terça-feira, 31 de agosto de 2010

O PEDAGIÔMETRO


Depois do impostômetro que tem sido usado para fazer as pessoas esquecerem os que realmente ganham, que são o grandes proprietários, os acionistas dos produtos, e tentam jogar todo o peso do prêço para o Governo Federal, ao mesmo tempo que "desaparecem" de vista, e se tornam anjos puros e santos, que não causam nenhum problema para o crescimento do país (Por sinal, o impostômetro pifou na hora em que iriam utilizá-lo para fazer a presença midiática).

Mas vamos ao que realente interessa: descobri um site interessante o  http://www.pedagiometro.com.br/ 

Nele vocês poderão fazer um comparativo do preço de uma viagem pelo interior do Estdo de São Paulo, e outra, muito mais longa pelo Brasil. É ver e comparar.

E ISTO AUMENTA AUMENTA AUMENTA O PREÇO DOS PRODUTOS, AUMENTA AUMENTA.......

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O LAMBE BOTAS


Existe uma figura que se destaca na tragicomédia das relações sociais de trabalho, também chamada de relações produtivas. Antes, entretanto, vamos aos diversos figurantes com papéis mais importantes:


1. Em primeiro lugar a chamada força de trabalho, hoje elevada à condição de “colaborador”. Sim, porque em determinado momento a “administração científica” considerou ser vergonhosa a denominação empregado; mas cá entre nós, é para disfarçar mesmo, a grande distinção social entre uma minoria de acionistas, ou empresários, latifundiários, ou popularmente falando, patrões, e as camadas numerosas de trabalhadores, ou operários, comerciários, “terceirizados”, trabalhadores rurais, etc...

2. Em segundo lugar, os proprietários dos chamados meios de produção. Em outras palavras, os que não trabalham, mas vivem fartamente do trabalho dos outros. Sim, porque tudo o que se comercializa e vende, deve-se, concretamente, ao trabalho realizado, e não ao controle, ou a gestão. Lógico, há uma visão empresarial, há uma tecnologia altamente evoluída, que põe uma pimenta nestes conceitos centenários de Marx, Engels e Lenin. Dizem até, que a mais-valia, com a robótica está desaparecendo...(sic)

3. Bem, agora vamos falar dos esprimidinhos, sim dos que ficam no meio desta história toda, dos que oscilam pensando ser uma coisa e são outra. Ou, dos que se esquecem do que são, e pensam ser mais do que não são. Entenderam? Bem refiro-me aos chamados estratos médios da população. Estes que a futura presidenta Dilma designa como “classe média”, um país de “classe média”. Aí estão, engenheiros, advogados, médicos, pequenos empresários, dentistas, tecnólogos de todo tipo, etc , etc, prestando serviço nas grandes corporações, ou tentando vôo solo, como se diz, de abrir o próprio negócio.

4. Há ainda o lumpen, o “exército industrial de reserva”, como Marx se referia, popularmente chamados de mendigos, povo de rua, abandonados, drogados, e por aí vai. Este é o povo que elegi, como o mais importante dentre estes todos, porque aqui está a fotografia do sistema, que ele não pode e não consegue esconder. Os que foram expulsos informalmente do sistema, que, obviamente, não se responsabiliza por tanta miserabilidade.

É difícil falar deste tema no Brasil de hoje, porque vivemos um período empreendedor, e estas palavras “tão antigas”, podem dar a impressão de que sou ultrapassado, e abordo coisas que não existem mais.

Bem, o dia-a-dia disfarça estas classificações e o ser humano acaba tomando uma dimensão toda especial e particular.

Concordo, portanto, que exista uma capa de proteção ideológica, que dilui tudo numa colcha de retalhos indecifrável, ainda que a verdade continue.

Ma há uma figura neste cenário não pintado, que me dá a mais profunda revolta e, ao mesmo tempo, piedade.

Refiro-me ao LAMBE BOTAS. Trata-se daquele chefe que é mais duro que o próprio patrão. Meticuloso na perfeição, de poucas palavras, sisudo, altamente controlador.

Hoje, passando por um mercado, vi o próprio. Conferia a entrada de produtos, com se o fornecedor estivesse roubando na quantidade, desconfiado. O entregador, passado, perdia o rebolado, e rígido, seguia todas as perguntas deste chefe. Dali a pouco veio uma funcionária com uma nota fiscal, e mostrou-a e este legítimo representante da empresa (ué, mas o “colaborador” agora também não é?). Este levantou os olhos de soslaio, e chamou-a para o lado, que submissa, seguiu sem falar nada. Parecia que ela era um infratora ao perceber uma infração, se houve infração. Aposto que ele adoraria um desvio, para justificar sua performance improdutiva.

Já vi patrões mais amáveis e compreensivos. Eu mesmo, pequeno empresário, já fui bem mais generoso que um cidadão destes.

Mas este não. Este não consegue falar. Seu vocabulário tem poucas palavra: vai, leva, não. Às vezes um “porquê ?” Quem convive com este tipo de “gente” vive sobressaltado, sem saber o que virá do mesmo.

Será que, quando chega a noite e eles voltam para suas casas, eles são assim também com suas esposas e seus filhos? Será que eles beijam seus filhos e os põe nos seus colos? Será que deitam-se com suas mulheres, e no calor do gozo dizem”eu te amo”?

Não sei, torço que sim, porque se isto acontece, eles ainda tem uma chance de se redimir desta postura anti-humana.

O mundo precisa ser transformado, e nossa educação interior deve formar um HOMEM NOVO, cheio de vida e verdade, transparente e justo. O mundo aguarda esta grande transformação.

Enquanto isto assistimos estes filmes de reality show, com personagens que nem Boris Karloff imaginaria.

domingo, 29 de agosto de 2010

GUERRAS E GUERRAS

ENCRUZILHADA DA VIDA DE CADA UM


Não posso aceitar que durante todo o tempo de minha vida só tenham notícias de guerras, de violências,  vícios,  abusos,  desprezos,  abandonos, assassinatos, manipulações de todos os tipos, discriminações, miséria. A quantidade de absurdos e idiotices é imenso, e torna o homem menor, vulgar, pária de si mesmo

Quando o ser humano irá superar esta fase primitiva da humanidade?

É preciso, urgentemente, fazer uma revolução na vida de toda gente.

Onde a porta esteja aberta, e o acolhimento perca sua vergonha.

Onde a palavra seja franca, e os olhos não necessitem desviar-se

Mãos que se entrelaçam, unidas, sem estarem fechadas, ou pior, amarradas.

É preciso convidar as tribos de todas as regiões, para fumarmos o cachimbo da paz, e não o do crack

Eliminar os fundamentalismos, que acorrentam povos inteiros em sua mentiras.

Será proibido mentir!

A verdade seja o modus vivendi

Que o rico partilhe sua riqueza, e não se envaideça

E que o pobre encontre oportunidades verdadeiras para atingir sua dignidade

Mundo de merda este!

sábado, 28 de agosto de 2010

A ÓTICA RELIGIOSA DAS ELEIÇÕES


Quero abordar um tema tabu, mas arrisco-me em refletir, porque considero que se deva superar uma série de falsas visões, para se amadurecer a relação religião e estado laico. Vamos lá, sou um homem de fé.

Ao pensarmos em participação política geral, supomos o envolvimento pleno do cidadão, seja em termos de conhecimento da realidade que o envolve, seja em termos práticos, com sua inserção em atividades sociais,  associações, sindicatos, etc..

Não é bem assim, quando pensamos na participação política dos fiéis. Por estarem em uma relação fechada, blindada, em seu segmento religioso, não possuem a mesma visão do homem político, mas etnocêntrica, que recebem, seja de pastores ou sacerdotes, onde a verdade tem sua exclusividade, em um "mundo pecador", que não deixa de ter sua verdade.

 Exemplifico: o aborto é um exemplo forte de conotação político religiosa, a obscurecer todos os outros temas de cunho social e econômico. Muitas vezes não se consegue sair deste tema, e o tornam ponto básico e final.

