segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Final de 2012: Ubatuba está no limite em atendimento em serviços

Praias lotadas, quiosques cheios, com muita gente querendo ser atendida na hora.
Não deu outra.
Tudo está sendo feito com atraso.
Fora que resolveram puxar os preços lá para cima, só porque é fim de ano e os turistas vieram.
Finjo que nada disto é comigo e vou caminhando normal e ao mesmo tempo impressionado com a montanha de gente por aqui.
É muita gente vivendo cada vez em espaços menores.
O mundo será um grande Japão, isto é que é.
Quero minha mãe, voltar à velha dependência.
Sei que é impossível, então parto para o tudo ou nada.
Crescer, desmamar..

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Outro natal de sangue na Nigéria


Retirado do Zenit
Pelo menos seis cristãos foram mortos no Estado de Yobe
Por Paul De Maeyer
ROMA, 26 de Dezembro de 2012 (Zenit.org) - Na Nigéria, na noite entre 24 e 25 de dezembro, pelo menos seis cristãos foram mortos por um grupo de homens armados, no povoado de Peri, perto de Potiskum, a capital econômica do norte do estado de Yobe.
"Um grupo de homens armados invadiram a aldeia à meia-noite; foram direto para a igreja (...), abriram fogo e mataram o sacerdote e cinco fiéis. Em seguida, atearam fogo à igreja", disse um morador, Usman Mansir, à agência AFP (Agence France-Presse, 25 de dezembro).
Segundo a fonte, cuja narração foi confirmada por um Comissário de Polícia de Yobe, o ataque estava dirigido contra uma igreja evangélica pertencente à Evangelical Church of West Africa (ECWA).
A polícia até agora recuperou seis corpos. Mas de acordo com o chefe da Christian Association of Nigeria (CAN, a organização que reune as diversas denominações cristãs na Nigéria, incluindo a Igreja Católica), no Estado de Yobe, Idi Garba, muitas pessoas que estavam participando do culto, ainda não foram encontradas.
Embora até agora nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo assassinato, as suspeitas se concentram no movimento anti-ocidental Boko Haram, que tem ligações com a rede terrorista Al Qaeda e lançou vários ataques contra alvos cristãos nos últimos anos.
De acordo com os cálculos da AFP, a violência relacionada com as seitas e a sua repressão pelas forças de segurança nigerianas já fizeram mais de três mil vítimas desde 2009 no país mais populoso Africano (mais de 170 milhões de habitantes) e principal produtor de petróleo no continente.
O Estado de Yobe tem fronteira no Leste com o Estado de Borno, cuja capital Maidaguri (ou Yerwa) é o berço e fortaleza da seita fundamentalista islâmica, Boko Haram, cujo nome, afinal, significa "a educação ocidental é ilícita" .
No final de 2010, uma onda de violência anti-cristã que começou com o ataque a duas igrejas cristãs próximas de Maidaguri, causou pelo menos 86 mortes no centro-norte da Nigéria.
Conforme relatado pela Agência Fides (22 de dezembro), citando o jornal The Nigerian Tribune, neste ano, por causa do período de Natal, a polícia nigeriana e a CAN emitiu um alerta, pedindo às pessoas que prestassem muita atenção a pacotes de Natal suspeitos. Poderiam - de acordo com a polícia dos Estados de Kaduna e Gombe - de fato conter explosivos ou comida envenenada.
Ontem, por ocasião da tradicional mensagem Urbi et Orbi, o Papa Bento XVI chamou a atenção para a situação em algumas partes da África, entre as quais a Nigéria. "Que o Natal de Cristo - disse o Santo Papa – favoreça a volta da paz no Malie da concórdia na Nigéria, onde hediondos ataques terroristas continuam a ceifar vítimas, especialmente entre os cristãos".

