sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Os jogadores da Série B do brasileirão machucam-se menos




É verdade. Na segundona, os jogadores batem mais que na Série A, e quase não fingem ter recebido faltas, quando as recebem.

Caem, e logo levantam.

Até os juízes são mais resistentes ao fingimento.

Não existe vitrine para se fazer de vítima, não é mesmo?

Lá na segundona é meter bronca, e tentar ganhar na marra, sem tanta técnica, mas com muita força.

Na principal da Série A do brasileirão não.

Já se pode cadenciar, "fazer que sabe", dar uma de gostoso, para a mídia futebolística.

Porque parece que precisamos dar uma de artistas no negócio, para inflar nosso ego amarelecido e azulado.

 A mídia comenta até o permitido, nunca entrando em temas tabus, como horários dos jogos na TV,que ocorrem altas horas da noite, contratos de direitos de transmissão de jogos, com golpes sobre golpes, e financiamentos  de estádios, com dinheiro do contribuinte, via BNDS e governos.

Há uma badalação de times e jogadores, enquanto evitam comentar este aluvião de irregularidades, que vai saindo pela latrina, em silêncio.

Se analisarmos então os fingimentos nas faltas, nos jogos da Copa América, ou Libertadores, chegaremos à conclusão de que na América Latina a vitimização dos jogadores, fingimento mesmo, é parte inerente da personalidade dos esportistas.

Estes se esmeram no contorcionismo criativo, para encantar juízes, orientados para resultados pré-definidos.

Estou falando bobagem?

Bem que eu gostaria de estar errado, mas estamos entrando na fase da luta livre do futebol brasileiro, que está aprendendo com os hermanos, especialistas na área.

Porque na luta livre nós já sabemos de antemão que é marmelada, mas no futebol, que é o nosso último bastião de moralidade, ah..não. 

Mas está ficando, infelizmente.

O jogador recebe uma pressãozinha, e faz aquela queda cinematográfica, para a indignação dos torcedores, forçando um posicionamento do juíz.

O juíz marca a falta, dá um cartão amarelo ou vermelho, dependendo da circunstância, e logo em seguida, passado o "assassinato", não é que o jogador levanta-se novinho em folha?

Aí o juíz fica com aquela cara de bunda, sem poder também dar um cartão amarelo para o fingidor. Afinal ele atestou o óbito.

Fica uma meditação filosófica:

Somos um povo perdendo princípios, que se utiliza da violência para se fazer de vítima?

Porquê precisamos ser vítimas?

Falta-nos ainda auto-suficiência nacional?

Complexo de subdesenvolvido?

Povo, representado nos jogadores, que não consegue atingir sua estatura natural, e precisa cair, para subir, fazendo-se de perseguido para caçar também o adversário, que na nova situação torna-se vítima.

A criatividade, a gingada, a categoria, estas fiaram perdidas no passado de esperanças, quando se acreditava que o Brasil cresceria com virtudes, e sem o uso de artifícios enganosos.

Vamos dizer assim, perdeu-se a pureza, a visão bela do futuro com ética, sem enganações.

Trocaram o toque na pelota pelos pontapés uns nos outros, e esqueceram do futebol.

E a falta de espaço e de tempo para o joador receber a bola, olhar e passar; não representa bem essa nossa modernidade, onde não temos mais condições de atender tantas demandas?

Coaduna-se muito bem com o nosso tempo esvaído.

O Brasil não tem mais a referência de sua identidade no futebol, ou pode ainda renascer? Sinceramente? Tenho dúvidas.

Tem o Neymar, o Lucas, mas são dois patinhos feios na lagoa, dirigidos por um linfático sem expressividade e humor, para destruí-los.

Resta esperança?

Tenho dúvidas...

Greve nos Correios - Sintect SP - 29-09-2011



Eu acredito na rapaziada....

R$160 milhões jogados no esgoto de São Paulo



Governo de Geraldo Alckmin desiste de sistema de flotação do Rio Pinheiros após 10 anos de tentativas, e gastos na ordem de R$160 milhões.

Lembro-me de que vereadores como o Tripoli, e outros "ambientalistas" foram eleitos sob a bandeira de despoluição do Rio Pinheiros. Conversa pr'a boi dormir.

A realidade é que o Rio Pinheiros continua o esgoto de sempre onde garças e capivaras sem alternativas, fazem do esgoto moradia.

Sabe qual foi a declaração do Secretário de energia, José Aníbal, sobre este fracasso custoso?

"Ganhamos Conhecimento".

Que bonito, como é simpático este secretário.

Como ele vê a situação com tamanha lucidez!

O Professor Ildo Sauer, da USP diz que o conceito de flotação estava errado desde o início, pois deixava o xixi e o cocô domésticos irem viajando pelo rio, causando doenças, e ao final, se coletava os resíduos.

A solução para ele é clara e é o tratamento do esgoto.

Quem vai pagar a conta?

O Governador Geraldo Alckmin?

Alckmin, entretanto, tem maioria na Assembléia, e não deixa que sejam investigadas quaisquer anomalias de seu governo.

O povo paulistano não merece este novo enterro do Rio Pinheiros, sem cortejo nem CPI na Assembléia Legislativa.

Os impostos arrecadados pelo Governo do Estado de SP, estão sendo jogados literalmente no esgoto.

A situação está fedendo, e muito.

Não sei onde fede mais, se no Rio Pinheiros ou na Administração estadual?

Como Conciliar a defesa do Pré-Sal com Forças Armadas despreparadas




Muitos são os investimentos necessários para o nosso Brasil.

Desculpem-me tratar o Brasil como nosso.

É que estou com o estômago enjoado de ouvir tantos discursos de políticos se referindo à nossa terra com o termo "este país", como se fosse uma pátria de outros, e aqui estivéssemos por empréstimo.

O novo Brasil republicano, com participação popular e grandes conquistas econômicas e sociais, ainda é carente em muitas áreas.

A mídia, como não poderia deixar de ser, está batendo forte na questão da saúde, absolutizando a questão da saúde, para desgastar o governo como um todo.

Aproveita um ponto fraco do governo Dilma, e que devemos defender com unhas e dentes o nosso SUS, para desgastar a Saúde Pública, para o deleite dos grupos privados de saúde.

Porquê, então, essa mídia internacional, não se insurge contra o parco investimento que está ocorrendo com a nossas gloriosas Forças Armadas?

Simples: investir no aparelhamento e atualização tecnológica das forças Armadas irá trazer maior segurança e defesa do nosso território, e principalmente da área do Pré-Sal, isolada no alto mar, sem o reconhecimento do mar territorial pelos EUA. E este investimento vai contra os interesse internacionais da mídia.

Há por isto, uma novela, mais longa que todas as novelas da TV, na compra dos jatos de defesa, para a Nossa Aeronáutica.

Novela sem fim, que tragicamente permanece com o enredo de possível tragédia, pois as drogas continuam entrando, e o mar territorial está vulnerável.

Os equipamentos militares estão desatualizados em 50 anos, segundo as fontes do setor, o que é inaceitável.

O Brasil não pode deixar seu povo à mercê da segurança de outros países que possuem outros interesses, que são até contraditórios com os nossos.

Quanto à América Latina, as relações estão estáveis, mas a depender do "irmão" do norte para assegurar nossa defesa...hummm

Urge investimentos nas Forças Armadas.

O Ministro Amorin, parece ter acordado, depois de conhecer melhor a realidade da Força.

Nossa época que é de surgimento de países emergentes, reposicionando o tabuleiro mundial, exige um posicionamento mais forte na área de Segurança Nacional.

Nossas Forças Armadas sabem disso e têm procurado conscientizar o governo para esta necessidade.

O Brasil é grande, e desperta a ambição de muitos interesse e países.

Não é o caso de se esperar que as nações desenvolvidas, mergulhadas em crise crônica, sejam bem capazes de terem arroubos imperialistas?

Vide a Líbia, o Iraque, o Afeganistão. 

De vez em quando FHC tem umas recaídas progressistas

Defender o Conselho Nacional de Justiça, como instrumento de investigação de Juízes e Desembargadores do Imperial Poder Judiciário brasileiro, pelo ex presidente Fernando Henrique Cardoso, é uma recaída progressista louvável.

Afinal, a quantidade de Juízes e Desembargadores corruptos é tão comum quanto se observa nos outros poderes. Apenas estavam blindados e deixam a impressão de que todos os Magistrados são pessoas ilustres e justas. Mera quimera.

A justiça, representada por uma mulher com os olhos vendados, é a única verdade que se pode extrair deste sumo.

Como gostaria de ver FHC do tempo de faculdade, com sua teoria da dependência...mas logo lhe imputaram o paradigma de ser o "Príncipe dos sociólogos", e sendo eu sociólogo da USP, vi-me de uma hora para outra dentro de um novo reinado, bem ao gosto de Platão, em ver o país governado por intelectuais e filósofos.

Platão nunca conseguiu este objetivo, mas FHC nos convenceu de que entregar o país aos intelectuais é um perigo.  

GISELE BÜNDCHEN E O POLÊMICO COMERCIAL DE LINGERIE



Setores do governo consideraram ofensiva à mulher propaganda da Hope. Leio no jornal que leitores se indignaram e até uma professora de Direito do Trabalho criticou a modelo Gisele Bündchen como subserviente ao poder dos homens.

A consideração que faço é de que discriminação à mulher há em tantas propagandas, que situar esta questão simplesmente nesta propaganda em especial, é no mínimo discriminador. Por exemplo, a propaganda da Brahma em que as mulheres estão todas reunidas em casa, diante da TV, e assistem os seus maridos ou namorados juntos na arquibancada do estádio é o quê? divisão de papéis?

Esta propaganda em especial mostra o poder de sedução que a mulher brasileira usa para obter seus objetivos. Isto ocorre fartamente em nossa vida social.