Não importa se o país avançou, se houve distribuição de renda, desenvolvimento.

Ainda que o aborto seja um tema importante, que deva ser discutido por toda a sociedade, nada justifica fazer dele forma de desviar o fiel de outras discussões, ou de subordinar tudo a este tema.

Isto particulariza a política, e aprisiona o fiel eleitor em ideológias  conservadoras, que não precisam discutir os problemas com profundidade, sobrevivendo nesta dimensão de desconhecimento.

Os fiéis não são chamados a refletir as conquistas sociais, mas a seguir determinadas posições abraçadas pelos seus líderes.

Durante os períodos entre eleições, de maneira geral, abordam as leituras biblícas numa dimensão abstrata, e quando muito, fazem numa vinculação com aspectos pessoais dos fiéis, mas raramente relacionando com o universo político geral, identificando os personagens antigos com os atuais. Não, isto não. Não me cabe avaliar este aspecto, mas constatar.

A religião torna-se assim, intrauterina, isto é, verifica se o candidato é da mesma confissão religiosa e se a frequenta com alguma reularidade, secundarizando quais sejam suas posições, que eventualmente podem até ser mesmo contrárias a de seus fiéis.

Isto quando não é o próprio líder religioso que assume um novo papel político,  lançando-se na política, mas aí carregando também esta visão intimista para o parlamento.

Acabam tornando-se atores políticos em atividades de fundo moral, como pedofilia, aborto, uniões conjugais de mesmo sexo, ou o divórcio.

No fundo, exercem a função religiosa no parlamento, sem ampliar suas atuações além dos aspectos morais, imaginando-se  num país teocrático, onde suas confissões religiosas conseguirão impor-se sobre as demais.

Algo não tão natural para um estado laico, onde as religiões usam o espaço para a disseminação dos valores sociais, que o Estado laico não se considera capaz de elaborar, e omite.

Mas as pequenas experiências que realizam, como ao assumir uma prefeitura, ou um governo estadual, acabam tornando-se iguais a de todos, sem o purismo com que se auto-definem, mas com as mesmas mazelas do dia-a-dia: suspeita de desvios de verbas, favorecimento de parentes, de apadrinhados, e assim vai.

Muito facilmente mudam de partidos, quando não fundam um, tendo em vista oportunidades de crescimento de suas influências. Como se vê os aspectos morais não se aplicam às posições políticas, que podem ser bem flexíveis



Muito cedo frustram seus fiéis em seus sonhos de um governo "do Senhor Jesus". Daí em diante, há um revertério: a política, mais atraente, exerce uma influência de fazer a igreja base politica de candidatura religiosa, tudo com muita doutrinação e disfarce.


As instituiçõe religiosas, entretanto, não estão imunes às influências dos ventos sociais que sopram no país, e acabam sendo obrigadas a repensar seus papéis, e novas oportunidades aparecem tentando repor doutrina e ação social coerentes com as necessidades sociais.

Um novo país exige ação decidida dos fiéis, rompendo paradigmas velhos e sendo colaboradores do processo de melhoria das condições de vida do povo, como erradicar a pobreza. Isto é possível, mas exigirá diálogo e diálogo.

Jesus disse: "A VERDADE VOS LIBERTARÁ!"

Vamos buscá-la.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

OS SEM CANDIDATOS

Visitando o povo de rua que mora no centrão da cidade de São Paulo, percebemos sua condição de pré-cidadãos, pré-moradores, pré-vestidos, pré alimentados, pré-eleitores,..pré..pré...

Estão à margem de tudo. Hoje, 27/08/2010, saimos por várias ruas, para aprendermos com o povo de rua, tão esquecidos, abandonados mesmo.

Acompanho um grupo da Aliança da Misericórdia, católico, pelas ruas do centro. Um senhorzinho, de cabelos brancos, acompanhou-nos, por todo o trajeto, ensinando-nos como silenciar, como ser simples com os irmãos, nós tão faladores e cheios de tantas verdades.

Encontramos um rapaz que logo veio ver-nos. Chorou, porque fora discriminado e demitido por um chefe mau e desmoralizado por alguns funcionários maus. Lamentava estar na rua, logo agora que ia bem no serviço. Dizia não ter feito nada que prejudicasse no serviço. Encorajamo-lhe a não desistir, e a ter fé em Deus, e que alguma oportunidade nova surgirá, se ele não desistir.

Ao sair, veio uma moça, magra e mal vestida, cheia de alegria procurar-nos. Ao lhe perguntarmos sobre sua vida, confessou-nos ter perdido pai e mãe, estando totalmente órfã. E chorou às lágrimas. conformâmo-la com palavras de esperança.

Continuamos. Vimos um morador de rua ceder um cobertor para um outro morador, paralítico, e outro ainda carregando alimento para outro morador com problemas de locomoção. Pensei, como eles são tão solidários entre si e nós tão egoístas. como ainda falta tanta solidariedade entre o povo. Penso: O socialismo só virá quando, de fato, o povo for tão solidário entre si, que conseguirá superar o apêgo materialista de coisas, pelo amor aos seus vizinhos, mais necessitados.

Paramos junto ao Ricardo, um morador de rua que ajeitava os cordões de um par de tenis novo. Comprara o tenis por R$50,00. Dá para imaginar um morador de rua comprando um tenis de 50,00? Estava se preparando para trabalhar. Precisava de um paletó e de uma gravata para o serviço de vigilante, mas tudo era muito caro. Encorajamo-lhe também a buscar. Á propósito, o Ricardo voltara de Brasília onde fora num evento político. foi o único sinal de contato do Estado com alguém da rua que soubemos, hoje.

Durante a noite aparecem os espíritas, os evangélicos, nós católicos, enfim todo tipo de doutrinas. O povo de rua tem paciência para ouvir a todos, e às vezes é obrigado a rezar na cartilha desta ou daquela igreja, como moeda de troca de algum alimento recebido. São abertos às discussões, e sempre estão dispostos a conversar; lógico, tem aqueles que querem a sua privacidade, e respeitamos, mas sua abertura ao diálogo é infinitamente maior que entre as classes mais abastadas,acumuladoras, capitalizadoras.

Vimos gente cantando usando um pedaço de pau como microfone, muitos enroladors em panos e cobertas.  Pelas 22:00hs o frio veio chegando. Como estou saindo de uma fortíssima gripe fui retornando para casa, não sem antes agradecer a Deus a oportunidade de aprender com o povo de rua a ser simples, e solidário.

Tenho ainda muito para aprender e para crescer.

OS SEM CANDIDATOS

Caminhar na noite paulistana, visitando o povo de rua que mora no centro da cidade, à partir da

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A PRODUÇÃO IDEOLÓGICA DA INFORMAÇÃO



É inevitável que, ao avanço da participação popular e do confronto de idéias no meio da sociedade, setores da mídia, antes acomodados no statu quo de únicos divulgadores das notícias, passem a sentir faltar os pés e as ondas sociais comecem  a balançar seus alicerces.

Exemplo disto é a afirmação de Frias Filho na pág A10 da folha de hoje 25/08/2010, onde afirma categoricamente que  "a memória do presidente anda ruim ou ele está distorcendo o episódio de propósito". O episódio foi um almoço em 2002, na FOLHA DE SÃO PAULO, onde Lula foi constrangido a tal ponto que teve de levantar-se e sair do almoço.

Que grandes anfitriões! Como foram educados em receber um candidato sem educação.

Que argumentos tão puros e sem segundas intenções como lhe "interpelar sobre o fato de ostentar desprezo pelo estudo mesmo depois de tornar-se um líder nacional"!  Como podia o peão querer continuar sem estudar num universo político de doutores trilingues.

Fico imaginando: como pode este jornal ser independente diante do leitor, com alguém na direção que agiu desta forma com o presidente Lula, naquela época?

 Foi só crescer a Candidata Dilma nas pesquisas, e notícias são fabricadas.

