terça-feira, 30 de março de 2010

CONDENAR OS NARDONI É SER CRISTÃO?

Impressionou-me muito a repercussão do caso do assassinato da menina Isabela Nardoni, pelo Pai Alexandre Nardoni e Ana Jatobá, a madrasta. Porque o ódio generalizou-se no meio das pessoas, exigindo a condenação de ambos, a ponto de não se poder ter outra opinião. Mas tem uma questão que incomoda sobremaneira:

Afinal, Jesus Cristo condenaria também este assassinato, como a grande maioria do povo o fez?

Mas Jesus mesmo diz que não veio para condenar, mas para salvar?

Ué? Então posso pensar que Jesus lhe perdoaria? Penso que sim. São inúmeras as situações tanto no Antigo, como no Novo Testamento em que este perdão é possível. Lógico, dependeria de ambos terem se arrependido sinceramente de seu ato criminoso, e se disporem a iniciar uma vida nova, corrigindo-se.
Não vai retroceder a vida da Isabela, bem sabemos. Certamente ela deve estar neste momento na Glória de Deus, como um anjinho, junto com todos os santos, que contemplam Deus face a face.
Mas não posso fazer parte do coro da fogueira santa, inquisição midiática, que quer me colocar um ódio aos assassinos.

"A mim a justiça". Não é assim que Deus diz?

Estamos em plena Semana Santa. Quantos de nós não chorarão a condenação de Jesus, vendo o povo pedir que o Senhor seja crucificado.

"Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" Esta frase de quem é?

Vamos jogar as pedras ao chão, e pedir pela cicatrização do coração da mãe, Ana Carolina, pais, avós, porque pior do que o crime, é o revanchismo e o ódio que satanás planta nas pessoas, depois de ter conseguido seus objetivos.

Paz e bem!!

Exemplo de fé

Tive a oportunidade de visitar neste sábado passado um senhora de aproximadamente sessenta e poucos anos, que perdera as duas pernas, na altura dos joelhos. fora o fato de ter ficado impressionado com a amputação, por atropelamento de ônibus, o que mais me chamou a atenção foi sua coragem e naturalidade com sua situação, mantendo-se serena e disposta com a vida. É nestas horas que nós percebemos a quantidade de fé que a pessoa tem, que supera as dificuldades e deposita a esperança alegremente em Deus. Eu que visitava, acabei visitado por ela, por sua fé. Vivendo e aprendendo.

Policial infiltrado em manifestação da Apeoesp, como professor


Sem levar em conta os prós e contras, que não nos cabe comentar, é de se estranhar a prática de se infiltrar policiais como se fossem professores. Esta prática era para estar erradicada do país.

Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.Por Conceição Lemes, no blog Viomundo

As três versões sobre a foto estão desmoralizadasDiretores de subsede da Apeoesp de Osasco passaram a manhã e a tarde investigando. Lembravam-se de tê-lo visto em Osasco em meio aos professores. Conferiram listas dos que vieram para a assembleia da sexta-feira, 26 de março, no Palácio dos Bandeirantes. Conversaram com muitos colegas.No começo desta noite descobriram que o suposto professor é um policial militar do serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista. É um P2, como são chamados.A caráter para não levantar suspeitas (garotão barbado, jeans, mochila nas costas), o jovem policial infiltrado embarcou no ônibus dos professores de Osasco, como se fosse um deles. Daí o pessoal da subsede de Osasco ter achado inicialmente ele que era um colega.A descoberta da Apeoesp derruba três versões oficiais da PM paulista.A primeira, no sábado, a Terra Magazine, de que o PM não-identificado “era um dos policiais da região, que estavam empenhados na operação”.As outras duas são de hoje. Ao Viomundo, disse que o policial militar à paisana “estava no local”. A Terra Magazine, informou que ele estava “passando” pela manifestação.Aos poucos a verdade sobre a foto famosa da manifestação dos professores vai se revelando. Mas ainda há muitas perguntas sem respostas. Por exemplo, qual era a missão dele na assembleia dos professores? Levantar informações sobre o andamento do movimento? Fazer provocação? Ou o quê? A mando de quem? Qual a intenção? Criminalizar a Apeoesp?“A partir dessa noite, uma das hipóteses que passamos a considerar é a de armação para sensibilizar a sociedade e jogá-la contra os professores”, lamenta a presidente da Apeoesp. “A figura da policial feminina, frágil, indefesa atacada por nós, professores, uns bárbaros. Curiosamente o capacete dela está direitinho. A roupa alinhada, como se tivesse saído da lavanderia. Para quem levou uma paulada, como disse a PM, é estranho. Os dois muito arrumadinhos, ajeitadinhos… Esquisito demais. ”“O fato é que seremos mais rigorosos na fiscalização de quem entra nos nossos ônibus”, cogita Isabel Noronha. “Talvez passemos a exigir o holerit, para ter certeza de que aquela pessoa é professora mesmo e essa história não se repita.”

domingo, 28 de março de 2010

AQUARELA DO BRASIL

Há um Brasil negro
Que quebra,
Requebra,
Põe colares,
inova.

