domingo, 31 de julho de 2011

A democracia brasileira tem poder para julgar o Comandante do Exército?

Esta é uma questão difícil de se responder, porque a democracia brasileira, conquistada nas ruas pelo povo brasileiro, ainda que as novas gerações não saibam, realizou-se através de uma estratégia de recuo estabelecida pelo General Golberi, no sentido de proteger  a corporação de qualquer ataque posterior.

Alguém sabe dos documentos sobre as prisões, onde se saberia das torturas realizadas na época, e mesmo das mortes, explicadas como desaparecimentos, ou fugas que redundaram em morte?

Segundo o Ministro Nelson Jobin, eleitor confesso de Serra, mas Ministro da  Dilma(sic), eles não existem mais. 

Acredito neste fato, simplesmente por aceitar que ninguém deixará provas de sua barbárie. Seria uma grande ingenuidade, ou burrice. Como nenhuma coisa nem outra, faz parte das Forças Armadas, penso que estes documentos já foram queimados, viraram pó, como tudo.

Com o desaparecimento da oposição ao Governo, a mídia passou a fazer este papel auxiliar, enveredando-se ora em requentar fatos antigos, ora em criar fatos novos dando-lhes novas dimensões.

O tema é o de sempre: procurar vincular o Governo à corrupção, e à partir daí gerar uma crise, e incentivar a paralisação da gestão Dilma.

Foi sob esta batuta que ocorreu o Golpe Militar de 1964, isto é, contra o comunismo e a corrupção. Vivíamos, na época, sob um mundo ainda bipolarizado entre a URSS e os EUA, mais a sombra do Macartismo ainda muito presente, gerando ambiente de desconfiança e perseguição.

As Forças Armadas tornaram-se na época o baluarte desta luta.

Por isso, agora, é até um certo ponto surrealista ver a caça voltar-se contra o caçador. 

É inimaginável pensar-se que o Exército brasileiro esteja envolvido em corrupção, mas os fatos apontam para um Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri,  e sete Generais investigados pela Procuradoria-Geral da Justiça Militar por suspeita de participarem de fraudes em obras do Exército, como aponta reportagem deste domingo da Folha.

Esta é uma investigação que já vinha sendo feita há algum tempo, mas pegou carona nas descobertas de desvios no Ministério dos Transportes, que já provocou a saída de Ministros e diversos secretários.

Há um inquérito aberto com indícios de fraudes em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes apontando desvios da ordem de R$11 milhões. Nos últimos 5 anos, somente no Dnit, que teve toda a diretoria afastada, o Exército recebeu R$ 104 milhões.

Investigações mostram que foram criadas por um Coronel e um Major, 6 empresas para entrar na concorrência do IME(Instituto Militar de Engenharia), com o dinheiro do Dnit.

Cabe perguntar se a Procuradora Geral da Justiça Militar, Sra. Cláudia Luz, terá condições para exercer uma investigação isenta de pressão, afinal os investigados correspondem aos seus superiores, a quem ela deve subordinção.

Tenho a opinião de que a corporação considera que qualquer acusação aos envolvidos, será considerada acusação a todas as Forças Armadas, pelos seu passado considerado incorrupto.

É, mas os tempos são outros, e crimes de corrupção, venham de onde vierem, devem ser investigados à fundo e punidos os culpados, não importando quem sejam.

Este é um bom teste para a nossa jovem democracia, em sua fase popular.

A mídia tem interesse objetivo de colocar as Forças Armadas contra o Governo Dilma.

Por isso está com os holofotes voltados para verificar se o Governo Dilma punirá a corrupção dentro do Exército.

Se punir, o governo poderá sair arranhado dentro da Força, e se não punir, será condescendente com a corrupção, e motivo de desgaste público.

No popular: Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come

De qualquer forma, será um bom teste democrático para o Brasil, que isentou os torturadores com a anistia irrestrita, e tem uma cumbuca onde ninguém põe a mão até hoje.

Só que corrupção também existia no período ditatorial, apenas não eram divulgada, mas que havia também havia.

A diferença é que hoje há liberdade de expressão, que gera a nossa indignação. Antes não se gerava nada, só mêdo.


sábado, 30 de julho de 2011

Animação "O Matuto no cinema" de Jessier Quirino



O matuto sabe que o cinema internacioná está cheio de enrolação. O cordel brasileiro é a crítica ao "num sei que lá".

Faxina só depois de 2014

Não adianta querer destituir Ricardo Teixeira da presidência da CBF. Ele está com apoio internacional, do governo, das federações de esporte

Não adianta desejar impugnar a construção dos estádios por usarem verbas públicas, nosso dinheiro.

Não adiante sonhar com a demissão do Mano, apesar dele só convocar apadrinhados mal escolhidos e inibir a todos com seu temperamento linfático.

Por enquanto vale apenas o poema/discurso de Rui Barbosa, e depois de 2014, quando o Brasil perder a copa, aí irão caçar as bruxas, não antes.

Escrito 100 anos antes do início da Copa de 2014, tem imensa atualidade, como se nada tivesse mudado em território brasileiro.

Vejo Rui Barbosa na tribuna do Senado nos dias de hoje?

SINTO VERGONHA DE MIM

Autoria: RUI BARBOSA
Discurso feito no Senado Federal
em 14 de dezembro de 1914.


Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
 

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.


Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.


Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...


Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.


Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!

"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".


À partir de 2014 toda esta canalha que utiliza do dinheiro público para seu uso particular, em nome da seleção, ou de qualquer outro objetivo, como desculpa, estará mais vulnerável.

Agora não, pois é hora deles  recolherem os espólios dos contratos, e se enriquecerem na noite brasileira.

Sandy cada vez mais à vontade

A declaração de Sandy de que seja possível ter prazer anal, em uma relação sexual, rompe com aquela menininha que cantava "Maria Chiquinha", e depois, crescendo manteve uma imagem de pureza, beleza, acrescida de bela voz.

Quando ela e o Júnior separaram-se, esta imagem foi sendo desconstruída, e ambos desapareceram da mídia. Foi apenas coincidência?

Creio que não.

Não defendo que uma relação sexual deva ser feita sem tirar a ceroula, mas também penso que devam existir limites nestas relações, pautadas no direito natural, e na concordância das partes.

Nada deve ser feito que contrarie aquilo para o qual a natureza programou, e nada deve ser feito se uma das partes não desejar.

A relação sexual, não deve ser um fim, mas a plena realização do amor, que se expressa desde um pequeno gesto, até o  carinho máximo.

Estes dias assistindo ao "Papo Calcinha" no Multishow, deparei-me com quatro mulheres se divertindo por situações em que, na hora do vamos ver, o homem não estava excitado. Lógico, a mulher não tem que provar estar excitada, basta fingir. Pesquisas mostram que muitas mantém relações sexuais sem se excitarem de verdade, mas atendendo aos solavancos, e parecendo estar em orgasmo

Deram muitas risadas daqueles pobres coitados, desmoralizados sobre a cama com seus membros adormecidos.