Moças que conquistam estrangeiros, que passam férias no Brasil e se apaixonam por elas, e as levam para morar no exterior.

É o sexo cumprindo sua função secular de realizar os casais naquilo que h´de mais saudável e agradável, tornando-os, em seguida, co-responsáveis de todas as suas ações.

Quanto à submissão da mulher ao poder do homem, ou do outro par, pois a propaganda não especifica se é homem ou outra mulher, bem esse tratamento se dá por falta de oportunidades de trabalho para a mulher, na mesma proporção que para os homens.

Quem deveria reclamar, de fato, desta propaganda, não é o quem vai pagar o cartão de crédito estourado, que vai hospedar a mãe da moça, e tem o carro batido?

Pois é, até mesmo a dominação homofóbica tem uma servidão subjacente do próprio homem, que se enreda na beleza feminina.

O governo quase emplacou algumas propagandas anti-homofóbicas, que iriam ser distribuídas para os estudantes do ensino médio, através do Ministério da Educação, e foram suspensas por pressão de grupos religiosos.

Agora quer descontar em cima de um casal dito "normal", onde o homem é o "chefe" da casa, e a mulher, a "submissa".

Façam vocês mesmos o julgamento

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Hino Nacional Brasileiro em canto solo de uma multidão

Ganhar da Argentina faz acirrar uma competição cheia de ódios e invejas, mas por aqui em nossas searas brasileiríssimas isto é uma virtude.

Somos então obrigados a ter ódio de argentinos desde o nascimento.

Estupidez que encontra eco na imitação do outro lado.

Onde afinal, querem chegar com esta competição belicosa, em uma guerra futura?
Em disputas territoriais? econômicas? culturais? futebolísticas? morais? religiosas? literárias? esportivas em geral?

Estão colocando este ódio em todo lugar, e em todos os corações.

O jogo em Belém, não foi um jogo, mas uma conquista, uma ocupação de campo.

As faltas, não foram faltas, mas estocadas de braços e pontapés violentos, revestidos de falsa educação.

Os gols não foram gols, foram destronados reis, e feitos  cativos os vassalos.

Os técnicos, comandantes, e a derrota, a condenação ao ostracismo.

Sobressaiu o Hino Nacional Brasileiro, sem o acompanhamento musical.

Atônita, a mídia logo pôs-se a exaltar o fenômeno, surpresa pelo amor do povo ao seu país.

Afinal, não se canta mais com ardor, mas com bolor.

Marcaram gols os jovens que não tem oportunidades, no grito da multidão.

Marcaram gols, os que torcem e são torcidos diariamente na vida paraense.

Pára Pará!

Continua a redução da pobreza no Brasil

Trabalho retira 4,2 milhões de pessoas da pobreza, segundo Ipea


Ipea mostra distribuição de renda nas regiões metropolitanas, de 2002 a 2011


De 2002 a 2011, 4,2 milhões de pessoas saíram da situação de baixa renda (até meio salário mínimo mensal per capita) nas seis principais regiões metropolitanas (RMs) do País, investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME/IBGE).

Isso significa que a população de trabalhadores de baixa renda caiu 24,8%: de 17 milhões, em 2002, para 12,8 milhões, em julho de 2011. A diminuição, contudo, ocorreu de forma distinta nas seis RMs e foi impactada pela desaceleração econômica de 2011, de acordo com estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Desaceleração prejudica

“A desaceleração da economia nesses primeiros meses do ano não impediu que houvesse retirada de pessoas da situação de baixa renda, mas reduziu seu ritmo”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ao apresentar o trabalho publicado no Comunicado do Ipea nº 114 – Trajetórias da população de baixa renda no mercado de trabalho metropolitano brasileiro, divulgado na última terça-feira (27).

A taxa de pessoas com renda inferior a meio salário mínimo mensal em relação à população economicamente ativa nas regiões pesquisadas, que era de 39,1% em 2002, foi para 27,1%, em 2011, queda em termos percentuais de 30,7%. “Essa taxa poderia ser de 25,2% hoje se o crescimento tivesse continuado nos mesmos patamares”, acrescentou.

Ritmo de crescimento

As diferentes trajetórias de queda nas RMs ainda alteraram sua ordem quanto à quantidade de trabalhadores com renda precária no Brasil metropolitano. Das seis regiões, três perderam participação na quantidade total de pessoas de baixa renda per capita.

Belo Horizonte respondia por 12%, em 2002, e passou a 9% em 2011; São Paulo possuía 36,8%, em 2002, e foi para 33,1%; e Porto Alegre, que tinha 7,5%, em 2002, caiu para 6,7% em 2011. Sofreram aumento relativo na quantidade de trabalhadores com renda precária as RMs de Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

“O que fica claro é que, em algumas regiões, não basta haver crescimento econômico para melhorar a renda dos estratos mais baixos. Este crescimento tem de ser vigoroso”, explicou Pochmann. O Brasil precisa crescer a ritmos mais altos, equiparáveis ao padrão asiático, para acelerar o processo de combate à miséria e à pobreza.

Fonte: Secom

A Justiça Imperial brasileira

Sim, o Judiciário brasileiro ainda não adentrou na República, proclamada a quase 122 anos. São Desembargadores e Juízes donos da verdade, do que é certo e errado.

Por isso não podem admitir os seus erros, razão pela qual estão restringindo os poderes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que existe para zelar pelo que é correto, e apontar os faltosos.

O STF está para tornar o CNJ um enfeite para a sociedade pensar que no judiciário tudo se passa a limpo, e que não existem Desembargadores corruptos, nem juízes ladrões, o que não é verdade.

E o Brasil é quem acaba sofrendo por este espírito corporativo imperial do judiciário.

E bota venda nos olhos da justiça!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Otan está ensanguentando Sirte, um dos últimos bastiões de Kadafi

Os bombardeios noturnos "humanitários" da Otan estão atingindo todo tipo de alvo: hospitais, residências, e a mortandade de civis é simplesmente imensa. A Otan rasga até o seu palvreado de  defes dos civis e parte para o morticínio indiscriminado.

Quando amanhece, a cidade arrasada é atacada pelos "rebeldes".

Vergonha!

Vaticano pede o reconhecimento do Estado Palestino na ONU

Retirado do Zenit

Mamberti pede “decisões valentes” no conflito palestino
Intervenção do secretário para as Relações com os Estados na ONU
NOVA YORK, quarta-feira, 28 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – A Santa Sé pediu, diante das Nações Unidas, nesta terça-feira, “decisões valentes” para superar o conflito entre israelenses e palestinos, aplicando o direito internacional, que prevê a existência de dois Estados.
O arcebispo Dominique Mamberti, secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, foi o encarregado de expor a posição vaticana, em uma declaração apresentada diante da assembleia geral.
Fazendo referência à reivindicação apresentada em 23 de setembro pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abas, de reconhecer esta entidade como Estado membro da ONU, o comumente chamado “ministro de Assuntos Exteriores” do Papa considerou que a paz no Oriente Médio passa pela aplicação da Resolução 181 da ONU, de 1947, que “coloca a base jurídica para a existência de dois Estados”.“Um deles já foi criado, enquanto o outro ainda não foi constituído, apesar de que já se passaram quase 64 anos”, recordou Mamberti.
A Santa Sé, reconheceu, “está certa de que, quando se quer a paz, é preciso saber tomar decisões valentes”.
Por isso, afirmou, “é necessário que os órgãos competentes das Nações Unidas tomem uma determinação que ajude a aplicar de forma efetiva o objetivo final, isto é, a realização do direito dos palestinos a ter seu próprio Estado independente e soberano, e o direito dos israelenses à segurança, estando ambos os Estados com fronteiras reconhecidas internacionalmente”.Segundo o representante do Papa, “a resposta das Nações Unidas, seja qual for, não constituirá uma solução completa, e só se alcançará uma paz duradoura mediante negociações de boa fé entre israelenses e palestinos, evitando ações ou condições que contradigam as declarações de boa vontade”.
“A Santa Sé, por conseguinte, exorta as partes a retomarem as negociações com determinação e lança um apremiante apelo à comunidade internacional para que aumente o seu compromisso e estimule a sua criatividade e suas iniciativas, para que se chegue a uma paz duradoura, no respeito pelos direitos dos israelenses e dos palestinos”, concluiu Dom Mamberti.

Contag leva a posição sobre compra de terras por estrangeiros à Câmara Federal

Contag leva a posição sobre compra de terras por estrangeiros à Câmara Federal

Importante ver a leitura dos trabalhadores rurais sobre a festa da compra de terras brasileiras por estrangeiros. Disto nada se fala, mas basta tocar no termo Reforma Agrária e a mídia se agita toda.

Com o surgimento do PSD, os Democratas perdem os cratas, e sobram os Demos

A direita no Brasil por pouco não sofre um golpe de misericórdia, bateu na trave.

O PSD de Kassab, que acaba e ser reconhecido pela justiça, esvazia metade do partido dos Democratas - aqueles que criticam e criticam e criticam -  enquanto o Brasil vai se desenvolvendo. Agora eles se chamarão de Demos, pois os Cratas sairam
.
Por isso a mídia esteve este tempo todo apoiando ações que pudessem impedir este registro legal(do PSD).

Não deu certo e agora surge uma terceira força no país, maior que o próprio PSDB no Congresso Nacional, com abertura para negociar com o governo as suas reivindicações, sem ficar criticando e criticando, enquanto muito poderia ser feito.

É um novo partido conservador no país sim, mas traz a marca da discordância com a forma de se fazer oposição de direita, e tem abertura para dialogar, o que é importante.

Com isto não vai restando outra saída para a direita senão tornar-se rapidamente ambientalista, e apoiar Marina, a bonitinha.

É o que Fernando Henrique Cardoso está armando, pois iniciou-se um namoro que possa se contrapor ao casamento do governo com o povo brasileiro.