Um Brasil branco
Assiste imóvel,
Duro,
A dança
Nunca escravizada,
Desvencilhando-se
Das correntes.

Um Brasil amarelo,
Emerge,
Raiz,
Brasil dos Brasis,
Incômodo,
Meio dono,
Desterrado.

Outro Brasil amarelo,
Estrangeiro,
Incomunicável,
Aporta
Sobre o cimento,
Incremento,
Naturalizando-se
Em gerações.

Um Brasil midiático,
Internacionalizado,
Pactuado nas sombras,
Poderoso,
Aventura-se.

Há um Brasil misto,
Buscando identidade,
Pacífico
E destemperado.
Brasil destronado,
Amnésico.

Um Brasil
Ainda perdido,
Pujante e inexplorado.
E outro encontrado,
Sob controle
dominado.

Há no Brasil
Uma confluência
Nacional
De diásporas
Internacionais.

Brasil rítmico
De convívios
emprestados,
que se remodela
Antes de se descobrir,
Possuído e virgem,
Alegre e tolerante.
Que desperta,
adormece
desperta,
adormece,
Cheio de coração.

Brasil incógnito.

Domingo de Ramos: sinal de contradição do povo

Sacudir os ramos ao ver Jesus entrar em Jerusalem, e no mesmo período pedir a Pilatos para crucificá-lo... Muitas vezes ouvimos:" Vox populi vox Dei". Não se aplica neste caso, não é mesmo? E não pode ser uma frase sempre verdadeira, pois há exceções. Isto me faz lembrar do velho conceito de "verdade possível", se não me engano de Lucien Goldman, onde o autor circunscreve a verdade ao conceito de classe social. Sendo a classe operária a maior, este conceito relativiza a sua verdade com o setor social de maior significância, e elite, ficando com uma ótica relativamente menos verdadeira, vamos dizer assim. Mas, ainda assim, a verdade fica limitada. Mas a verdade não pode também ser um conceito individual? Não pode ser aplicada também para pequenas situações corriqueiras? Porque ela está disponível para todas as dimensões, e, frequentemente o valor de sua aplicação pode estar em uma situação considerada inexpressiva. Grandes decisões dependem de como as pessoas resolveram pequenas coisas. Por exemplo, não é possível eu defender o direito a alimentação dos mais pobres, e entrar num baita restaurante chique, atravessando um grupo de pedintes, do lado de fora. Vocês poderão me dizer, que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Bem, isto fica para a consciência de cada um, mas a verdade questiona. Creio que não nos é possível domar a verdade, sujeitá-la a nós. ao contrário, a verdade é que nos confronta no dia a dia, testando-nos em nossos valores, formação familiar, crenças, perfis profissionais e políticos. Se sobrevivemos às suas investidas, então estamos em um caminho bom. Mas ocorrem ocasiões em que a verdade está subjacente a um fato, e nem sempre é percebido quando a evitamos, e caminhamos para o erro, ou o crime, ou ao pecado. Como acredito que Deus é Onisciente, sei que Ele sabe que a verdade foi subtraída naquele caso, em que passou desapercebida das pessoas. Ter consciência das contradições da vida deve ser uma meta sempre à nossa frente, e deixarmos o Espírito Santo ir nos conformando à semelhança do semblante de Cristo, verdadeiro, justo, paciente, pacífico, humilde, respeitoso, compassivo, manso, direto, solidário, alegre, presente, transformador, cheio de esperança, solidário. A lista é grande, e por nós apenas será uma tarefa difícil de alcançar. "Só por Deus" mesmo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Orar, cair, levantar. Orar, cair levantar, orar cair levantar

Quando acordo cumprimento a Deus pela vida, mas é na hora do café da manhã que eu e Meg, minha esposa, nos colocamos de fato diante do Senhor em oração. Temos o cuidado de não repetir toda a manhã a mesma coisa, para não deixar Jesus enfadado conosco, nossa falta de criatividade em conversar com Ele.
Não escapa, entretanto sempre um pedido para o Espírito Santo nos acompanhar durante o dia, e que estejamos cheios de santidade durante este período. A verdade é que basta pôr os pés prara fora de casa, para começar uma quantidade enorme de situações que vão nos colocando fora do controle.
São surpresas inesperadas, armadilhas preparadas, novidades desagradáveis. Quando vemos, já nos desesperamos, iramos, discutimos , destemperamos. Aí, percebemos os erros que cometemos, e nos envergonhamos.
Os dias tem sido assim: acordamos, pedimos santidade pelo Espírito Santo, saímos cheios de fé, e em seguida tropeçamos, nos arrependemos e nos levantamos. Retirando o lado de ser música de bebum, lembra a canção "beber, cair, levantar". Só que neste caso é beber a Água da Vida, que sacia toda a sêde. Como diz o povão: "Só por Deus".
Concluo que somos extremamente frágeis, todos nós, sujeitos às situações que nos atingem diariamente. Somente um procura constante por Deus poderá ao longo do tempo ir nos tornando mais estáveis, e firmes em todas as conjunturas. Não gosto de fingir-me de bom para mostrar uma falsa idéia a meu respeito, pois não sou uma pessoa toda certinha.
Ao contrário sinto-me confrontado permanentemente pelas situações de pecado, sendo que muitas vezes caio nas armadilhas. Quero refugiar-me numa palavra de Jesus, quando o jovem rico lhe chamou de "bom Mestre", ao perguntar-lhe como alcançar o Reino. E Jesus lhe respondeu: "Porque me chamas bom. Só Deus é bom". Assim, vejo-me protegido pela misericórdia divina. E vou vivendo....