Aí está a diferença!

Falta o amor.

Onde existe o amor, o sexo não é visto como uma relação separada, e portanto,  a questão da impotência não se coloca.

"Basta amar", como diz Santa Teresa D'Ávila 

Só que este amor é muito maior que uma discussão de sexo.

Transcende a toda esta banalização da vida.

Sandy, vamos deixar cada órgão cumprir suas funções específicas.

Que tal?

Estão escondendo erros na cirurgia de Luiz Fabiano ?

Meus 13 anos de pastoral da saúde me arriscam dizer que a cirurgia de Luiz Fabiano teve um ingrediente de erro grave.

O não fechamento dos pontos bem pode ser um problema de contaminação de bactéria hospitalar, que impede a cicatrização.

Se for este o caso, Luiz Fabiano estará sob forte ação de antibióticos, e nem exercício poderá fazer.

A plástica, neste caso não resolverá o problema, mas deixará a inflamação escondida, o que é pior.

Digo que um mês, como está o jornal falando é muito pouco. Conheço pessoas que passaram anos lutando contra bactérias que provocaram inflamação.

A carreira do atleta pode estar em risco, pois sua idade já é avançada para uma recuperação de médio a longo prazo.

Vamos rezar para que não seja o píor e ele volte logo aos estádios.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Causa da queda do avião 447 da Air France reflete falta de treinamento

Por incrível que pareça, mesmo com a perda dos dados de velocidade, os pilotos do Air Bus não tinham treinamento para terem o comando do aparelho sem o automático em grandes alturas.

Ao perderem informação sobre a velocidade, a reação foi subir o avião, que era exatamente a opção errada, que deveria ser a de baixar o bico do aparelho, e depois estabilizá-lo.

Mas não existia nenhum manual de operação para situações sem o automático, em grandes alturas.

Uma outra questão é a da desaceleração das turbinas em decorrência da não informação da velocidade, que fez o avião ir caindo. Pela altura do mesmo, haveria a possibilidade de religar as turbinas, pois haveria uns 17 minutos de planagem. O co-piloto, entretanto, ao levantar o bico do avião, reduziu esta possibilidade, provocando uma queda ainda mais rápida.

É de se supor que não soubessem que o avião caía? Provavelmente poderia ser identificada a diminuição do giro das turbinas, caso se desligasse o sistema integrado de computação. Como o piloto estava descansando quando tudo isto aconteceu, pode-se agregar a parcela de falha humana também aí, pois provavelmente ele daria uma solução melhor ao problema, se estivesse desde o início presente. 

O avião espatifou-se no oceano Atlântico, a uma velocidade menor de 200 km/h. e os passageiros não foram informados de nada.

Quem vai restituir as vidas guardadas no fundo do mar?

É incrível como o ser humano cria engenhocas cada vez mais avançadas, mas não consegue pensar em como devem ser utilizadas, estas novas tecnologias. São incapazes de pensar uma sequência completa de ações de treinamento que previna situações dee risco em grandes altitudes.

É óbvio que a falta de treinamento está ligada ao fabricante, que deveria montar um manual com especificações detalhadas para diversas situações.

Creio que a Air France tem menos responsabilidade no caso.

Menos os copilotos, e o comandante, embora a caixa mostre que o mesmo estava descansando, o que é anormal, e não corresponde à responsabilidade do cargo.
O piloto tem responsabilidade pela ausência, em pleno vôo.
Vivo de treinamento há décadas, e muitas vezes fico desconsolado com o descaso que fazem da necessidade de treinamento para todos em todas as situações.

A autossuficiência é uma inibidora que impede uma maior formação das pessoas.

Então continuaremos a assistir estas desgraças, infelizmente.

São os aspectos de irracionalidade na racionalidade humana.

Aqui é uma empresa privada, diz vigilante da linha amarela

Parabéns Dr. Geraldo Alkmin, a linha amarela do Metrô está amarelando.

É uma verdadeira porcaria.

O afã de privtização de tudo está fazendo o metrô de São Paulo ficar um lixo.

O trem muito bonitinho., portinhas que separam os passageiros da porta da composição, bancos com designe moderno, vagões que se interligam.  Que belo!

A coisa pega, ao descer na consolação, para pegar o metro da Paulista em direção ao Paraíso.

É uma caminhada imensa por corredores intermináveis, e lotados de pessoas.

Quando você pensa que os corredores terminaram aí surge uma esteira  móvel para facilitar a caminhada, porque criaram tudo muito, muito distante.

Só que a esteira tem a velocidade quase parando, tipo pré-histórica, com os transeuntes continuando a andar sobre a esteira móvel. É mole?

E outros optam pelo corredor sem esteira, porque é mais rápido.

Aqui Gerarda!

Vou me lembrar desta grande sacanagem privatista.

Porque não fazem então um concurso de caminhada, de corrida, de pedestrianismo, pois é melhor do que esta falta de inteligência que fizeram.

Burros!

Vocês são os "sem arquitetura" os "sem engenharia", os vendilhões do patrimônio público.

O metrô que deveria ser um transporte que facilitaria a vida dos passageiros, está se transformando num corredor subterrâneo de pedestres, entre trens que passam lotados.

Você nunca foi estuprado(a)?

Não se preocupe, tome qualquer trem do metrô, lá pelas 18 h ou mesmo às 7 h, e quando der por si, será tarde.

O empurra-empurra é tão grande que o deslocamento dentro do vagão é inevitável.

Mas o Geraldinho, o Doutor, vai de helicóptero, não é mesmo?

O pior é a falta de consideração com a população.

Na hora do voto, meu!!!

X




Mídia omite nome de Netinho de Paula para concorrer à Prefeitura de SP


 


Primeiro a mídia assustou-se quando houve a possibilidade concreta de um negão, ainda mais comunista, ser eleito senador pelo estado mais rico da nação.

Tratou logo de desgastá-lo como homófobo, por ter batido em sua ex-esposa.  Até o PSTU, braço esquerdista da direita, utilizou-se deste expediente, durante a campanha para o senado.

Caso mais que requentado, pois ele já havia se reconciliado, e até mesmo a autora da Lei Maria da Penha, se somou em reconhecimento ao cantor, quanto ao seu arrependimento e mudança.

Mas a mídia ficará eternamente agredindo a ex de Netinho, só para desgastá-lo junto à opinião pública, como se ele continuasse a ser violento.

Assim fica mais fácil retirar a imagem que ele deixou de um filho do povo, um sef made man que precisou "se virar" desde a infância para sobreviver.

Depois tornaram uma prestação de serviços na Câmara Municipal, como um desvio de verbas, que não houve. O caso foi arquivado, mas a mídia fará o Netinho desviar verbas eternamente, mesmo que não ocorra.

Quando o negão foi derrotado na eleição para o Senado, houve um alívio em quase todos os midiáticos.

Marta até acusou internamente o PT por ter dado tanta divulgação a ele, elegendo-a de raspão, na última hora.

