domingo, 29 de julho de 2012

Eleições em Taboão da Serra mais parecem eleições distritais

Uma cidade, dentro da grande São Paulo, com um pouco mais de 20 km2, tem eleições municipais completamente diferentes de Sampa. Em São Paulo, o eleitor nem sempre tem a oportunidade de ver o seu candidato frente a frente e ter condições de estabelecer um diálogo com o mesmo. Em Taboão não, muito ao contrário. Ali o eleitor é assediado por vários candidatos, a ponto de cansar-se. Sua decisão é tomada considerando a todos os que conheceu. Ora isto é ou não é voto distrital? Creio que sim, Taboão da Serra faz a experiência do voto distrital já há várias eleições. O eleitor sabe quem é quem, das virtudes e dos defeitos, de quem é ficha limpa e de quem é corrupto. Estou participando das eleições em Taboão da Serra e vejo como muito positiva esta experiência. Aqui concorrem principalmente dois candidatos a prefeitura: um tucano, o Sr. Fernando Fernandes, e o Sr. Aprígio, do PSB. Ambos parecem evitar-se nas ruas. Fernando Fernandes apareceu primeiro, mas parece estar perdendo força. Inicialmente diziam que a eleição estava ganha e que Fernandes seria o vencedor inevitável. Ocorre que ao se sair às ruas com Aprígio, empresário da construção civil na cidade, percebeu-se que a situação era bem diferente, isto é nem a população tem Fernando Fernandes como seu candidato, nem existe resistência a Aprígio. O que ocorre é que a eleição está aberta. Aprígio, que tem Wagner, do PT, como vice, está indo às ruas em grandes mutirões, entrando em contato com comerciantes, e povo, sem distinção. A eleição parece estar indefinida, mas pelo andar da carruagem vejo Fernandes perder fôlego, enquanto Aprígio se torna conhecido. O final será olho a olho. Governo do Estado e Governo Federal se envolverão em algum momento. Vamos ver.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estou cansado...

O sono não resolve mais.

Tentei, juro, ficar bastante tempo na cama para ver se a realidade mudava.

Qual o quê!

Quando saio só vejo o reino do individualismo imperando.

Ninguém se interessa de fato com os outros.

Nós, os que querem um mundo novo, somos muito poucos, e parecemos estar abafados pela multidão engalfinhada na multiplicidade de interesses particulares.

De maneira geral faço silêncio, para não atrair a ira gratuita dos seres superiores, os vencedores.

Olho como quem não vê, sabendo de tudo, e pasmem, sorrio até, finjo, faço que sou um deles, só para não me deixarem para trás, porque deixam sim, abandonam.

Precisam de algum problema, para destilarem seus ódios em alguém que lhes traga dividendos respeitáveis.

Acusam e se projetam como os tais, os melhores. gozam..
.
Ah que eu pego e...não, deixa!

Vou seguindo, procurando os poucos semelhantes que tem o sinal da cruz, e testando-os, para ver se não são nenhum demônio disfarçado em anjo de luz, porque o que tem de capetinhas por aí, disfarçados de cristãos...

Cala-te boca!

Enquanto isto, tantos ateus com tanta humanidade.

Mundo cruel e ambíguo.

Estou realmente cansado, não uma cansaço físico, mas espiritual.

Não encontro gente. São poucos e distantes.

Procuro descansar mas os olhos pesam abertos, com sobressaltos e interrogações sobre tudo isto.

Onde estou?

Quem sou eu?

Para onde vou?

Sem ser suicida, estou perdido em minha consciência interior, momentaneamente compartilhada tipo Facebook.

Esqueçam.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Síria: cristãos temem agressão


Bispo de Aleppo: "Corremos o risco de um massacre como o de Homs"
John Pontifex
Terça-feira, 24 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Os cristãos das cidades sírias de Damasco e Aleppo estão apavorados com o risco de ser obrigados a fugir, de acordo com declarações do bispo caldeu de Aleppo, dom Antoine Audo, SJ.
O prelado informa que a Igreja local teme uma repetição da catástrofe de Homs, quando o bairro cristão daquela cidade foi bombardeado, na primavera passada, forçando o êxodo em massa de quase todos os mais de 120 mil fiéis cristãos.
O bispo afirma que a escalada do conflito em Aleppo e Damasco vem levando as pessoas a se voltarem a ele, desesperadas, após o abandono das próprias casas e propriedades e a fuga para cidades e aldeias mais seguras.
Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Audo sublinha: "O nosso medo é que, nesta situação de anarquia, as áreas cristãs sejam invadidas por gente armada, como aconteceuem Homs. Istoseria desastroso".
O bispo declarou que, na missa de domingo passado, em Aleppo, a igreja estava bastante vazia por causa do medo dos fiéis. De acordo com Audo, “as razões para a ameaça contra os cristãos são muito complicadas”. E acrescentou: “Eu não sei dizer as razões claras dessa hostilidade dos rebeldes contra os cristãos. O que podemos dizer é que seria péssimo se eles entrassem no lado cristão. O medo dos cristãos é visível: nós somos uma minoria e estamos sempre ameaçados".
“Como é que vamos proteger o nosso povo? Nós não temos condições. E não são só os cristãos que estão envolvidos nesta situação. Os muçulmanos também estão, acusados ​​de simpatizar com o governo”.
O bispo agradeceu a todos, incluindo os benfeitores da AIS, que forneceram alimento, assistência médica e abrigo para mais de mil famílias que fugiram de Homs para pequenas cidades e aldeias próximas.
"É muito difícil, especialmente para quem é originário de Homs. Eles deixaram tudo para trás. Eles perderam tudo e é por isso que eles valorizam tanto o compromisso da Ajuda à Igreja que Sofre".
Mesmo agradecendo pelo apoio já recebido, dom Audo apela por mais ajuda: "Temos que ajudar ainda mais pessoas, especialmente em dois aspectos: comida e assistência à saúde. Nós temos até pessoas que nos procuram apenas para pedir roupas".
O bispo disse ter sido pressionado para se posicionar ou a favor do regime ou a favor dos rebeldes: "Quando me perguntaram de que lado eu estava, eu sempre disse que estou do lado do país. Eu estou fazendo tudo o que posso para salvar a Síria, o nosso amado país".
"O que nós precisamos é das orações de todos, para todos nós. É um momento de grande perigo e as pessoas estão com muito medo", enfatiza o bispo.
(Tradução:ZENIT)

sábado, 21 de julho de 2012

O Cavaleiro das Trevas Ressurge na Síria

Há uma mescla entre a tragédia do mais novo filme do Batman e o terrorismo de Estado, que o império, a Babilônia moderna, imprime ao mundo.

Entre um atirador, dentro de um cinema, a matar indiscriminadamente crianças, jovens e adultos, e a subvenção de matadores a exterminar o povo sírio, com bombas poderosas, a diferença é nenhuma.

Com um cinismo de quem nada sabe, o Coringa Imperial sai pelo Oriente Médio, travestido de bom moço, mas coordenando matanças de todo tipo na Síria,  na ânsia de remodelar o xadrez político da região, em direção a uma guerra de grandes proporções contra o Irã.

O Batman imperial é um herói proveniente das elites urbanas, revoltadas contra os "baixos" crimes.

Jamais se viu Batman prender seus pares corruptos nas esferas maiores de poder, ou se insurgir contra governantes.

Sua fidelidade ao Prefeito de Gothan City não leva em conta as falcatruas que ocorrem no dia a dia daquela instituição, o Império Babilônico do Norte (só para ser apocalíptico) .

A Prefeitura é muito arrumada. Tem suas forças armadas estruturadas, mas prisioneiras da legalidade, são inoperantes em certas situações.

Têm-se até a impressão de que é o Batman o subversivo, a incomodar o poder.

Na realidade Batman reproduz os interesses do Império que vê a necessidade de agir por fora do poder legal para derrubar os "baixos" inimigos.

Não é o que se observa na Síria, onde mercenários líbios marcham ao ritmo da batuta da Arábia Saudita e da Turquia, sob o planejamento dos gringos a fazerem uma chacina em cima da outra?