PAPA NÃO ENCOBRIU O CASO MURPHY

Papa não encobriu o caso MurphyResposta ao caso do sacerdote que abusou de crianças com deficiência auditivaPor Jesús ColinaCIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- “Não houve encobrimento algum”, garante o jornal vaticano em sua resposta a um artigo do New York Times, que tenta envolver a Congregação para a Doutrina da Fé, quando tinha como prefeito o então cardeal Joseph Ratzinger, no gravíssimo caso de um sacerdote americano acusado de abusar sexualmente de crianças com deficiência auditiva.Trata-se do Pe. Lawrence C. Murphy, responsável por abusos cometidos contra menores de idade em um centro católico especializado, onde ele trabalhou de 1950 a 1974. Este caso, como explica o próprio jornal nova-iorquino, foi apresentado muito depois, em 1996, pela arquidiocese de Milwaukee, à Congregação para a Doutrina da Fé, cujo prefeito era o cardeal Ratzinger e seu secretário era o então arcebispo Tarcisio Bertone, hoje cardeal secretário de Estado.Como explicou um comunicado do Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, a arquidiocese americana não apresentou o caso por denúncias de abusos sexuais do sacerdote – uma questão que, para a justiça americana, havia sido arquivada anos atrás –, e sim pela violação do sacramento da penitência, perpetrada através de solicitações sexuais no confessionário, delito castigado pelo cânon 1387 do Código de Direito Canônico.“Como se pode deduzir facilmente lendo a reconstrução realizada pelo New York Times sobre o caso do Pe. Murphy, não houve encobrimento algum”, assegura o L’Osservatore Romano na edição de 26 de março.“Isso se confirma na própria documentação que complementa o artigo do jornal americano – acrescenta o L’Osservatore Romano –, na qual aparece a carta que o Pe. Murphy escreveu em 1998 ao então cardeal Ratzinger, pedindo que a investigação canônica fosse interrompida devido ao seu grave estado de saúde”. De fato, ele faleceu poucos meses depois, em estado de isolamento.“Também neste caso, a Congregação respondeu, através do arcebispo Bertone, convidando o arcebispo de Milwaukee a aplicar todas as medidas pastorais previstas pelo cânon 1341 do Código, para reparar o escândalo e restabelecer a justiça”, garante o jornal vaticano.“É importante observar, como declarou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, que a questão canônica apresentada à Congregação não estava relacionada de forma alguma com um possível procedimento civil ou pena contra o Pe. Murphy, contra quem a arquidiocese já havia empreendido um procedimento canônico, como evidencia a abundante documentação publicada na internet pelo jornal de Nova York”, acrescenta o artigo.“A pedido do arcebispo, a Congregação respondeu com uma carta assinada pelo então arcebispo Bertone, em 24 de março de 1997, indicando que se procedesse segundo estabelece a Crimen sollicitationis”, carta da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os delitos mais graves, revela o jornal da Santa Sé.L’Osservatore Romano explica quais são os critérios indicados à Igreja pelo cardeal Ratzinger e por Bento XVI para esclarecer os diferentes casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes ou religiosos: “transparência, firmeza e severidade”.“Uma forma de agir coerente com sua história pessoal e com mais de 20 anos de atividade como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que evidentemente é temida por quem não quer que se afirme a verdade e que preferiria poder manipular, sem nenhum fundamento, episódios horríveis e casos dolorosos que se remontam a décadas”, afirma o jornal vaticano.O professor Massimo Introvigne, sociólogo e diretor do Centro de Estudos europeu sobre as Novas Religiões, em uma análise compartilhada com a Zenit, constata que os fatos narrados pelo New York Times não são precisos em alguns trechos e inclusive, segundo ele, foram manipulados.“Para desonrar a pessoa do Santo Padre, agita-se um episódio ocorrido há 35 anos, já conhecido e discutido pela imprensa local na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e moralmente impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.”“De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?”, pergunta-se o sociólogo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

POBREZA NÃO É CAUSA DA VIOLÊNCIA

Em entrevista concedida ao jornal Diário de Natal, o coordenador de Direitos Humanos da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Marcos Dionísio, apresenta o número de assassinatos ocorridos nos últimos cinco anos na Grande Natal, e aponta as causas para os dados trágicos.