Quando o PT percebeu que a direita elegeria o seu candidato covarde, que acusava  Netinho sem dizer o seu nome, tratou de descolar nos últimos dias a sua candidata "de esquerda".

Mas 7 milhões de votos não se joga no lixo, como bem desejava a mídia.

O fundão da cidade de São Paulo havia feito sua escolha por Netinho, não a classe média, toda elitista e preconceituosa, mas a juventude da periferia, os pobres, os esquecidos, que viram nele o seu projeto de realização, assim como viram em Lula, nas eleições presidenciais.

Agora aproximando-se os arranjos para o lançamento dos candidatos para a Prefeitura de São Paulo, novamente o nome de Netinho foi colocado no Limbo político.

Falam do Chalita, de Serra, Fernandp Haddad, e um sem número de candidatos, mas parece que Netinho nem é candidato. Sequer é relacionado nas reportagens que abordam o assunto.

Bom sinal e mal sinal.

Bom, porque é sinal de mêdo. Sabem que ele pode até não eleger-se, mas certamente será bem votado. E pode eleger-se também, porque a política é a arte do possível. De qualquer forma a eleição do futuro prefeito de Sampa passará por algum acordo com o negão.

Mal sinal porque sabemos que virá chumbo grosso, com o uso de todos os tipos de expediente. Para isso, o candidato deve preparar-se, pois a política é feita de pessoas resistentes e abnegadas.

Boa sorte ao Netinho de Paula nesta empreitada

Al-Qaeda contra tudo alheio ao Islã

Importante ler artigo do superior dos dominicanos sediados no Iraque.

O Iraque, berço do cristianismo, onde se estabeleceram as primeiras comunidades cristãs, em fuga das perseguições que ocorriam em Israel, vê-se quase extinto.

Causa provável: Invasão "evangélica" norteamericana, denegrindo os princípios básicos do cristianismo.

Em decorrência, formou-se um sentimento anticristão com consequências trágicas para os grupos lá estabelecidos.

Descontam nos cristãos, a carnificina que receberam, da invasão do "Império evangélico".


Iraque:
Comentário do padre Amir Jaje, superior dos dominicanos em Bagdá



Quinta-feira, 28 de julho de 2011 (ZENIT.org) – A situação dos cristãos no Iraque é muito difícil. Alguns grupos extremistas querem eliminar a presença deles no país, enquanto outros aproveitam os atos violentos para se enriquecer.


Esse é o comentário do padre Amir Jaje, novo superior dos dominicanos em Bagdá, e vigário provincial de sua ordem no mundo árabe.


O religioso assinala que a “Al-Qaeda quer eliminar tudo que é alheio ao Islã”.


Os cristãos se convertem frequentemente em moeda de troca entre os sunitas e xiitas, ou, como ocorre no norte, entre sunitas e curdos. Estes últimos estariam dispostos a defender os cristãos no vale do Nínive unicamente com o objetivo de dominar este território historicamente sunita.

“Se um dia se chegar a um conflito – afirmou –, seremos nós, os cristãos, a pagar o preço mais alto. Reunir os fiéis em uma área em particular é muito perigoso, porque nos arriscamos a ser completamente eliminados. Os cristãos deveriam estar espalhados por todo o Iraque; de outro modo, o país perderia uma grande riqueza.”

O sacerdote descreve um cenário iraquiano dramático, onde há uma drástica redução do número de padres. Há seis anos, havia cerca de 30. Agora, de rito caldeu, há apenas oito.


“Vivemos em contínua insegurança. Pela manhã, quando saio do convento, não sei se voltarei. Apesar do medo, devemos viver e crer no futuro”, afirmou.


Os dominicanos estão presentes no Iraque há mais de 260 anos. Padre Jaje entrou no seminário de Bagdá com 17 anos. Foi ordenado em 1995. Fez doutorado na França e tinha voltado ao Iraque no dia 22 de outubro de 2010, uma semana antes do trágico atentado contra a igreja no Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


No dia do atentado, era para o religioso estar na igreja, mas foi substituído na última hora. Quando os fiéis e os dois sacerdotes foram tomados como reféns, ele se encontrava no norte do país.


“Foi terrível – ele conta –, a Igreja estava cheia de cadáveres”. O dominicano era muito amigo dos dois sacerdotes assassinados. O mais jovem inclusive era seu primo e tinha apenas 27 anos.


“Quando soube que 58 pessoas tinham morrido, disse que não havia esperança para o Iraque, que nós deveríamos ir embora.”

Nos dias seguintes, estando ao lado dos feridos e das famílias das vítimas, ele entendeu, no entanto, a importância de sua presença. “Eu não tinha o direito de perder a esperança. Se estava vivo, era para realizar uma missão”.

O ateísmo pós contemporâneo, que resulta do fundamentalismo


A insinuação desta comparação é declaradamente provocativa, pois vários exemplos podem ser feitos para as duas partes. Exemplo: Nitsche não acredita em Deus/Gandi acredita em Deus.


Nossa época, reconhecida por muitos teólogos como uma era pós cristã, onde o chamado secularismo (a auto-suficiência do homem, advinda da disponibilidade de bens) e o fundamentalismo (identificação literal dos conteúdos sagrados, sem vincular contextos históricos) arrefeceram muitos de sua fé, é ambiente propício para o crescimento de todos os tipos de ateísmo.

Vivemos a desnecessariedade de Deus, a precariedade de Deus, diante do deus mercado, deus cartão de crédito.

A doença é esquecida, afragilidade é abolida.

A ciência domina os conteúdos dos genes humanos, e reproduz a criação a seu modo.

O deus ciência, se rematerializa sob nova forma, não mais revolucionária, mas mercadológica. Deixo artigo do IG sobre o espaço reivindicado pelos ateus no mundo da pós contemporaneidade.

Secularismo e fundamentalismo retiram Cristo de cena



Ateus fazem campanha para mostrar que são vítimas de preconceito



“Somos a encarnação do mal para grande parte da sociedade”, diz presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA)

Danielle Nordi, iG São Paulo 29/07/2011 06:03


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Ateus fazem campanha para mostrar que são vítimas de preconceito“Somos a encarnação do mal para grande parte da sociedade”, diz presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA)


A campanha era para ser veiculada na parte traseira dos ônibus, mas empresas de São Paulo, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre se recusaram a fazê-lo. A saída foi utilizar outdoors. Pelo menos em Porto Alegre, que desde o começo do mês é a primeira cidade brasileira a exibir uma campanha que defende o ateísmo. As peças da campanha são veiculadas em outdoors
Afinal, o que há de tão problemático com os anúncios? De acordo com Daniel Sottomaior, presidente da organização responsável pela campanha, o que incomoda é o conteúdo. Ele diz que as mensagens foram feitas com o objetivo de conscientizar a população de que o ateísmo pode conviver com outras religiões e não deve ser encarado como uma deficiência moral. “Todos os grupos que sofrem algum tipo de preconceito procuram fazer campanhas educativas para tentar minimizar o problema. Foi o que fizemos”, afirma.