O assassino do cinema, que ontem matou 12 e feriu 60 inocentes é o Batman moderno ou o Coringa, duas faces de uma mesma moeda de terror a se alastrar pelo mundo, como paladinos da ordem e da justiça, mas que de fato exportam a morte, a tragédia, a insegurança.

Nunca se viu o Batman lutar contra os poderosos, ou contra o capital. Ele é o próprio capital que se expande sobre os "menos afortunados".

Cuidado com o Batman babilônico.

A tragédia do cinema e da Síria são iguais na sua essência, partem de uma mesma matriz, dos coveiros dos povos do mundo.

É, as trevas ressurgem...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Evangélicos fazem ofensiva contra terreiro em Olinda




Estamos voltando para o tempo da intolerância religiosa, do fundamentalismo irracional, e do fanatismo. É preciso fazer o povo evangélico evoluir para o diálogo, embora isto seja difícil, pois eles estão fechados em suas igrejas.  Retirei do Vermelho

19 de Julho de 2012 - 12h25

Evangélicos fazem ofensiva contra terreiro em Olinda


Centenas de evangélicos com faixas e gritando palavras de ordem realizaram um protesto no último domingo (15), em frente a um terreiro de matriz africana e afro-brasileira em Olinda, Pernambuco. As imagens da manifestação, que circularam nas redes sociais esta semana, provocaram a revolta de milhares de internautas. Nesta quarta (18), um encontro discutiu estratégias para coibir e por fim às práticas de intolerância religiosa.


As imagens foram captadas pelo filósofo e babalorixá Érico Lustosa, vizinho do terreiro alvo dos ataques. Segundo ele, por pouco os evangélicos não invadiram o espaço. “Eles gritavam ‘Sai daí, satanás’ e forçaram o portão. Foi aí que me coloquei em frente ao portão e meu filho começou a gravar. Um deles gritou para a gente tomar cuidado, que ele era evangélico mas era também um ex-matador”, relembrou.

O fato ocorreu uma semana depois que pessoas invadiram terreiros em Brejo da Madre de Deus, no Agreste, após o assassinato de uma criança, segundo a polícia, a mando de um pai de santo. Pesquisadores e representantes de terreiros, no entanto, atestam que essas religiões não realizam sacrifício de humanos.

Durante a reunião de ontem entre praticantes de religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras e representantes da Secretaria de Desenvolviento Social e Direitos Humanos (SDSDH) foram anunciados os lançamentos de duas cartilhas, que serão distribuídas à população, para tentar acabar com o preconceito existente contra essas religiões.

O Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Étnica-Racial (CEPIR) irá distribuir em escolas e em grandes eventos, a começar no Festival de Inverno de Garanhuns, a cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos. A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pernambuco, também anunciou a produção e distribuição de uma cartilha nos mesmos moldes.

No encontro também foi assinada, por todos os participantes, uma carta de repúdio aos ataques contra os terreiros ocorridos em Brejo da Madre de Deus e em Olinda. "Mais do que uma cartilha, é preciso interromper o que vem ocorrendo com os terreiros de matrizes africanas. O direito à cidadania pertence à todos", afirmou Edson Axé, um dos babalorixás presentes na reunião.

O vídeo que registra a manifestação teve milhares de compartilhamentos no Facebook e cerca de 70 mil visualizações no YouTube. O terreiro alvo dos ataques é o de Pai Jairo de Iemanjá Sabá, na Rua Manuel Souza Lopes.

Vizinhos repudiaram o protesto. “Moro aqui desde criança e o pessoal do terreiro nunca trouxe problema. Sou católica, mas respeito as outras religiões. O que fizeram foi um absurdo. Por pouco não invadiram o espaço”, disse a dona de casa Cintia Gomes, 25 anos.

Veja abaixo o védeo gravado pelo babalorixá:

Jovem com Síndrome de Down tira nota máxima no vestibular italiano


Enrico Cancelli foi mais forte que as dificuldades
ROMA, quarta-feira, 18 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Enrico Cancelli, jovem de Trieste, no nordeste italiano, deu um pontapé nas limitações impostas pela síndrome de Down e tirou a nota máxima no esame di maturità, que serve para a admissão à universidade e equivale, de certa forma, ao vestibular brasileiro.
Diploma profissional
O momento da virada para o estudante veio em 2009, quando ele começou a usar uma técnica que permite superar as lacunas entre a capacidade cognitiva e expressiva.
Enquanto aperta nas mãos o seu certificado de aprovação, Enrico sorri, perplexo e travesso. É o mesmo sorriso que ele mostra minutos mais tarde, posando para as fotos com a professora e com o conselho. O exame é um desafio para todos e o primeiro grande encontro com a vida. Mas para Enrico Cancelli, os encontros com a vida começaram bem antes.
A síndrome de Down, combinada com uma severa dificuldade de comunicação, transformou numa cruel ladeira acima o que para outros é a estrada normal da vida. Mas a resiliência é uma virtude que não falta para Enrico. O sucesso na escola é apenas o seu teste mais recente.
Seguindo um percurso misto, reduzido em tempo, mas não em qualidade, Enrico trabalhou em uma empresa de Monrupino, acompanhado pelo tutor Haron Marucelli, que o preparou para a criação de ovinos. A criação de ovelhas, aliás, foi o tema do exameem que Enricoconquistou a nota máxima. E será também a área em que ele quer trabalhar no futuro.
Comunicação facilitada
Enrico Cancelli aprendeu a técnica da comunicação facilitada, implementada na Austrália nos anos 1970 graças ao trabalho de uma associação de apoio a portadores de necessidades especiais.
Nascido com a síndrome de Down, Enrico foi uma criança feliz nos primeiros anos de escola, propenso a cantar e a brincar. Na adolescência, porém, veio a consciência da diversidade e começaram os primeiros golpes morais. Ele se fechou, parou de falar, parou de cantar. Deixou de se comunicar. "A reviravolta no caminho da aprendizagem, e da vida, veio em 2009, quando nos aproximamos da técnica de comunicação facilitada, que foca nas pessoas pessoas deficientes que têm transtornos de linguagem", explica Bianca Mestroni, mãe de Enrico.
A comunicação facilitada serve de ponte entre as competências cognitivas e expressivas, usando teclados ou letras do alfabeto. “É necessária a presença de um facilitador: uma pessoa treinada que, sem intervir, sustenta a mão, o punho, o cotovelo ou o braço do paciente para que ele digite em um teclado de computador”, explica Michela Manca, professora de Enrico. O objetivo final é que o paciente conquiste a autonomia comunicativa que lhe falta.
"Eu sofria como um cachorro"
Assim que conseguiu se comunicar com os outros, Enrico contou um pouco do acúmulo de sofrimentos que suportou durante anos.
Desde 2009, ele renasceu. Apenas três meses após o início da experiência, Enrico escreveu: "Até agora, eu não sabia como responder, e sofria como um cachorro na minha deficiência". Duas pessoas o acompanharam na trajetória de maneira muito especial: a professora Michela, que está com ele desde 2009, e Gianna Stabile Bonifacio, sua guia espiritual que o ajudou na catequese e a editar o boletim da paróquia.
Sem a comunicação facilitada, Enrico era descrito como portador de "um grave retardo mental". Depois da experiência, Enrico escreveu na primeira página do seu exame: “Monrupino, oásis feliz onde encontrar a paz e os sonhos dourados de poéticas aspirações! Empregarei todos os meios para permanecer e trabalhar em terras assim tão férteis, correndo irresistivelmente rumo à minha vida resgatada!”.
 (Tradução:ZENIT)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

‘É ingenuidade pensar que tudo acabou’, diz Frei Betto sobre espiões da ditadura

Assino embaixo. Os militares saíram organizadamente da ditadura, com a sua estrutura de repressão e de informações intacta. Não é necessário nem supor que esta estrutura continue até hoje, pois não foi desmontada, e o que não foi desmontado continua, ué? Matéria que retirei do IG

Um dos principais nomes da Igreja Católica na luta contra o regime militar e ex-assessor da Presidência diz que tem certeza que o MST está entre os alvos dos militares hoje

É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou”. A frase é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, um dos principais nomes da Igreja Católica brasileira na resistência à ditadura militar (1964-1985). Preso entre 1969 e 1974, acusado de integrar a Ação Popular ao lado do guerrilheiro Carlos Marighella, 


Frei Betto está convencido de que os militares ainda agem nos bastidores do Planalto espionando as mais altas autoridades do país, inclusive a Presidência da República.