Aécio, que baixa hospital a toda hora, e não faz o teste de dosagem alcóolica, vai sendo vagarosamente descartado. Nem jogador de futebol permanece no time titular depois de tantas contusões.

E Dilma cresce nas pesquisas.

O Brasil atravessa a crise defendendo os interesses nacionais e com um governo firme em seus propósitos.

Assembléias e ocupações em Wall Street



A juventude americana está despertando....

Lucas Vazquez está entre os jovens de Wall Street, é um dos organizadores do protesto, segundo um vídeo. Ele dá uma declaração tranqüila, mostrando-se surpreso com a reação dos policiais.

Os dez dias de protestos já deram origem a um documentário, O verão da Mudança (Summer of Change), de Velcrow Ripper. Ripper navega na praia hippie dos anos 1960 ao propor: “Como esta crise global pode se transformar em uma história de amor?”. O documentário foi produzido pela Evolve Love, WWW.evolvelove.live.com

Acompanhe algumas destas cenas nos vídeos a seguir. Eles estão em inglês, mas violência policial ao vivo e em cores não precisa de tradução.

Violência policial na Wall Street



A truculência policial só fará crescer ainda mais o movimento da juventude americana insatisfeita com o reacionarismo de seus dirigentes.

Michael Moore apoia ocupação da Wall Street



Algo está fedendo no reino da Dinamarca. Agora os jovens americanos estão se colocando contra a carga de impostos que recai sobre eles mas não incide da mesma forma sobre os mais poderosos.

Os EUA estão começando a ver o surgimento de um novo movimento, com características socialistas também. Será interessante observar o seu desenvolvimento e trazer-lhes o nosso apoio.

Ocupar a WallStreet é incomum, e deixou a polícia novaiorquina enfurecida e violenta.

Inaugurado centro cultural cristão em Havana

Cuba está desenvolvendo uma política de crescente diálogo com a Igreja Católica, desde a visita do Papa João Paulo II a Cuba.  Agora a Igreja Católica acaba de abrir um Centro Cultural Cristão no centro de Havana, com a intenção de desenvolver diversas atividades culturais e permitir a continuidade deste dialogo entre os cubanos. Um Estado laico mas não irreligioso. Com isto superam-se inúmeras barreiras desnecessárias, que existiam, e abrem-se oportunidades de contribuições de todos, para o progresso de Cuba.
Retirei do Zenit

Para incentivar diálogo e compreensão entre os cubanos
HAVANA, terça-feira, 27 de setembro de 2011 (ZENIT.org – El Observador) – Com o impulso do cardeal de Havana, Dom Jaime Ortega Alamino, foi inaugurado na semana passada um centro cultural no coração da capital de Cuba, por meio do qual a Igreja Católica propõe um lugar de encontro e um clima de diálogo na ilha, cujo objetivo, segundo o cardeal Alamino, é “continuar refletindo sobre Cuba e seu futuro”.
Dentro das bases de abertura à Igreja Católica que se deram nos últimos meses na ilha caribenha, o cardeal Alamino foi enfático em seu discurso inaugural do centro cultural católico, ao afirmar que se trata de um lugar de troca de ideias, propositivo e que pretende oferecer ao país um clima de diálogo e compreensão entre todos os cubanos.
De acordo com as informações de imprensa, o centro está situado no antigo seminário de Santo Ambrósio e São Carlos, em Havana Velha, pois esta instituição docente se trasladou, em novembro de 2010, a uma nova sede, a 17km ao sul de Havana.
A nova instituição “albergará um Centro de Estudos Eclesiásticos, com várias extensões, filosofia, estudos sociais, psicologia. Será sede do Museu Arquidiocesano que se reabrirá em breve, terá cátedras de Pensamento, que deverão ser definidas mais adiante”, explicou o cardeal Alamino.
Contará, além disso, com um espaço para exposições, cine clubes, concertos, “mas antes de tudo será um lugar privilegiado de encontro”, enfatizou também o arcebispo de Havana. A iniciativa obedece ao desejo do Conselho Pontifício para a Cultura, que aspira a que exista uma instituição similar em cada grande cidade, explicou Alamino.
Segundo fontes eclesiásticas cubanas, o momento atual de distensão é fruto da visita de João Paulo II a Cuba, em 1998, e das diversas embaixadas do Vaticano, para tornar possível que se cumprisse a petição do Beato João Paulo II, no sentido de que Cuba se abrisse ao mundo e o mundo se abrisse a Cuba.Até agora, o regime de Raúl Castro, irmão de Fidel Castro – doente e afastado do cargo –, permitiu que, por meio da Igreja Católica, fossem excarcerados 130 presos políticos.

Quem vai garantir a sobrevivência de todos os funcionários, e lojistas que trabalham no Shopping Center Norte?

Inaugurado em Abril de 1984, isto é há exatamente 27 anos, de repente a Prefeitura de São Paulo pretende fechá-lo em 72 h, porque ele está em cima de um antigo lixão, e existe muito gás metano no subsolo. e ainda por cima aplicou uma multa de R$ 2 milhões.

Neste Shopping entram diariamente 100.000 pessoas que susfruem da praça de alimentação, e da compra de diversos produtos que estão expostos nas diversas lojas.

Não sou nenhum representante do Shopping Center Norte, mas acho um exagero o  que a Prefeitura está  fazendo. Fui lojista e sei que é caro manter um funcionário, quanto mais quando caem as vendas e se fica sem dinheiro. Uma queda de vendas forte é suficiente para quebrar uma loja por um ano, para se recuparar depois, se tanto.

Por isso penso que faltou sensibilidade para o Sr. Kassab, neste caso. Sei de sua preocupação em vista de um acidente, mas existe em comunicação um campo de estudo muito interessante chamado DIÁLOGO.

Parece que houve de tudo menos diálogo.

Agora, provavelmente o movimento no Shopping já deve ter caído, por conta do problema ter assumido contornos públicos, e muitas lojas devem ter sentido a queda no movimento.

Será que o Prefeito está querendo passar pela imagem de "Paladino da Segurança".

Detalhe: Kassab está há tanto tempo na Prefeitura, porque só agora ele está pondo as mangas de fora? Será para mostrar seviço? Ou desviar a atenção, que poderia estar voltada para outros aspectos de sua administração?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mulher saudita levará dez chibatadas por dirigir um carro

Vamos colocar a questão em pratos limpos. O Estado Laico é o que melhor representa os direitos dos povos e é uma conquista de nossa época. O Estado Laico representa também uma defesa das minorias, como a das mulheres e das próprias religiões que são minoritárias. Veja matéria que retirei do IG

 

Decisão judicial inédita é tomada dois dias depois de rei anunciar que mulheres poderão votar e concorrer nas eleições de 2015
 
 

Foto: AP Ampliar
Em imagem de vídeo divulgado pela Change.org, saudita dirige carro como parte de campanha para desafiar proibição à direção feminina na Arábia Saudita (17/6)

Uma corte sentenciou uma mulher a dez chibatadas por desafiar a proibição do reino contra a direção feminina, a primeira vez que uma punição legal é dada pela violação do banimento. Outras mulheres ficaram detidas durante dias, mas não foram sentenciadas pela Justiça.

De acordo com a ativista Samar Badawi, Shaima Jastaina, na casa dos 30 anos, foi declarada culpada nesta terça-feira por dirigir sem permissão do governo em Jeddah em julho. A sentença deve ser cumprida dentro de um mês.
Normalmente, a polícia apenas para as motoristas, as questiona e as deixa ir depois de assinarem uma promessa de que não cometerão a infração novamente.
A organização Women2drive, que defende o direito de as mulheres dirigirem na Arábia Saudita, disse que já apelou da sentença.

A decisão judicial tornou-se mais perturbadora por ter sido tomada dois dias depois de o rei saudita, Abdullah, ter anunciado que as mulheres terão o direito de votar e concorrer nas eleições locais do país pela primeira vez a partir de 2015.

Os sinais mistos revelam o desafio para Abdullah, conhecido como um reformista, de pressionar gentilmente por mudança sem antagonizar o poderoso clero e um segmento conservador da população.

Ao permitir a participação política das mulheres, Abdullah disse que tinha o apoio oficial do conselho clerical, mas a sentença desta terça-feira representa uma retaliação dos religiosos linha dura que controlam as cortes e supervisionam a intrusiva polícia religiosa.

"Nosso rei não merece isso", disse Sohila Zein el-Abydeen, membro da estatal Sociedade Nacional para os Direitos Humanos.

A Arábia Saudita, onde as mulheres não podem trabalhar sem a autorização de seus maridos ou pais, é o único país do mundo onde as sauditas e as estrangeiras são proibidas de dirigir.

Nenhuma lei proíbe oficialmente a prática, mas decretos religiosos conservadores a baniram.

Em meses recentes, várias mulheres dirigiram veículos em cidades sauditas em uma tentativa de pressionar a monarquia a mudar a lei.

Para se deslocar, as sauditas precisam contratar um motorista e, se não tiverem de US$ 300 a US$ 400 mensais para pagar por esse serviço, dependem da boa vontade dos homens da família.

O ícone da campanha foi Manal al-Sharif, uma jovem especialista em informática, libertada em 30 de maio após ter permanecido detida por duas semanas por ter desafiado a proibição de dirigir e publicar no YouTube um vídeo no qual aparecia ao volante.