Diante das mensagens veiculadas nos outdoors, as reações foram variadas. “Foram interpretadas como provocação por alguns grupos religiosos. Além disso, muitos acharam de mau gosto ou preconceituoso. Acho que isso foi coisa de quem não entendeu ou não quis entender”, diz. Daniel diz que seu objetivo é mostrar que ser ateu é difícil. “As pessoas ficam chocadas quando você revela que não acredita em um deus. Muitos chegam a perder emprego e, principalmente, amigos”.

Punição


Para o sociólogo americano e estudioso das religiões Phil Zuckerman o ateísmo ainda é fonte de muito preconceito. Segundo ele, ateus sofrem até mesmo perseguições. “Mesmo atualmente, em algumas nações, ser ateu é passível de punição com pena de morte. Nos Estados Unidos existe um forte estigma em ser ateu, principalmente no sul, onde a religiosidade é mais forte”, conta.

No Brasil, um país laico, a intolerância pode aparecer nas situações mais improváveis. A professora da Universidade Federal de Minas Gerais Vera Lucia Menezes de Oliveira e Paiva perdeu um filho de dois anos, atropelado. Diante do sofrimento da família no velório da criança, Vera escutou uma frase que a deixou bastante magoada. “Uma amiga me disse: ‘Quem sabe isso não aconteceu para você aprender a ter fé?’. Isso apenas reforçou minha convicção de que eu não queria acreditar em nenhum deus que pudesse levar o meu filho inocente”, revela.

Apesar de tudo, Vera afirma que não se perturba com comentários acerca de sua escolha. “Acho natural que uma pessoa religiosa queira demonstrar sua fé. Entendo e convivo com pessoas bastante religiosas sem problema algum. Só não gosto quando ficam argumentando sobre o quanto é maravilhoso acreditar em Deus. Tenho direito a ter minha crença pessoal.Ou a falta dela.”

Daniel diz que atitudes como estas, vindas de amigos e familiares, fazem com que ateus não “saiam do armário”. Ele afirma que esta expressão, usada inicialmente para descrever homossexuais que ainda não se assumiram, encaixa-se perfeitamente no momento pelo qual o ateísmo vem passando. “Estamos atrasados uns 30 anos em relação à luta contra o preconceito, se compararmos com homossexuais ou negros. Sou bastante cético, mas tenho a esperança de que possamos alcançar o mesmo patamar daqui a algumas décadas”, revela.

Exagero


Há quem veja afirmações como as dada por Daniel como exagero. O filósofo Luiz Felipe Pondé, professor da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), considera ações como as desenvolvidas pela ATEA como marketing. “O preconceito diminuiu muito, principalmente nos meios universitários e empresariais. Acho a comparação de ateus com negros e homossexuais um exagero. Tem um pouco de marketing aí.”


Pondé admite que muitas pessoas ainda têm dificuldade em enxergar a possibilidade de uma vida sem um deus. “Muitos associam moral pública à religião. Isso também é um absurdo. Pessoas matam umas as outras acreditando ou não em deus. O que acontece é que muitos ateus ficam alardeando coisas assim, mas acho que hoje o cenário já é bem diferente. Sofrer preconceito ficou chique”, afirma.

Apesar de não ser tão enfático, Zuckerman admite que em alguns lugares do mundo o ateísmo não é mais visto como algo depreciativo. “Em muitas sociedades, como no Canadá e na Suíça, ser ateu não tem nada de mais. A Austrália, por exemplo, tem um primeiro-ministro ateu. Cada país tem uma dinâmica diferente.”


quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Religiosidade e o processo de alienação social e político.

Não é necessário muito estudo teológico para saber que a liberdade vivida pelo homem, onde os acontecimentos bons e maus se mesclam, é uma das condições principais da criação. 

Se fosse para o homem nascer programado para realizar todas as ações de sua vida de uma forma pré-definida, de que valeria a criação? Para absolutamente nada.

Deus, quando aparece para Moisés na Sarça ardente diz: "Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi seu grito por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci  a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que mana leite e mel".

Ainda que a palavra de Deus na Bíblia mostre um sem número de situações onde claramente se põe ao lado do homem em sua luta por libertar-se das garras da escravidão e da opressão, vemos várias seitas religiosas retirarem esta característica divina de suas pregações, substituindo por novas formas de dominação.

É o que Marx viria a chamar de ópio do povo, a religião.

Uma forma de fazer as pessoas se acostumarem com suas dificuldades como se fossem naturais, ou como provações enviadas por Deus para nos testar.

Como se consegue desvirtuar o significado das palavras de Deus, a ponto de fazer os fiéis acostumarem-se à submissão e à ordem dos opressores, sem sequer reclamar?

É simples, basta ir substituindo a leitura da Bíblia, pelas pregações dos seus pastores, até se descartar totalmente a palavra lida e meditada. 

Já há alguns anos venho observando as características de um tipo de  fieis de uma igreja que se acha Universal, que passo a compartilhar, para que se entenda melhor este fenômeno de manipulação midiática.

Primeiramente, é preciso isolar o fiel recém convertido da influência e sua antiga crença e de outras crenças que possam atraí-lo.

Por isto, no processo da "conversão"  universal, a raíz dos problemas está no demônio, que entrou na vida do cidadão, por intermédio de outras pessoas, que fizeram algum tipo de "trabalho" para destruí-lo.

É fácil se concluir, que este fiel novo verá nas pessoas ao seu redor, potenciais inimigos dispostos a lhe jogarem alguma mandinga, para conquistar sua riqueza ou por inveja, ou para retirar o marido ou a esposa do casal. Maldades não faltam para se atemorizar.

Assim,  a "conversão" se dará através de um progressivo isolamento, onde a "melhor" saída será envolver-se na igreja e seguir unicamente as suas ordens.

De libertado, o fiel passa a ser fechado, de livre, dependente.

Para isto, é preciso que a igreja encontre formas de intervir em todas as dimensões do dia a dia do fiel, ocupando-lhe o seu tempo integralmente para que não consiga mais dicernir quem é, e o que faz, mas de quem é, e o que pode fazer. Nolar, notrabalho, nas relações com os outros, na vida do casal...

Inverte-se o papel do Deus de Moisés, e cria-se o deus da dependência universal.

Esta seita, para abranger todas as dimensões da vida de seus fieis, é obrigada a inventar formas de "libertação", que vão aprisionando cada vez mais.

Sem se dar conta, o fiel entrega tudo o que é, e o que tem, como se esta fosse a vontade de Deus para si.

É um tal de pastor por roupa branca, como o candomblé,  nas sextas-feiras; de fazer correntes de libertação, como os católicos; até o átrio do templo de Jerusalém é montado para dar a impressão que a Arca da aliança está lá dentro.

Agora trouxeram um grito de raiva de indignação, numa gritaria patológica e paranóica.

Assim vão criando, e mantendo o seu rebanho bem domesticado e manipulado.