Em entrevista ao iG, Frei Betto, que foi assessor especial da Presidência no primeiro governo Lula, disse ter alertado o então chefe de gabinete Gilberto Carvalho sobre a possibilidade de escutas telefônicas no Palácio do Planalto. “Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim”, afirmou.



Cristina Gallo/Fotoarena
Frei Betto, que trabalhou na Presidência, está convencido de que

os militares agem nos bastidores do Planalto

iG – Como era a atuação da Igreja na proteção dos perseguidos pela repressão? Registros mostram que até bispos de direita como d. Eugênio Sales ajudavam a esconder alvos da ditadura.
Frei Betto – A minha pergunta é por que o d. Eugênio (morto no último dia 9, aos 91 anos) fez isso para estrangeiros e não fez para brasileiros? Essa é a minha pergunta.
iG – Existia uma rede de solidariedade na Igreja, uma rota de fuga com conexões no exterior?
FB – Meu trabalho principal foi organizar essa rota de fuga. Mandei umas 10 pessoas. Em geral, sequestradores do embaixador americano (Charles Elbrick). Ninguém acredita, a repressão muito menos, mas a verdade é que eu nunca fui na fronteira. No entanto, eu dominava o esquema da fronteira porque o (Carlos) Marighella tinha me passado como funcionava. Só tinha que receber as pessoas em Porto Alegre e dar a dica. Tinha duas passagens. Uma em Santana do Livramento com Rivera, no Uruguai, e outra em Passo de Los Libres, na Argentina. Então eu tinha que dar as coordenadas e passar um telegrama em código para a pessoa que ia ficar lá esperando e já sabia que alguém ia chegar lá com uma revista na mão, aquelas coisas. E passava. Alguns voltaram. Outros foram presos no Uruguai, Mas havia muita solidariedade em igrejas, conventos etc.



Cristina Gallo/Fotoarena
Preso entre 1969 e 1974, acusado de integrar a Ação Popular ao lado de Carlos Marighella

iG – Protestantes e outros grupos religiosos participavam dessa rede de solidariedade?
FB – Muito. O pastor Jamie Wright, por exemplo. O irmão dele foi assassinado, Paulo Wright, líder da AP (Ação Popular). Geralmente em Igrejas históricas como a Batista, Luterana, Presbiteriana, Metodista, judeus. Naquela época quase não existiam as neopentecostais. E todos eles divididos a exemplo da Igreja Católica.
iG – Como era lidar com os infiltrados?
FB – Era muito difícil. Quando estávamos presos no Dops, em 1969, havia lá o delegado Alcides Cintra Bueno que era chamado “delegado do culto” por ser especializado em religiões. Era um homem de formação católica meio carola, mas torturador. Como ele conhecia muito a mecânica das Igrejas era o que mais interrogava religiosos. Nós vimos frades de hábito que eram agentes dele e iam lá dar informação sobre subversão na Igreja. Além do Lenildo Tabosa que era do Jornal da Tarde, assistiu ao interrogatório do Frei Fernando e a vida inteira carregou esta cruz fazendo de tudo para negar. Mas nunca conseguiu convencer, Fernando viu.
iG – Até descobrirem a existência de infiltrados muitas pessoas caíram?
FB – Sim. Era muito difícil descobrir infiltrados. Muitos a gente detectou, mas tem gente que colaborou com a ditadura e vai morrer incólume. A não ser que tenha dado uma mancada. Tem um seminarista dominicano que a gente não sabe se ele já era colaborador quando entrou. Depois, na USP, descobriram que ele era agente da repressão. Ele sumiu do mapa durante uns cinco anos e então recebemos informação de que ele tinha sido levado para um treinamento na escola da CIA no Panamá. Quando eu saí da prisão ele reapareceu todo amiguinho dizendo que estava com saudade e falei para ele, cara a cara, “não sei se você é ou não é, mas não tenho a menor confiança em você e por favor não me apareça mais”.
iG – Essa paranoia durou até depois do fim da ditadura, não?



Cristina Gallo/Fotoarena
'Informação é poder', diz Frei Betto sobre espionagem pós-ditadura

FB – Quando saí da prisão fui morar numa favela em Vitória e fiquei lá de 1974 a 1979. Já em 1977 comecei a voltar a São Paulo para trabalhar com educação popular. Quando Fernando Henrique, Almino Afonso e Plínio de Arruda Sampaio voltaram para o Brasil eles vieram com a ideia de fundar um partido socialista. Eu, naquele momento, estava no auge da mobilização pelas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e eles me convocaram para uma reunião na casa de um jornalista, cujo nome não vou citar pois estou subjetivamente convencido que esta pessoa era da repressão mas não tenho prova. Sei que me estranhou o fato de ele ser um repórter e ter um padrão de vida tão alto. E tome vinho, tome vinho, conversamos, eles tentavam me convencer que tinham a forma, um partido socialista, e eu entrava com a massa, as CEBs. Eu respondi que ia surgir um partido de baixo para cima, isso em 1978, por intuição, e depois surgiu o PT em 1980. Marcamos outra conversa, o jornalista insistiu para que fosse novamente na casa dele e isso acabou num impasse. Até que um frade daqui, depois de muitos anos, me perguntou se eu havia participado de uma reunião na casa de fulano, com Fernando Henrique (Cardoso, ex-presidente) e Plínio (de Arruda Sampaio) etc. Perguntei como ele sabia daquilo e o frade respondeu que um general amigo dele ligado ao SNI foi quem contou. Aí caiu a ficha. Tinha muito esse tipo de coisa. Recentemente peguei no arquivo público nacional todo meu dossiê. Ele vai até 1992. E tem coisas absolutamente inverossímeis.
iG – O senhor ainda toma algum cuidado especial?
FB - Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim. Seria muita ingenuidade nossa achar que o Planalto não é espionado. É o centro, o coração do poder. Quando trabalhei no Planalto (no primeiro governo Lula) duas coisas me chamaram atenção. Primeiro que todos os garçons eram das Forças Armadas. E o garçom é a pessoa que entra no meio da reunião, que enquanto está servindo o cafezinho fica escutando tudo, fica amigo das secretárias, tem trânsito livre até na sala do presidente. Não entra o ministro, mas entra o garçom. E outra coisa foi num dia em que o Lula estava viajando, subi na sala do Gilberto Carvalho (então chefe de gabinete da Presidência) e vi um pessoal na sala do Lula cheio de equipamentos. Perguntei o que era aquilo e o Gilberto disse que era o pessoal da varredura do Exército. Eu perguntei para o Gilberto qual a garantia de que eles não tiram um equipamento de gravação e colocam outro. Gilberto disse que nunca tinha pensado nisso.
iG – Mas seriam os militares?
FB – Sim. Os militares.
iG – Com qual objetivo?
FB – O objetivo é simples. Informação é poder.
iG – O que se sabe é que existe uma grande rede de espionagem em Brasília mas por razões econômicas, chantagem etc.
FB – Os militares neste ponto são mais... é como nos EUA. A CIA não prende ninguém. Ela só trabalha com informação. Quem prende é o FBI. É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou.
iG – Os militares teriam um projeto de retomar o poder?
FB – Não. Eles têm o projeto de não serem surpreendidos e eventualmente até de manipular.
iG – Eles são movidos pelo medo?
FB – Não. É uma questão de inteligência militar mesmo.
Colaborou Gisele Silva, iG São Paulo