Najalaa Harriri, que é uma das outras duas mulheres que também enfrentam uma ação judicial por dirigir, disse à Associated Press que precisava usar um carro para cuidar melhor de seus filhos.
*Com AP, BBC e New York Times

Interessante reflexão de Bento XVI sobre a santidade

Em meio a tantas críticas à viagem de um velho que tornou-se Papa, alemão voltando a sua pátria, não teria este direito?
Rejeitado no Parlamento alemão por alguns, acusado de ter sido nazista, por acobertar pedófilos, este velho Papa reconheceu o direito da crítica e das manifestações e participou de todo o cerimonial que lhe fora preparado.
Recordo-me do Papa João Paulo II não conseguindo falar para o público, com a morte já à sua espreita. Quem protege os idosos e os eleva até o último instante neste mundo? Não tenho outra lembrança. Quando adoecem, tchau tchau, como se diz.
Bem, não é esse o motivo deste artigo, mas uma preleção feita pelo Papa Bento XVI aos jovens em Freiburg, em 24/09/2011, que repasso agora para sua reflexão:

Neste ponto, não devemos calar o facto de que o mal existe.

Vemo-lo em tantos lugares deste mundo; mas vemo-lo também – e isto assusta-nos – na nossa própria vida.

Sim, no nosso próprio coração, existe a inclinação para o mal, o egoísmo, a inveja, a agressividade.

Com uma certa autodisciplina, talvez isto se possa, em certa medida, controlar.

Caso diverso e mais difícil se passa com formas de mal mais escondido, que podem envolver-nos como um nevoeiro indefinido, tais como a preguiça, a lentidão no querer e no praticar o bem.

Repetidamente, ao longo da história, pessoas atentas fizeram notar que o dano para a Igreja não vem dos seus adversários, mas dos cristãos tíbios.

Então como pode Cristo dizer que os cristãos – sem ter excluído os cristãos fracos e frequentemente tão tíbios – são a luz do mundo?

Compreenderíamos talvez que Ele tivesse gritado: Convertei-vos!

Sede a luz do mundo!

Mudai a vossa vida, tornai-a clara e resplandecente!
Não será caso de ficar maravilhados ao vermos que o Senhor não nos dirige um apelo, mas diz que somos a luz do mundo, que somos luminosos, que resplandecemos na escuridão?
* * *

Queridos amigos, o apóstolo São Paulo, em muitas das suas cartas, não tem receio de designar por «santos» os seus contemporâneos, os membros das comunidade locais.

Aqui torna-se evidente que cada baptizado – ainda antes de poder realizar boas obras ou particulares acções – é santificado por Deus.

No baptismo, o Senhor acende, por assim dizer, uma luz na nossa vida, uma luz que o Catecismo chama a graça santificante.
Quem conservar essa luz, quem viver na graça, é efectivamente santo.

Queridos amigos, a imagem dos santos foi repetidamente objecto de caricatura e apresentada de modo distorcido, como se o ser santo significasse estar fora da realidade, ser ingénuo e viver sem alegria.

Não é raro pensar-se que um santo seja apenas aquele que realiza acções ascéticas e morais de nível altíssimo, pelo que se pode certamente venerar mas nunca imitar na própria vida.

Como é errada e desalentadora esta visão!

Não há nenhum santo, à excepção da bem-aventurada Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha caído alguma vez.

Queridos amigos, Cristo não se interessa tanto de quantas vezes vacilastes e caístes na vida, como sobretudo de quantas vezes vos erguestes.

Não exige acções extraordinárias, mas quer que a sua luz brilhe em vós.

Não vos chama porque sois bons e perfeitos, mas porque Ele é bom e quer tornar-vos seus amigos.

Sim, vós sois a luz do mundo, porque Jesus é a vossa luz.

Sois cristãos, não porque realizais coisas singulares e extraordinárias, mas porque Ele, Cristo, é a vossa vida. Sois santos porque a sua graça actua em vós.


Falta de memória brasileira - morte de Marlene França passa despercebida


A citação da morte de Marlene França no noticiário de óbitos de Sampa, sem nenhuma divulgação maior deixou-me realmente frustrado.

Assistimos esta bela atriz romper a pobreza, e trabalhar com grandes diretores nacionais em mais de 40 filmes, desde Jeca Tatu, com Mazzaropi, até Lampião, Rei do Cangaço, que ganhou prêmios internacionais.

Era linda e deixava a todos sonhando com sua beleza. e como interpretava bem os seus personagens.

Marlene França morreu na sexta-feira, aos 68 anos, de parada cardíaca. deixa uma neta.

Aumento no preço dos importados mostra quantidade de puxa-sacos dos interesse estrangeiros no país.

Agora a mídia está bombardeando a redução da taxa selic, de juros do país, como explicação para o aumento do dólar, e consequente queda de vendas dos carros importados.

As importadoras já não conseguem vender carros com a mesma facilidade que antes desta medida.

A China já está reclamando do aumento do IPI, junto com outras nações asiáticas,  que possuem custo operacional baixíssimo para fabricação de veículos, e mão de obra baratíssima.

O  governo brasileiro interviu no mercado ao notar que muitas empresas que aqui se instalaram, faziam de conta que instalavam fábricas, mas de fato, apenas montavam os produtos, com a maioria das peças vindas de outros países.

Tiveram tempo suficiente para irem nacionalizando a composição de seus produtos, como o Brsil pedia.

Como nada foi feito, o governo Dilma teve de intervir.

A China, que não liga para as regras de patentes e possui produtos com desenhos semelhantes em tudo, com produtos já existentes em outras praças, mas que luta para ser reconhecida como economia de mercado, ficou indignada como o protecionismo brasileiro, ela que é nacionalista em tudo.

Quando Dilma foi eleita, ela o foi, para defender os interesses nacionais, nem que isto, eventualmente exigisse medidas restritivas a invasão de produtos, com preços muito diferenciados dos nossos.

É óbvio, que os preços dos produtos fabricados em nosso país se elevaram, por conta da enxurrada de dólares emitidos descontroladamente pelos EUA, com a funesta intenção de facilitar suas exportações, enquanto encarecia as importações.

Esta guerra cambial fabricada pelos Estados Unidos pôs em risco a existência de nosso parque industrial, conquistado com o suor de décadas de esforço de trabalhadores e empresários nacionais.

Ciente desta torpe jogada, Dilma estudou a situação e interviu como devia.

O dólar aumentou, e os produtos importados ficaram num patamar de preços que não desbancou os produtos nacionais.

Assistíamos o setor textil, o automobilístico, até alimentos como o feijão, com graves dificuldades de competir, dentro do próprio país, com os produtos importados.

Se as regras do comércio internacional forem negociadas de forma equilibrada para todos, creio que o governo brasileiro voltará a liberar os impostos dos importados, mas que não se pense que o governo dorme, porque está atento ao processo econômico e intervirá sempre que necessário.

Quem vai defender os funcionários do Carrefour das 8 lojas que acabam de fechar?

Foram desativadas ontem quatro unidades só em Ribeirão Preto, além de duas  a em Jaboticabal, uma em Monte Alto, e outra em Matão.

A multi francesa justifica o fechamento, e a consequente demissão de inúmeros funcionários a medidas "alinhadas com o redesenho do modelo de negócio". Quanta humanidade nesta explicação econômico-administrativa.

Serão 1.200 funcionários demitidos, só na Região de Ribeirão Preto, segundo o sindicato.

Agora, fazendo um esforço de memória, lembramo-nos que o Grupo Pão de Acúcar fez proposta para compra do Carrefour.

Na ocasião, a mídia nacional, subserviente dos interesses internacionais, vendo que um empresário local, estava por açambarcar um grande conglomerado, veio em defes de outros grupos de supermercados, que se instalaram por aqui mais recentmente, com voracidade por conquistar o mercado brasileiro.

Conseguiram impedir que o BNDS financiasse parte da compra do Carrefour, e interrromperam o fechamento do negócio.

As consequências começam a ser vistas.

Se o negócio tivesse ido em frente, provavelmente o fenômeno que estamos assistindo, não estaria acontecendo, pois as estratégias seriam de crescimento, seriam outras as soluções, de aproveitamento.

Agora a imprensa se cala, e faz de conta que não era com ela.

O que representa a liberdade de expressão de culto religioso, dentro da liberdade ampla de expressão.

Esta é uma boa questão. Verifiquemos, por exemplo esta recente disposição do Rei Saudita em "permitir" que as mulheres possam votar e ser votadas. Esta discriminação das mulheres só veio à tona devido a Primavera Árabe, revolta das populações árabes desprovidas de trabalho, moradia, alimentação, futuro, etc.

E o que impedia as mulheres de obterem os mesmos direitos dos homens, na´Arábia Saudita? A resposta é simples: lá falta liberdade religiosa, e a população como um todo é obrigada a seguir uma só fé, de cunho patriarcal e discriminador, que impõe diversas restrições às mulheres, mas não aos homens.

A ausência de liberdade religiosa, neste caso, é exemplo significativo do cerceamento de direitos. Esta conquista das mulheres na Arábia, está ligada a todo um movimento social que estalou na Tunísia, e se espalhou por quase todo o  Oriente Médio. Movimento social de cunho inicialmente laico, mas que com o tempo está sendo assumido progressivamente pelo fundamentalismo religioso islâmico, disposto a instalar a Sharia, lei islâmica de Estado, por toda a regiaão.

A Sharia, no Paquistão, por exemplo, considera crime a mudança da religião islâmica, para outra religião.

O cristianismo não se omite de desejar participar da vida política onde está, mas reconhece que o Estado laico garante igualdade de direitos da liberdade de culto religioso.

Em Havana, Cuba, esta semana por exemplo,um grupo fundamentalista cristão, ramificação da Assembléia de Deus, trancou-se dentro de seu templo, em jejum por tempo indeterminado, acreditando que Jesus esteja chegando. a situação aparentemente fufiu do controle, podendo gerar problemas aos fiéis, pois sabemos que o fanatismo traz riscos aos que participam destas seitas

O governo, providentemente, agiu com cautela, preservando o local com segurança para os fiéis, e para a população também. Cuba, ao longo do tempo, foi sabendo lidar com a questão religiosa, não tratando do assunto de forma repressiva, mas através do diálogo.