Por exemplo:
Inventam que os partidos que lhe apoiam já estão discutindo a formação dos ministérios. Para qualquer leigo, é fácil saber que só uma pessoa despreparada faria isto, em plena campanha, e que portanto, Dilma jamais entraria nesta questão, antes dos resultados das eleições, mesmo porque há uma reformulação do congresso que determinará esta composição ministerial. E isto só ocorrerá depois de divulgados os resultados das eleições. Estou certo?

Assim, só podemos entender esta notícia como um fato criado para fins eleitoreiros da oposição, para uso em seus horários e propaganda na TV e no rádio.
 É só conferir no horário da propaganda eleitoral.

Lula em seu discurso no Mato Grosso repetiu varias vezes:

Pesquisem! e descobrirão.
Pesquisem!


Para terminar fica o anedótico do candidato Serra ser obrigado  a pegar um metrô lotado para fazercampanha no metrô, ao mesmo tempo que mostra as condições atuais de uso do mesmo, que é deplorável.

Ah ah ah ah ah

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

POUPA TEMPO poupa manutenção

Por favor tenha a Bondade de encaminhar este texto ao Senhor Excelentíssimo Governador do Estado de

Um irmão de rua mandou-me este e-mail, e denuncia da dilapidação do POUPA TEMPO, sem que ninguém faça nada.  Depois colocam nas propagandas políticas. É de doer


São Paulo Alberto Goldman.


É de extrema importãncia que este texto Chegue ao seu conhecimento.

Um Grande abraço amigo João e que o Amor de Jesus Cristo esteja convosco hojê e Sempre!!!

Wesley





"ENTRE O FORTE E O FRACO; A LIBERDADE OPRIME...SÓ A VOSSA JUSTÍÇA LIBERTA.". Excelentísssimo Governador do Estado de São Paulo Alberto Goldman.

Lamentavelmente e de maneira desagradavel o Programa Acessa São Paulo de Inclusão Digital do Poupa Tempo Sé, por Ordem dos Intrépidos Amigos da Administração do Poupa Tempo Sé, em Plêno Ano Eleitoral vem nos dar, a demonstração, o de como é fácil, desmantelar, destruir, os serviços de Ordem Pública que são utlizado por mais de (11.000) 0nze mil usuários por dia, ao invés de se presevar os serviços prestados!!!

Ao longo desses últimos tres anos eu Wesley Francisco Da Silva rg: 19.232.979-0, de 044 anos de idade, cidadão Paulistano, votante e morador de rua há mais de cinco anos consecutivos pela condição que eu tenho, venho utilizando os serviços do AcessaSp do Poupa Tempo Sé, acompanhando à distãncia o andamento dos serviços prestados pela Administração do Poupa tempo Sé, a deterioração do Prédio com a causa de um acidente, onde o rebôco velho e ferragem caíu por címa de um usuário. Onde despertou nos Intrépidos Administradores do Poupa Tempo Sé, a necessidade de se fazer com urgência reformas na extrutura deteriorada desta casa.

Deis de então os mais de 11.000 usuários que díariamente vem solicitar os serviços do Poupa Tempo Sé, tem se deparado com a maneira inusítado do trabalho, a falta de antecedência dinamica e destreza dos Intrépidos Administradores do Poupa Tempo Sé, ainda que sejam muito esforçados. Que Vem Dispensando aos mais de 11.000 mil usuários por dia, a falta de respeito, a falta de inteligência para se resolver questões simples.

O programa Acessa São Paulo de Inclusão Digital do Poupa Tempo Sé, ao longo desses ultímos tres anos, vem sendo desativado, desmantelado de maneira silênciosa e repentina.

Onde existiam na sua Inauguração de trabalho na Praça Azul do Poupa Tempo Sé, 020 VINTE COMPUTADORES à disposição dos Usuários, e depois no mesmo local reduzido para 016 DEZESSEIS COMPUTADORES, e com a mudança que houve para a Praça Verde, reduziram para 012 COMPUTADORES, e infelizmente no ultímo dia 16 de agosto de 2010, reduziram para 08 OITO COMPUTADORES. Desses oito computadores, somente seis são utilizados para o Acesso a Internet Livre, os outros dois foram disponibilizados para usuários que vão solicitar o trabalho de Nota Fiscal Paulista ou Boletim de Ocorrência ou Outros...Ao mesmo tempo houve um remanejamento de funcionários, saindo seis funcionarios de uma Empresa Prestadora de Serviços do Poupa Tempo Sé, para a entrada de 09 Servidores Públicos. Como o Senhor Excelentíssimo Governador do Estado De São Paulo Alberto Goldman pode observar, existe mais funcionário Público trabalhando em um setor do que os 08 oito Computadores existente no Acessa São Paulo Sé.(Atenção! De onde estou acessando tem dez maquínas e somente 02 dois funcionarios monitorando os computadores.) SIM... sem querer cometer injustíças, eu sou testemunho de que os 09 servidores estão se revezando e Monitorando serviços no balcão da praça verde, onde tem cinco computador, mesmo assim na minha opinião como usuário não é motivo para irem de maneira silênciosa e repentina desmantelando e desativando os serviços do Programa Acessa São Paulo de Inclusão Digital, propíciando mais ainda de maneira negtiva serviços que já estavam em situação precário no seu atendimento, com reclamações constantes por parte de quem vem solicitar serviços de Nota Fiscal Paulista, Boletim de Ocorrência ou outros... Dêvido a demora no seu atendimento.( A imagêm que ficou, é que se destroi um serviço em beneficio de outro..)

Com a Desativação de mais quatro computadores, o atendimento no âmbito geral, ficou mais demorado, provavelmente vai ter mais pessoas na espera, mais tempo de espera, mais reclamações, e é exatamente isso que me revolta e me deixa triste. A falta de observação e a sencibilidade de quem administra o Poupa Tempo Sé para se resolver essas questões simples.

Infelizmente estou lhe dando com individuos, cidadão, Servidor Público que tem na sua irrestrita confiança Excelentíssimo Governador do Estado de São Paulo Alberto Goldman, a credibilidade, Indugência, e a prerrogativa de prestarem ótimos serviços ao usuário do Poupa tempo Sé.. Mas ao invés disso eles abusam desta mesma confiança, dispensando aos 11.000 usuários dia do Poupa Tempo Sé, entre eles os usuários do AcessaSp Sé, a falta de respeito, a falta de Amor a sua profíssão,a falta inteligência, a falta de destreza proporcionando de maneira negativa, abusiva e irrêsponsavel um pessímo atendimento ao seu semelhante ou usuário do AcessaSp Sé.

Quem o díga o cercadinho de porco de fila indiana que foi formado no espaço da praça verde, onde aos sábados cansei de ver crianças serem prensadas, pelos adultos.

ONDE ESTAVAM OS ORIENTADORES DE PLANTÃO???

Depois de meses, surgiu a TENDA BRANCA, que está lá fora, para atender essas pessoas.

Observei no comportamento Esdrúxulo dos meus ex: Amigos intrépidos da Administração do Poupa Tempo Sé, uma frase que formulei hojê pela manhã.

"O que eu OBSERVO é o filho mais novo querendo mandar dentro de casa mais que o Pai o Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo Alberto Goldman".

Espero de maneira humilde, que através desta minha manifestação o Excelentíssmo Senhor Governador do Estado de São Paulo, venha a se manifestar, intercedendo pessoalmente ou com a participação com uma pessoal de sua confiança para que questões simples como o de agora, possam ser solucionado, beneficiando de maneira possitiva os mais de 11.000 usuários dia do Poupa Tempo Sé

sem mais....

O meu Fraterno abraço, que o amor de Jesus Cristo esteja Sempre Convosco, lhe dando a sáude necessaria para a sua continuidade no Cargo de Governador do Estado de São Paulo.

Paz E Luz

Wesley Francisco Da silva

domingo, 22 de agosto de 2010

urgente combater racismo de esquerda


Estou impressionado com a quantidade de eleitores de Dilma, Mercadante e Marta, que param por aí, e "esquecem-se" de que a coligação tem um candidato negro, da periferia, cantor, de briga, chamado Netinho .