terça-feira, 17 de julho de 2012

Diminui dramaticamente o número de católicos no Brasil

RETIREI DO ZENIT.
E aumentam as adesões a denominações carismático-pentecostais
Por Piero Gheddo
ROMA, segunda-feira, 16 de julho de 2012(ZENIT.org) - Em 29 de junho, o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) atraiu ampla cobertura da imprensa no Brasil e no mundo: segundo o censo de2010, aporcentagem de católicos entre os 190 milhões de brasileiros é hoje é de 64,6% (123 milhões).
No primeiro censo brasileiro, em 1872, os católicos eram 99,7%. Caíram para 91,8% em 1972, para 73,6% em 2000 e para 64,6% em 2010. O Brasil corre o risco de perder nos próximos anos o título de "maior país católico do mundo" para o México, que tem 112 milhões de habitantes, 88% dos quais, no censo de 2010, se declaram católicos.
Boa parte dos católicos brasileiros que deixam a Igreja adere a igrejas protestantes históricas e às várias denominações evangélicas, que, em 1980, abrangiam apenas 6,6% dos brasileiros; em 1991, chegaram a 9%; em2000, a15,4%, e em2010 a22,2%, totalizando 42,6 milhões de adeptos.
No mundo "evangélico" brasileiro, as denominações "pentecostais" atraem a maioria dos fiéis: cerca de 25 milhões. E crescem rapidamente. Também desponta um número crescente de ateus, agnósticos e pessoas sem religião definida, que passaram de 4,7% para 8%, ou para 15 milhões de brasileiros. Entre estes, a grande maioria se declara sem religião específica, enquanto ateus e agnósticos somam 615.096 e 124.436, respectivamente. Diminuem, porém, os brasileiros que se declaram espíritas, e apenas 0,3% dizem aderir às religiões de origem africana, como o candomblé e a umbanda.
O Brasil é a única potência econômica da América Latina. É inevitável que o país receba a imigração de países vizinhos, que, juntamente com outras categorias de pessoas pobres dentro do país, mantém uma contínua situação de migrações internas.
A Igreja Católica não consegue assistir estas pessoas religiosamente, apesar da articulação poderosa que ainda possui em todo o território. O país tinha cerca de 30 dioceses no início dos anos 1900, passando para 152 em 1960 e para mais de 300 atualmente. A Amazônia brasileira tinha duas dioceses em 1900 (Belém e Manaus); hoje, são cerca de quarenta. Mas os padres, religiosos e religiosas não se multiplicaram da mesma forma, mesmo com o forte apoio dos missionários e de padres e freiras estrangeiros (que hoje sofrem rápido declínio).
O padre Piero Vignola, do PIME, que fundou nos anos setenta a primeira paróquia nos arredores de Manaus, comentava ainda em 1997: "Em Manaus há um fluxo ininterrupto de imigrantes de todas as partes do Brasil e de países vizinhos, que vivem em barracos, procuram trabalho e precisam de apoio religioso. A minha paróquia (São Bento) tinha cerca de 8.000 moradores quando começamos, em 1973. Agora tem 90.000. Nasceram outras duas paróquias, mas somos apenas cinco padres. Nestes 24 anos, eu vi o nascimento de quatro ou cinco seitas protestantes, que fizeram escola e se multiplicaram por conta própria agregando elementos brasileiros. A confusão de vozes é enorme. O nosso povo é todo católico: se eles estão perto da paróquia, eles participam da Igreja; mas se não estão perto, eles vão atrás de outros pregadores e charlatães".
No último meio século, o Brasil foi invadido pelas igrejas e seitas de origem protestante. O cristianismo carismático- pentecostal, como também acontece na Ásia e na África, é a corrente que mais atrai novos adeptos na América Latina. No âmbito da "nova evangelização", este fenômeno representa um desafio para a Igreja Católica e para as igrejas protestantes históricas. Muitos questionam essa propagação tão rápida de um movimento que se inspira e se identifica com o Pentecostes. E muitos, com razão, também o criticam.
Nos anos 60, 70 e 80, muito foi escrito sobre "como aprender das jovens Igrejas", mas ninguém imaginava o tamanho do desafio que viria do sul do planeta. O Espírito Santo ajuda a Igreja a discernir os caminhos para levar Cristo às pessoas que já estão batizadas e para anunciá-lo aos que não são cristãos. O movimento carismático- pentecostal pode, de alguma forma (mas qual?), ajudar a reavivar o fator religioso nas sociedades cristãs e não cristãs.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Linha amarela paralisada ultrapassou o meu limite com os tucanos

Agora não são mais apenas os trens da CPTM que tem as paralisações rotineiras infernizando a vida dos cidadãos. A Linha Amarela, sim, aquela privada da Linha Amarela hoje, ao final da tarde simplesmente paralisou completamente.

Eu vinha das Clínicas e desci na Consolação para pegar a Linha Amarela, aquela privada, sem maquinista.

Ninguém avisou no trem quando chegamos à Consolação. Depois de descer, nos informaram, na estação, que a Linha amarela estava paralisada.

Meu sangue ferveu!!!

Como podem fazer assim com a população? Como podem desdenhar das pessoas, sendo que eles possuem os meios de comunicação para informar antecipado do problema e deixar um mal menor.

Conclusão: EU NÃO SUPORTO MAIS OS TUCANOS. CHEGA DE TUCANOS EM SAMPA. ESTE POVO PRECISA ACORDAR, E IMPEDIR AQUELE ESQUELETO DE SE ELEGER. CHEGA! BASTA! FORA! LIXO! PORRA! 

Surgem os evangélicos não praticantes

O fenômeno da secularidade, da perda da espiritualidade, do render-se ao mundo e ao que ele nos oferece de material e de consumo, não atinge mais apenas aos católicos. Agora os evangélicos também entraram no rol do não praticantes. Quando os católicos eram a maioria absoluta, e os evangélicos a minoria, muitas eram as críticas à existência dos chamados católicos não praticantes. Com o aumento de uma minoria de evangélicos para um percentual mais representativo, surge também neste segmento religioso o mesmo fenômeno dos NÃO PRATICANTES. Como explicarão este fenômeno? Porque eles estão deixando de frequentar suas igrejas? Será pelo mesmo motivo dos católicos? Creio que não, mas isto fica para a próxima vez.  Esta matéria foi retirada do IG.


15/07/2012 - 05h30

Evangélicos estão menos vinculados às igrejas

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DENISE MENCHEN
DO RIO
O crescimento do número de evangélicos no país foi acompanhado pela expansão dos fiéis que transitam por mais de uma igreja ou que não têm vínculos com nenhuma instituição.
O fenômeno, observado por pesquisadores da área, foi detectado também pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou em junho dados do Censo 2010 sobre a religiosidade dos brasileiros.

A pesquisa mostrou que, ao serem questionadas sobre sua religião ou culto, 9,2 milhões de pessoas (4,8% da população) responderam simplesmente ser evangélicas, sem citar nenhuma igreja específica. Em 2000, foram pouco mais de um milhão.
Como os recenseadores não fazem perguntas adicionais, não é possível saber se de fato todo esse contingente frequenta mais de uma igreja, se frequenta só uma ou não frequenta nenhuma.
"A oferta de igrejas aumentou muito, e elas já não exigem aquela adesão irrestrita do passado", diz Edin Sued Abumanssur, do Departamento de Ciências da Religião da PUC-SP.
O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, aponta ainda que, atualmente, parte dos evangélicos já não frequenta nenhuma igreja.
"Assim como há os católicos não praticantes, hoje existem os evangélicos não praticantes", compara.
Para explicar o fenômeno, há várias hipóteses: desde a decepção dos fieis com a igreja que frequentavam até os custos elevados da vida religiosa, passando pelo aumento do individualismo e pela busca por mais autonomia.
Ao mesmo tempo, tem se tornado mais comum a tentativa de evangélicos de ocupar o espaço público. "É algo relativamente recente, porque eles sempre foram minoria. Agora que estão tendo mais expressão, querem obter mais visibilidade", diz Abumanssur.

Campanhas foram às ruas em Sampa

Agora é a hora da verdade. As candidaturas estão nas ruas e o resultado é imprevisível.

Serra tentará dizer que o desemprego é por conta do governo federal, que por sua vez tentará mostrar o fato como episódico e pequeno dentro de um contexto de crescimento de anos, que os tucanos não foram capazes de realizar.

Serra é um antigo conhecido.

Suas ambições são, certamente, muito maiores que a de ser Prefeito de São Paulo.

Fará um discurso de que está no fim, e que permanecerá no cargo, mas se eleito, deixará um outro Kassab para a população.

Por isto o eleitor do Serra deve ver melhor o seu vice.

Russomano não caiu ainda porque é sustentado pela Universal, mas provavelmente cairá daqui a um mês.

Haddad é a incógnita da vez.

Será que subirá?

Tem contra ele a multidão de fiéis que viram suas propagandas contra a homofilia e o rejeitam.