Na Indonésia uma Igreja Evangélica Betel sofreu um atentado com um homem bomba, que se explodiu matando e ferindo inocentes.

No Iraque, os cristãos estão sendo dizimados e expulsos, em consequência da ocupação do Império Evangélico. A invasão americana, provoca a vinculação dos EUA com o cristianismo, trazendo consequ~encias funestas.

A cada 5' morre um cristão por razões de defesa de sua fé.

Veja matéria retirada do Zenit.

Emergência humanitária“A intolerância, a discriminação e a perseguição dos cristãos de hoje – disse Massimo Introvigne – é uma emergência humanitária que afeta todos nós; é um problema para a sociedade civil.”
“No livro 'World Christian Trends AD 30-AD 2200', o investigador David Barrett determina o número dos martírios cristãos no mundo em 70 milhões, 45 milhões dos quais aconteceram no século 20 – explicou Introvigne. O número é de 160 mil na primeira década deste século e se calcula que serão cerca de 105 mil na segunda década. Isso significa um mártir a cada cinco minutos. São assassinados não por motivos bélicos, mas religiosos.”O interessante, acrescentou o diretor do CENSUR, é que “todos sentem simpatia pelas vítimas, mas também existe um assassino. Só que 'sobre isso, nós os escutaremos em outro momento', como diziam a São Paulo”. Entre os assassinos, cabe destacar o fundamentalismo islâmico, como no Paquistão, onde a apostasia implica na pena de morte e se considera como blasfêmia não acreditar no Islã.“Além do assassinato e da tortura – precisou Introvigne –, existe entre nós a intolerância, que é um fenômeno cultural: depois, está a discriminação, que é um fenômeno jurídico, para chegar à violência, que entre nós e mais raro”, como na França, onde “a polícia explica que se ataca uma igreja a cada dois dias”.   

Indonésia: atentado mortal a igreja cristã

Retirei do Zenit mais uma perseguição aos cristãos no mundo. Agora é um atentado a uma Igreja evangélica Betel na Indonésia.

Firme condenação do governo e de destacados líderes muçulmanosSOLO, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – No último domingo, um terrorista suicida explodiu uma bomba na saída de uma cerimônia religiosa de uma igreja cristã de Kepunton (Solo, Java Central), causando sua morte e a de outra pessoa, bem como 20 feridos.Líderes religiosos e o governo da Indonésia condenaram este atentado contra a igreja protestante da Bethel Christian Indonesia Church.Em uma coletiva de imprensa realizada na sede de um destacado grupo islâmico em Jacarta, o secretário executivo da Comissão dos Bispos para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso, Pe. Antonius Benny Susetyo, pediu “unidade na luta contra o terrorismo”.“Condenamos este ataque aos fiéis. É um insulto a Deus”, declarou aos jornalistas, segundo informou a agência UcaNews.
Também interveio na coletiva de imprensa o representante da Comissão de Igrejas na Indonésia (PGI), Jeiri Sumampaw, que mostrou sua consternação pela bomba.“Mais uma vez, as igrejas são objeto de violência”, lamentou o reverendo, quem mostrou também sua surpresa, já que os pastores protestantes locais haviam lhe informado que as relações entre cristãos e muçulmanos na região eram boas.
Por outro lado, Nurson Wahid, presidente do GP Ansor, a ala juvenil do maior grupo islâmico do país, o Nahdlatul Ulama, qualificou o atentado como uma “ação selvagem e imoral”.O grupo islâmico extremista Cirebon aparece como possível responsável pelo ataque, segundo as primeiras investigações dadas a conhecer pelo presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono.
O atentado deste domingo é o mais grave de uma série de ataques lançados pelos extremistas islâmicos contra a comunidade cristã do país islâmico mais populoso do mundo.
Na última primavera, a polícia desativou um potente explosivo em uma igreja católica de Jacarta.
Em 2001, no leste de Jacarta, duas bombas atingiram a igreja católica de Santa Ana, em Duren Sawin, e a Huria Christian Protestant Church.
No Natal de 2000, 17 pessoas morreram devido a atentados a bomba contra várias igrejas do país.

domingo, 25 de setembro de 2011

Aleluia! Até que enfim um país muçulmano começa a reconhecer o direito das mulheres.

Ainda é pouco, muito pouco, e precisa aumentar o reconhecimento do direito das mulheres. A começar pelo direito delas andares sozinhas, poderem dirigir automóveis, deixar de cobrir a cabeça e o rosto, se elas asim o desejarem, a lista é grande. Direito de entrar no templo de seu culto religioso. Adquirir os mesmos direitos que são concedidos aos homens. Este direito de se candidatarem e serem eleitas só ocorrerá em 2015. Imagine, terceiro milênio, e a mulher não tem um direito na Arábia Saudita. Porque as grandes potências não se "rebelaram" contra esta imensa discriminação?

Veja matéria  que foi retirada do Opera mundi


25 de Setembro de 2011 - 17h39

Vitória: mulheres podem votar e serem votadas na Arábia Saudita



Um dos países mais fechados e com maior discriminação sobre as mulheres no Oriente Médio, a Arábia Saudita deu um passo para o reconhecimento de seus direitos nesse domingo (25).


O rei Abdullah bin Abdul Aziz anunciou que a partir das próximas eleições municipais, em 2015, as mulheres poderão votar e ser votadas. "A partir da próxima legislatura, as mulheres terão o direito de disputar eleições municipais e escolher candidatos, segundo os princípios islâmicos", disse Abdullah, em discurso transmitido ao vivo pela televisão estatal.

A decisão atende a antigas manifestações de ativistas pelos direitos humanos e do movimento feminista local. A Arábia Saudita acabou ficando de fora da chamada ‘Primavera Árabe’, que mexeu com a política de diversos países da região, mas o governo foi obrigado a fazer concessões. Essa foi mais uma delas.

De acordo com o rei, a participação feminina também será aceita no conselho da Shura, uma espécie de parlamento saudita, cujos membros são nomeados e não eleitos. No entanto, elas terão poderes legislativos limitados.

Abdullah, de 86 anos, disse ter tomado sua decisão após consultar o ulama, clérigo máximo saudita. ““Porque nós rejeitamos marginalizar mulheres em todas as esferas da sociedade… nós decidimos envolver mulheres no conselho Shura como membros, com início no próximo mandato”, afirmou.

Mesmo com a conquista do direito a voto, as mulheres ainda sofrem uma série de restrições na Arábia Saudita, país onde vigora uma interpretação radical da sharia (lei islâmica). Elas continuam proibidas de dirigir e de viajar sem o consentimento de um parente masculino e devem se manter segregadas dos homens em locais públicos.

Fonte Opera Mundi

Os "bombardeios humanitários" para ajudar os "rebeldes" na Líbia



A líbia é terra arrasada, e em conflito permanente.

Kadafi foi derrubado, era considerado pela Otan como um opressor sobre o povo Líbio, mas os fatos vão mostrando que ele não era desprovido de apoio popular, afinal a resistência continua, malgrado a chuva midiática de informações.

Sirte está sob "bombardeio humanitário" há semanas, e resiste.

Nem hospitais escapam deste humanitarismo bombástico.

Os "rebeldes" se credenciam a serem os maiores bajuladores do ocidente.

sábado, 24 de setembro de 2011

Atentado e suicídio de garoto de 10 anos nos remete ao Brasil desenvolvimentista





A professora que recebeu o tiro pelas costas, surpreendeu-se ao saber que havia sido "D" o autor do disparo, convalescendo-se sobre uma cama.

Todos os que conhecem os personagens desta tragédia são unânimes em afirmar sua incompreensão com o acontecimento, pois aparentemente "D" nunca demonstrara sinal algum de anormalidade comportamental.

O fato, entretanto, em si, já traz sinais contundentes. Vejamos:

1) Pai policial militar.

Depreende-se educação rígida, militarizada, forte autoridade, com clara distinção entre o que é "certo" e o "errado".

Tive por muitos anos, em minha juventude de solteiro, um vizinho homossexual, o Betinho, excelente rapaz, muito discriminado, há  50 anos atrás.

Filho de Coronel do Exército.

Ainda que eu admita que o homossexualismo tenha muitas razões de ordem genética, existe a questão cultural de ter sido educado com tal rigidez e machismo, o que também pode ter influído sobre sua "escolha" sexual.

Betinho não está mais conosco: faleceu de AIDS quando o surto da doença não tinha os coquetéis vitamínicos de hoje.

"D" podia muito bem estar vivendo a pressão militarista de educação familiar.

Esta educação rígida esconde  as disfunções comportamentais, e torna a criança "aparentemente" ajustada e "sem problemas".

Preocupa-me sobremaneira o identificar a criança como "boa", por parte dos professores, revelando completa falta de percepção e preparo dos mesmos nos cuidados da educação.

Os "desajustados", como fui, são mais presentes e ativos que os "ajustados", que seguem as normas sem reflexão.

Mas os "desajustados", são reprimidos desde cedo, e isto os livra de internalizar as neuroses.

2) Havia uma correlação entre a educação familiar e a educação institucional, representada pela professora, e que precisa ser esclarecida.

O pano de fundo pode ser de ordem moral, comportamental, ou até mesmo sexual, não sabemos, mas deve ser investigado.

A professora é bonita? é idolatrada pelos alunos? É rígida? Maltrata as crianças? Desdenha?

Deve-se tirar a limpo a forma de relação desta professora com este aluno, o D.

A professora não está isenta de responsabilidade, e mesmo que não tivesse nada a ver, o que não creio, restaria ainda a percepção necessária do problema por ela, o que não ocorreu.

A surpresa da professora é um forte indicativo do desconhecimento do problema de seu aluno.

3) A ausência de uma educação pacifista, tendo a disponibilidade de ver e manusear uma arma, é um importantíssimo fator de deflagração da tragédia.