É impressionante notar que pessoas que se dizem "progressistas", deixam subsistir, no substrato de suas personalidades uma mancha discriminatória, preconceituosa, a mesma contra a qual Lula tanto lutou para conquistar seus objetivos políticos. 

Dá a impressão de que se "vai sujar as mãos com um candidato de pagode, que sorri, quando deveria estar circunspecto num matiz de revolta "fingida"(porque o dindin vem e arrefece a revolta verdadeira).

Sim, porque, nós os mais antigos sabemos que, quando se lutou de verdade contra a repressão, o que mais queríamos era conquistar um mundo de felicidade para o povo, que vivia num período de trevas.  

Netinho, que tem demonstrado grande disposição de campanha, já deve ter notado que o gueto é bem maior do que ele esperava, e em parte se coloca entre os chamados "progressistas", que se silenciam sobre a opção negra, debochada e brincalhona de Netinho. Sim, porque dos racistas tradicionais nós já sabemos como são, mas os "progressistas".... 

Outros dizem que o Netinho não é "puro sangue", isto é, não veio pelo caminho normal de ascenção partidária tradicional, ou não é "operário", tudo isto recheado de explicações que tentam ser racionais. Nada mais inconsequente.

Netinho é legítimo filho do povo, volto a dizer: legítimo filho do povo, de família pobre, da periferia, que lutou por conta própria para ter sucesso na vida, o que lhe rendeu a imagem pública.

Seu público durante toda a sua projeção foi e é até hoje, voltada para o povo da periferia, as meninas pobres que sonham com uma realização pessoal, romântica, familiar, mas não podem ser reconhecidas em seus sonhos porque são "cafonas" para as classes médias paulistanas, tão requintadas e superioras.

Fazem até expressão de asco quando citam o nome do negão em suas presenças, mas toleram outros candidatos que nós bem conhecemos, que aproveitam a sopa toda.

Pode haver uma esclerose política, por debaixo de alguém que se acha "progressista"? Pode e existe bastante. São aqueles que vêem a política sempre da mesma maneira, que repudiam as candidaturas chamadas esdrúxulas, como as do tiririca, da mulher pera, etc, porque o padrão seria um advogado com Romeu Tuma ou Quércia, um quatrocentão. Mas a política é para todos, gostem do padrão ou não, isto é democracia. Lógico, em suas omissões "escandalizam-se" dos que se lançam no embate político


O Navio Negreiro de Castro Alves foi a denúncia de um tempo. Qual é a denúncia dos dias de hoje? O silêncio, diante da discriminação de Netinho de Paula? As correntes foram ou não foram arrancadas? Pelo jeito....

Ora, é preciso abrir a mente e aceitar o novo que se renova constantemente, em vez de  manter  padrões que já não respondem a nova realidade sócio-cultural do Estado de São Paulo e do Brasil, e a juventude tem um papel fundamental para superar estes pensamentos carcófagos.

Penso que ainda é hora de se fazer um ato em DESAGRAVO A NETINHO DE PAULA, de sua candidatura, submetida a forte racismo e preconceito de classe, dissimulado e explícito.

A Unegro, e outras entidades de defesa da negritude precisam gritar bem alto contra esta discriminação deslavada, que permeia até  pessoas que se consideram de "esquerda", se assim se puder dizer.

 São Paulo precisa mudar de cor!

Que um branco possa ser substituído por um negro!

Que um cantor da periferia possa ser respeitado com a mesma consideração dos outros candidatos, em vez de ser escanteado nas conversas dos sujos que se acham puros.

Paro por aqui

sábado, 21 de agosto de 2010

NADA COMO SERVIR

Qual é a finalidade da vida? O que justifica a vida? Viver para quê?

Se não encontrar uma explicação plausível para estas perguntas, talvez você esteja caminhando numa linha paralela, ou em um desvio que leve a lugar nenhum.

É preciso romper nossa condição social de auto suficiência, e adentrar no mundo dos "esquecidos", isto é, do povo de rua, dos enfermos, dos abandonados à própria sorte.

Depois de duas semanas de forte gripe, onde o pulmão congestionado e dores por todo corpo, sem forças sequer para levantar os braços, me retiraram de minhas obrigações pastorais, deixando-me aí sim doente espiritual, sem poder realizar-me, em servir os marginalizados, voltei para meus afazeres. Alguns moradores de rua amigos estavam preocupados comigo. Alegrei-me, pois, não estivera sofrendo sozinho e em solidão.

Finalmente, nesta sexta à noite, pude estar com o povo de rua, e trocar idéias com eles sobre muita coisa. Soube do Wallace, que fora preso, por roubar um celular, e nos entristecemos por ele se deixar levar por coisas erradas, e tenha agora que pagar pelo que fez.

Sentimos um pouco de co-irresponsabilidade, por não o termos convencido a tempo, para tornar-se uma pessoa de bons princípios,  por não termos sido mais efetivos em nossa influência. O rapaz que contou-nos a história, explicou que Deus permitiu que o Wallace fosse preso, para que o mesmo, agora, pudesse se converter verdadeiramente.

Respondi-lhe que não era bem uma permissão de Deus, isto é, Deus deu a homem um mundo em liberdade, e assim sendo tudo é permitido, até o fazer coisas erradas. Na realidade, o mal quem escolhe e o faz, somos nós mesmos. E não podemos esperar que Deus seja responsabilizado por nossos próprios erros. Recebi críticas de uma irmã que argumentou que minha afirmação não era evangélica. Ficamos no impasse. Vou procurá-la, para chegarmos a uma melhor reflexão.

Encontramos também um rapaz gay, cujo nome declino, que estava só, sentado numa calçada. Seu olhar manso, no fez pensar que ele já tenha passado por grandes dificuldades, e imaginei como os gays são marginalizados, primeiramente na própria casa, e depois por muita gente preconceituosa, por todos os cantos.

Ele  nos disse:
- "Se eu for bom para com as pessoas, creio estar fazendo a vontade de Deus"
Todos fomos unânimes em concordar com ele, e o incentivamos a buscar uma solução para sua vida.

Muitos abandonados pediam orações, e procuramos confortá-los. Boa parte já tem idade avançada, e nestes casos, praticamente ninguém se interessa por eles. Estão à mingua, choram, pedem cobertores. É uma situação muito triste.

No sábado estive no Hospital das Clínicas, Setor de Ortopedia, para visitar os enfermos, pela Pastoral da Saúde, ligada aos Camilianos. Vi um rapaz, que foi atropelado há 8 meses, na companhia do irmão junto ao pé da cama. Chama-se Renan. Não fala, permanece imóvel sobre o leito, sem reação quase nenhuma. Às vezes pisca os olhos, mas não os mexe em nossa direção. Parece exterior, mas tem o rosto limpo, puro, sem face tensa, como a nossa, tão bombardeada de besteiras diárias.

Não, o Renan está em um mundo só dele, sem que ninguém consiga penetrar, falando sabe-se lá com quem. Com Jesus? Com a Virgem Maria? Sei lá. Deus sabe. Mas ficou uma angústia por ele, por esta prisão interior, que o impede de ter acesso à sua família, que paradoxalmente mantém grande esperança.

Visitei também um enfermo, que havia se queimado fritando um peixe. Virou a frigideira cheia de gordura quente, sobre as pernas. Como ele não retirou a calça em tempo e ficou com a roupa, só mais tarde é que percebeu a queimadura, por ter a roupa colada à perna. Como não tem família, foi sozinho para o hospital. Estava tão cheio e palavras, que cansava ouví-lo, mas permaneci parecendo atendo, ou esforçando-me por ser atento. É uma auto lição de respeito ao próximo, e a mim mesmo, insensível. 

Voltei para casa estranhamente cheio de alegria, apesar de tanta dificuldade deste povo, que  mostra-se forte e esperançoso.

Ao sair pelas ruas e esperar o ônibus, vejo a exterioridade das pessoas nas ruas, a indiferença, a falta de solidariedade, e lembro-me do evangelho de Domingo, que diz que a "porta do Reino de Deus é estreita", porque as pessoas não conseguem ser "justas", praticar a justiça. E, então me vem uma vontade de ver o mundo diferente, com todos em tudo compartilhando e sendo verdadeiramente amigos.