Tem a Marta que o rejeita, e um Lula cansado que o apoia.

Vamos ver.

domingo, 15 de julho de 2012

Cristãos na Nigéria: massacre anunciado


Situação de emergência afeta todo o continente africano
Terça-feira, 10 de julho de 2012 (ZENIT.org) - O sociólogo Massimo Introvigne, coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa, criado no mês passado pelo ministério italiano de Assuntos Exteriores, chama de "massacre anunciado" o que aconteceu no último fim de semana no estado nigeriano de Plateau, quando ataques contra nove aldeias cristãs deixaram pelo menos noventa mortos.
"Desde o início do ano, acontece todos os domingos na Nigéria um ritual macabro e obsceno, em que os cristãos que vão para a igreja são massacrados pelo grupo ultra-fundamentalista islâmico Boko Haram e pelos seus cúmplices. As mortes em 2012 já são mais de seiscentas. Nos últimos doze anos, foram mais de dez mil pessoas assassinadas".
“O tempo das palavras bonitas expirou”, insiste Introvigne. “Mais grave do que isto: se nós continuarmos não reagindo, corremos o risco de nos acostumar ao horror e a ver esse tipo de notícia deslizando pelas páginas internas dos jornais”.
O que fazer então? “Antes de tudo”, diz o coordenador do Observatório, “ajudar as forças de segurança nigerianas, que não conseguem resolver esta situação sozinhas. A missão italiana que foi à Nigéria na semana passada, guiada por Margherita Boniver, que é a enviada especial para emergências humanitárias do Ministério de Assuntos Exteriores, apontou um caminho com a proposta de cooperação bilateral em matéria de segurança, que o nosso Observatório assumirá a responsabilidade de divulgar. Mas a Itália sozinha não é suficiente. A Europa tem que se mexer”.
Introvigne prossegue: “Temos que enxergar também que a emergência não é nigeriana, mas continental. A União Africana e as outras organizações internacionais têm que admitir que o massacre de cristãos na África é uma das grandes crises humanitárias do século, e trabalhar em uma estratégia regional que isole e atinja as centrais ideológicas e militares do terrorismo anti-cristão”.
“Temos também o caso das regiões do norte do Mali, controladas de fato pela Al-Qaeda, e de uma boa metade da Somália, onde o Estado nem existe. Mali e Somália não são problemas locais, porque é dessas verdadeiras zonas francas que saem as armas e o ódio que agridem os cristãos de todo o continente”.
(Trad.ZENIT)

sábado, 14 de julho de 2012

Estudantes brasileiros estão lendo menos, indica pesquisa

14 DE JULHO DE 2012 - 11H58 

A ampliação do hábito da leitura entre estudantes brasileiros requer a existência de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnológicas para levá-los a fazer a ligação com o mundo em que vivem por meio da literatura.


 “Nós temos poucos mediadores aptos a entrar neste diálogo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma herança cultural vastíssima”, disse a diretora adjunta da cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.

Na avaliação de Eliana, que criou a cátedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo à escrita e à leitura do que teriam as pessoas há cerca de 20 anos. “Eles são obrigados a ler, a escrever, a se comunicar”, declarou à Agência Brasil.

Eliane admitiu, contudo, que sem uma mediação adequada, “existe uma simplificação do uso da língua”.
A leitura dos estudantes que estão conectados às redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles têm acesso com facilidade. “Está na onda, está na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo”, disse. A professora disse que essa leitura, porém, não têm a densidade necessária para levar os alunos à formação de um pensamento crítico.

Segundo Eliana Yunes, falta a esses estudantes um trabalho de ligação com a leitura criativa ( presente na literatura, por exemplo), algo que pode ser feito pelas escolas e até pelas famílias. “Falta uma mediação que permita que esses meninos tenham acesso, mesmo via internet, a sites muito bons de poesia, de blogs, pequenas histórias, de museus, que discutem música, história”. Sites que, segundo Eliana, permitem que os alunos saiam desse “chão raso” e possam ser levados para uma experiência criativa da linguagem.

“Quem não lê tem muita dificuldade de escrever, de ampliar o seu universo de escrita, de virar efetivamente um escritor”. Como eles têm pouca familiaridade com a língua viva, seria necessário que os adultos se preparassem melhor, buscando conhecer esta nova tecnologia para que a mediação, tanto pela escola como pela família, pudesse ser exercida de forma a partilhar com os alunos leituras de boa qualidade.

A professora disse que a mediação restaura o fio que liga o passado ao futuro no presente destes estudantes. Ela reiterou que a falta de conhecimento de professores e pais desses suportes modernos de comunicação e a falta de habilidade de envolver alunos em uma discussão de um universo mais rico impedem meninos e meninas de desfrutarem uma herança cultural, “da qual eles são legítimos herdeiros”.

“Acho que a questão da escola passa pelo problema da mediação. Se nós não formos leitores de várias linguagens, de vários suportes, nós perderemos realmente o passo com esta geração, que está velozmente à nossa frente, buscando outras linguagens, outras formas de comunicação”. É preciso, sustentou, que os estudantes percebam que a literatura não é um peso ou uma obrigação. “Literatura é vida”.

Para Eliana, a literatura faz falta porque desloca o olhar das pessoas de uma coisa “líquida e certa”, para um lugar de reflexão, de discussão sobre o mundo e a vida humana. Isso pode ser encontrado não só no livro impresso, em papel, como também no livro digital. “Este jogo contemporâneo é muito rico”, disse. “Quanto mais suportes a gente tiver para a palavra escrita e para abrigar a reflexão sobre a condição do ser humano, melhor a gente vai poder abraçar as várias modalidades, que estão vivas, da palavra”.

Pesquisa


De acordo com pesquisa efetuada pelo Instituto Mapear para a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro com 4 mil estudantes e 1,2 mil responsáveis, 93% dos alunos do ensino médio da rede pública do estado tinham celulares em dezembro de 2011 e 78% possuíam computador, sendo que 92% tinham acesso frequente à internet.

Em contrapartida, 14% dos alunos declararam não ter lido nenhum livro nos últimos cinco anos. Entre os que não leram nada, 17% residiam no interior e 12% na região metropolitana. Um livro foi lido no período por 11% dos estudantes; dois ou três livros por 26% e quatro ou cinco livros por 17%.
Entre os alunos que leram mais que um livro em média nos últimos cinco anos, a pesquisa registrou que 14% leram entre seis e dez livros, 8% entre 11 e 20 e 10% leram mais que 20 livros em cinco anos.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Salvemos os cristãos!"

Manifestação nacional na Itália: "Salvemos os cristãos!"
Protesto em Roma denuncia a crescente perseguição contra os cristãos
ROMA, quinta-feira, 12 de julho de 2012 (ZENIT.org) - O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, participará na manifestação nacional "Salvemos os cristãos", na Praça Santi Apostoli de Roma, no fim de tarde desta próxima quarta-feira, 18. A iniciativa é promovida pela Associação Salvemos os Cristãos, presidida pela escritora Silvana De Mari.
O evento é apartidário e aberto à participação de todas as forças políticas, sociais e religiosas que desejam protestar contra a crescente discriminação, perseguição e massacres de cristãos. Em comum, os participantes devem ter a determinação de defender os valores absolutos e universais da sacralidade da vida humana, da dignidade da pessoa e da liberdade religiosa para todos, sem exceção.
O evento é uma continuação ideal da mobilização de 4 de julho de 2007, também acontecida na Praça Santi Apostoli, que denunciou a onda de violência contra os cristãos no Iraque e em outros países de maioria muçulmana. A manifestação de 2007 foi organiza pelo então vice-diretor do jornal Corriere della Sera, Magdi Allam, e contou com a adesão de cerca de uma centena de parlamentares de diversos partidos, incluindo Silvio Berlusconi, a expoente islâmica moderada Souad Sbai e o representante da Comunidade Judaica de Roma, Riccardo Pacifici.

SEXTA-FEIRA 13, AGRADEÇO A DEUS POR ISTO

Casei-me numa Sexta-feira 13. Todos os dias estavam ocupados na ocasião de meu casamento, menos a sexta 13. Coisas de superstição. Burrrrr! Não comigo, nem com minha esposa. Achávamos até engraçado. Resumo da História. Estamos casados há 39 anos. 