Conversando com fieis  desta denominação, cada vez mais percebo que possuem pouco conhecimento da palavra de Deus.

Existe sim, um falso orgulho evangélico, que não se sustenta quando a conversa começa, pois poucos conhecem da palavra de Deus.

Repito, o que conhecem vem preferencialmente das explicações de seus pastores.

Dominando os meios de comunicação impõem uma conversão pelo medo do diabo, e não uma conversão por amor a Deus.

Bem sabemos que o medo do diabo não é caminho de conversão nenhuma, mas de isolamento e exclusão social.

Agora inventaram o supra sumo das invencionices: um "jejum" de informação não religiosa por 21 dias.

Durante este período o fiel não poderá consumir qualquer tipo de informação não religiosa.

Dizem que a intenção é promover uma "faxina espiritual".

Lógico que poderão assistir unicamente o novo canal que colocaram na internet, on line durante 24 horas. Obviamente, não direi o canal.

Depois as pessoas se surpreendem por surgirem andrógenos no mundo, fanatizados e pensando que estão no ano 30 da nossa era, fazendo besteiras aqui e ali.

E vão também escolher mal os seus políticos porque o processo é o do cabresto.

Não precisam discutir o papel dos seus candidatos, mas que são candidatos escolhidos pela igreja, e isto basta. Santa ingenuidade.

Foi tirado o que é mais precioso na pessoa humana, a sua liberdade de escolha.

Até no Paraíso Deus permitiu comer de tudo, de todos os frutos do jardim, embora alertando quanto a árvore que ficava no centro.

Mas aqui não, aqui é garrote e grilhão, disfarçados de palavras mansas.

É preciso esconder os fiéis para que não se percam as fontes  "de águas pura$".

Fico indignado e revoltado por ver o meu país deixar este frenesi abestado correr livremente, esta, a única liberdade que deveria ser proíbida.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dalits fazem jejum em protesto contra a discriminação, na Índia

Índia: jejum contra discriminação dos “intocáveis”



Parte importante dos dalits são cristãos


NOVA DÉLi, terça-feira, 26 de julho de 2011 (ZENIT.org) – De ontem até amanhã (27), milhares de dalits, a casta dos “intocáveis” na Índia, fazem jejum nas ruas da capital Nova Déli como sinal de protesto contra as discriminações de que são objeto.


Os dalits, apesar da Constituição reconhecer a igualdade de direitos aos cidadãos, continuam sendo discriminados nas práticas sociais. Além disso, as dificuldades aumentam se eles forem cristãos ou muçulmanos.


O protesto, que concluirá na quinta-feira com uma grande manifestação pacífica em frente ao Parlamento, está organizado – segundo informa a agência Fides – pelo National Coordination Committee for Dalit Christians, o National Council of Dalit Christians e a Conferência Episcopal Indiana..


Em mais de um bilhão e 250 milhões de pessoas, os dalits são cerca de um quarto da sociedade indiana.


Segundo a organização internacional de defesa Dalit Freedom Network, o grupo compreende o maior número de pessoas catalogadas como vítimas da escravidão moderna.


É também o grupo humano com o mais alto risco de violência e de tráfico de seres humanos no país.


Os protestos se dirigem ao governo para que reveja a atual lei para ampliar os direitos constitucionais aos dalits cristãos e muçulmanos.


Com efeito, segundo a Constituição indiana, a lei Scheduled Castes Order prevê empréstimos econômicos, percursos educativos e sociais apenas a hindus, budistas e dalits siques, enquanto aos dalits cristãos e muçulmanos tais oportunidades são negadas.


Os bispos católicos do país acreditam que o maior obstáculo não é a constituição, mas a relutância dos líderes em estender estes direitos fundamentais aos dalits cristãos e muçulmanos.

Governo toma medidas paliativas para estancar a queda do dólar

Bem que a Presidente Dilma está pressionando o Ministério da Fazenda para reverter o processo de valorização do Real e queda do dólar, a chamada "Guerra Cambial".

Mas as medidas que o Ministro Manteiga está tomando não fogem do modelo  estabelecido da economia de mercado, imposto sobre operações em dólar, e controle das operações em dólara de empresa para empresa.

Posso dizer sem nenhuma sombra de dúvida que estas medidas foram tomadas só para atender a Presidente e os empresários da indústria que ontem foram bater na porta do palácio do Planalto para reclamar.

De fato não provocará mudança substantiva, e recai novamente sobre a própria indústria que lá esteve. 

Com um Ministério da Fazenda submisso ao sistema financeiro, não há possibilidade de existirem medidas intervencionistas não liberais, como proteção concreta a segmentos de nosssa produção nacional.

É  fácil entender que o sistema financeiro que por a indústria nacional aos seus pés, com a dependência econômica de seus empréstimos, e finalmente a venda.

Tudo leva a crer que o sistema neo-liberal já desmoralizado pelas diversas crises, está agora dando sinais de esgotamento de seu modelo econômico adotado por todas as nações, inclusive aqui, com o Sr. Manteiga.

O Governo, que tem dado uma no cravo e outra na ferradura, está precisando repensar o caminho, porque o que se avizinha pela frente é crise das bravas, pois é sobejamente conhecido que o dólar hoje é uma moeda podre, prestes a cair cada vez mais.

Para o Governo Americano a questão não é mais se há uma saída, mas se deve ou não arrastar as demais economias em sua crise, ou tomar medidas particulares duras, que também repercutirão nos demais mercados.

Um fato ficará claro, que esta crise acabará com o processo de globalização, pois as intervenções serão inevitáveis por várias nações, e a recomposição do sistema de comércio internacional, sem normalização, levará muito tempo para se refazer.

O que o Brasil precisa fazer desde já?

1) Favorecer relações comerciais na base do escambo, ou de moedas das nações emergentes.

2) Estabelecer impostos de importação para produtos, ou isenção de impostos setorizados, conforme critérios de preços praticados.

3) Realizar reforma tributária radical, isentando setores produtivos, e taxando os não produtivos. Reforço o sistema do imposto único.

4) Tornar o Estado sócio dos grandes agrupamentos econômicos, com participação concreta nas ações das empresas, e participação na gestão.

O Brasil deve começar a encontrar um caminho novo, afastando-se do neo-liberalismo infectado pelos tucanos.

O socialismo chinês é um modelo que está dando certo.

Um de seus componenetes é a participação do estado naeconomia, e não apenas como administrados da economia.

Chame-se a isto socialismo primitivo ou capitalismo de estado.

Fora disto é rompimento total, revolução.





terça-feira, 26 de julho de 2011

Programa Bem Estar ensina a limpar a bunda



Ninguém gosta de falar em higiene pessoal, mas é de fundamental importância.

Eu gosto de lavar as mãos antes e depois de urinar, ou evacuar, por higiene pessoal e do próximo com quem me encontrarei.

Tenho visto inúmeras pessoas que entram e saem dos banheiros dos Shoppings sem lavar as mãos, e depois cumprimentam os outros com total inocência, pegam nos alimentos, esfregam os olhos, a boca, e cozas más.