Marcos Dionísio: dados mostram o trágico da violência
Para Marcos, não é a pobreza que causa a violência, mas os chamados espaços segregados, áreas urbanas em que a infra-estrutura de equipamentos e serviços (saneamento básico, sistema viário, energia elétrica e iluminação pública, transporte, lazer, equipamentos culturais, segurança pública e acesso à justiça) é precária ou insuficiente, e há baixa oferta de postos de trabalho. Outros fatores para o crescimento do crime são o consumismo, a impessoalidade das relações nas grandes cidades e a desestruturação familiar. Os números são preocupantes: 3.343 pessoas, entre jovens e adultos foram assassinadas na Região Metropolitana de Natal nos últimos cinco anos. Os dados, fechados esta semana, são da Coordenadoria de Direitos Humanos e Defesa das Minorias do Rio Grande do Norte (Codem). De acordo com a estatística, Natal é a cidade onde ocorreu o maior número de homicídios. Foram 215 no ano de 2004. Em 2009 o número subiu para 391.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Bangladesh: 500 fanáticos islâmicos atacam igreja católica

ROMA, terça-feira, 23 de março de 2010 (ZENIT.org). – Uma multidão de 500 fanáticos muçulmanos atacou a igreja de Cristo Salvador, no povoado de Boldipukur, a cerca de 300 quilômetros de Daca, capital de Bangladesh. O ataque ocorreu no sábado passado, 20 de março, e deixou vários feridos - cinco deles em estado grave. Segundo fontes locais, a motivação real seria uma disputa pelo terreno pertencente à paróquia.Padre Leo Desai, pároco da igreja, explicou a AsiaNews que alguns muçulmanos da região tentam há anos tomar posse do terreno. Recentemente, porém, uma decisão judicial estabeleceu de modo de definitivo que “o terreno é de propriedade dos católicos”. O terreno havia sido temporariamente cedido pela diocese a duas instituições de ensino.“Em 19 de março, uma multidão de muçulmanos se reuniu após as orações de sexta-feira e iniciou uma manifestação de protesto contra os cristãos. No dia seguinte iniciaram-se as violências”, contou padre Leo.Os cinco feridos em estado grave foram levados ao hospital, mas posteriormente, optou-se por transferi-los para casas particulares, onde pudessem contar com melhor segurança.Padre Leo denunciou “o silêncio” da polícia, que se limitou a assistir às agressões “sem intervir”.“Não se trata de um conflito entre cristãos e muçulmanos, mas de uma disputa por seus terrenos”, declarou, enfatizando que “questão religiosa é apenas um pretexto” para acirrar os ânimos.“Defenderemos os cristãos, caso sejam atacados novamente”, afirmou Mohammed Altaf Hossain, chefe da polícia local, que garantiu estar fazendo “todo o possível” para prender os 17 muçulmanos acusados de planejar e fomentar os ataques, e que até o momento seguem foragidos.A comunidade cristã de Boldipukur conta com cerca de 3.600 fiéis católicos, cuja maioria pertence a pequenos grupos tribais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada

Esta frase da poema em Linha Reta, de Fernando Pessoa, ressoa em meus ouvidos e aperta meu coração constantemente. Quero afirmar neste instante, a todos, amigos e inimigos(não os desejo, mas existem), interessados e indiferentes, que me considero um pecador. Mais que isto, um grande pecador. Uma pessoa que já pecou muito na vida, e que luta cotidianamente, para sepultar os seus abismos interiores. Abismos horríveis de profunda insensibilidade própria, e para com os outros. Indiferença para com o destino das pessoas, se ela irão melhorar e alcançar a felicidade, ou entrarão em crise e sofrerão sem receber sequer suspiro meu. Pessoas que sofrem e me percebem indiferente. O Deus que visita o meu interior, sabe desta carga acumulada de descaso. Sabe que se deixar, isto pode me arrastar para a depressão. Por isso, me acorda, pela manhã, me envolvendo com seu aroma matinal, seu ressoar de cantos de pássaros e latidos de cães. Sabe que eu posso superar esta frieza que me assalta, convidando à desistência, sabe que eu posso buscar e alcançar o amor, ainda que se acinzente o meu ser. Quero romper com a indiferença com as pessoas, mesmo que a sociedade ache isto tudo natural. É possível islolar-me em meu canto, com os parentes, e achar que está tudo bem? Que o mundo é assim mesmo, e que não conseguirei resolver os problemas? Isto me leva a um ódio que faz inverter a revolta contra o sofredor, como que colocando nestes a culpa de minhas insatisfações, ao invés de ajudá-los. Luto em minhas orações por libertar-me destes pesadelos que desejam assenhorear-se em mim. Serei o único nestes labirintos sórdidos que levam a nada? Liberte-me Senhor de meus males. Torna-me puro. Quero apagar meus desertos habitados, e alcançar teus jardins.