E aqui digo, que todos aqueles que votaram no plebiscito pela venda de armas, devem considerar-se co-autor do crime, pois disponibilizaram a arma de alguma forma.

4) O suicídio pode estar ligado, mais a um temor de receber punição, talvez paterna, do que por vontade de tirar a sua própria vida.

O suicídio pode ter sido planejado juntamente com a pretenção de atirar na mestra, porque foram ações simultâneas e imediatas.

Todos estes fatos nos remetem ao Brasil desenvolvimentista, que exige de todos, patamares cada vez mais elevados, que destrói os valores básicos da família, princialmente o amor familiar, e o amor como valor máximo, universal.

Brasil que faz um jovem matar meninas no Rio de Janeiro, deixando carta eloquente de defesa de valores fundamentalistas, como refúgio para com a perda do sentido da vida no mundo.

É a perda de valores versus um purismo espiritual, comprimindo o indivíduo de hoje.

Imagine isto em uma criança.

O Brasil não tem tempo em sua arrancada para um novo patamar civilizatório.

Todos devem se enquadrar e buscar rapidamente o seu espaço, não havendo mais oportunidades para reexames das mentes e os corações.

Os tiros, a êsmo, continuarão a ser disparados, "sem explicação" como os inùmeros assassinatos que ocorrem constantemente na sociedade norteamericana, acostumada à neurose capitalista.

Sim, desejamos um Brasil mais calmo, com desenvolvimento, mas com proveito, aproveitamento da vida, compartilhamento do tempo para um usufruto de amor social.

É possível a sociedade do amor? da paz?

"D" preserva o nominho que este menino nos deixa, para não ser mais condenado.

"D" não precisava ter feito isto.

Muitas circunstâncias o levaram a este crime.

Não aceito que um garoto de 10 anos pudesse ter decidido, com malignidade, ter feito este crime, sem se sentir impelido a fazê-lo.

Brasil desenvolvimentista...

Pela primeira vez sinto em minha a vontade de ser saudosista.

Ah, que saudade me dá do Brasil dos anos de 1950/60.

A terra preta de índio, uma das mais férteis do mundo.



Pesquisadores de vários países correm contra o tempo para descobrir como se formou um dos solos mais férteis do mundo: a Terra Preta Arqueológica
Até onde se sabe, os solos de terra preta arqueológica existem principalmente na Amazônia. Extremamente
fértil, a terra preta está derrubando o mito de que os
solos da região são pobres e impróprios para a
agricultura. Utilizada pelo caboclo amazônida que,
por experiência, aprendeu que se plantando em
terra preta tudo dá, pesquisadores do Brasil, da
Europa, Estados Unidos e América Latina se debruçam
 em sítios arqueológicos para tentar descobrir como
esse tipo de solo se formou. A descoberta significa
uma revolução: é a chave do desenvolvimento da
agricultura sustentável nos trópicos.
Há mais de 100 anos, cientistas registraram a
ocorrência da Terra Preta Arqueológica (TPA) e
constataram a elevada fertilidade desses solos.
No entanto, pouco se sabe sobre as terras pretas,
 e as informações estão restritas a um grupo de
cerca de 20 pesquisadores que se dedicam ao
assunto. As populações ribeirinhas provaram na
prática, o que os estudiosos descobriram através
de pesquisas: agricultores utilizam a terra preta há
muito tempo para o cultivo de subsistência,
sem qualquer prática de manejo e o solo
continua fértil.
COMPOSIÇÃO....................................................................

A Terra Preta Arqueológica - também chamada de Terra

 Preta de Índio ou simplesmente Terra Preta -
tem essa denominação porque é encontrada
em sítios arqueológicos, onde viveram grupos
pré-históricos. Por isso, há grande quantidade
de material deixado por esses grupos indígenas
 como fragmentos cerâmicos, carvão e artefatos
 líticos (de pedra). Normalmente, o material arqueológico
 é bem diversificado, o que leva a crer que grupos
 culturais distintos habitaram um mesmo local.
As áreas com Terra Preta Arqueológica são encontradas
 sobre os mais diversos tipos de solos e
normalmente se localizam em terra firme, próximas
 às margens de rios, em locais bem drenados.
A TPA pode ser identificada por sua cor escura,
resultado da concentração de substâncias
orgânicas depositadas no solo que apresentam altos
teores de cálcio, carbono, magnésio, manganês,
fósforo e zinco, elementos que tornam a terra fértil.

As áreas de terra preta são consideradas pequenas,

medem de 2 a 3 hectares, mas há exceções, como
no caso da Estação Científica Ferreira Penna, no
coração da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA), onde
se pode encontrar terras pretas numa extensão com
mais de 100 ha. A camada de TPA, possui em média
40 a 60 cm, mas pode atingir até 2 m de profundidade.
Apesar da grande quantidade de sítios arqueológicos
 já conhecidos, não se tem um mapeamento de
todas as ocorrências de TPA na Amazônia. A estimativa
é que ocorram centenas de sítios espalhados pela
região. Somente em Caxiuanã, foram descobertos
28 sítios arqueológicos com terra preta.
A Terra Preta Arqueológica tem coloração mais escura devido à grande concentração de material orgânico
HIPÓTESES..........................................................................
Pesquisadores estimam que um centímetro de terra
preta leve pelo menos 10 anos para se formar, no entanto,
não existem pesquisas que comprovem as datas de
formação da TPA. Em Caxiuanã, apenas um sítio
arqueológico foi datado e a estimativa é que tenha
de 300 a 700 anos de existência. Mas se ainda
pairam divergências sobre a terra preta, a maior, sem
dúvida é quanto a sua formação. Até meados do
século passado, estudiosos do assunto entendiam que
a TPA teria se originado de eventos geológicos,
cinzas vulcânicas, decomposição de rochas vulcânicas
ou a partir de sedimentos depositados nos fundos de
lagos extintos.
Dados mais recentes apontam que a TPA teria
origem antrópica, ou seja, seria resultado de
antigos assentamentos indígenas. As evidências da
passagem do ser humano por essas áreas são os
próprios elementos que faziam parte do cotidiano dos
povos pré-históricos da Amazônia. A matéria orgânica
que formou a TPA é composta principalmente por folhas
que serviam para a cobertura de casas, além de
sementes, cipós e restos de animais (ossos,
carapaças, conchas, fezes, urina, etc.).
Essa é a tese da geoarqueóloga Dirse Kern
do Museu Paraense Emílio Goeldi, que estuda a
TPA desde 1986. Ela defende que a matéria
orgânica foi depositada no solo de forma não
intencional, mas como prática cultural do povo
que habitou determinada área e colocava material
orgânico em locais específicos. Segundo a
pesquisadora, a alta fertilidade desses solos
se deve ao acúmulo de material orgânico depositado
na aldeia indígena na pré-história. Esse material era
de certa forma selecionado, proveniente tanto
de fontes orgânicas de origem vegetal como
animal, e a quantidade dependia do tempo de
ocupação da aldeia e do número de indivíduos.
O resultado desse "composto orgânico" são solos
férteis que apresentam matéria orgânica estável,
formando microecossistemas próprios, que se
auto-sustentam e não conseguem se decompor,
por isso, não exaurem facilmente.
A pedóloga (estudiosa de solos), Maria de Lourdes
Ruivo, também do Museu Goeldi, faz parte da
equipe que estuda terras pretas. Segundo ela, a
topografia e as características biológicas do solo
são fatores importantes para explicar a composição
da TPA. Com doutorado em solos, Ruivo explica que
as terras pretas ficam em sua grande maioria
nas partes elevadas o que poderia facilitar a
transformação da matéria orgânica em nutrientes
minerais que são incorporados ao solo. A pesquisadora
afirma que as terras pretas possuem altos
teores de substâncias húmicas, responsáveis pela
nutrição e agregação dos solos, o que explicaria, em
parte, a fertilidade da TPA. "Alguns microorganismos
podem sintetizar as substâncias húmicas de forma
diferente dos demais solos adjacentes", afirma Ruivo.
Daí a necessidade, segundo ela, de se estudar todos
os tipos de vida que fazem parte do solo e ainda a
fauna que habita o sítio e o entorno dessas áreas e
que, de alguma forma, possam ter contribuído para a
formação dos solos.
Uma outra hipótese, levantada recentemente e
discutida durante o congresso de arqueologia
realizado em setembro do ano passado no Rio
de Janeiro, refere-se à formação da TPA como
resultado da incorporação intencional de nutrientes
no solo (plaggen epipedon) através de práticas
de manejo como queimadas, que objetivavam
a produção agrícola. Essa tese não é bem
aceita pela comunidade científica, uma vez que a
abundância de terras e o hábito errante das
populações pré-históricas levam a crer que os indígenas
não se preocupavam em enriquecer o solo para
plantar,mas buscavam novos locais.

PERSPECTIVAS...................................................................
Com o crescente interesse dos pesquisadores em
estudar a terra preta arqueológica, está sendo
preparado um workshop para discutir o assunto.
O evento tem início em Manaus (AM), em julho
deste ano. Os participantes vão apresentar trabalhos
e trocar experiências a bordo de um barco que vai
descer o rio Amazonas e parar às proximidades de
três sítios arqueológicos. A viagem continua até
chegar em Santarém (PA) onde mais sítios serão
visitados.
Aprovado em novembro do ano passado pelo Programa
Norte de Pesquisa e Graduação (PNOPG), com
duração de dois anos, o projeto "Processos de
formação de solos com Terra Preta Arqueológica
na Amazônia" vai pesquisar a gênese dos solos
com Terra Preta Arqueológica na Amazônia. O estudo
também vai investigar quais os vegetais que hoje são
utilizados pelas populações ribeirinhas e se
contribuíram para a formação da TPA. Esses vegetais
podem ser os mesmos utilizados pelas
populações pré-históricas para cobertura de casas,
fabrico de esteiras, entre outras utilidades.
O projeto é coordenado por Dirse Kern e
envolve vários pesquisadores do Museu Emílio
Goeldi e de diversas instituições.
Há muito o que se discutir sobre Terra Preta
Arqueológica. A questão central ainda não
conseguiu ser respondida: Como se
formaram? Os pesquisadores sabem a importância
dessa descoberta, pois reproduzir a TPA pode
significar um grande salto para o desenvolvimento
da agricultura na região.
Para obter mais informações sobre Terra Preta
Arqueológica, basta visitar o website sobre o assunto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Milhares de trabalhadores dos Correios protestam em todo país



A mídia só passa a versão do presidente da empresa.