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ipea traz ótima notícia


Pobreza extrema pode ficar abaixo de 1% em 2013, diz Ipea

Para instituto, programa Brasil Carinhoso pode reduzir a miséria em um ano; Ipea usou, entretanto, dados mais otimistas do que o próprio governo

Gabriel Castro, de Brasília
Dilma Rousseff, discursa ao visitar a Olimpíada do Conhecimento, evento promovido pelo Senai, em parceria com o Sesi e o Sebrae, no Pavilhão de Exposições do Anhembi
Dilma tem mais dois anos para cumprir promessa de erradicar a pobreza (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O índice de pobreza extrema no Brasil pode cair para 0,8% da população já em 2013, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira. Em 2011, segundo o instituto, 3,4% dos brasileiros se incluíam nessa categoria – cujos integrantes recebem uma renda mensal per capita inferior a 70 reais. 
O Ipea aponta como maior propulsor da mudança em andamento o programa Brasil Carinhoso, lançado pelo governo federal em maio deste ano e reformulado no mês passado. O programa garante a todas as famílias cadastradas no Bolsa Família uma renda per capita de pelo menos 70 reais, independentemente do número de filhos.
A pesquisa aponta que o Brasil Carinhoso também pode reduzir – já em 2013 – o índice de pobreza extrema de 5,9% para 0,6% na faixa etária de 0 a 15 anos.
Sem limite – Embora preveja benefícios considerando o número de crianças e jovens em cada família, o Bolsa Família distribui auxílio financeiro para famílias com, no máximo, cinco crianças e dois jovens cada uma.
Já no Brasil Carinhoso, o número de pessoas beneficiadas não tem limites: o valor pago leva em conta o total necessário para que a família alcance uma renda per capita de 70 reais mensais – exatamente o limite considerado para a superação da pobreza extrema. Um casal com oito filhos e renda total de 200 reais passou a receber, por mês, 500 reais de auxílio.
O presidente do Ipea, Marcelo Néri, afirma que a atenção especial à população infantil tem efeitos duradouros. "No Brasil, a política social é muito curativa e pouco preventiva: deixa o problema se formar e depois tenta lidar com ele”, analisou. “Atuar na infância é tentar fazer que a pessoa tenha uma vida digna desde o primeiro momento.”
O responsável pelo estudo, Rafael Osório, afirma que a ampla cobertura do Brasil Carinhoso deve deixar um índice residual de pobreza extrema, que poderá ser corrigido com mais facilidade. “A partir daí, vai faltar pouca gente para receber esse empurrão e chegar na linha dos 70 reais per capita.”
Divergência – Os dados utilizados pelo Ipea na pesquisa, entretanto, diferem dos citados pelo governo durante o lançamento do Brasil Carinhoso: o Planalto se baseou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para concluir que 8,5% (e não 3,4%) da população vive na pobreza extrema.
O Ipea afirma que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, também do IBGE, subestima o total de incluídos no Bolsa Família. Por isso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada alterou os dados por conta própria e acrescentou 2,7 milhões de famílias às estatísticas dos beneficiários.
A erradicação da pobreza extrema foi uma das principais promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, que tem mais dois anos de mandato para cumprir o objetivo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

John Lennon - Happy Christmas (War is Over)

Desnatal



Imagem de Jesus e o cordeiro


Mesa sendo preparada
corações em sentido.

Algo grandioso e antigo
cresce no meio do povo
questionando, em silêncio,
a insensatez
insensibilidade
a omissão
exploração
a fome.

Notícia repetida
de uma novidade
que não se esgota,
convidando,
diuturnamente,
o mundo
a abandonar
as guerras.

Não intervém
podendo,
não acusa,
conhecedor
de tudo.

Distribui
a riqueza
e a liberdade,
aos poderosos,
para explorar;
aos assassinos,
para matar;
aos tolos,
para sucumbir;
aos pequenos,
para sobreviver.

Ama incondicionalmente
o bom e o mau
sem exceção.
o que o torna
incompreensível
a muitos,
e abandonado
pela maioria
que continua
fazendo o
trajeto
de sempre.