CRISTÃO QUEIMADO VIVO E ESPOSA VIOLENTADA NO PAQUISTÃO

Paquistão: casal cristão se nega a converter-se e é alvo de violênciaHomem é queimado vivo e sua esposa violentadaROMA, segunda-feira, 22 de março de 2010 (ZENIT.org). – Por se negar a se converter ao Islã, um casal cristão foi alvo de brutal violência por parte de extremistas muçulmanos, que aparentemente agiram com o apoio de policiais. O homem, Arshed Masih, foi queimado vivo e sua esposa, Martha Masih, violentada, enquanto seus três filhos, com idades entre 7 e 12 anos, foram obrigados a assistir a seus pais serem brutalizados. O terrível episódio ocorreu no dia 19 de março em Rawalpindini, próximo à capital paquistanesa Islamabad, na propriedade de Sheikh Mohammad Sultan, um rico empresário muçulmano para quem Arshed e Martha Masih trabalhavam.Segundo a AsiaNews, em janeiro líderes religiosos fundamentalistas e Mohammad Sultan impuseram a conversão forçada de toda família Masih ao Islã. Diante de sua recusa, os extremistas prometeram-lhes “terríveis consequências”.Em razão das ameaças, Arshed Masih manifestou sua intenção de deixar a propriedade de seu empregador com sua família, mas Sultan prometeu “matá-lo” caso tentasse.Na semana passada, as tensões se acirraram quando Mohammad Sultan acionou a polícia para reportar o suposto roubo de 500 mil rúpias (cerca de 6 mil dólares) de sua casa, acusando a família Masih de envolvimento e exigindo, mais tarde, que se convertessem para que a queixa fosse retirada. Mais uma vez, o casal se recusou.Na sexta-feira passada, o casal foi finalmente atacado por um grupo de extremistas que, de acordo com fontes locais, incluía diversos policiais. Enquanto parte do grupo ateava fogo ao corpo de Masih, alguns dos oficiais de polícia violentaram Martha.Arshed, de 38 anos, permanece internado em estado gravíssimo no hospital da Sagrada Família de Rawalpindi, onde também se encontra sua esposa Martha. Ele teve mais de 80% do corpo queimado e, segundo os médicos, “tem poucas chances de sobreviver”.O governo da província de Punjab ordenou uma investigação sobre o ocorrido. “Os culpados serão presos”, garantiu Rana Sanaullah, ministro da justiça do governo local.Após o crime, diversas manifestações de protesto por parte da comunidade cristã foram registradas nos arredores de Rawalpindi e Lahore.Até o momento ninguém ainda foi preso.

domingo, 21 de março de 2010

O que está por trás deste belo e ensolarado dia de domingo

Domingo bonito, gente descansando, alguns dirigindo-se às suas igrejas (se todos fossem, elas estariam cheias, e não caberiam a todos). A verdade é que o número dos que vão à Igreja é mínimo, comparado ao total da população. Existe uma espiritualidade egoísta, que afirma fazer o culto doméstico, isto é, rezar em casa, não sem antes alfinetar a Igreja, "onde não é preciso ir". "Eu converso com Deus do meu jeito". Como disse um padre, no curso de teologiada da Diocese do Campo Limpo, quando dizia:
1) Falar de Deus todos falam, é uma beleza. É um mundo cheio de Deus(escondem-se utilizando Deus).
2) Falar em Jesus, aí o número já diminui bastante. Falam, mas em particular, ou quando não tem mais saída.
3) Falar na Igreja. Ah, da Igreja quase ninguém fala. E, se fala, é para criticar

Lembro-me de ter lido sobre uma passagem de Madre Teresa de Calcutá, sendo entrevistada por um jornalista, que lhe perguntou sobre os problemas da Igreja (não é novo o bombardeio sobre a Igreja). Ela respondeu de pronto:
Os problemas são dois: eu e você.

Somos nós sim, os que se esquecem dos sofredores, distanciando-nos dos esquecidos e abandonados. Os que fingem que está tudo bem, e convivemos como se nada estivesse acontecendo. Vivemos num mundo, onde a crença está de um lado, onde as pessoas pensam que fazem seu culto e está tudo bem, e a realidade está de outro, aguardando nossa verdadeira conversão.
Domingo muito bonito, com um belo sol. Mas embaixo do sol, crianças cheirando cola, cracolândia, povo que revolve e se alimenta do nosso lixo, literalmente.

A graça e a queda

Devemos estar atentos a todo tempo. Hoje estive com meu violão tocando e cantando canções litúrgicas da quaresma, pelo ministério de música, na missa das 9 hs. da manhã, na Igreja de São Geraldo das Perdizes.
Terminada a missa, coração cheio de Cristo, eis que entro, eu e minha esposa num supermercado próximo para Comprar Bem (entendeu?). Na saída, ao passar por uma caixa, esta nos exigiu que contássemos os itens para ver se tínhamos os 15 ítens máximos. Eram 16, e tivemos que tirar um.
Não houve um bom dia, mas uma cobrança. Tirei imediatamente um dos ítens para atender a caixa. Feito isto lhe disse que ela poderia ser mais alegre, mais sociável. Poderia ter abordado de forma diferente. completei que ela podria acordar com alegria, e agradecer a Deus pela manhã a vida. Ela me respondeu que faz isto. Completei que o amor ao próximo expressa este amor. Aí ela pôs o dedo no ouvido para não escutar.
Depois disto voltamos para casa chateados, como se Cristo estivesse ausente, ou por acharmos que é difícil buscar a Deus e acertar nas coisas da vida. Eu poderia ser diferente? Certamente.
Concluo que é muito difícil o caminho da santidade, da vida na graça. e quando alcançamos um pouco desta, ali vem o inimigo, colocando pedra de tropeço. Peço oração por todos os funcionários de supermercados que trabalham de domingo, e por mim também este pó, que vos escreve.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Os humilhados serão exaltados