Está havendo um descaso com os perigos da Gripe A


Este ano de 2012 parece que o Ministério da Saúde está fazendo campanha para o oposição, pois o desleixo é grande na vacinação da população. É preciso agir e rápido na vacinação das pessoas, a começar pela Região Sul.13/07/2012 - 03h30

RETIRADO DA FOLHA

Por medo da gripe A, igreja suspende missa no Rio Grande do Sul DE PORTO ALEGRE



O aumento do número de casos de gripe A já causa até a suspensão de missas no Rio Grande do Sul.
A principal paróquia de São Borja, na fronteira com a Argentina, cancelou os cultos para evitar aglomerações e a propagação da doença.
A Secretaria da Saúde do Estado confirmou ontem mais seis mortes devido à gripe, o que elevou o total no ano para 29.
São Borja, de 62 mil habitantes, é o município que registrou mais mortes no Rio Grande do Sul, com quatro.
Os cultos na igreja foram cancelados na terça e não serão realizados até o dia 22. As exceções serão para missas de sábados e domingos.
VACINA À VENDA
Em Santa Catarina, Estado onde ocorreram mais mortes no país por causa da gripe neste ano, policiais prenderam uma mulher suspeita de desviar e vender doses da vacina contra a doença.
Segundo a polícia, Angelita Tormen Branco, 32, recebeu ajuda de uma funcionária da regional da Saúde do Estado e vendia as doses da vacina por R$ 30.
A prisão ocorreu anteontem em Lages. Policiais abordaram uma pessoa que saía da casa da mulher após ser vacinada e que confirmou a negociação.
Ao menos 24 doses foram desviadas. A suspeita foi detida em flagrante, mas acabou liberada mais tarde. A Folha não conseguiu localizar o advogado dela.

Os 8 assassinatos em Osasco - reflexão

Posso estar enganado, mas as 8 pessoas que morreram em Osasco, foram mortos por um esquadrão da morte, provavelmente por policiais que não honram suas fardas. Se estiver errado, serei o primeiro a voltar a este PÓ das ESTRADAS para confessar o meu engano e enaltecer a corporação, como sempre o faço, pois tenho conhecidos lá e os admiro pela coragem. Aliás a PM não tem culpa ou responsabilidade pelos erros de alguns de seus integrantes. Todas as Instituições tem as suas ovelhas negras (ou brancas?).
Tudo isto está bem colocado no contexto da guerra do PCC contra a PM, que vem se arrastando a uns dois meses, sem que se admita que exista, pois os tucanos não querem ser vistos como incapazes, diante das políticas de combate ao tráfico que o governo faz no Rio de Janeiro. Foi um típico caso de se aproveitar de uma festa palmeirense para eliminar criminosos e inocentes, tudo ao mesmo tempo. Cadeia para estes também. Ninguém pode ser juiz da História numa democracia. Existe o Poder Judiciário para isto mesmo. É um típico excremento totalitário.

Sites religiosos têm mais vírus do que os pornográficos

Porquê os sites religiosos são mais infectados por virus do que os sites de pornografia? Esta é uma boa pergunta. Vou arriscar:
Existem mais confrontos nos sites religiosos do que nos de pornografia. Simples não?
Grandes batalhas se dão hoje em torno da predominância das igrejas, umas sobre as outras. Em decorrência disto,   uma verdadeira guerra midiática tem como armas vírus e spans.  Agora, interessante é o autor da matéria fazer um comparativo de sites religiosos com pornográficos, numa evidente tentativa de misturar uma coisa e outra no mesmo caldeirão, o que denota um mal gosto, e até uma malignidade de intenções. Coisa de satanás.




12 DE JULHO DE 2012 - 16H29 

Os sites de pornografia são vistos como os mais perigosos ambientes virtuais quando o assunto é vírus. Porém, não é isso que revela uma pesquisa da Symantec. Segundo estudo, os endereços campeões neste quesito são os religiosos.


Em média, há 115 ameaças encontradas em cada site religioso acessado. Já os pornográficos possuem 25. Os falsos antivírus são os principais problemas em sites de conteúdo relacionado à religião. 
Consta no relatório que, das páginas pornográficas, 2,4% das analisadas pela Symantec estavam infectadas. Além disso, 19,8% dos blogs apresentaram riscos ao computador do usuário. 

No ano passado, ocorreu aumento de 81% nos ataques pela internet. Uma média de 4,5 mil empresas. Ao todo, foram encontrados cerca de 10 mil sites invadidos por dia em 2011. Enquanto isso, a quantidade de spams caiu para algo em torno de 13%. 

Fonte: Adnews, com informações do UOL Tecnologia

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Os cristãos nigerianos têm que se converter ao islã

Retirei do Zenit
Ameaça do grupo fundamentalista Boko Haram
John Newton
Quarta-feira, 11 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Militantes islâmicos reivindicaram a responsabilidade pela morte de mais de 50 pessoas no centro-norte da Nigéria, procurando forçar os cristãos do país a se converterem ao islã.
O porta-voz do Boko Haram, Abu Qaqa, emitiu um comunicado afirmando que o grupo islâmico foi o executor dos ataques de duas semanas atrás (30 junho e 1º julho), acrescentando que os ataques contra os cristãos continuarão na Nigéria.
O documento afirma que "os cristãos na Nigéria têm que aceitar o islã, que é a religião verdadeira; caso contrário, nunca terão paz. Não damos crédito aos cristãos, porque eles foram os primeiros a declarar guerra aos muçulmanos, com o apoio do governo".
A culpa pela violência no estado de Plateau, na última semana, foi atribuída a membros do grupo étnico muçulmano predominante dos Fulani, que atacaram tribos cristãs na região em março de 2010 devido a tensões políticas e sociais.
De acordo com a Cruz Vermelha, os voluntários contaram 58 mortos, embora outras fontes falem de um número maior. Repórteres da Press Trust of India afirmam que 135 pessoas foram assassinadas.
Em sua proclamação, o Boko Haram agradece a Deus pelo massacre: "Louvamos Alá na sua guerra pelo Profeta Maomé, agradecemos a Alá pelo ataque bem sucedido no estado de Plateau contra os cristãos e as forças policiais".
Em conversa com a associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o bispo Martin Igwe Uzoukwu Minna afirmou no mês passado: "Se vamos morrer por Cristo, morreremos por Cristo, mas porque a nossa decisão teria que ser forçada?".
Os bispos da Nigéria têm repetidamente pedido que os fiéis cristãos não façam retaliações. Após a explosão de bombas em três igrejas no último 17 de junho, porém, alguns muçulmanos ficaram na mira dos cristãos.
A Ajuda à Igreja que Sofre convida as pessoas a orarem pelo país neste momento de crise. A porta-voz da AIS, Patricia Hatton, declara: "As comunidades eclesiais do país nos alertaram sobre a natureza dos problemas enfrentados pelos cristãos no norte da Nigéria. Nas suas orações, por favor, lembrem-se da Nigéria e das comunidades cristãs e rezem pela paz".

RIQUEZA SEMÂNTICA


Um político que estava em plena campanha chegou a uma  cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:
Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é  minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Escute aqui, por  que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?
O  candidato responde:
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para  pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos etc.  A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria  dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível  cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na  esquina.

De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e  responde:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O fato, circunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado ou mamado (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic), seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana de sua mãe biológica ou à puta que o pariu !!!