Vou continuar com este sonho, até que se realize.

Eu creio!!!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ESCRITO DURANTE A VIAGEM

Dirigindo-me ao aeroporto de congonhas, de ônibus, ao entrar, peguei uma conversa do cobrador com o motorista. Um dizia, Vão votar na Dilma por causa do Lula, não é? E olhando para mim esperavam minha resposta. Fui automático, lógico, se ela trabalhou com Lula, e será sua sucessora, nada mais natural vincular a figura dela com a pessoa do Lula. Descendo do ônibus, em frente ao aeroporto, parei para comer milho e comprar um chocolate, junto aqueles vendedores ambulantes que ficam à beira do pontilhão que dá acesso ao aeroporto. Todos me disseram que irão votar em Dilma. Dentro do aeroporto, a situação se inverte. Mas pelo meu faro, posso dizer que a Dilma ganhará do Serra na cidade de São Paulo. Chegando em Presidente Prudente, ao pegar um taxi, e conversar com o motorista, eis que o mesmo reclamou da alta quantidade de pedágios na região. Isto recai sobre quem? Bem, posso ser um mal profeta, mas tenho a sensação que em São Paulo ainda vai rolar muita áqua. É ver para crer. Ah... abrindo a internet, me deparo com preciosidades de campanhas caluniosas. Tiro isto por conta do desespero que setores da oposição se encontram. e estão buscando todos os tipos de fábulas. Lembra a velha direita fascista da década de 60.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

JORNAL NACIONAL ANTECIPA CAMPANHA SERRA

Vergonha das vergonhas!!!! O Jornal Nacional na mais descarada associação com a campanha do Serra preparou uma pesquisa onde "por coincidência" diz que a maioria dos brasileiros considera a saúde precária. Aí vem o Serra na primeira propaganda política da noite falando de saúde. Que coincidência! Considero que a Globo receba intervenção pela justiça eleitoral por propaganda eleitoral tucana.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O povo gelado

O DIA MAIS FRIO DO ANO - O DIA MAIS FRIO DO ANO - O DIA MAIS FRIO DO ANO


Qual é a temperatura de humanidade dos paulistas? 8 graus?

Porque o sofrimento do povo da rua com o frio é incalculável? Porque eles são gente

 Prefeitura? Ausente.

Governo  Estadual? Ausente.

Enquanto isto, caixas de papelão improvisam a casa que não existe, e cobertores rústicos enrolam os corpos duros de frio.

O povo da rua não deseja piedade, mas respeito.

Quer apenas oportunidade.

Mas a indiferença é monumental.

Começa com a insensibilidade institucional. O Estado conseguirá um dia ser misericordioso?

É como diz Pessoa: "Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada".. Sim são todos perfeitos.

Portanto, não podem aceitar tanta imperfeição provinda das ruas, fétidas, sujas e drogadas.

Povo esquecido, abandonado à sua própria conta, sem ninguém.

Nem adianta citar Jesus: "estive nú e me vestistes", porque continuará nú, com fome e doente.

Gelando no frio

Povo gelado!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Silêncio pré lançamento


Vou me guardar
das linguas soltas,
do convívio rotineiro,
para salvar o pouco
da essência
que me sobra
em meio
a dores.

Agora,
Preciso de mim
esquecido dos outros,
para ser menos eu
com os outros.

Por isso encerro-me
no silêncio de Deus
até a celebração
do "Gota Serena"

Que aprenda calado
neste momento
em que deixo
mensagens
escritas
em um livro

Volto depois
com o
 PÓ DAS ESTRADAS


Lançamento dia 14/08/2010 no Pavilhão de Exposições do Anhembi
Estande da Scortecci, Avenida 1 com rua M

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

William Boner: de ovelha a lobo


Quem assistiu a entrevista da Dilma no "Jornal Nacional", percebeu, caso tenha um pouco de sensibilidade, a ferocidade de William Bonner e Fátima Bernardes, no interrogatório que fizeram, endurecendo-se sem o humor do"Casseta & Planeta".

Foram perguntas inquisitivas, interrompidas para novas perguntas sem tempo para respostas, cobertas de destempero, para provocar a candidata Dilma a perder seu humor e irritar-se, para que eles obtivessem o seu resultado, que era o de mostrá-la temperamental e rígida. Ficaram no "Ti Ti Ti".

Não aconteceu; ao contrário, Dilma mostrou-se polida, ainda que tivesse o direito de realmente irritar-se com a provocação. Foi uma verdadeira "Sessão de Gala" da candidata.

Neste aspecto ela mostrou grande capacidade de diálogo, no que é principal, a saber, manter o bom nível, diante do contraditório. Lembrou o Galvão Bueno na forma de contornar dificuldades, naquela "Tela Quente"

Mas esta ferocidade não esconde um fato: de que a mídia tem sim uma irritação crescente vendo que não está surtindo efeito seus analgésicos alienadores.

"A Senhora não teve carreira política."..
"A Senhora é considerada rígida"...
"A Senhora fez aliança com Sarney, Collor"...
"O PT estava certo antes e agora..."
Fizeram perguntas cheias de "Passione"

Provocação não faltou. Percebia-se um comichão mexendo no assento de suas cadeiras balançantes, tamanho o êstase em proferir tantas "cobras e lagartos"

Mas não vai acabar assim.

Pelo visto a candidata fez um verdadeiro "Vídeo Show".

O BRASIL DOS MEUS SONHOS

À noite,
quando a escuridão adentra
no silêncio dos pensamentos, 
e o corpo resgata sua integridade
perdida em esforços vendidos
por trocados 

Surge um país novo
vivo,
pujante
em meio a nuvens.

Vem pelo sol.

Rompe espessas camadas
de ódio,
perpassa a ganância
das minorias.
e mostra sua face
como uma moldura.

É grande e justo.

Tem portas
abertas, amplas
por onde passam multidões.
refeitas das derrotas

Do lado de fora.
O sol
abre um novo horizonte
de oportunidades.

Chama-se
Terra das Delícias.

Ali, os esforços
são recompensados
(como diziam os desbravadores:
"Em se plantando
tudo dá".).

Aguardam
a continuidade da vitória
escondida
nos escombros
dos jornais.

Porque a vida melhor
não se reflete
nas notícias
e o emprego
está desempregado
nas informações.

Tanta educação
para esta
falta de educação


Apresenta uma terra nova
abençoada por Deus
e um povo referência
povo síntese
cheio de disposição.

Pronto para
um novo
descortinar.

Porque
vem chegando a hora
e que seja
desde agora
que a mesa
esteja farta
e a porta
sempre aberta.

De uma continuação
De uma consolidação.
De uma distinção entre caminhos
De uma nova sociedade, aberta e progressista
De uma garantia para nossos filhos
De uma terra para os lavradores
De uma nova oportunidade de vida.

País dos meus sonhos

FANATISMO


FLORBELA ESPANCA

Minh"alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah, Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e fim!..."

FANATISMO

Minh’ alma, de sonhar-te, anda perdida

Meus olhos andam cegos de te ver!

Não és sequer a razão do meu viver,

Pois que tu és já toda a minha vida!



Não vejo nada assim enlouquecida...

Passo no mundo, meu amor, a ler

No misterioso livro do teu ser

A mesma história tantas vezes lida!



<>

Quando me dizem isto, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!



E, olhos postos em ti, digo de rastros:

<< Ah! Podem voar mundo, morrer astros,

Que tu és como Deus: Princípio e fim!...>>


Florbela Espanca


sábado, 7 de agosto de 2010

APEDREJAMENTO DO ESTADO TEOCRÁTICO NO ESTADO LAICO




A condenação à morte por "crime" de adultério, com o apedrejamento da iraniana Sakined Ashtiani, ainda que utilizada para a campanha internacional dos EUA na questão nuclear(o que não deve nos fazer embarcar nesta campanha sem discernimento), põe à mostra a questão da diferença entre um Estado Teocrático e o Estado Laico. 