Não tem aquela passagem em que Jesus diz isto? e o contrário também, isto é, "os que são exaltados serão humilhados". Às vezes a gente pode pensar será que Jesus profetizou isto para esta vida ou para a vida vindoura. Para os abandonados nas ruas penso que é tão difícil alguém exaltá-los nesta vida. .. Quando saio nas noites de sexta feira com o grupo da Aliança da Misericórdia, da Pça da Sé, visitando e procurando evangelizar estes pequeninos abandonados vemos como são absolutamente excluídos de todos. As pessoas riem nos bares, mulheres bem vestidas saem para encontros, outros esperam ônibus, mas ao lado deles grupos de crianças de 10, 12, 13 anos abandonadas repartem uma quentinha que alguém deu, entre cheiradas de cola. Abordamos com alegria, e vemos que eles estão abertos e rezam juntos. Provavelmente foram para a rua por causa da violência em casa, ou mesmo por causa da droga. Não adianta político falar isto e aquilo, enquanto os miseráveis estiverem esquecidos. Um perguntou a uma colega do grupo: "Você teria coragem de me dar seu casaco", por causa do frio da noite. Ela tirou com a maior naturalidade. Ainda é possível fazer isto sem demagogia, e em silêncio. Temos uma grande caminhada para a realização do Reino de Deus. Espero vocês na Pça da Sé..

METRÔ DE SAMPA ESTÁ SUPERADO

Porque o governador José Serra não pega o Metrô de São Paulo na Sé, às 7:30 da manhã em direção ao Jabaquara. Vocês sabiam que são desligadas as escadas rolantes porque senão vai ajuntar tanta gente na plataforma que pode acabar caindo alguém nos trilhos? Estou falando sério. Não é brincadeira não. Ao final de um dia de trabalho, o trabalhador que pega o metrô na Praça Mal Deodoro, acaba tendo que ficar em uma das três filas para entrar em uma das catracas(já com bilhete). Quando chega na plataforma, acaba assistindo passar trem vazio para atender a Sé. Quando chega o trem, a plataforma está totalmente cheia e o trem já chega cheio. Nas outras estações a situação se repete. Povo não é sardinha para ser enlatado em vagão. Já as propagandas divulgadas pelo Metrô falam de redução de tempo no percurso NO FUTURO. É pagar para ver! O povo está silencioso, mas não provoquem, não apertem muito, não brinquem com fogo, que se o povo acorda...

quarta-feira, 17 de março de 2010

A vida brasileira

Lindo dia de sol em Sampa. Saí caminhando pela manhã, feliz pelo nosso país, pelo nosso povo, pelos nossos governos(para compensar a chuva de críticas que sempre fazem). O Brasil apagou as manchas do passado e constrói um país muito diferente daquele de 20 anos atrás. É um Brasil que cresce, que oferece trabalho, onde as oportunidades surgem. País que ocupa um espaço novo no mundo, com sua visão pacífista, que é natural daqui(não dizem por aí, que no Brasil não se faz guerra como nos outros lugares?). Mas tem gente que quer desconstruir o real, e fazer pensar que ainda vivemos no passado. A mídia é mestra em fazer isto. Paciência, com 83% de aprovação do governo Lula, vai ser difícil esta toada pegar. É briga de cahorro grande. O importante é não baixarem o nível, nenhum dos lados, porque devemos dar demonstração de maturidade democrática para o mundo. O futebol, sim lugar onde as pessoas poderiam fazer crítica, vemos uma subserviência da imprensa como um todo às arrogâncias do treinador. Aí sim, há ditadura onde todos querem falar e serem ouvidos. Tenham esperança em nosso país e em seu povo. O Brasil que era o país do futuro, já é o país do presente. Que Deus Todo Poderoso derrame abundantes graças sobre todos nós.
Ps- Ibsem Pinheiro quer radicalizar e dividir o país. Tudo pode ser resolvido distribuindo os royalts entre os estados não produtores e preservando uma fatia maior aos estados produtores. Não se resolve com decisões extremas, mas se divide. Cuidado, porque por trás desta proposta está uma tentativa de se dividir o eleitorado brasileiro.

terça-feira, 16 de março de 2010

PÊNDULO

Ser pontual
É ser Caxias;
Atrasar-se,
Frouxidão.

Criticar,
perfeccionismo;
Calar-se,
Submissão.

Irar-se,
mandonismo;
Pacificar-se,
Desilusão.

Casar,
convívio rotineiro;
Separa-se,
Mergulhar na solidão.

Aparência?
Superfície vulgar.
Essência?
Perfeição estranha.

Trabalhar,
ocupação externa;
Folgar,
Desperdício interno

Correr...
Fins Impulsivos.
Parar!
Encontros sem fim.

Comer,
inchar-se;
Jejuar,
Esvaziar-se.

Falar,
Exposição perigosa;
Pensar,
Introspecção segura.

Coito,
Vida;
Excreção,
Morte.