A rua é o lugar onde o trabalhador consegue ser ouvido.

A praça é do povo assim como o céu é do avião.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

COMPRAR, JOGAR FORA, COMPRAR A história secreta da OBSOLESCÊNCIA PROGR...



O capitalismo está reduzindo a vida útil dos produtos para aumentar o consumo, desde o fim da Segunda Guerra .

Encontram formas de impedir o conserto dos aparelhos eletrônicos aumentando o preço das peças de reposição, quando existem, e dos produtos em geral.

Com isto poluem o meio ambiente de forma ainda maior.

Diminuição da pobreza - última pesquisa(2004/2009)

Retirei de estudos do IPEA  O aumento do salário minimo e as políticas de transferências de rendas, resultaram em diminuição seignificativa da pobreza no país. O documento é extenso mas vale a pena ler. Se achar maçante, vá pra as conclusões finais.
MUDANÇAS RECENTES
NA POBREZA BRASILEIRA
15 de setembro de 2011

Comunicados do Ipea
O objetivo deste Comunicado* é analisar as mudanças substantivas e recentes na pobreza brasileira, tendo como foco as transformações ocasionadas pela evolução da distribuição da renda. No período 2004-2009, a desigualdade na distribuição de renda entre os brasileiros, medida pelo coeficiente de Gini, diminuiu 5,6% e a renda média real subiu 28%. Essa evolução na distribuição de renda foi, em grande parte, motivada pelo crescimento econômico e a geração de empregos. Também contribuíram as mudanças demográficas e o lento aumento da escolaridade da população adulta. Mas a grande novidade foi a transformação da política social em protagonista dos processos de mudança, por meio dos aumentos reais do salário mínimo, e da expansão das tansferências focalizadas de renda. Nesse intervalo de tempo, a parcela da população brasileira vivendo em famílias com renda mensal igual ou maior do que um salário mínimo per capita subiu de 29% para 42%, passando de 51,3 a 77,9 milhões de pessoas. Mas, em 2009, a despeito do ganho de bem-estar do período, ainda havia 107 milhões de brasileiros vivendo com menos do que R$ 465 per capita mensais. Usando os valores que definiam a elegibilidade para os benefícios do Programa Bolsa Família (PBF) ao ser criado2, essas pessoas podem ser divididas em três estratos de renda: os extremamente pobres, que , em 2009, tinham renda até R$ 67 mensais; os pobres, com renda entre R$ 67 e R$ 134; e os vulneráveis, com renda entre R$ 134 e R$ 465. A população nas faixas de renda extremamente pobre, pobre, e vulnerável decresceu em tamanho absoluto. O estrato pobre foi o que mais se reduziu em número de pessoas, mas a maior redução relativa foi a dos extremamente pobres. Todavia, devem-se evitar considerações dogmáticas sobre os números de pessoas em cada faixa de renda. As estimativas estão condicionadas à forma e ao período de captação da renda pela pesquisa, dependendo também da projeção de população usada para expandir a amostra e de uma série de decisões que devem ser feitas pelos pesquisadores para extrair e trabalhar os dados. A porcentagem da população em cada faixa de renda é um número mais confiável, pois geralmente não é afetada por esses fatores. A diminuição do tamanho dos três estratos de baixa renda implica mobilidade ascendente. No período, ao menos 18,3 milhões de pessoas tornaram-se não pobres, ascendendo desses estratos para a faixa de um salário mínimo per capita, que aumentou 26,6 milhões. Os outros 8,3 milhões representam a diferença entre os totais de população, mas nem todos os nascidos de 2004 a 2009 eram não pobres. Logo, parte da diferença é constituída por pessoas que ascenderam e foram substituídas nos estratos de baixa renda por não pobres que descenderam. Isso chama atenção à importância de não criar representações fixas da população nas diferentes faixas de renda. Parte dos extremamente pobres, por exemplo, provavelmente viveu a situação de forma crônica. Outra parte foi constituída por pessoas que estiveram nessa situação temporariamente3 uma ou mais vezes ao longo do período. A composição da renda média dos estratos pobre e extremamente pobre mudou substancialmente. O aumento real do salário mínimo garantiu que famílias com pessoas que o recebem como renda do trabalho, da previdência ou assistência social ficassem entre as pobres ou entre as vulneráveis, fazendo cair a participação das fontes de renda de valor igual ou superior ao mínimo para a média dos extremamente pobres. Em 2009, tornou-se altamente improvável encontrar um recebedor de salário mínimo em família extremamente pobre. No extremo oposto da
distribuição, quase toda a renda dos não pobres provém do trabalho ou da previdência social de mais de um salário mínimo. A renda do núcleo remanescente de extremamente pobres passou a ser quase integralmente
composta pela renda do trabalho remunerado a menos de um salário mínimo e pelas transferências do PBF. Essas, de 2004 a 2009, passam de 15% a 39% da média do estrato. As transferências do PBF também ganharam peso na composição da renda dos pobres. E embora seu peso na renda média dos vulneráveis seja pequeno – dada a disparidade entre a média do estrato e a dos benefícios  A ausência de dados adequados faz com que só seja possível estimar o tamanho do fluxo ascendente impulsionado pelas mudanças estruturais na distribuição de renda. Há indícios dos fluxos de mobilidade de circulação na distribuição, podem ter sido a razão da ascensão de famílias pobres com outras fontes de renda ao estrato vulnerável. As mudanças na composição da População em Idade Ativa4 dos estratos de renda são consonantes com as mudanças na composição da renda. A PIA dos não pobres e a dos vulneráveis praticamente não tiveram alteradas suas composições por categorias, tampouco seu tamanho relativo à população do estrato. A parcela de desocupados e inativos na PIA dos extremamente pobres, contudo, passou de 42% a 51%, aumento compensado pela redução da porcentagem de todas as categorias de ocupados, ao mesmo tempo em que a PIA aumentava como porcentagem da população do estrato. Em menor magnitude e sem aumento relativo da PIA, o aumento de desocupados e inativos também ocorreu na PIA pobre a expensas das demais categorias, exceto a dos empregados informais. As mudanças na composição da renda e da PIA dos estratos sugerem que quem estava ocupado ou conseguiu um emprego formal no início do período 2004-2009 escapou da extrema pobreza, ou talvez da pobreza, ou da vulnerabilidade “sem sair do lugar”, apenas pela elevação da
renda do trabalho, o mesmo tendo ocorrido para os beneficiários da previdência e da assistência social que recebiam salário mínimo. Excetuando os produtores agrícolas, as demais categorias de de renda, mas não é possível estimar sua intensidade.  Neste trabalho foi usada uma definição de PIA mais restrita que a usual: 16 a 64 anos de idade, excluindo as pessoas de 16 a 24 que estudavam. Ocupados beneficiaram-se dos aumentos da renda do trabalho, diminuindo sua concentração nos extremamente pobres. Esses movimentos fizeram que, no período 2004-2009, a extrema pobreza, principalmente, e a pobreza se tornassem cada vez menos determinadas pelo baixo valor dos rendimentos dos membros da família e cada vez mais devido à desconexão com o mercado de trabalho – daí a elevação da porcentagem de desocupados e inativos – ou ao não recebimento de transferências da previdência social ou BPC. Muitas famílias dos estratos pobres têm renda do PBF, mas os baixos
valores médios transferidos impedem que o PBF promova a ascensão da família sem que haja conexão com o mercado de trabalho ou outras transferências. Famílias que recebem o PBF mas não contam com outras rendas permanecem na extrema pobreza. O fato de a proteção social ser quase integralmente efetiva para os idosos contra a pobreza por insuficiência de renda e de as transferências do PBF aumentarem em função da presença de crianças e jovens provocou mudanças na estrutura etária dos estratos de renda. Os idosos tornaram-se ainda mais concentrados entre os vulneráveis e os não pobres, graças à vinculação do piso da previdência e do BPC ao salário mínimo. E os benefícios do PBF retiraram mais famílias com crianças da extrema pobreza, aumentando a porcentagem de famílias sem crianças para um quarto das famílias extremamente pobres.
Ao levar, em maior proporção, famílias com crianças da extrema pobreza para a pobreza, a mobilidade induzida pela política social diminuiu a concentração anterior das crianças entre os extremamente pobres, e fez convergir o perfil etário dos pobres e dos extremamente pobres. As famílias com quatro ou mais crianças de 0 a 14 anos foram o tipo que mais teve reduzida sua porcentagem entre os extremamente pobres, passando a ser ligeiramente mais concentrado nos pobres (embora um quarto delas permaneça extremamente pobre). Essas famílias são poucas em número e sua situação de pobreza extrema é agravada pela presença de muitas crianças. As outras famílias com crianças tornaram-se mais concentradas nos vulneráveis e o fato das famílias grandes não as terem acompanhado pode, em parte, se dever ao limite de três benefícios variáveis do PBF5. Porém, as crianças continuam a ser o grupo etário mais representado na pobreza e na pobreza extrema. Um aspecto da pobreza que não mudou foi sua distribuição espacial. A divisão do país segundo as macrorregiões, em áreas urbanas e rurais e o tamanho médio dos municípios revelam a mesma concentração da pobreza nacional nos pequenos municípios do Nordeste. Nas zonas rurais dos municípios pequenos do Nordeste, além de a incidência  O aumento deste limite para cinco crianças foi anunciado em 02 de junho de 2011. A pobreza ser maior, está grande parcela da pobreza brasileira. As áreas urbanas desses municípios, embora em menor grau, se destacam pelos mesmos motivos. Portanto, a ênfase nos municípios pequenos do Nordeste pode conferir maior efetividade à política de combate à pobreza. As outras áreas destacadas dividem-se em dois grupos. Nas zonas urbanas do Sudeste e dos grandes municípios nordestinos, a incidência da pobreza extrema não é alta, mas a grande concentração da população brasileira nestas faz que uma parte substantiva dos extremamente pobres nelas se concentre. Já nos municípios pequenos do Norte e nas zonas rurais dos grandes municípios do Nordeste, a incidência é elevada, mas não o peso da população extremamente pobre local no total nacional. Secundária à atuação nos pequenos municípios do Nordeste, a atuação no primeiro grupo de municípios em detrimento do segundo garantiria maior efetividade na redução da pobreza extrema no Brasil; a intervenção no segundo em detrimento do primeiro garantiria a diminuição de regiões com pobreza extrema muito acima da média nacional. As mudanças na composição da renda, na PIA, e na estrutura etária homogeneizaram os tipos de famílias pobres e extremamente pobres. Embora várias características possam ser escolhidas para embasar a definição de alguns tipos ideais de famílias em pobreza e em pobreza extrema, o objetivo de subsidiar a atuação da política social permite limitar o escopo. De um lado, a prestação de serviços sociais e parte das transferências de renda são condicionadas pela idade dos beneficiários, além de a elegibilidade para recebê-las ser influenciada pelo tamanho do grupo doméstico, o que torna relevante a composição demográfica destes. Por outro lado, as conexões das famílias com as fontes de renda definem grupos cujos percursos para a emancipação duradoura da pobreza e da extrema pobreza serão diferentes, conferindo importância à situação da população em idade ativa (PIA) das famílias. Com isso, foram conduzidas análises exploratórias com técnicas estatísticas de agrupamento das observações em função da sua proximidade no espaço multidimensional, definido pelas características de interesse – representadas pelos indicadores deste perfil. Os melhores resultados em termos da homogeneidade e da diferenciação entre estratos dos grupos obtidos foram da aplicação ora das características das famílias (tipo de núcleo e tamanho decomposto por faixas etárias), ora das características da PIA, mas não de ambas. Em outras palavras, famílias homogêneas nas PIA eram heterogêneas nas características demográficas e vice-versa. Em face à ênfase da política de combate à pobreza e à pobreza extrema no resgate das famílias via inserção no mercado de trabalho, optou-se por caracterizá-las em função das conexões na PIA familiar à renda do trabalho. Embora as técnicas estatísticas supramencionadas forneçam grupos para os quais a participação das famílias é probabilística, a partir das informações geradas e de investigações adicionais sobre a base de dados, foram criados três tipos mutuamente exclusivos de famílias:
1. famílias com conexão agrícola: ao menos metade da PIA familiar ocupada (desconsiderando desocupados e inativos) se enquadra na categoria de produtores agrícolas. A classificação nesta categoria tem prioridade sobre as demais. As famílias de conexão agrícola são bem representadas pelos agricultores familiares, cujos principais obstáculos à emancipação
produtiva são, pela ordem, o pequeno tamanho de suas terras e a disponibilidade de insumos, especialmente de água, de assistência técnica e a venda da produção.
2. famílias com conexão precária: a PIA familiar ocupada é composta por pessoas que se enquadram nas categorias empreendedores e empregados informais. As famílias de conexão precária são as dos empregados sem carteira e dos que na falta de emprego tornam-se autônomos, montando um negócio informal, prestando serviços ou fazendo biscates. Têm grandes chances de, no caso de qualquer choque como a perda do emprego informal do principal provedor de renda ou uma doença que acometa um membro que trabalhe como
autônomo, virem a se tornar famílias sem conexão à renda do trabalho. Sua situação seria mais grave caso não conte com conexões a outras fontes de renda, em particular as da previdência e da assistência social.
3. famílias sem conexão: são famílias em que ninguém está ocupado, a PIA é integralmente composta por pessoas procurando trabalho e por inativos.
As famílias que não se enquadram em nenhum dos três tipos são classificadas na categoria residual outras famílias, e têm ao menos uma conexão forte ao mercado de trabalho mediante membro empregador ou empregado formal.  Quase toda a população extremamente pobre e mais de três quartos da população pobre estão em uma das famílias típicas, contra menos da metade e por volta de um quarto nos estratos de renda média mais alta. A tabela apresenta alguns indicadores de características dos tipos de família por estratos de renda. As outras famílias são o único tipo associado ao pertencimento ao estrato não pobre e negativamente associado ao pertencimento a todos os demais estratos. A frequência de pessoas dessas famílias em pobreza extrema, em pobreza e em vulnerabilidade é menor do que a esperada se não existisse associação entre o tipo de família e a renda. No caso da pobreza extrema, a frequência de pessoas em outras famílias que não as três típicas (265 mil) é apenas 5% da esperada. Em contraposição, as famílias com conexão agrícola são o tipo mais associado à pobreza extrema – na qual a frequência é quatro vezes maior que a esperada – e com a pobreza – frequência 2,4 vezes maior do que a esperada. O segundo tipo associado à pobreza extrema – frequência 3,6
vezes maior do que a esperada – e à pobreza – frequência 1,3 vezes maior que a esperada – é o das famílias sem conexão. Já as famílias com conexão precária estão mais intensamente associadas à pobreza do que à extrema pobreza e também estão positivamente associadas ao pertencimento ao
estrato vulnerável. Além da caracterização que os três tipos fazem da pobreza extrema e da pobreza, dentro desses e dos outros estratos essas famílias têm renda média menor do que a das outras famílias. Conforme o esperado, nas famílias em que a PIA tem conexão precária ou agrícola à renda do
trabalho, bem como nas outras famílias, a maior parte da renda média é composta pelo trabalho. As famílias sem conexão têm uma pequena parte de sua renda devida ao trabalho de membros não considerados PIA neste perfil, crianças de 10 a 15 anos, estudantes de 16 a 24 anos e pessoas de 65
anos ou mais. Do ponto de vista da composição da renda média, a diferença mais marcante é o peso mais elevado da renda da previdência e da assistência social e do PBF para as famílias sem conexão. As extremamente pobres têm 61% de sua renda composta de transferências do PBF, enquanto as
famílias vulneráveis e as não pobres têm na previdência e na assistência social mais de 70% de sua renda. O principal fator de estratificação social das famílias sem conexão ao mercado de trabalho é, portanto, a modalidade de conexão às transferências da política social: se a conexão é via PBF, a
família provavelmente, em termos estatísticos, será pobre ou extremamente pobre, se via benefícios atrelados ao mínimo ou de valor superior, provavelmente estará entre os vulneráveis ou entre os não pobres.
Embora a renda do PBF seja mais importante para a composição na renda das famílias sem conexão à renda do trabalho, a cobertura das pessoas em famílias de conexão agrícola pelo PBF é bem maior em todos os estratos. Exceto entre os extremamente pobres, as famílias de conexão agrícola são aquelas para as quais as transferências do PBF são mais importantes na composição da
renda média.  Essa cobertura é subestimada na PNAD, por conseguinte, as porcentagens reais devem ser maiores. Sobre a subestimação dos beneficiários de Políticas Sociais pela PNAD em relação aos registros administrativos, ver SOUZA, P.H. G. F. Uma metodologia para decompor diferenças entre dados administrativos e pesquisas amostrais, com aplicação para o Programa Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada na PNAD. Texto para Discussão n. 1517. Brasília: Ipea, 2010.