Mexe com quem tá quieto !!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Governo japonês persegue estrangeiros dentro da Igreja


Japão: identidade de estrangeiros é verificada nos lugares de culto
Bispos católicos divulgam protesto sem precedentes
Anita Bourdin
Segunda-feira, 9 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Os bispos católicos do Japão pediram à polícia o fim da verificação de documentação de estrangeiros nos lugares de culto. O site Eglises d'Asie (EDA), da agência das Missões Exteriores de Paris, chama a atenção para este caso de limitação da liberdade religiosa.
Segundo a agência, dom Ikenaga Jun, arcebispo de Osaka e presidente da Conferência Episcopal do Japão, pediu ao governo que "pare de fazer controles de identidade nas igrejas". O arcebispo entregou uma carta ao governo japonês pedindo esclarecimentos sobre as instruções dadas à polícia.
A iniciativa do episcopado japonês não tem precedentes e acontece após o incidente de 27 de maio, domingo de Pentecostes, quando a polícia entrou em uma paróquia católica de Yokohama solicitando a documentação dos estrangeiros. A polícia prendeu um cidadão filipino, suspeito de ser imigrante ilegal.
A carta do episcopado foi entregue a Jin Matsubara, presidente da Comissão Nacional para a segurança pública.
Em nome dos bispos japoneses, o arcebispo pediu que a polícia “não perturbe as atividades da Igreja e se abstenha de entrar sem mandado na sua propriedade”. A carta pede ainda que a polícia “não siga os estrangeiros nos locais de culto nem faça controles de identidade nas propriedades da igreja ou nas suas imediações”.
O compromisso dos bispos com a defesa dos direitos dos imigrantes japoneses não é novidade. Em 1994, a conferência episcopal já tinha defendido as pessoas que ajudavam os trabalhadores imigrantes em situação ilegal.
Por outro lado, é a primeira vez que a Igreja dirige publicamente um protesto a uma esfera tão alta do Estado japonês.

Nigéria: 90 mortos em novo massacre de cristãos


Assassinado também um senador cristão
Segunda-feira, 9 de julho de 2012 (ZENIT.org) - A violência não para na Nigéria. Desta vez, no estado de Plateau, foram encontrados cinquenta cadáveres queimados em uma igreja. Durante os funerais das vítimas, acabou sendo assassinado também um político cristão.
Homens armados atacaram neste fim de semana diversos povoados cristãos perto da cidade de Jos. De acordo com informações da agência Nova China, as vítimas são pelo menos noventa. A agência informa ainda que os cinquenta cadáveres carbonizados foram achados em uma igreja da aldeia de Matsai, e que durante a tarde de sábado, enquanto a cidade de Jos realizava o funeral conjunto das vítimas, um grupo armado abriu fogo matando vinte pessoas.
A BBC acrescenta que, no mesmo sábado, houve diversos ataques de grupos armados contra várias aldeias cristãs. A imprensa local cita as aldeias de Kakuruk, Kuzen, Ngyo, Kogoduk, Ruk, Dogo, Kufang, Kpapkpiduk e Kai.
O jornal Herald Tribune, citando o porta-voz do governador do estado, divulgou que entre os mortos estão o senador do estado de Plateau, Gyang Dantong, e o líder da maioria parlamentar do estado, Gyang Fulani.
As autoridades acusam os pastores da tribo fulani, de religião muçulmana. Os representantes da comunidade, porém, citados pela imprensa local, negam a acusação e afirmam que foram os militares nigerianos que atacaram os membros da tribo.
Jonah Jang, governador do estado de Plateau, decretou toque de recolher noturno em quatro regiões. O presidente da Nigéria, David Mark, definiu o ataque como assassinato, afirmando: “Como nação, nós temos que nos levantar contra aqueles que querem nos fazer voltar ao estado selvagem, no qual a vida não tinha valor”.

domingo, 8 de julho de 2012

Frio chegou em São Paulo

Hoje todos em Sampa saíram encapotados, porque o frio veio para valer. Leio os jornais:enoja-me ler que o Senador Tucano Álvaro Dias se encontrou com o Presidente golpista do Paraguai só para reclamar da inclusão da Venezuela no Mercosul. Senadorzinho provocador e avalizador de golpes. A situação na Síria desperta o ódio do ocidente, e a mídia internacional considera ter havido eleições na Líbia(sic).
Em casa recebi os 2 filhos com genro e nora. Fizemos um frango Massala (será este o nome?). Meu genro, o Rodrigo, o Rô, foi o idealizador. Ficou bom. Meu filho trouxe seus 6 cãezinhos, que fizeram uma pequena revolução em casa, cansando o meu velho pitbull, o Midinight.
Meu irmão continua internado no Incor, deixando-me preocupado. Padre Anísio foi visitá-lo. Sou eternamente grato a ele.
Começou a campanha eleitoral, mas parece que não, que tudo continua sem alteração. Também ainda é cedo.
Estou de molho, vendo TV. De casa não saio hoje. Nem pr'a tomar sorvete.

sábado, 7 de julho de 2012

Expectativa de vida do brasileiro sobe para 25 anos

Nasce no Egito a "Irmandade Cristã"


União das minorias é alternativa ao extremismo
Valentina Colombo
Sexta-feira, 6 de julho de 2012 (ZENIT.org ) - Como lema, "O amor pelo Egito é a solução", e como logotipo, dois ramos de oliveira que se cruzam, em vez de duas espadas. Em outras palavras, a Irmandade Cristã no lugar da Irmandade Muçulmana. É uma ideia que tem circulado há vários anos, ficou mais forte no período pós-revolucionário e está prestes a se tornar realidade, após a eleição para presidente de Mohammed Morsi, que parece ter marcado o fim do sonho de um estado livre no Egito.
E é justamente este o principal motivo que levou Michel Fahmy, Amir Iyad e Mamduh Nakhla a lançar um movimento que deverá agir nos âmbitos político, social e judiciário em favor dos cristãos do país.
Amir Ayad declarou ao jornal al-Yom al-Sabi’ que um dos primeiros passos será “unir as vozes e apoiar a presença dos coptas, a língua copta de forma oficial, porque, depois da queda do estado civil, foram derrotadas as correntes civis que não conseguiram se opor ao avanço religioso ao poder e surgiram movimentos extremistas, como a Associação para a Promoção do Bem e para a Proibição do Mal. Acreditamos que os egípcios têm todas as ferramentas e o direito de formar estruturas para se contraporem a esses eventos”.
A escolha do nome é significativa. A idéia é imitar o método de ação da Irmandade Muçulmana, em particular a ideia de começar de baixo e ser um movimento popular.
Ayad também deixou bem destacadas as diferenças. A Irmandade Cristã se propõe a combater o flagelo do analfabetismo, da ignorância e da pobreza, mas pretende ainda melhorar a economia egípcia através do turismo e, sobretudo, lutar contra a intolerância e em prol do mais alto valor da cidadania.
Apesar de ser um movimento com raízes e valores religiosos, portanto, os “Irmãos Cristãos” põem em primeiro lugar o fato de pertencerem a uma nação em cujo seio não deve haver nenhuma discriminação por motivos religiosos.
Dois outros pontos que a Irmandade Muçulmana esclareceu têm relação com o seu financiamento, que virá dos próprios membros, e com a sua orientação, que não terá um "líder supremo", em contraste com a Irmandade Muçulmana.
Os Irmãos Cristãos também explicaram que não possuem nenhuma ligação oficial com a Igreja Copta e ressaltaram que, para eles, a igreja é simplesmente o lugar onde vão orar.
Este esclarecimento não é casual. Poucos dias depois da eleição do novo presidente egípcio, o papa copta Anba Pacômio visitou Mohammed Morsi acompanhado de uma delegação, confirmando a política oficial da Igreja Copta de colaborar com quem quer que esteja no poder, na esperança de sobreviver. Neste contexto, a Igreja Copta mostrou muita desconfiança na “estreia política” de uma nova estrutura de matriz religiosa.
Para dissipar qualquer dúvida, os próprios fundadores da Irmandade se definem como ativistas que lutarão em todas as frentes para que os coptas, e não apenas eles, se tornem cidadãos egípcios de pleno direito e não sejam engolidos pela onda de integralismo islâmico que conquistou o cargo supremo do país.
Sua intenção é estabelecer uma rede de pessoas que, antes de pensar nas eleições e no poder, se ocupem do bem-estar dos cidadãos e coibam todas as formas de intolerância e de violência.
Seria desejável, neste sentido, uma aliança ou, pelo menos, uma ação conjunta com o grupo da "Terceira Opção", composta por partidos liberais e laicos que, no último 23 de junho, anunciaram que adotarão uma postura em prol de um Estado civil e moderno. Igualmente desejável seria a colaboração com as associações femininas que todos os dias combatem a crescente discriminação contra as mulheres no Egito.
É importante a lúcida declaração de Michel Fahmi ao canal de televisão por satélite Al Arabiya: “A nossa ação pretende ajudar os egípcios, muçulmanos e cristãos, a desenvolver as qualidades que os levem a ser cidadãos ativos. Por exemplo, 34% das famílias egípcias é mantida pelo trabalho das mulheres. Por este motivo, o empoderamento das mulheres é de extrema importância”.
Como escreveu faz alguns meses o intelectual copta Kamal Ghobrial, “se as minorias de coptas, leigos, liberais e mulheres se unissem numa frente comum, virariam maioria. E o extremismo islâmico talvez acabasse relegado a um canto”.
Para conseguir este cenário, as minorias precisam deixar de lado os egos e ideologias que sempre as caracterizaram. Os Irmãos Cristãos parecem ter começado com boas intenções. Esperamos que eles saibam catalisar os coptas e dialogar construtivamente com os outros, especialmente com as vítimas do extremismo islâmico.
(Trad.ZENIT)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Crise de alimentos assola a África ocidental