As mãos
continuam
estendidas.
em meio
a costumes
distantes.

A grande
transformação
está para ser
repartida,
sonolenta
e bisonha.

alguém grita
nas ruas
um canto
desaparecido.

Foi-se no tempo.

Quem sabe
renascendo
possa causar
o desassossego
tão desejado.

Mas não,
escondido
em meio
a presentes
perus
tenders
pernis
já quase
não aparece
mais.

Nasça, Filho do Homem!

Teime no amor, este banido!

O tempo já passou
e ninguém percebeu!







sábado, 22 de dezembro de 2012

Os poetas oficiais e a pobreza cultural. Réquiem a Flávio Maia

Como é difícil atingir a notoriedade, tornar-se conhecido.

Conheço poetas que acham que a notoriedade advém da permanência, da constância, batalhando livro a livro a admiração do leitor.

Já velhos e todos cheios de si, continuam acreditando que são o suprassumo da literatura, da poesia.

Conversa fiada!

Muito cedo percebi como este ambiente "intelectual" se masturba órfão por "criações" que não terão continuidade, perpetuidade, seja lá o que for, morrerão, tão logo os seus "criadores" morrerem.

  Existem outros com boas obras, acadêmicas, bons conhecedores de literaturas, bons professores, mas maus escritores. Pensam igualmente que, por força de seus conhecimentos, serão igualmente bons de letras.

Também é um engano.

O pior, é que ocupam espaços inúteis durante décadas, impedindo as estrelas de brilharem naturalmente.

Fico a pensar...a sociedade merece a eles?
Certamente que não.

Por outro lado conheci escritores, poetas que morreram cedo sem serem conhecidos, com grandes virtudes, e colocando a letra na veia da vida, comungando palavra e ações ao mesmo tempo. Morreram jovens e desconhecidos. Provavelmente passarão pelo anonimato da sociedade.

Apenas estes, revolucionários, transformadores, sonhadores selarão um compromisso com a verdade.

No infinito, irreal, no sobrenatural, inimaginável, as edições rodam entre as estrelas com os versos perfeitos dos que foram esquecidos por sua época, para deleite dos libertados.

Destes, sobressai em meu passado universitário, um amigo para quem devo o compromisso de resgatar sua beleza perdida no tempo.

Trata-se de Flavio Maia.

Eram os anos de chumbo.

A cada dia prendiam um colega na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

Estudávamos nos barracões da Cidade Universitária.

De nossa turma de 1970 uns foram presos e torturados, outros suicidaram, outros simplesmente já morreram.

É o caso de Flávio.

Nem sei do que morreu, sei apenas que ao ligar para sua casa, um dia, meses depois de tê-lo visto pela última vez, na região da Paulista,  uma voz feminina, de senhora, surpresa, do outro lado, chorando, dissera que ele morrera.

Desliguei o telefone chocado.

Ainda não aprendera a chorar, de modo que a notícia provocou um hiato por anos, até dar-me conta da tremenda perda que tivera.

Flávio dizia-me, lembro-me, que sua obra era apenas uma, que se estendia por diversos livros.

Ele dava conta, antes que eu pudesse refletir, da limitação humana, da diversidade imensa do mesmo.

Estávamos em uma época em que a repressão endurecera bastante, e víamos nas drogas uma forma de contornar a situação, aliviar aquele sentimento de prisão em que vivíamos.

Recitávamos entre nós, na FFCL da USP nossos poemas nas semanas, nos intervalos das aulas.

Flávio sempre risonho, e com bom vozeirão, recitava como a descoberta de uma terra nova.

Mais tarde escreveu o seu livro PULSAÇÕES.