Se estas explicações, entretanto, se tornam incômodas passo a chamar de No 1 e No 2, para não dizer mi.. e ca..., porque queiram ou não somos animais, como todos os outros.

O filósofo Arthur Schopenhauer, em seu "Mundo como Vontade e Representação" expressava claramente que "assim como o coito está para o instinto de vida, assim a excreção está para o instinto de morte", o que a psicologia moderna veio a chamar de biofilia e necrofilia.

A necrofilia é o prazer pelo mórbido, pela morte, que também move a vida, só que para o lado errado.

Esta besta que praticou o atentado em Oslo, é um necrófilo, que sente prazer e não se constrange em matar, ao vê-lo caminhando naturalmente depois de preso, aparentemente sem peso de consciência.

Ele vive de gostar dos excrementos, de excreções, dejetos, fétidos e pútridos.

Tem um instinto de morte, diferentemente do restante daquele povo que foi às ruas com rosas nas mãos.

Que o instinto de vida prevaleça, e a higiene também nos preserve.

Atentado em Oslo - Noruega



O espírito de morte acompanha o racismo que mata indiscriminadamente o povo. Aqui um turista passeando pelo centro de Oslo e filmando as atrações da cidade, vai se dando conta do atentado e aproximando-se até encontrar o local fatídico. Que o fascismo seja extirpado da face da terra.

Nazi-fascismo mundial rejeita sociedade multirracial brasileira

O interessante é que uma das características marcantes do processo de globalização é a nova composição multirracial das sociedades nacionais.

As razões desta nova conformação social está localizada na divisão internacional do trabalho do mundo pós contemporâneo.

Neste, um mesmo produto tem seus componentes fabricados em diversas nações, adequadamente distribuídos, para minimizar custos sociais e incidência de impostos, para enfim serem montados nos seus destinos finais. Ou povos são deslocado para outros países, para baratear o custo da mão de obra, ou fábricas se transferem para nações onde o custo social de fabricação seja menor. As alternativas da globalização são inúmeras, para ampliar a chamada mais-valia.

O Brasil teve uma sociedade multirracial precoce, atendendo plenamente a tendência atual, e até acentua.

No Brasil esta característica da globalização não gerou movimentos racistas e mesmo nazi-fascistas, que são assemelhados entre si, porque já estava inato a convivência social multirracial aqui.

Entretanto, em países que se fecharam ao mundo, como a Noruega, e muitos outros da Europa, acostumados a se verem no espelho como a bruxa mais bela do mundo, o Brasil está despertando um ciúmes neo-nazista perigoso.

Curioso observar que os EUA se tornam rapidamente multirracial, debalde os esforços por impedir a entrada de estrangeiros no país. A expressão maior da multirracialidade é um presidente negro. Sua política, no entanto, não é negra, mas branca.

O governo da Noruega deixa escapar para a imprensa, deste monstro assassino, travestido de fundamentalista cristão cruzadista, uma crítica à miscigenação racial no Brasil.

Por isso, desde já, os órgãos de segurança de nosso país devem monitorar toda a movimentação destes grupos em nosso território, e em comum com outras nações, para agir preventivamente, tendo em vista a Copa da Mundo e as Olimpíadas.

Interessante notar que uma das críticas deste terrorista é contra a corrupção, adubo fértil, para recrutar neo-nazistas da pós contemporâneeidade, travestidos de modernos.

As forças armadas e os órgão de segurança devem ficar alertas desde já.

Uma primeira lição é monitorar os sites e blogs destes grupos.

Note-se que o atentado na Noruega foi anunciado antes de ocorrer.

Vamos preservar a nossa bela sociedade multirracial brasileira destas bestas, antes que a envenenem.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quebradeira pode ser iminente

Cuidado com o golpe do calote preparado pelos EUA que poderá estourar de uma hora para outra, e quebrar muitas nações, para o império não cair sozinho.

Dilma deve estar alerta, com uma força tarefa desde já, para ações de defesa de nossas reservas.

Há um golpe se desenhando que poderá deixar o nosso país com suas reservas desvalorizadas em um segundo.

E continuam desvalorizando o dólar cada vez mais. Sinal amarelo para vermelho, gente.

Amy Winehouse e o fascismo na Noruega: duas consequências de uma mesma causa

A causa é a sociedade européia, gananciosa mas envelhecida, prepotente mas decadente, puritana mas cada vez mais globalizada, enriquecida mas em crise crônica.

De um lado uma jovem cantora que não soube combinar a ordem institucional, a estrutura da mídia musical,  com a discriminação e a falta de perspectivas para a juventude.

De outro, um lunático perfeccionista marchando em ordem unida como se o mundo fosse branco de olhos azuis.

A morte é o ponto comum, que os ronda, e a nós, alertando sobre o fim dos tempos, sobre os ideais que morrem cedo, e a intolerância como solução falsa.

O fascismo é a bebida de Amy, e a bomba é a Amy na mente do terrorista, que se sente "sujo".

Em seu purismo patológico, programara dormir com duas prostitutas e tomar um vinho francês antes de matar inocentes. Depois, esquecendo-se de sua contaminação, proclamaria a raça pura.

Em sua angústia existencial, de ver um mundo que explorava sua naturalidade, Amy tinha na bebida uma confidente confiável para afogar tudo até apagar. Apagou.

A sociedade que usa e descarta, explora legalmente, que exalta e esquece, é a raiz destes males.

Esta sociedade esconde-se das culpas, mas está na origem destes males.

A consciência, seja socrática ou platônica, aristotélica ou marxista, cristã ou existencialista, seja qual for, é o caminho que pode abrir uma brecha, clarear o horizonte poluído.

Esta consciência é mal vista porque nos acusa de ignorantes, obtusos, alienados.

Entretanto, ela é a saída que nos convida a encontrar o Belo, a Verdade, a Justiça, a Igualdade, o Amor, a Paz.

A consciência é a única capaz de realizar o Grande Encontro.

Eliakim Araujo: a caixa-preta das igrejas


Silvio Santos bateu o martelo e disse que não vende mais as madrugadas do SBT para pregadores religiosos, mesmo que paguem milhões. Bispos e pastores estavam de olho naquele horário e ofereceram mundos e fundos para conquistá-lo.

Por Eliakim Araujo, no Direto da Redação

As ofertas partiram de todos, desde o bispão Macedo, em sua louca fixação para derrubar a Globo, até Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido por RR Soares, cunhado de Macedo, que já tem sua TV mas é incansável na busca por mais espaços em outras redes. Também entrou na disputa um tal Malafaia, aquele que garantiu que iria arrecadar alguns bilhões dos fiéis para ter sua própria TV e deu com os burros n`água.

Silvio, bom camelô, o homem que conseguiu dar a volta até na CEF, passando-lhe o mico preto do banco Pan-Americano antes que ele explodisse, deve ter pensado: “péra lá, se esses caras querem tanto esse espaço é porque algum faturamento eles vão ter lá na frente”. Não sei se ele pensou exatamente assim ou simplesmente decidiu preservar sua TV da catequese massacrante dos nossos respeitados bispos, pastores e apóstolos, mas o fato é que decidiu encerrar as negociações.