Considerações finais


As principais mudanças no perfil da pobreza brasileira no período 2004-2009 foram direta ou indiretamente relacionadas à elevação do bem-estar na dimensão representada pela renda domiciliar per capita, pois, em outras dimensões, a evolução não teve a mesma intensidade. A política social teve papel central nessas mudanças, por meio dos aumentos reais do salário mínimo e da expansão da cobertura e do valor das transferências focalizadas de renda.
A cobertura quase integral dos idosos por transferências da previdência e da assistência social com benefícios de piso atrelado ao salário mínimo tornou-se, para eles e para os membros de seu grupo doméstico, um seguro contra a pobreza extrema, ou mesmo contra a pobreza. E os benefícios do PBF vinculados à presença de crianças e jovens foram, para várias famílias, a
complementação para que escapassem da extrema pobreza ou da pobreza, situações nas quais permaneceriam se tivessem que contar apenas com a renda de seus membros ativos. Embora relativamente mais famílias com crianças tenham passado para o estrato acima, as crianças continuam a ser o grupo etário mais representado na pobreza e na pobreza extrema. Não obstante a importância da política social, sem o crescimento e a geração recorde de empregos formais o aumento real do salário mínimo teria menos efeitos distributivos. O crescimento da cobertura da previdência e do BPC teriam sido relativamente mais onerosos em relação à arrecadação e o PBF teria sido menos efetivo, uma vez que a ascensão social só é possível para famílias beneficiárias que têm outra fonte de renda. No período 2004-2009, a mudança estrutural na distribuição da renda que provocou a melhoria global de bem-estar foi o crescimento com distribuição via inclusão no mercado de trabalho. Por meio dos empregos formais criados no período, conjugados ao aumento do mínimo e à melhor remuneração de todos os ocupados, é que a pobreza extrema e a pobreza decresceram. Em segundo lugar em importância na redução da pobreza vieram as transferências da previdência e da assistência social – mais especificamente, do BPC. O PBF só pôde tirar dos estratos mais baixos famílias que tinham algum membro conectado ao mercado de trabalho à previdência ou beneficiário
do BPC.