Num Estado Laico, de maneira geral, a questão moral torna-se uma decisão de foro íntimo, isto é, está na própria pessoa, no cidadão, o decidir sobre o que é moralmente certo ou errado. Estado Laico não significa Estado sem religião, mas afirma que  o controle religioso sobre o fiel fica restrito principalmente à esfera de cada grupo religioso, mas não do Estado. Assim, deve haver uma convivência amistosa, e com definição de limites entre as partes.

Já o Estado Teocrático estabelece o controle do Estado sobre as questões morais e religiosas, indo além, e dando suporte às religiões predominantes, que acabam tornando-se "oficiais". Desta forma, o Estado Teocrático não tem sintonia com a via democrática, mas caminha numa linha de autoritarismo quase que obrigatória (vide a apuração das eleições presidenciais iranianas, que levaram a um endurecimento do regime).

Assim, ao interferir nas questões religiosas em um Estado Teocrático, coloca-se automaticamente em cheque a unidade nacional, pelo nível de dependência de um ao outro para a sustentação do regime. O episódio que ocorreu, quando o Presidente Lula, afirmando ser um cristão sentimental, intercedeu pela vida de Sakined, recebeu uma resposta contundente do chanceler ireniano. Mexeu num vespeiro.

Vemos no mundo, desde a segunda metade do século XX, o crescimento do chamado fundamentalismo religioso, de um lado, representando uma fé superficial, na leitura literal dos textos sagrados; e de outro, o chamado secularismo religioso, que é o desapego à religião, resultado do usufruto dos benefícios da sociedade de consumo, que abastece o homem, e o faz desprezar esta dimensão espiritual, como se vê principalmente na Europa de hoje.

Um e outro tem muito a ver em comum(secularismo e fundamentaliso). Um fiel secularizado, quando diante dos problemas da vida, ao buscar soluções na religião, por não ter formação, adere com facilidade a estas formas fundamentalistas, que encontram ambiente propício de crescimento. Muitas igrejas no Brasil cresceram neste ambiente, se estruturaram e foram para outros continentes, exportando este fundamentalismo, com boa aceitação. As igrejas tradicionais que o digam.

Já o ateísmo, que foi forte até os anos 50, pela influência dos partidos políticos com tradição revolucionária de Marx, Engels e Lenin  nas transformações sociais no mundo, foi sendo colocado de lado, desde o momento em que os movimentos revolucionários no mundo, principalmente no Oriente médio, assumiram uma matiz religiosa fundamentalista, que acabou prevalecendo

Veja-se a OLP laica e o Hamas fundamentalista se destruindo sob os olhos de Israel; o Iraque, antes sunita, e agora shiita, em explosões diárias e mortandade sem fim, o Afeganistão e o Paquistão da Al qaeda, que não aponta para solução, mas para um aguçamento de longo prazo. Também na Irlanda do Norte com os fundamentalismos cristãos, católicos e evangélicos.

Gandi, em uma das vezes em que esteve preso, leu e meditou a bíblia, principalmente os evangelhos. Ao sair declarou que quase havia se tornado um cristão, ao ler a Bíblia. Perguntarem-lhe então, porquê não havia se tornado um cristão. Ele respondeu:

- Por causa dos cristãos.

É o chamado contra-testemunho, desvendando as realidades por trás das pregações.

Lembro-me de Marx, nos seus manuscritos econômico-filosóficos refletidos em um século de quebra de paradigmas, como o foi o século XIX: " As pessoas e as instituições não são aquilo que elas dizem que são, mas são o que são".

Os EUA não se tornaram um Estado religioso, devido principalmente à diversidade de expressões religiosas, que impediram uma influência direta sobre o Estado liberando às elites para exercerem o controle do poder sem precisar dividir.

Já o Brasil,  desde o início foi um Estado Religioso sui generis. A Igreja Católica até a República, era subordinada ao Estado, que escolhia Bispos(e não Roma), abria dioceses, pagava o salário aos sacerdotes, e concomitantemente exercia sua "proteção". De fato, somente com a República a Igreja Católica libertou-se da influência do Estado, e cresceu.

Mas não poucas vezes houve conflito entre a Igreja e o Estado, como na expulsão dos jesuítas do Brasil e a destruição dos 7 povos das missões, a escolha de bispos contrários ao celibato, pelo Estado, como foi no caso do Rio de Janeiro, durante o período de Regência. O próprio Feijó, que era padre, comandava o país e, divergindo de Roma, escolhia Bispos a seu bel prazer. Era complicado. Mas havia também os Freis Canecas da época, que se sensibilizavam com os problemas do povo e engajavam-se nas grandes lutas de seu tempo.

Arrisco-me a afirmar que pertence aos planos do império, tornar o Brasil uma nação multi-religiosa, como na matriz. A influência americana em um sem número de novas Igrejas, com pastores americanos em tradução simultânea, busca substituir as lutas sociais,  resolvem eles mesmos os problemas,  através de processos fanáticos, da pobreza, do desemprego, e curas. Abrem um novo horizonte de relações com o Estado. Já possuem uma bancada evangélica, e nutrem o sonho de fazer do país uma nação evangélica, religiosa, como vemos no oriente médio.

 De quebra, para apimentar um pouco mais a análise, vejo o mundo envolvido em duas dimensões bem distintas: o ocidente cristão, democrático e tecnológico, de cunho capitalismta, e o oriente, com o islamismo em crescimento (já são a segunda religião na Europa), de cunho autoritário, e popular. É um pêndulo que vem e vai desde a antiguidade, atravessando a idade média, e voltando com mais força nos dias de hoje.

O império quer lançar mão de uma nova cruzada, agora de matiz evangélico, e o oriente médio responde ferozmente, perseguindo qualquer expressão de cristianismo. A guerra contra grupos fundamentalistas está se generalizando, e a qualquer momento pode sim haver uma ampliação destes confrontos, com a possibilidade de conflitos de grandes proporções, porque não dizer atômicos.

É uma possibilidade real que deve fazer os pacifistas do mundo levantarem suas vozes bem alto,  para dizer que os povos não devem pagar a conta destas loucuras, e que desejam viver em paz.

Podemos apoiar as novas relações do Brasil com o mundo, mas não podemos abdicar de nossa visão pacífica, de cunho popular, e com diálogo sobre todas as diferenças.

Que o apedrejamento seja banido do mundo do século XXI. e que as mulheres tenham seus direitos respeitados, não podendo ser responsabilizadas enquanto os homens saem incólumes destas sociedades patriarcais, escondidas em burcas, sem liberdade a ir e vir sozinhas em seus países.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

LIBERTADORES OFUSCA DEBATE


Talvez alguns não acreditem, mas o jogo do São Paulo e Inter chamou muito mais a atenção do telespectador do que o primeiro debate presidencial, promovido pela Rede Bandeirantes.

Só para queimar a lingua do Fernando Mitre, Diretor do Telejornalismo, que ajustando, a seu gosto, um empate técnico das pesquisas eleitorais, montava um argumento de que este debate daria a direção para todo o eleitorado se definir.

Como se nada tivesse acontecido até então, ou fossem posiões ainda irracionais, precisando daquela injeção milagrosa.

3% de audIência do debate significa 180 000 residências  antenadas, o que é inexpressivo diante do universo televisivo. Arrisco-me a dizer que este debate, só por causa desta baixa audiência, não trará maiores repercussões.

Tudo deve continuar como está, Dilma crescendo, Serra se arriscando mais, Marina com sua auto-estima crescendo, mas com discurso coincidente ao de Dilma.

Plínio foi a novidade, mas para quem? Os 3% de telespectadores que assistiram o debate são os "já posicionados", ou "engajados", a "inteliguência" de Manheim.

Se alguma modificação vier deste debate será o roubo de votos da Marina para Plínio. Serra pareceu estar à vontade, mas suas propostas de realização ("ministério dos lesionados", "ministério dos mutirões", exames dentários e oftamológicos) não são suficietes para apagar a ansiedade do eleitor por uma continuidade de Lula. Não resite sequer a pergunta: O Sr. fez isto em seu governo?