Penso que é preciso algum tipo de fiscalização para que todos saibam o que está por trás dessa dominação evangélica nas TVs brasileiras. De onde vem essa dinheirama toda? Vem de dízimos e do valor obtido com doações, mesmo que envolvam imóveis, veículos e doações, sobre os quais não incide imposto de renda. Ao pé da letra, significa dizer que todos os contribuintes brasileiros estão trabalhando em favor da construção desses impérios, não apenas os fiéis das igrejas. Essa é uma caixa-preta que precisa ser aberta e convenientemente explicada.

Sobretudo a Record, cujos diretores estavam na posse de Dilma desmanchando-se em salamaleques com a presidente, merece ser olhada com cuidado. Algo está errado ali.

Lemos nos jornais que a rede do bispo desembolsou 38 milhões de reais para tirar José Datena, da Band, onde dava religiosos 6 pontos de audiência ou menos. Estreou na Record com 12 pontos. Uma maravilha, pensou a bisparada. Mas foi só a ilusão do primeiro dia, a chamada audiência de curiosidade. Como ele não apresentou nada de novo, uma semana depois ele estacionou nos sete a oito pontos. Muito pouco para tão pesado investimento.

É até aceitável que a empresa contrate e pague salários milionários a quem ela queira, quebrando a cara ou não, o que não aceitável é que a massa trabalhadora de TV seja punida com medidas radicais de economia para ter dinheiro no fim do mês para pagar as estrelas.

As colunas de TV informam que a emissora do bispo cortou 50% dos salários do pessoal de produção, aqueles que tocam a TV por trás das cameras. Assim, um produtor que ganhava 5 mil reais passou para 2.500 e um auxiliar de produção caiu de 2.500 para 1.300 por mês. Isso da forma mais radical possível, do tipo pegar ou largar.

Ainda mais ridícula foi a informação de que o próprio presidente da Record, o decorativo Alexandre Raposo, empenhado em reduzir as despesas da emissora, encarregou-se pessoalmente em sair apagando as luzes e desligando aparelhos de ar condicionado. Todas essas medidas de economia foram tomadas após a contratação do Datena.

Ora, uma emissora que paga mensalmente 3 milhões ao Gugu, um milhão ao Datena, 1 milhão ao Justus – que voltou para a Record depois de fracassar no SBT -, não tem o direito de economizar em cima daqueles que realmente colocam a emissora para funcionar. Alguma coisa está errada em sua administração. São jornalistas, repórteres, produtores, cinegrafistas, operadores de câmera, enfim alguns milhares de funcionários que fazem a máquina andar e que não mereciam essa perda repentina em seus salários, já normalmente aviltados.

Devo dizer que não tenho nada contra os profissionais que são contratados a peso de ouro, meu protesto é contra a política de sacrifício de muitos em benefício de poucos.

Como a Record é administrada por religiosos, teoricamente todos homens de Deus, fica aqui um apelo para que façam um exame de consciência em suas orações diárias, antes de dormir: corrijam a iniquidade cometida com aqueles que não têm voz nem mídia a seu favor e querem apenas um salário que lhes permita viver com dignidade.

Hoje não houve notícias






Os vitoriosos não sairão
cantando pelas ruas.

Os derrotados
não abandonarão
suas casas.

As manchetes
serão desprezadas.

Tudo porque
as notícias
deixaram
de ter
importância.

Queriam um justo ferido?
Uma inocente estuprada?
Um sequestro?
 Atentado?

Queriam motivos
para evitar
um encontro
pessoal?
Perderem-se
no trivial?

Pois bem
a consciência
cansou-se.

Os terroristas
não aterrorizam mais.

Os corruptos
não nos tornam
mais indignados.

Os políticos
 nos nos convencem
do vazio.

Ficaram em seus discursos
 fanatismos
 golpes.

Ficaram
em molduras
póstumas,
vocabulários
requintados
futuros desejados.

O presente
inexistente
de um futuro
ansiado.

Um passado
resistente
de um presente
cansado

Para ter estas novidades
melhor não ter nada
diante da vida.

A vida
 conserva
uma superioridade
que destrona
conflitos
guerras.

Iguala-se
ao calor
das tardes
quentes

A vida não se sujeita
à violência
ao abandono.

Busca a paz
e o encontro.

Vivo, hoje 
um mundo
sem notícias.

As grandes
apelações
esperanças
mentiras
estão destinadas
ao lixo da História.

É preciso repor o sol
na colina mais elevada
e sustentá-lo
com varais
e roupas
por secar.

Espalhar os rios
nos contornos de seus leitos
para que enxaguem
o rosto da terra
ressequido.

assoprar nos vales
o hálito
das flores
do campo
e despertar os moinhos
de seu sono
milenar.

A vida
proclama
a simplicidade
a paz
 o silêncio.

A vida
conclama
aos jornais
 estamparem
páginas
em branco.





domingo, 24 de julho de 2011

Plano para expulsar os cristãos do Iraque e do Oriente Médio



Presidente da Federação Caldeia fala do êxodo cristão

domingo, 24 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Existe um plano para expulsar os cristãos do Iraque e do Oriente Médio, denuncia Joseph Kassab, diretor executivo da Federação Caldeia da América do Norte.

Kassab falou da situação e de como ajudá-los no programa de televisão Deus chora na Terra, da Catholic Radio and Television Network, em colaboração com Ajuda à Igreja Necessitada.

- Os cristãos estão fugindo em massa do Iraque. Como era a situação antes da invasão dos Estados Unidos?

- Kassab: O número de cristãos no Iraque antes da guerra de 2003 era um milhão e duzentos mil. Agora são menos de 300.000, e a maioria deles teve que fugir para o norte do Iraque atrás de mais segurança. Outros 300.000, 400.000, estão procurando asilo como refugiados nos países vizinhos, Jordânia, Síria, Turquia, Líbano e Egito. Alguns na Europa. Uma das razões disso é a violência cruel contra eles. As atrocidades são intoleráveis e incríveis. Os cristãos não andam armados, não têm uma milícia que os proteja, não têm tribos que os ajudem. Então viraram alvos fáceis. E os cristãos iraquianos são conhecidos como a elite, os mais educados, os acadêmicos, o mundo do pensamento iraquiano.

- Como era para os cristãos na época de Saddam Hussein?

- Kassab: Vamos explicar assim: com Saddam havia ordem, mas não havia lei; agora não há nem lei nem ordem. De certa forma, então, eles estavam melhor naquela época, porque havia um pouco de ordem, e em certo sentido havia algo que os protegia. Até que, na última década, Saddam tinha se tornado impiedoso, perseguia os cristãos de diversas formas. Ele mandou os seminaristas para a guerra contra a vontade; os obrigou a usar armas e matar gente. Nacionalizou as nossas instituições cristãs e proibiu batizar os cristãos com nomes bíblicos. Ele obrigou os cristãos a se filiar ao partido Ba’ath. Aconteciam todos esses abusos, mas, em termos de segurança, aos cristãos estavam melhor do que hoje.