Chega!
Absurdo dicotômico.
Seguir?
Desvio na redação.

Ser alguma coisa?
Importância enganosa.
Não ser nada?
Ausência verdadeira.

Início,
Coragem de lançar-se;
Fim,
Sabedoria de encerrar.

3000 ATACAM COMUNIDADE CRISTÃ COPTA

Número de feridos chega a 25; féis estavam reunidos para oraçõesROMA, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org). – A suposta intenção da comunidade copta de construir uma nova igreja na província egípcia de Mersa Matrouh desencadeou uma violenta reação por parte de um grupo de cerca de 3 mil muçulmanos, que, aparentemente incitados por um imame, atacaram uma construção adjacente à igreja local, na qual estavam presentes quatro sacerdotes, um diácono e 400 paroquianos coptas cristãos, reporta a AsiaNews. Entre os feridos há mulheres e crianças. O ataque ocorreu na tarde da sexta-feira passada. Os agressores - um grupo de beduínos e fanáticos salafitas – atacaram a pedradas o local da construção, que aparentemente pensavam ser uma nova igreja. Os cristãos dizem que na realidade trata-se de um asilo.As forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo e prenderam cerca de vinte pessoas, entre muçulmanos e cristãos.Os ânimos teriam sido inflamados pelo imame local, Shaikh Khamees, que teria exortado “a combater os inimigos do Islã”, declarando que "não toleraria a presença cristã em nossa região”.“Os coptas estão aterrorizados, principalmente as mulheres e as crianças que estavam presentes no momento do ataque”, afirmou o reverendo Matta Zakarya, que mencionou a realização de um encontro entre líderes da Igreja local, membros das forças policiais e alguns representantes muçulmanos, para tratar da questão.A comunidade cristã copta representa cerca de 10% da população do Egito, que é de quase 80 milhões de pessoas. Tem sido alvo de discriminações e ataques, como o ocorrido em Nag Hammadi em janeiro, durante o Natal ortodoxo, que custou a vida de sete pessoas - seis cristãos que caminhavam para a igreja e um policial muçulmano.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O horror de um crime e a alegria do futebol

O Brasil vive um fim de semana de crimes e futebol. A morte de Glauco e de seu filho por um rapaz com problemas psicóticos, envolvido através da seita do Santo Daime. Deixando de fora o horror do crime, este fato nos leva a pensar que a religiosidade deve ser vista mais de forma realista e serena, longe dos recursos subjetivistas ou do apelo de drogas para se alcançar êxtase. Mas o Brasil globalizado está multifacetado, e com isto trazemos as consequências do fanatismo para cá. Aposto que o assassino, se ficar preso, será por pouco tempo. Sentimos pela vulnerabilidade a que todos estamos sujeitos, de passarmos pelas mesmas consequências, sem que a justiça prevaleça. Ao mesmo tempo, o futebol ocupa a cabeça do brasileiro: é o Adriano justificando as cervejas (duas ou três vezes por semana, segundo o mesmo), o que já é uma fase significativa do caminho ao alcoolismo, ou as danças dos "meninos da vila", depois dos seus gols. O povo brasileiro deixa seu suor cotidiano entre perplexidades dos assassinatos nos moldes norteamericanos, e dos jogos de futebol. A vida passa ao largo. 13000 moradores de rua na capital paulista, sem nenhuma política social da prefeitura (diminuíram o número de leitos nos albergues públicos), e com poucas ações de alguns cristãos. A Indy inaugurou a redenção da marginal tietê, com mais uma atração. E chuva e sol, casamento de espanhol, limpando a capital da poluição. É como diz o ditado de parachoque de caminhão: "Tá ruim, mas tá bom"

sexta-feira, 12 de março de 2010

Visitar o povo de rua

Tem sido uma experiência muito grande esta que estou envolvido, através da Aliança da Misericórdia, da Igreja Católica. O grupo reune-se à noite da sexta-feira na Pça da Sé, faz as orações iniciais e sai pelas ruas do centro conversando e evangelizando o povo que mora nas ruas do centrão. Quando é 22:30 hs voltamos, agradecemos a Deus, e retornamos cheios de alegria para nossas casas. Hoje encontramos pessoas interessadas, pessoas cheias de esperança, viciados que querem libertar-se do vício, e infelizmente pessoas violentas também. Para todas, é apresentado Jesus, aquele que transforma e cura os corações e as mentes, pela ação do Espírito Santo. Pode parecer brega para alguns leitores esta citação. Mas então aonde estão os libertadores no meio de tanto sofrimento? Só os cristãos. Vimos hoje, na rua Direita um jovem bater com violência em uma mulher. Chamamos a polícia para impedir a ação e nada, só mais tarde apareceu. Parecia um cafetão querendo obrigar a mulher a fazer programa. Vimos também, na mesma rua duas pessoas drogadas se socarem com violência, não antes de se ameaçarem mutualmente. Isto tudo, já em nosso trajeto de volta, como se o mal quisesse nos dizer: "Tá vendo, não adiante querer pregar o crucificado, porque aqui é o mal quem manda". Mas nossa fé é maior, e voltaremos com mais alegria na próxima semana. É ver pra crer.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Modelo de desenvolvimento no mundo apresenta esgotamento