Dilma respondeu dentro do figurino, não errou; gaguejou um pouco, mas perdeu grandes oportunidades para nocautear Serra, que foi sentindo-se mais à vontade para criticar. Dilma pode trabalhar mais sua naturalidade, e expressões faciais, que aparecem um pouco rígidas, destoando com o que é falado. É preciso sal.

Mas tudo isso são comentários extemporâneos, porque 3% de audiência, diante da urgência da Libertadores, não teve nem comparação.

O eleitorado está se informando de atravessado, depois do jogo.

Assim, permanece a tendência atual de crescimento de Dilma.

O Mitre que me perdoe, mas o debate deu com os burro n'água

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MÍDIA DÁ MAIS QUE UM EMPURRÃOZINHO

 Inacreditável, mas saiu na Folha de São Paulo de hoje ,04 de agosto, na página 4 do primeiro caderno, ao acompanhar a ida do candidato José Serra à uma escola técnica e um abulatório inaugurado por ele mesmo no ano passado, na favela de Heliópolis. Transcrevo o trecho do artigo: "Apesar de estar em uma das regiões mais pobres de São Paulo, o tucano só fez o clássico corpo a corpo após pedido da reportagem da Rede Globo, que sugeriu que ele cumprimentasse moradores da região, para poder captar imagem para o Jornal Nacional, que desde segunda feira, acompanha as agendas dos candidatos." E termina "Serra aceitou".
Concluo que realmente a mídia tem muito mais visão sobre os efeitos das imagens junto ao público, sabendo diferenciar o que é uma imagem fechada e escondida, e seu impacto, e outra aberta, com a pessoa circulando nomeio do povo. O negócio de sair para comer o tradicional pastel de bacalhau e sanduiche de mortadela no Mercado Municipal de Sampa, eu também quero. Agora lá em Marsilac, só onça mesmo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS NEGROS DA PERIFERIA NA FIGURA DO NETINHO

Estava demorando aparecer a voracidade racista contra Netinho. Todos sabemos que sua figura mistura o cantor de pagode da periferia com uma imagem política bem recente, mas eficiente(se o leitor tem acompanhado suas atividades na Câmara municipal). Sou obrigado a admitir, que conversando com pessoas que pensava fossem progressistas, percebi que até hoje tem gente que não quebrou o paradigma de cor, de cantor, de periferia, e vestem o salto alto pequeno burguês

O jornal "O Estado de São Paulo" publicou on line a "denúncia e compra de votos" do candidato ao senado. Nem esperou a resposta do mesmo. Os comentários preconceituosos que o artigo suscitou dos leitores lembram que o poder legislativo deve ser ocupado apenas por "doutores", uma vez que a maior parte dos comentários considera sua candidatura ao senado "de baixo nível".

O pano de fundo é que um negro da periferia está aspirando ao cargo de Senador , causando espécie para a alta sociedade paulista. Afinal das contas, ele deveria fazer parte das rodas de Amaury Jr, e estar frequentando shoppings. Mas não, ele quis transformar gente abandonada em princesa, o que pode parecer ridículo aos olhos do Jardim américa e do alto Morumbi. Mas, no fundão esquecido da cidade, ele sempre foi bem recebido, porque veio de lá, e tem projetado a periferia, com orgulho.

Existe o voto nazista e racista? lógico. Ele provém das altas rodas e se espalha naqueles que reclamam de tudo na vida e não contribuem em nada para tornar o Brasil melhor.

Vamos parar de dar golpes na democracia e respeitar o contraditório.

Deixem o negão falar, antes de julgarem

SIRENE DAS SEIS

No embalo da sacola
sacode o coração
por aquele vestidinho macio,
contrário da máquina e do brutalhão.

Sim,
ali vai toda perfeita,
com a silhueta cheia
e a cintura estreita,
fazendo tapete do chão.

No bar
a vista ainda acompanha
a total ignorância de quem vai;
e não tendo,
conhecendo a sanha,
pensa mal e diz um: "Sai"!

Então vem a cachaça...
soma de cansaço
submissão
desistência
e ódio,
jogando minério de alcool
no forno estomacal.

E, quando o dia se apaga,
lá vai junto o operário,
sem rosto
nem gosto
esquecido do mundo
para sua casa tosca.

Fotos da mãe na parede,
vazinho de plantas de plástico,
café aguado e morno.

Oh! Amor de oprimido,
ejaculado num banheiro em construção,
com o sexo arrebentado,
por uma secretarinha
de nariz arrebitado.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O CENSO DO CORAÇÃO


1) O senhor(a) foi gerado com amor?

2) Recebeu carinho de pai e mãe, na infância?

3) Teve professores dedicados contido? Aprendeu a buscar o conhecimento e a verdade?

4) Descobriu que no mundo e em seu país existem grandes problemas, que precisam de seu engajamento  para serem resolvidos?

5) Já percebeu quem está ao lado do povo, e quem está do outro lado? Fez a sua escolha?

6) Após algumas frustrações e dificuldades, já chegou à conclusão de que trabalho e dedicação devem ser assumidos diariamente, com alegria?

7) Consegue sensibilizar-se com o sofrimento do mais próximo? Tem prontidão para ir ajudá-lo?

8) Sabe ler um jornl ou assistir a um noticiário, extraindo nas entrelinhas intenções outras que estão subjacentes?

9) Caminha no sentido da humildade e da solidariedade, ou está só nas intenções?

10) Decidiu-se pela paz?

A avareza está por trás das guerras e da violência no mundo

Este papel de avarento quer dominar o mundo, as mentes e corações das pessoas. Está por trás das guerras, dos estelionatos, da exploração impiedosa dos mais fracos, de seus trabalho, sem recompensar-lhes dignamente. Padre Cucci reflete sobre a questão da avareza, das pessoas que só pensam em acumular e se esquecem da solidariedade no mundo. Mas há uma solução, que começa igualmente no coração das pessoas, e desemboca num mundo melhor, quem sabe numa civilização do amor.


ROMA, segunda-feira, 2 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Aprender a doar o que se recebeu gratuitamente é a única maneira de superar a solidão causada pela ânsia por posses que caracteriza a avareza.

Esta é a síntese do ensinamento que está no coração do artigo assinado pelo Pe. Giovanni Cucci SJ, docente de filosofia e psicologia junto à Pontifícia Universidade Gregoriana. O artigo, intitulado “A avareza, a tentativa ilusória de possuir a vida”, foi publicado na revista La Civiltà Cattolica em 3 de julho passado.

No ensaio, o sacerdote jesuíta explicita os aspectos essencialmente espirituais deste vício, que conduz a atribuir ao dinheiro e coisas semelhantes “um valor simbólico exagerado”, transformando-os em “sinônimos de estima, paz, segurança e poder”.

A avareza, portanto, se identifica com “a cobiça e a ânsia por posses, que endurecem o coração e conduzem à presunção de autossuficiência, de se bastar a si mesmo e de nada mais precisar”.

Daí se compreende o aspecto religioso da avareza, sublinha Pe. Cucci, “pois o dinheiro oferece a ilusão de onipotência: o dinheiro, por sua natureza, confere uma autossuficiência que nenhum outro objeto pode fornecer. Para Péguy, constitui a única alternativa verdadeiramente ateia a Deus, porque dá a ilusão de que se pode obter tudo, de forma que qualquer realidade pode ser convertida em dinheiro, que por sua vez possibilita possuir qualquer coisa”.

Também Marx, ao analisar a mentalidade capitalista, salientou “o caráter de consagração de todo o próprio ser a uma realidade considerada absoluta, superior a qualquer outra”.

“A avareza, uma vez que não se refere a nenhuma necessidade do corpo nem a nenhum prazer corporal, busca uma satisfação de tipo afetivo, mas ao mesmo tempo intangível, ligada à imaginação”, explica o sacerdote.

Dessa forma se configura “como uma forma mundana de consagração a um ídolo, algo para o qual se está disposto a oferecer a própria vida, sacrificando para isso a própria liberdade e dignidade”.