Deixo trechos deste livro para os meus leitores:

Mas o que busco?
Meu diário foi queimado.
Cálice que transborda solidão.
e me conduz à deriva
pelas ruas da cidade.

xxxx

Os homens e mulheres de minha rua passam
e me cumprimentam como
não houvesse um poeta em mim.
A eles interessa a minha contenção,
a gestualidade leve do aceno de mão,
o olho que perscruta sempre com discrição,
e a fugidia voz,
calcada de antemão.
Mas a você, concreta, louca de meus passos,
louca que atingiu meu cheiro, o corpo
(o homem que há neste poeta, enfim),
o que interessa além do beijo, do orgasmo, da mão?
O que interessa além do braço, do companheiro,
para habitar sua amplidão?

xxx

É tanto detalhe,
é tanto olho-mercúrio procurando a alma da noite,
o seu elam, que nós,
os que sucumbiram
mas soltaram o seu olhar na queda
e penetraram tudo: a terra, as plantas,
pingos d'água,
gelo, chuva,
já sabemos que o degrau não vale a porta,
que as escadarias não são mais do que um caminho,
simples turbilhão de passos,
conduzindo os nossos olhos a mais um teatro,
palco desconhecido onde seremos o oprimido,
o opressor, o que procura
o que não sabe, ou ainda tudo isso.

xxx


Flávio Maia permanece em meu coração sem imprensa, sem associações, projeções.

Permanece na limpidez de quem não se vendeu, não se adaptou, não se curvou,  não se tornou conveniente.

Sua morte precoce permanece em mim até hoje, no limiar do tempo.

Viva Flávio Maia!

Poeta dos esquecidos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cinco maiores arrependimentos antes de morrer



Se as pessoas pensassem antes, a humanidade seria melhor e mais feliz.

Mundo desatento

Como as pessoas se esquecem de sua transitoriedade, sua brevidade, e se entregam a ações superficiais e levianas em seu dia a dia.

Sim, a medicina está avançada, em termos.

Basta um mioma, não importa a idade, e começa a luta pela sobrevivência.

Aí se desfaz a aparência da vida, e logo o indivíduo é colocado a refletir sobre aquilo que ele antes não fazia.

Repensar e redirecionar rapidamente a vida, num caminho de paz e de amor ao próximo faz parte desta corrida, lógico, depois de uma boa descoberta de seu sentido último.

Paródia do dia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O resgate do veado

O veado não pode mais dar os seus saltos elegantemente, porque é pejorativamente confundido com o homossexual. Não pode estufar o peito no meio da campina, que já acham o animal delicado. Enfim, é hora de dizer que se alguém quer ter a vida que quiser, isto é problema da pessoa, mas vamos poupar o pobre bicho deste preconceito humano em cima dele. Deixemos o veado ser veado, ser um bicho como outro qualquer. Em tempo de defesa intransigente do meio ambiente e espécies em extinção, nada melhor do que marcar esta diferença. E o homossexual e os homófobos deixem o pobre do veado em paz

sábado, 8 de dezembro de 2012

Grande imprensa está angustiada com os processos de regulamentação do setor que envolvem países do Mercosul

A fonte de dindin fácil para denegrir os governos de base popular está se esgotando. A Presidenta argentina está numa batalha jurídica feroz para impor restrições aos fabricantes de calúnias, e parece que o imbróglio ainda vai ter continuidade. A rede Globo, noticia qualquer pulguinha que surja nesta área pois vê que em futuro próximo este assunto resvalará no Brasil. Também pudera. Este desavergonhado PIG (Partido da Imprensa Golpista) deixou de denunciar Geraldo Alckmin durante a campanha, sobre a guerra do tráfico em São Paulo, para ajudar o seu candidato que afinal foi derrotado.  Denunciou quando a repercussão do assunto não teria mais prejuízos políticos. E agora, mais do que depressa, volta à campanha de difamação de Dilma, em conluio com a PF. Enquanto isso o PSDB lança a candidatura do encharcado (sabe-se lá de que) do Aécio Neves, neto muito muito distante do velho Tancredo. Afinal o Aécio vai ou não usar o bafômetro.