- Como o senhor descreve a situação política do Iraque de hoje?

- Kassab: Depois da guerra houve muitas mudanças drásticas. Uma das mais importantes foi a formação de mais de 300 partidos políticos. Antes da guerra só havia um. Os norte-americanos marginalizaram o exército iraquiano, e agora os soldados lutam contra os americanos e contra o governo recém-criado. O desemprego aumentou 90% e as pessoas não sabem o que fazer. A situação continua caótica. Se você me perguntar se a democracia surgiu no Iraque, eu duvido muito. O princípio da democracia se baseia em dois pilares: o primeiro é o governo da maioria. O segundo, que é mais importante, é o reconhecimento e o respeito pelos direitos das minorias, e o respeito pelos direitos civis e religiosos. Isto não aconteceu no Iraque, então a democracia não germinou ainda.

- Na nova constituição iraquiana, existe um artigo que garante a liberdade de expressão religiosa. Existe liberdade religiosa?

- Kassab: A constituição reconhece a liberdade religiosa, mas a constituição é muito breve em termos de direitos das minorias religiosas como os cristãos. Há uma contradição com o artigo segundo, que diz que o islã é a religião majoritária e que não pode ser emitida nenhuma sentença contrária ao islã. Quer dizer que as pessoas que não professam o islã têm menos direitos, na prática. Eu acho necessário revisar a constituição do Iraque. Os cristãos deveriam ter mais representação no parlamento e no governo para poderem sobreviver.

- Os cristãos sofrem cada vez mais perseguição e violência. Por quê?

- Kassab: Eu acho que existe um propósito oculto. Acredito que o objetivo é expulsar os cristãos não só do Iraque, mas de todo o Oriente Médio. É o que está acontecendo, mas a comunidade internacional não fala nada. Não sabemos por que eles querem esvaziar esta região de cristãos, porque aqui é o berço do cristianismo.

- Os cristãos são o povo “indígena” da região?

Kassab: Os cristãos são os indígenas da região, sim, porque os nossos antepassados e a nossa história remontam a 5.000 anos, a 3.000 anos antes de Cristo. Eu não entendo por que isso acontece hoje. Eu acho que existe mesmo essa agenda oculta para deixar nesta região em particular uma religião só, em vez de ser uma região com diversidade de religiões.

- Do que exatamente nós estamos falando quando falamos de violência contra os cristãos?

Kassab: De muitas atrocidades e histórias não documentadas, terríveis. Por exemplo, tivemos o caso de uma mulher cristã de 24 anos, chamada Rita. Por causa das ameaças e da intimidação ela fugiu do Iraque para a Jordânia. Depois de um mês lá, ela ouviu dizer que os três irmãos dela, que tinham ficado no Iraque, tinham sido sequestrados pelos fundamentalistas. Ela teimou em voltar para ajudar a salvá-los. E foi sequestrada pelos mesmos sequestradores. Ficou cinco dias no cativeiro, apanhou e foi estuprada vezes e mais vezes! A família pagou o resgate. E aí ela pôde contar a história. Ela disse que durante aquela experiência terrível rezou para Deus e prometeu a Cristo que seria cristã até a morte.

- Os cristãos morrem por serem cristãos?

Kassab: Sim. Temos o caso de Ajad, de 14 anos. Seu trabalho era guardar o gerador elétrico de seu bairro. Assim ele ajudava sua mãe economicamente. Seu pai tinha sido assassinado pelos insurgentes. Uma noite, enquanto estava no trabalho, um fundamentalista o cercou e disse: “Que está fazendo aqui?”. Ele respondeu: “Estou guardando isto; é o meu trabalho”. Viram que ele usava uma cruz e lhe disseram: “Você é cristão?”. E ele: “Sim, sou”. Eles disseram: “Tem de se converter ao Islã, ou morre”. Respondeu: “Prefiro morrer como cristão a converter-me ao Islã”. Eles o mataram e o crucificaram. Depois, lançaram seu corpo em uma fogueira. Esse é o tipo de história que se ouve no Iraque.

- Certo número de membros da hierarquia católica, bispos, sacerdotes e diáconos, tem sido objetivos.

- Kassab: 59 igrejas no Iraque foram queimadas, atacadas a bomba, e muitos membros do clero de nossa Igreja foram sequestrados, assassinados. Tudo que é um alvo fácil, sobretudo os cristãos, converte-se em objetivo dos fundamentalistas.

- Por que os cristãos são um “objetivo fácil”?

- Kassab: A razão são suas crenças cristãs. Acreditam na paz. Não gostam de lutar. Ademais, são donos de muitas empresas e são empresários de êxito. Pagam os resgates quando são sequestrados. É também uma forma como os fundamentalistas intimidas estes grupos religiosos minoritários.

- Já ouviu relatos de muçulmanos moderados que trabalham para salvar os cristãos?

- Kassab: Sim. Há muitas histórias a contar sobre muçulmanos moderados que protegem os cristãos iraquianos. Isso é especialmente verdade entre vizinhos. Esse é um sinal positivo no Iraque, que espero que prossiga.

- Os cristãos estão se deslocando para a planície de Nínive. É uma boa ideia?

- Kassab: Sim e não. Explico: é uma boa ideia que nossa gente se dirija para áreas seguras, ao menos pelo momento, para sobreviver. Ali eles estão perto dos curdos, que, nesta situação, simpatizam com todas as minorias religiosas do Iraque que estão sofrendo. Mas, ao mesmo tempo, há muitos mal-entendidos na ideia de que, se se faz isso, tornam-se vulneráveis porque se concentram em uma área. Não é isso que estamos pedindo. O que pedimos é uma zona de administração própria, onde possam cuidar de si mesmos. Outra proposta é que deveria haver um Conselho Iraquiano de Segurança para as Minorias.

- Que podemos fazer?

- Kassab: Temos de informar, nossa palavra tem de ecoar. Tem de se tornar pública, como estamos fazendo agora. Também gostaríamos de ver as organizações humanitárias na região, para oferecer ajuda imediata às pessoas. Trata-se de um apelo importante para resgatar nosso povo, especialmente os refugiados. Eles estão passando por um momento terrível nos países em que buscaram asilo. Agora é o momento de chamar à reconciliação todas as pessoas do Iraque, para que se unam, e não se fragmentem. Quando isso ocorrer, os cristãos sem dúvida ficarão em situação melhor.

- Que seria de um Iraque sem cristãos?

- Kassab: Os cristãos, como disse, são parte integrante do Iraque. São a elite. São os com maior grau de educação e contribuíram muito para o Iraque, sem receber nada em troca, nem ter uma agenda oculta. Por isso, o Iraque sem os cristãos não será o mesmo Iraque que conhecemos durante séculos.