O automóvel não atinge mais sua principal meta de transportar rapidamente, nas grandes cidades. São Paulo lacra quase mil veículos diariamente. Todos sabem que a solução efetiva é a substituição do transporte individual pelo transporte coletivo, com dois dias de proibição do mesmo automóvel no centro expandido. Mas isto fere interesses da indústria automobilística, dos consumidores, dos sindicatos destas categorias, patronais e de empregados. É hora de estabelecer um plano de longo prazo de diversificação de produtos, criando alternativas razoáveis para um futuro de 10 a 15 anos. A poluição já tem metas globais sendo discutidas, mas o modelo como um todo não tem sido repensado com a mesma ênfase. Cada edifício deve fazer o seu próprio tratamento de água e de esgoto. Aonde formos mexendo, vai fedendo: acontece no campo com destruições de matas e espécies de todo tipo, em troca de um espaço de pasto para o gado. Este assunto é imenso e avassalador. Ao longo do tempo iremos discutindo. Os partidos políticos estão defasados desta preocupação que emerge. Estão todos peocupados com assuntos muito importantes, e candentes, mas este fica para depois. Pré sal? Estão todos se locupletando para ter um quinhão de um produto (petróleo), que deve ser extinto como fonte de energia. O Brasil está descobrindo um pouco tarde, porque outras fontes de energia urgem serem descobertas para substituir o petróleo. Assim vai.

quarta-feira, 10 de março de 2010

ACREDITAR EM SI

Não importam as situações, como conseguimos ou não os objetivos, se fomos tratados de um jeito ou de outro, ou esquecidos, porque existem os que se acham importantes, e os que se pensam pequenos. Importa saber primeiro da importância da nossa própria vida, que está acima de tudo, espaço e tempo, embora inserida nestes. A vida é um mistério, estar no mundo e agir no mundo é um grande mistério que somente aos esquecidos de si não surpreende. Amar e ser justo tem aí um papel fundamental, ainda que não entendamos plenamente o porquê das coisas. Sabemos (alguns desconfiam, outros desacreditam) que por trás disto, aliás, pela frente, ao lado, em cima e em baixo, existe uma presença divina maravilhosa, que nos coloca nesta dimensão real da vida, e escondida(por simplicidade), participa. Há um sopro de vida que bafeja nossos corações e mentes, imperceptível, mas identificável, somando-se às nossas fraquezas, solidário. Um nós intradividido, intrasomado, que produz esperança, impossível não tê-la diante da maravilha do viver. Existem motivações que dependem do curso dos acontecimentos. Estas variam, alternam. Existe também uma motivação de raíz, consciente de que não se está só diante do mundo, e por isto nutre-se a cada momento de esperança, sabe que o sabor da vida é tão bom...

CONTRADIÇÃO DAS CONTRADIÇÕES

CONTRADIÇÃO DAS CONTRADIÇÕES

Há o rico e
Há o pobre.

Mas,
Há um rico
que é pobre,
e um pobre
que é rico

Mas
Também,
Há um rico
Que é rico
E um pobre
Que é pobre

Os que
Não são
Nem ricos
Nem pobres
Oscilam
Fingindo
serem ricos
Sendo pobres,
E de serem pobres
sendo ricos.

Muitos são
Os pobres
Poucos são
Os ricos

Há Poucos Ricos
Que são ricos,
E muitos Pobres
Que são pobres

De maneira geral
Muitos ricos
São pobres
E vice-versa
Poucos pobres
São ricos

Deu para entender?

O SÃO PAULO E O SANTOS, duas realidades da vida

Eu sou sãopaulino, por isso é difícil fazer esta análise, mas o fato é que dinheiro e contratações de bons jogadores não significam necessariamente formar um bom time. Falta substância, identidade, falta cultura própria, fazer parte, valores estes que não se adquirem com um estralar dos dedos. É preciso tempo, convivência, ter o cheiro da coisa vivida. Isto parece que os "meninos" do Santos parecem ter de sobra. O Santos valorizou seus garotos, dando-lhes posições de responsabilidade. O meu time "rico" tem uma baita escola de formação de futuros jogadores, mas não consegue fazer a formação e o aproveitamento deles no HOJE. E sabem porque não conseguem? Porque o poder, digo melhor, um falso sentimento de superioridade, está corrompendo o "mais querido", que deveria ser simples e cheio de amor pela camisa. Está falado

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Comunicação tem a sua superficialidade

É estranho ouvir as pessoas dizerem tantas coisas sobre a importância da comunicação, e se esquecerem de que a concordância é o fim principal desta. Não importa a mudança, a tentativa de mudar. Importa confirmar o óbvio. Prefiro o silêncio; é mais sincero, ou o pau, a discordância. Pode dar um upgrade na relação. O que eu não aguento mais é essa história de feed-back prá cá, feedback prá lá, como se fosse o máximo do avanço nas relações humanas. Há uma superficialidade que entedia nesta falsidade chamada comunicação. Há uma inverdade oculta sob uma falsa verdade