De fato, o dinheiro, longe de pacificar, ao se tornar um fim em si mesmo gera sempre novos temores, ansiedades e inseguranças: “o medo de perder o que foi conquistado, medo de que um rival consiga um bem cobiçado, ou de ainda de ser superado na escala social, tornando vãos todos os esforços de uma vida”.

Outro sentimento típico do avarento é a tristeza, ligada à frustração de não poder nunca encontrar algo que o satisfaça, fazendo-o sentir-se cada vez mais indigente. De modo que o “estranho masoquismo” que caracteriza este vício está em pensar que “a única fonte de felicidade é na verdade aquilo que está por arruinar a própria vida”.

Além disso, há uma estreita ligação entre a avareza e a solidão: “o avarento se encontra somente em companhia de coisas, a única realidade na qual pode confiar”.

Assim, o melhor tratamento para o vício da avareza é a prática de “abrir mão do que se recebeu para o bem-estar dos outros”.

“Esta disposição – explica Pe. Cucci – promove o desejo de viver bem a própria vida, tornando a pessoa capaz de sacrifícios notáveis, uma vez que seu coração se torna sensível ao sofrimento e às necessidades dos demais”.

Paradoxalmente, escreve Pe. Cucci, talvez “no fundo da avareza se encontre este esforço sobre-humano de querer dar valor à própria existência, a merecer viver; uma forma doentia de auto-estima”.

Ao contrário, porém, “é no encontro com o outro, na relação, que o homem encontra a verdade de si mesmo”.

“A verdadeira riqueza, que de fato nos pertence, é aquele que se recebe ao se oferecer o melhor de si, tornando-nos assim participantes da generosidade abundante de Deus” – conclui.

“Somente doando é possível superar a solidão infernal na qual se aprisiona o avarento”.

QUAL É O DESENVOLVIMENTO QUE QUEREMOS PARA O BRASIL?

IDADE ESPERADA (NORMAL) AÇÃO MÉDIA FAIXA



Sentar sozinho 06 meses 05-09 meses


Engatinhar 09 meses 06-12 meses


Ficar em pé 11 meses 08-17 meses


Andar sozinho 14 meses 09-18 meses


Primeira palavra 12 meses 08-23 meses


Frase c/ 2 palavras 02 anos 15-32 meses


Sorriso em resposta 01 mês 01-03 meses


Comer c/ as mãos 10 meses 07-14 meses


Beber no copo 13 meses 09-17 meses


Uso da colher 14 meses 12-20 meses


Vestir-se 04 anos 03-05 anos

O desenvolvimento vem desde a infância e deve ser acompanhado de perto para que nada dê errado. A nação também precisa que tenhamos a mesma preocupação, e embora pareça distante do que façamos em nosso dia a dia, é preciso pensar e opinar, porque há uma responsabilidade social envolvida, como a do desenvolvimento de uma criança. Queremos chegar a um país adulto.

Sim teremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, na próxima década do século XXI. Muito se tem falado sobre estes desafios, e um grande compromisso está firmado para criar as condições ideais de realização dos mesmos. Construir o trem-bala ligando Campinas ao Rio, realizar a reforma e a construção de estádios, nos vários Estados que sediarão estes eventos, ampliar a infraestrutura de água e esgoto, energia elétrica, dos serviços de transporte, etc, muito tem a ser feito.

Temos a impressão de que o processo de desenvolvimento do país está subordinado a estes desafios, e que ele é a única alternativa , o que não é verdade. Existe isto sim, um desafio, uma vitrine brasileira exposta ao mundo, um julgamento de nossa estatura, nossa capacidade, via estes eventos.

Mas a discussão do desenvolvimento brasileiro deve ir em outra direção, sob pena de construirmos uma década de ilusões, e passarmos pelo vexame de sediarmos eventos num pais onde a estrutura social continuará excluente, e com poucas oportunidades para sua população.

Ser campeão sim, mas em um país de oportunidades crescentes. É precsio ampliar urgentemente a quantidade de jovens atendidos em cursos profissionalizantes e de nível superior. O crescimento do país exige isto. Há uma demanda por profissionais a ser preenchida. O desenvolvimento científico e tecnológico também, deve receber grande apoio pois servirá de base para este desenvolvimento.

É preciso ampliar a oferta de empregos e, ao mesmo tempo, dos produtos primários e secundários, com controle inflacionário, ambiguidade difícil de conciliar. O governo Lula conseguiu unir, de certa forma, esta  montagem contraditória, porque a administração de altos juros no mercado financeiro, tem servido para "impedir o desenvolvimento com inflação", mas redundou também numa espécie de freio do desenvolvimento.

É preciso investir na sáude preventiva, com acompanhamento familiar, o chamado médico de família, caso contrário os custos do serviço médico hospitalar continuará alto e ineficaz. O Estado deve assumir o médico de família, em vez de ficar apenas dando atendimento corretivo, reativo.

O SUS que por aqui é tão criticado, acaba de ser adotado pelo presidente Obama nos EUA. Até a "matriz", que sempre sacralizou a inicitiva privada, está se rendendo à intervenção do Estado em esferas até então negadas, como é o caso do atendimento hospitalar. São coisas dos novos tempos.

O enterro do neoliberalismo com a privatização de tudo, e a redução do papel do Estado na economia, caiu por si só, sem ter sido derrotado pelos socialistas, mas com causa mortis própria, das chamadas crises cíclicas do sistema capitalista, que, por sinal, ainda continuam, agora atingindo o Estado, com na Grécia, Espanha, e...

O que se coloca é a necessidade do Estado suprir o que for necessário para o desenvolvimento, seja na área que for. É o que vemos na China e na Ìndia. Uma vez resolvido, pode-se discutir um compartilhamento com empresas, e mesmo a transferência destes setores, se isto significar um impulso maior. As cooperativas, e a pequena e média empresa urbana e rural devem fazer parte destas oportunidades, sendo as maiores beneficiárias, mas não únicas. Cada caso é um caso a ser analisado.

Aliás,  casos de polícia devem ser resolvidos como foi no combate à máfia na Itália. Refiro-me ao insuportável crescimento do tráfico de drogas, já com um lastro perigoso de influência no país como um todo, e presença já na economia formal das cidades.Ouço que existem empresas "dominadas".  É necessário dar um basta, equipando os setores de segurança pública com tecnologia de ponta, e eficiência científica. E combater com o objetivo de erradicar, e não de conviver, "administrar".

Para isto o Judiciário precisa deixar o império e republicanizar-se, agilizando-se e estabelecendo leis mais rígidas e rápidas. Os atuais concursos públicos no âmbito do judiciário, não tem impedido a perpetuação de famílias tradicionais de magistrados, o que corrobora com o modelo imperial. Que se democratize o judiciário, com eleições para os cargos estratégicos.

A cultura, que é o coração do povo, refletindo o que se passa na vida cotidiana do país, deve ser francamente incentivada pelo Estado, em suas diversas modalidades, cinema, teatro, literatura, música e artes em geral, sem privilégio desta ou daquela área.

Estamos em ano eleitoral. Devemos observar quem vai ter um enfoque mais voltado aos anseios da maioria, quem pode efetivar, e quem ficará no discurso. O Brasil tem urgência.

Acredito na percepção do eleitorado, de que fará uma boa escolha, mas devo admitir, que comparativamente com outros tempos, estamos adquirindo uma civilidade eleitoral. Irracionalidade aqui e ali, destemperos verbais, ocorrerão, mas deve prevalecer o confronto de idéias, e não de pegadinhas, ou conflitos pessoais, ou fabricação de manchetes falsas, e domínio da mídia.

Os desafios são crescentes, e não podemos nos dar ao luxo de errar. Seremos cobrados por nossa ignorância política. Lembro-me que Bertold Brescht nos lembra do ignorante político, como o mais deplorável de todos os indivíduos. Pois bem, rompamos com nossos preconceitos, e passemos a discutir, com abertura sobre todas as possibilidades. É um novo Brasil que está acontecendo e precisamos reformar nosso perfil. Rápido, agora.