidade
De doar-se,
A dureza
De seus passos.

Coração
Desviante
Seleto.
Às  vezes
Esguio
Às vezes
 Ereto.

Coração de rico.

As agências
Indicam
A necessidade
De uma grande
Transformação:

É preciso
Mais naturalidade
Nos contatos
Menos indiferença
Com os pobres.

É preciso
Possuir a atitude
Principal
Para a qual
Foi chamado.

O amor.

Coração
esquecido
De sentido.

Falso coração
Pleno de orgulho
Enche-se qual
Um mal de chagas
Que pouco dura
E logo morre.

O mundo Clama
 um coração
pujante
Sem freio
Errante

Coração de carne
Não de pedra,
Coração ligado
Às veias
Do povo,
Circulando vida
No organismo
Social.

domingo, 6 de janeiro de 2013

O câncer de Chaves e o de Lula: o que eles têm em comum

Eles têm em comum o fato de que a direita raivosa e fascista se locupleta, se borra, de vê-los doentes e, se puderem, acrescentam ainda mais desgraças. O Lula nem pode ser hospitalizado n Sírio Libanês que logo foi criticado por não usar o SUS. E a Chaves querem inutilizar todo um processo eleitoral, dando um golpe "democrático", como o do Paraguai.
Quando o vice de Lula teve câncer, por ser um empresário, ele foi exaltado em sua enfermidade, mas um peão não este é execrado. Que falta de humanidade, que elitismo, fascismo.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Onde está a verdadeira libertação?

Tenho procurado encontrar a liberdade durante a minha vida. A verdadeira libertação. Muitos foram as formas, as maneiras, as visões que se interpunham entre a vida e a liberdade. Em diversas ocasiões a luta pela liberdade permitiu que ela própria fosse manchada, porque foram acrescentados elementos  que extrapolaram este propósito desviando o caminho desta busca. Só o tempo e uma procura interior foram capazes de fazer romper o dique que retinha as incontáveis prisões, muitas inconscientes e aculturadas, outras conscientes e viciantes, outras ainda falsas, disfarçadas de verdade.
Jesus Cristo nunca me pediu atestado de eloquência, nem exigiu que arrastasse massas atrás de mim. Apenas esperou pelo meu consentimento para residir em meu coração. Foge das políticas, dos grandes movimentos, e mostra-se nas pequenas ações, desaparecido.
Mostra-me que a liberdade não tem manchetes de jornal, nem se organiza para existir. Expressa-se simplesmente.
Reconheço que não rompo os meus específicos limites. Possuo uma compreensão maior, mas não rompo estes limites. Procuro manter-me alerta e experimentar o novo, mesmo envelhecendo. É possível fazer isto. O tempo deve ser um aliado, e não um inimigo. Continuo buscando a libertação, a verdadeira. Com Ele.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Férias para quem?

Porque os ônibus estão lotados. O metrô está lotado, Congestionamento em alta. Férias para poucos. A maioria continua a corre para sobreviver. Os trens da CPTM pararam por porque algumas pessoas colocaram cabos de vassouras nos trilhos, o que fez o governador denunciar "Sabotagem". Lógico que ele está escondendo sua própria ineficiência.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cadeirante não entra em montanha russa

Eu moro na região e sei que o local onde morreu o cadeirante é ingrime sim, e muito perigo para qualquer cadeirante.

A direção da São Silvestre mostrou que está despreparada para montar o percurso para cadeirantes.

É uma montanha russa aquele  fundão do Pacaembu.