Enquanto as armas são produzidas e a morte atinge os inocentes nas guerras...
Dezoito milhões de pessoas em risco
Quinta-feira, 5 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Mais de 18 milhões de pessoas da região do Sahel, na África Ocidental, não têm alimentos suficientes, de acordo com a nova e alarmante denúncia da Caritas Internacional.
Uma colheita fraca no ano passado e os altos preços dos alimentos provocaram uma profunda crise que atinge Níger, Mali, Mauritânia, Chade, Senegal, partes da Nigéria e a Gâmbia.
A Caritas advertiu já no começo do ano que uma ação urgente era necessária para salvar vidas e garantir o desenvolvimento futuro. O momento agora se torna crítico: acabaram as reservas de alimentos e as populações locais estão há meses sem ter o que comer.
Através de um vídeo, a equipe da Caritas na região informa em especial sobre a situação no Níger, um dos países mais castigados pela falta de comida.
(Trad.ZENIT)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A vitória do Corinthians e a moribunda do Incor

Ontem aconteceram-me dois fatos aparentemente isolados, mas que tinham tudo a ver um com o outro.

Saíra do serviço para visitar meu irmão no Incor, pois ele havia sido internado com problemas no coração.

É uma situação que ele administra já há alguns anos: às vezes está tudo bem, às vezes existe alguma descompensação que precisa ser corrigida. Vai administrando.

Tenho uma resistência natural às reclamações quanto aos serviços prestados nos hospitais. Faço parte do grupo que espera para ver melhor o cenário, e então faz as correções devidas.

Falta-me até um pouco de paciência com os reclamões, que querem que tudo lhes seja entregue na hora, na qualidade e como esperam.

Chegar ao Incor foi complicado pois era dia da final do Corinthians com o Boca Juniors, e a multidão de "loucos" (como se torcer para o Corinthians fosse loucura - é apenas uma torcida) estava nas ruas congestionando tudo.

Demorou mas cheguei ao Incor. Meu irmão aguardava-me, até insistira  pela minha presença.

Passei uma hora com ele, sua esposa, mais o outro paciente do quarto, uma vez que era quarto com dois pacientes. Muita discussão sobre tudo e pouca espiritualidade sobre a vida, como deveria ser para alguém enfermo.

Bem, eu tenho 12 ANOS de Pastoral de Saúde, da Igreja, no HC, mas não dissera isto para as enfermeiras porque achei que não era necessário.

Na saída, despedi-me das enfermeiras e depois de sair, voltei para  dizer-lhes que pertencia à Pastoral do HC.

Foi quando um jovem casal, mais outras enfermeiras vieram rápido para pedir-me que os acompanhasse até a UTI, pois procuravam por alguém há horas.

Durante o trajeto disseram-me que a mãe estava desenganada, com poucas horas de vida, e queriam que fizesse a  Unção dos Enfermos sobre ela. Acontece que esta é uma função sacerdotal, e nós leigos podemos fazer apenas e tão somente quando faltar o padre.

Assim sendo fiz a Unção dos Enfermos sobre ela, já na UTI.

Esta senhora, que não me ocorre mais o nome tivera um derrame irreversível.

Arrumamos óleo e fizemos o perdão completo de seus pecados, diante de Deus.

Voltei cheio de alegria por ter visto como Deus me usara para preparar a vinda de uma filha dEle.

No meio do caminho me dei conta da conturbada situação das ruas, com gente violente e disposta a tudo.

Percebi como era mais grandioso o que fizera em relação a um torneio como o da Libertadores, e tive pena do povo, envolto em tantas coisas sem importância, diante de um vida frágil.

Somos frágeis e transitórios.

Amém

Situação da Igreja Católica no mundo

Retirei do zenit
Aumenta o número de sacerdotes no mundo
BRASÍLIA, quarta-feira, 04 de julho de 2012(ZENIT.org) – Censo Anual realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS), divulgado recentemente pela CNBB, mostra um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, confirmando no Brasil a tendência do aumento do número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo que começou em 2000 e continuou em 2010.
O Censo Anual de realizado pelo CERIS — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - revelou uma “Igreja Viva”. É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo sociólogo Padre José Carlos Pereira, colaborador do CERIS.
A distribuição de padres por habitantes é um dos fatores levantados pela pesquisa. Em 2000 eram 16.772 padres. Em 2010 chegou a 22.119 padres. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes.
Conforme o Anuário Pontifício 2012, entregue ao Santo Padre Bento XVI em março deste ano, a tendência de crescimento no número de sacerdotes no mundo começou em 2000 e continuou em 2010, ano em que foram contados 412.236 padres, dos quais 277.009 diocesanos e 135.227 do clero regular; em 2009 eram 410.593, sendo 275.542 diocesanos e 135.051 religiosos.
No total, o clero aumentou entre 2009 e 2010 em 1.643 padres. Os aumentos foram registrados na Ásia (1.695), África (761), Oceania (52) e América (40), enquanto a queda afetou a Europa (905 sacerdotes a menos).
Os dados estatísticos se referem a 2010 e fornecem uma análise sintética das principais dinâmicas da Igreja católica nas 2.966 circunscrições eclesiásticas do planeta.
A concentração do clero por regiões brasileiras, segundo a pesquisa do CERIS, mostrou que havia uma concentração maior na região sudeste em detrimento das outras regiões. Do total de padres no país a região sudeste concentrava quase metade dos sacerdotes, com 45%. O sul ficava com um quarto da população de padres, 25%, o nordeste 16%, o centro-oeste apenas 9%. Já o norte seria a região com menos padres, apenas 3%.
O quadro geral no Brasil “mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do CERIS.Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica”, destaca a análise.
O Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira. Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país.
A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas.
MEM

terça-feira, 3 de julho de 2012

Testes apontam possibilidade de envenenamento na morte de Arafat

3 DE JULHO DE 2012 - 18H45 

Iasser Arafat continha grandes quantidades de polônio em seu corpo no período que antecedeu a sua morte. Esta é a conclusão do teste realizado por um laboratório suíço, a pedido da agência de notícias Al-Jazira, nos pertences pessoais utilizados pelo líder palestino durante o período que esteve internado em um hospital francês.


Os objetos foram doados pela viúva de Arafat e possuíam vestígios de sangue, suor, saliva e urina.

“Eu posso confirmar para você que nós medimos uma inexplicável e elevada quantidade de polônio 210 nos pertences do Sr. Arafat que continham resíduos de fluídos biológicos”, disse François Bochud, diretor do instituto dono do laboratório.

Testes conduzimos durante um período de três meses, entre março e junho deste ano, concluíram que a maioria do polônio encontrado – entre 60% e 80%, dependendo da amostra – não tinha origem natural, ou seja, foram produzidos artificialmente.

O líder palestino faleceu em 2004, após 13 dias internado em um hospital militar em Paris, na França. Em novembro de 2010, um de seus seguranças, Imad Abu Zaki, que trabalhou para Arafat de 1988 até o seu falecimento, afirmou que ele morreu envenenado, mas não por uma substância letal colocada em sua comida.

Em 2006, o agente russo Alexander Litvinenko morreu após ter sido exposto a grandes quantidades da mesma substância encontrada nos pertences de Arafat. Após investigações de uma corte britânica, foi revelado que ele foi envenenado em um restaurante japonês de Londres.

Do Portal Vermelho, com agências